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sexta-feira, julho 18

A emboscada

http://www.tsf.pt/Programas/programa.aspx?content_id=903681&audio_id=4033909

Link na imagem.
E em jeito de conclusão:

Quem não dá tréguas a fulano, beltrano e cicrano, mais as suas famílias, o que é que merece para ele e para a sua?

segunda-feira, janeiro 13

O "nosso" ecossistema muito pouco sustentável.

 http://www.pmcruz.com/eco/

Encontrei este link (basta clicar na imagem) num site habitual e não resisti a trazê-lo para aqui. É normal dizer-se que uma imagem vale mais do que mil palavras. E depois disto penso: assim, o que valerá uma imagem interactiva?
Do concreto...
Fica assim explicada, representada a teia, o ecossistema que pululou, pulula entre São Bento e as diferentes empresas nacionais. Dali resulta a leitura mais honesta de outra frase: não há almoços grátis. Tudo se pode, tudo tem um preço ainda que nenhum dos dois tenha uma base honesta. O país é corrupto? A razão do porquê de estar como está? Só de pensar que em cada câmara existem ecossistemas iguais. A verdade é diferente dos factos. A verdade pode ser feita pela letra da lei. Já foi verdade que as mulheres não podiam votar. O facto era que tal verdade era estúpida. Assim não me interessa que digam que não há corrupção. A lei diz que isso é verdade. O facto é diferente. Um cumprimento especial aos autores deste documento.

terça-feira, maio 21

A Europa a fazer por expirar

















Quando vi a notícia na tv não percebi bem do que se estava a falar. Hoje por duas vezes caí, via rádio, no assunto e acabei por estar aqui a terminar a noite ao som dos daft punk e nas linhas irrecusáveis do MEC. E não há como tentar fazer melhor, ele diz tudo, em conta peso e medida, na forma, no tempo e no modo certos. Mas no final de tudo, devíamos revoltar-nos! Mais uma. Existe uma completa separação entre os políticos e as suas populações e este é mais um flagrante caso. Mais um tiro no pé do (incerto, instável) balanço europeu. 
 
A invasão que aí vem
Por Miguel Esteves Cardoso in Público
19/05/2013

No PÚBLICO.pt de ontem dá-se conta de uma reportagem da LUSA sobre o protesto dos pequenos produtores da aldeia transmontana de Duas Igrejas contra a nova lei das sementes que está quase a ser aprovada pelo Parlamento Europeu. Falam por todas as sementes, todas as hortas, todos os agricultores e, sobretudo, pela economia e cultura portuguesas. A lei das sementes - que proíbe, regulamentando, a milenária troca de sementes entre produtores - é pior do que uma invasão francesa de Napoleão.
É uma invasão fascista que quer queimar a terra para preparar a incursão das agro-corporações multinacionais (como a gigantesca e sinistra Monsanto) que virão patentear as sementes que são nossas há que séculos, obrigando-nos depois a pagar-lhes direitos de autor, só por serem legalisticamente mais espertos. Pense-se em cada semente como uma palavra da língua portuguesa. Na nova lei colonialista das sementes é como obrigar os portugueses a sofrer a chatice e a despesa de registar tudo o que dizem, burocratizando cada conversa.
Atenção: é o pior ataque à nossa cultura e economia desde que todos nascemos. Querem empobrecer-nos e tornar-nos ainda mais pobres do que somos, roubando-nos as nossas poucas riquezas para podermos passar a ter de comprá-las a empresas multinacionais que se apoderaram delas, legalmente mas sem qualquer mérito, desculpa ou escrutínio.
Revoltemo-nos. Já. Faltam poucos dias antes de ser ter tarde de mais. E para sempre. Acorde.

PS: perdoe-me o Público pela cópia integral e em reforçada ideia, o seu autor.

