quinta-feira, setembro 6

Theire Way



Sempre escondido no meu inconsciente de menino guardei a ideia de que existem pessoas que nunca vão morrer, que irão permanecer sempre vivas como qualquer outra coisa diária que tomamos por garantida. Tal como o Sol. E só me apercebo disso, não sei vocês, quando a sua presença nos foge repentinamente de casa porque a certa altura de tanto nos invadirem a sala entram numa descrição familiar. Pessoas tão diferentes e de ocupações tão variadas como o Papa João Paulo II, Carlos Paredes de entre muitas outras tal como Luciano Pavarotti o qual me apercebi, durante as férias e após a sua hospitalização, que também entrava nesse grupo.
Sempre tive para mim que existem certas pessoas que se deviam ver ao vivo porque sim, porque íamos sentir uma montanha russa de bons arrepios, porque a sua trajectória dizia mais do que a nossa tenra idade podia perceber e que o futuro colocaria tudo no devido sítio. Frank Sinatra, Amália Rodrigues, o Mestre Carlos Paredes, Freddy Mercury e Pavarotti entravam nesse grupo. Infelizmente já não terei o seguríssimo prazer de os ver/ouvir ao vivo e não terei oportunidade de ouvir algumas canções que, passem os anos que passem ou passem nelas as vozes que passarem e que até as mereçam, as mesmas só me farão sentido quando as ouvir nas vozes deles. Deixo aqui algumas delas que não as percebo longe deles e onde é a música humildemente que parece suplicar pela sua voz ou saber.

3 comentários:

quem tecla não chora disse...

Deduzo que queiras uma imagem,para o blog ,em preto e branco...?
Vou procurar...bjj

O Adamastor disse...

Foi adoptada por recurso no início mas agora ganhei-lhe afeição e até creio que me diz coisas de mim. De qualquer modo agradeço a gentileza já que aqui as fotos a preto e branco são sempre bem vindas :)

Pedro Miguel disse...

Caro amigo, o que disseste faz todo o sentido. Pensamos que existem pessoas que irão existir para sempre. Sempre existiram e continuam a existir... Muitas vezes só percebemos a sua grandeza quando nos apercebemos que não as voltaremos a ver mais. Que perdemos o seu sorriso e a sua companhia.

Mas como tu disseste (penso eu) à uns posts atrás que nós somos feitos pela influência dos que nos rodeiam ou apenas de pessoas que momentaneamente influenciaram a nossa forma de ver o mundo.
Assim somos uma forma de perpetuar a forma de pensar ou as ideais dessas pessoas.

Abraço a todos