sábado, fevereiro 23

Quem diria, o lodo eleitoral espessou-se na presidência

Como eu sei que a minha mãe, principalmente, não gosta que eu pragueje, a não ser quando ando mais triste que tudo é menos importante que isso para ela, eu tentarei não usar vernáculo no que se segue. Ora vinha hoje de viagem quando ouvi que a presidência da república conseguiu fazer a quadratura do circulo, entenda-se, deu como o rato da lei da limitação de mandatos. Um "e" no sítio de um "a" no texto legislativo parece ser o cerne da questão. Para mim não é. O que as minhas palavras contam? Nada, nicles mas vou deixá-las aqui na mesma. 
Primeio: os asnos que estiveram na base da redacção da lei não se entendiam nas suas convicções do que se teria passado à data. Aquilo que se chama o espírito, não santo que isto é política, mas da lei. Ora a diário estes contradiziam-se a cada serviço informativo. Conclusão: paparam uma taxada a esses abortos para redigirem um parágrafo mas nem isso conseguiram. Pergunta: estiveram mesmo lá ou aquilo veio cozinhado de algum lado? 
Segundo: após a lei ser publicada ninguém teve a capacidade ou o descernimento de dar com o erro!? Parece que só fora do parlamento é que a letra da lei é lida a diário e com oslhos de lince. E ainda quer o ministro da educação colocar a rapaziada nova a ler rápido! Para quê!? É preciso é saber ler e isso parece, ainda que eu já desconfiasse, que as bestas políticas só sabem consumir o ar que, pelo menos a mim, me faz falta. Era matá-los e falo a sério.
Terceiro: o presidente da república não consegue dar com nada da rés pública, a não ser tudo o que se refere à raça bovina e a sua capacidade de sorrir no verde prado, mas teve... engenho!? arte!? Para conseguir identificar tal mácula? Estou abismado com esse nível de aprumo. Se pelo menos o tivesse tido para o acordo ortográfico... 
Quarto: não deixa de ser estranho que não tenha sido feito um esforço político para que a lei voltasse de novo à base no sentido de clarificar a mesma. Assim o interesse político é mais do faz-de-conta uma vez que deixa a ideia de que a redacção da lei seguia uma ideia farmacológica: lei de espectro largo, isto é, para servir tudo e todos conforme os interesses destes filhos de meretrizes de baixo orçamento.
Quinto: Não deixa de ser suspeito ou interessante que isto tudo tenha começado com a ideia de que se devia acabar com os caciquismos e compadrios camarários que transformaram muitas cidades em verdadeiras coutadas partidárias para completa ruína local, regional, nacional. O espírito era o de limitar o cargo e não a região em que o indivíduo actua.
Sexto (e último): Não deixa igualmente de ser curioso que o debate sobre esta situação só tenha sido resolvido após uma decisão judicial proferida pelo tribunal constitucional em que um presidente de câmara, no caso um cacique do PSD, foi acusado, condenado e confirmada a sentença pela dita instância a perda de mandato quando este já não se encontra na câmara onde ficou provada a prevaricação. Ou seja, o tribunal e quero crer o sistema judicial e bem, condena o indivíduo pelo acto que este fez independentemente de se este foi feito na câmara a que pertence no momento ou não. O tribunal leu o cargo e não a geografia. O tribunal leu a violação legal e diga-se, a moral ou a falta desta, do cacique e não do cacique em função da câmara onde foi cometido o ilícito ou ilícitos. Ora se espiríto se mantiver, todas as acções interpostas para contestar as candidaturas dos caciques paraquedistas poderiam esbarrar no mesmo fim, certo? Certo. Vai dai cai do céu este achado. Mãe desculpa agora...
Que diferença faz chamar filhos DA puta ou filhos DE puta a esta gente? Nenhuma porque o meu espírito continua a perseguir o mesmo fim, classificar estes seres no que realmente são. Aliás são isto e muito mais mas é tarde...
Se fosse lider do PS juro que não deixaria que isto fosse alterado. É lei eleitoral e necessita de 2/3 dos votos e se a sua redacção não é consensual, ou volta à base ou teria que se manter conforme ficou redigida. Haverá tomates para isso? Não me parece porque esses, tais como os anteriores, também são filhos DA ou DE puta, como quiser entender.  

quinta-feira, fevereiro 7

Um lembrete para o IRS que se avizinha...





Um contribuinte viu a sua declaração rejeitada pelas Finanças, porque, aparentemente, respondeu a uma das questões incorretamente.

Em resposta à pergunta “Quantos dependentes tem?”, o contribuinte escreveu:

“50.000 imigrantes ilegais, 10.000 drogados, 200.000 subsidio-dependentes, 13.000 criminosos nas prisões, além de uma cambada de políticos em Lisboa e nos municípios espalhados pelo país.”

As Finanças afirmaram que o preenchimento era inaceitável.

Resposta do homem às Finanças:
- De quem foi que eu me esqueci?

quarta-feira, outubro 24

Insistem e insistem e insistem e insistem...


Numa época onde em Portugal tudo é taxado, tudo leva imposto e apenas o ar parece estar incólume a esta sangria, creio que também já era tempo de que certas afirmações, nomeadamente as de certos agentes com responsabilidades, começassem a pagar imposto. 
Será possível que não passa uma semana sem que algum palerma do governo diga uma baboseira? Portugal já sei, parece um lar, tal é a loucura de pessoas a sair borda fora mas até nos lares há maneira de controlar a baba que teima em seguir a gravidade do planeta sem que a boca, aparentemente como parte integrante da cabeça, tenha algo a dizer sobre a matéria. "Existe aparentemente um enorme desvio entre o que os portugueses acham que devem ter como funções do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar" by Gaspar.
Cale-se homem, tenha tino. Saia à rua, veja o que se passa e deixe de dizer disparates. Faça o seu trabalho bem feito, algo que está por conseguir, e deixe de parecer a besta que quase, sem desconfiança, começo a ter certeza de que é.

sábado, setembro 8

Procura-se a passos largos...

 ...Pedro Passos Coelho. Alguém me poderia dar uma ajuda? Tenho urgência.

sexta-feira, julho 27

ABSOLUTAMENTE A NÃO PERDER



Só a morte vos pode impedir de ver este documentário. Farei questão de o passar nas escolas vezes sem conta para alertar a juventude. Para os educar desde pequeninos. Grande jornalista aquele que teve coragem para o realizar. Provavelmente não terá a vida facilitada a partir dele... Só se não puder é que volto a gastar um cêntimo que seja nas empresas destes ladrões. E estas ratazanas políticas se as vir tratarei de lhes explicar a minha posição sobre a sua existência de puras putas! Não os confundir com prostitutas, genuínas e verdadeiras senhoras que ganham o seu dinheiro de um modo completamente honesto e às claras. 

terça-feira, julho 24

Moralidade unidireccional


"à mulher de César não lhe basta ser séria, tem também de parecê-lo.

Isto a propósito das descobertas da inspecção geral das actvidades em saúde, que encontrou duplicação de pagamentos ou de remunerações acima da média para os médicos. Ora se me pareceu bem que o bastonário viesse criticar a situação também me parecia normal que o bastonário viesse criticar os médicos que estavam nessa situação. Já são maiores de idade e devem saber se estão a roubar o erário público. Mas não. O bastonário vem dizer que a culpa é do sistema que passa a vida a mudar as tabelas. Raios...os médicos, pelo menos aos olhos do bastonário, nunca têm culpa de nada. São seres acima de qualquer suspeita. Como será que as pessoas verão esta situação de que os médicos ganham acima da tabela ou de que estes têm dupla remuneração? "Vão mas é trabalhar malandros! Estes gajos o que querem é não dar aulas! Querem é continuar a não fazer nenhum e a ganharem muito e a faltarem sem que nada aconteça! E onde é que eu deixo o garoto!? Tenho que ir trabalhar! Rua com os professores!" Mas senhor eu perguntava dos médicos...
Senhor bastonários fica-lhe bem alguma honestidade e é sua responsabilidade a defesa da classe. Não se defende um filho quando este rouba um chocolate e não se castiga, se repõe o dinheiro e se leva o rebento a pedir desculpa. É o problema de este ser um país soalheiro. Muita gente tem casas com telhados de vidro onde guarda uma moralidade de dedo de riste apontado sempre para fora e nunca para dentro.

domingo, julho 22

O passar do tempo e o reviver implacável do mesmo fado


A maioria das pessoas que vem ao blogue ler-me, conhece-me e sabe de onde sou. Para quem não sabe, deixo uma dica: estou sentado na minha sala com as janelas abertas olhando o sopé da Serra da Estrela e a cidade da Covilhã. E porque digo isto hoje? Também estou virado para a minha tv que passa há já demasiados dias as imagens deprimentes dos fogos florestais. Passam estas imagens e do Governo não há uma mínima palavra como se por esta altura as populações e os bravos bombeiros estivessem ao abandono.
Diria que estão na realidade. Não se sabe dos ministros, não se sabe de quem governa ou faz que governa o pagode.
No meio de tanta desgraça em tons tão intensos como as temperaturas dos dias e dos fogos deflagrados, dei por mim a olhar para a minha encosta serrana, aquela que já vi arder e ficar em completo luto, tal como a cidade. Ver tudo negro, morto e passar por essa situação foi das situações que melhor me lembro dos anos noventa. Sempre vi noticiários obrigado e ganhei-lhes o gosto e tenho presente que o primeiro grande incêndio em Portugal aconteceu precisamente nessa época. Lembro-me muito bem do antes e do depois. Da vida completa e colorida à morte negra e desoladora. Foi assim. E tem sido assim uma vez que a minha serra não voltou e nem voltará a ter a mata que outrora envergava. Agora olho para lá e também para os noticiários e penso que, qualquer dia, ainda que não haja mais do que mato e giestas para serem consumidas, o fogo há-de voltar a iluminar a noite, o ar quente e irrespirável há-de ter que se inspirado de novo, havemos de ter de ajudar outra vez e ficará no final tudo como esteve há mais de vinte anos atrás.
Estará a ser feito algo para que isso não suceda? Nada, como também não foi feito no resto do país. O combate aos incêndios só se sabe fazer com tanques cheios de água e combustível, peitos cheios de força e resistência e contratos de meios aéreos seguramente a peso de ouro. Mas o combate não se faz assim. Faz lembrar a segurança das viaturas. Existem dois tipos: a passiva e a activa. Ninguém considera que um para-brisas ou a suspensão é dispensável nos carros mas ainda assim só se lembra que são os travões, os pára-choques, airbags ou os cintos de segurança que sustêm a vida no modo activo. Pois mas os outros também são essenciais. 
O mesmo sucede com a prevenção e esta não existe. Aquela encosta que se ergue maciça e portentosa diante dos meus olhos poderá pouco sem a justa prevenção. Aquela encosta deveria estar limpa (peguem no presos, nos beneficiários do RSI, nos militares e também em voluntários - eu vou), deveria ter caminhos abertos para facilitar a limpeza e o combate aos incêndios (que hão-de voltar) e não os passeios próprios d'época porque a malta continua a ser burra - é irreal continuar a ver condutores a deitar beatas, algumas ainda vivas, para a estrada -  e deveria ser convenientemente vigiada.
Acabem com as queimadas estúpidas, punam os prevaricadores e enrijem a legislação de manutenção para o privado e o público e as penas para os incendiários conscientes ou negligentes. Promovam o retorno do pastoreio e de todas aquelas artes antigas que mantinham e preservavam aquele ouro verde. Em preto, aquela e todas as encostas, não servem para nada. Parece que quem decide, as bestas políticas, ganham com estas desgraças. E das duas uma: ou ganham e merecem ser empaladas ou então não sabem mais e para além do normal empalamento (são políticos têm que ser empalados) devem ser destituídos para nunca mais voltarem. Temos que ser mais exigentes...
Das imagens que vejo sobressaem a falta de coordenação, a falta de combate à nascença, de meios (impossível ter meios para combater as frentes que se deixaram crescer) e o silêncio surdo de quem manda. É ridículo. E aqui da minha encosta... Vai fazer-se algo? Vai a região de Turismo da Serra da Estrela ou a Câmara Municipal da Covilhã precaver-se? Nada. A região de Turismo é um poço putrefacto de cunhas e boys. De alguns já é uma sorte a capacidade que têm em saber escrever o seu nome sem erros e letra legivel. E da Câmara? Igual. Só apetece mesmo insultar o bem falante edil camarário para que a notícia e a procedimento judicial se construa (como já aconteceu) para com a publicidade do caso alertar para o facto. Mas o Sr. Pinto tem mais que fazer, nomeadamente, respirar, manter o bronze e fazer que estuda. Pena que tenham dado com o esquema à lá Relvas não é Sr. Pinto... já não vamos fazer tantas cadeirinhas... Gostei de vê-lo com a máscara de preocupação em relação aos desgraçados trabalhadores do data center da PT em cujos terrenos, os melhores da cidade descontando a encosta protegida por leis a cobro da estupidez autarca, se ergue e que foram cedidos à borla ao Sr. Bava. isto para já não falar no negócio da barragem... Mais um que não merece o ar que respira.

quinta-feira, julho 5

Por favor um velhinho que mate um político. É urgente.


Este foi o estado em que ficaram todos aqueles a quem lhes segredei que o ministro adjunto do governo português tirou, não sei bem se o verbo será este... será, convenceu? Persuadiu? Ameaçou com o revelar dados privados da vida dos professores? Do mentecapto do reitor? Pois não sei, só sei que aquele... (suspiro para não atingir a mãe deste...) grandessíssimo aborto incompleto do reino animal, sub-sub-sub-espécie homo-politucus-filhus-ad-putix conseguiu uma licenciatura pela velhas oportunidades, o ordinário e reles e asqueroso prostíbulo político. Este rasteiro animal fedorento conseguiu com esta façanha que os pais deste país pensem: "bem eu sei que o rebento andou lá e trouxe para casa uma licenciatura pré-bolonha mas... raio do puto sempre lhe disse para abrir a pestana. Podia ter ido para a República Checa estudar na universidade de Tachov e no mesmo tempo tinha feito meia dúzia de cursos!"
Eu e dezenas ou centenas de milhares de portugueses andaram a queimar as pestanas, a custo elevado para muitos e para todos aqueles que este ano ou nos anos anteriores foram obrigados a desistir e vêm estas espécies de expectorações humanas que, a poder abrirem caminho nas merdas das "jotas" e dos partidos políticos, alcançam como disse o não menos asqueroso reitor da universidade lusófona, uma licenciatura de acordo com a lei. Não sei se a possibilidade que a lei outorga ou a explicação do palerma do reitor que me causa mais asco. Quer a merda da lei e o não de somenos reitor deviam ambos perecer, falecer, sucumbir e todos os que fizeram a lei e todos os que a aplicam. Gostava de saber quem é que na Assembleia e no Governo tirou o curso com mérito. Gostava mesmo. Se eu tivesse a idade da minha avó dava-lhe utilidade e limpava o sarampo a todos estes miseráveis que conseguisse. Pena a independente ter fechado mas vou ver se vou à lusófona. Com os meus anos de experiência e estudos devo estar prestes a obter a cátedra.  

sexta-feira, junho 22

Tempos dos...


São da lavra europeia muitas das invenções e das criações mais magníficas do mundo mas também são nossos muitos dos piores momentos da raça humana. E esses até os exportámos tornando tudo maior quando as lanças se viram ao lanceiro, explico. Durante séculos desbaratámos todas as regiões do mundo em que pudemos pôr o pé e depois as mãos e agora estamos a colocar-mo-nos a jeito para que estejamos no lugar que ninguém deseja. 
Serve esta loooonga introdução para dizer que Donald Trump, magnata americano com um raio de um penteado que sempre estranhei, de tão rijo que até parece feito de ouro, afirmou que agora é o momento certo para atacar e comprar aos desbarato, por tuta e meia, a Europa a começar pela Espanha. E que a zona euro irá cair, desmembrar-se e que isso não é mau porque cria oportunidades fascinantes para, por exemplo, os magnatas americanos. Gosto de pessoas sinceras, verdade que sim.

terça-feira, junho 19

O alvo


Não sentem o cheiro? Não? O magistrado supremo da nação promulgou as alterações ao código do trabalho. Levante a não aquele que não conhece um patrão que já afia as garras, através dos seus advogados, para fazer a folha e uns quantos milhares de trabalhadores. Já cheira a sangue.
O magistrado supremo da nação também precisava de um magistral encontro com a inevitabilidade das mesmas injustiças que cria e que estas lhe causassem um supremo falecimento com o mesmo sofrimento que o peso de todas as suas tomadas de posição até hoje. És mesmo mau. Que vergonha me causas.  

quarta-feira, abril 18

Capitalist lesson 1:1


Isso e também que o capitalismo cria em nós uma necessidade para depois nos esmifrar tudo até ao dia que pensamos: "para que carago quero eu isto?"

PS: esse dia desaparece na proporcionalidade directa da passagem dos dias.

segunda-feira, novembro 28

Atenção: ruminantes travestidos à solta.


Asno. Asno é a palavra que não me tem saído da cabeça para classificar aquela espécie de animal, ou animais, que decidiu deitar o fogo ao estádio da luz. Não morro de amores pelo clube mas há coisas que não têm cabimento em parte nenhuma, só na mente de anormais. Estendo o termo às direcções dos clubes pela inteligência demonstrada em, com a boca dizer uma coisa e em atitudes fazerem outra. Fico à espera de uma confirmação mais directa às condições dadas aos adeptos visitantes, ao modo como o acesso ao lugar foi feito para encontrar algum pingo de verdade em histórias tão contrastantes. Asnos, mas não sei se é de sofrer de clubite, parece-me que ainda assim as “orelhas” são maiores do lado Benfiquista. Uma coisa é certa, ninguém sai a ganhar com isto.
De Asnos passo para Asno. Cavaco Silva começa a meter alguma raiva, explico. Se é certo que eu não passo na ponte Vasco da Gama ou não sou atendido nos Hospitais com parcerias público-privadas (leia-se, doravante, ppp's) mas pago-as como contribuinte, também é certo que sou frequentador da auto-estrada A23 e sem ela o meu percurso, engrandeceria em tempo, qualquer coisa como uma hora e meia. Passaria para o dobro. Assim, compreendo que o contribuinte assíduo dos serviços referidos e muitos outros, como a TAP ou a RTP, precise da minha ajuda para pagar esses serviços que não usufruo mas, por outro lado, não que ache que a conta da A23 seja a dividir por todos. Assim isto do utilizador pagador tem algo que se lhe diga…
Ainda assim, retornando ao Asno, não desisto de dizer que não se entende que não se revejam os contratos destas auto-estradas (e das ppp's). Não entendo sendo isso um dos cernes da questão - o problema é financeiros não é? Não entendo como Cavaco Silva promulga o diploma e acto seguido diga que são necessárias medidas de discriminação positiva para o Interior, seja ele qual for. A que interior se referia? Minas!? Qualquer dia perco o juízo e envio um fardo de palha para Belém, talvez com alimento as besteiras deixem de ser verborreadas. Numa sociedade em que o tempo é dinheiro, em que a distância nunca se tornou tão curta como agora e convém que assim fique, venha este senhor pedir discriminação depois de discriminar, em sentido oposto, e enviar o interior para quinze ou vinte anos atrás. É de débil mental. E por falar nisso não entendo como o senhor Coelho não chama o menino Álvaro e lhe diz isso. Não precisamos de dinheiro!?
É tão complicado alterar os contratos? (eu compreendo não andaram as empresas a granjear favores para agora perder o investimento feito, estando seguramente os mesmos blindados até aos dentes, os contratos claro.) Compreendo mas como parte pagante, roubada, contribuinte exijo que se lhes ofereça assim: Querem negociar isso? E negociar como negoceia uma dona de casa na banca da fruta e não como quem vai pedir e vem sem calças, como tem sido. E se eles não quiserem, tudo bem. Mas façam o seguinte: aumentem os impostos só a essa gente, coloquem a autoridade para das condições do trabalho dia sim dia sim na empresa, multem as suas viaturas por tudo o que for possível, mandem as finanças virar tudo do avesso. Façam isso, talvez resulte, talvez depois queiram negociar, honestamente.

sábado, novembro 12

Sem vergonhas!


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Filhos da puta. Mil vezes filhos da puta!
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Parece-me inadmissível e inqualificável a posição pública que a associação de bancos portugueses tomou relativamente às condições para a requisição da ajuda no âmbito resgate a Portugal. E desculpem mas estes fidalgos são uns verdadeiros chulos, facínoras, ladrões, sem vergonhas!
Alguém disse a esses camelos para recorrerem à ajuda!? Alguém os obriga!? Têm que pedir é? Estão com os tomates entalados!? Então que se lixem! (com F!) Talvez assim fiquem em sintonia com o resto do país. Tivessem ido à escola aprender a fazer contas. Como o Senhor “António” que já não consegue pagar a casa ao banco(!). Tentou negociar e queriam-lhe o rim sobrante porque o outro ficou logo do banco no dia que assinou o contrato de compra da casa. Assim teve que recorrer a outra "financiadora leonina" e apertar ainda mais o laço em volta de um pescoço já em ferida. Cabe na cabeça a alguém que uma pessoa que compre uma casa por 100 mil euros acabe por ter que pagar pelo menos o dobro! Agiotas, especuladores! Filhos da puta!
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Se eu quisesse na segunda-feira ir comprar um Porsche gostaria de saber o que alguns dos seus empregados me iriam dizer quando eu lhes pedisse o dinheiro. Se usariam a mesma bitola comigo que querem para eles. Ai deles que tivessem a tentação de me pedirem juros altos ou garantias para o dinheiro que lhes pediria. As pessoas haviam de descer, ou subir, do alto da sua educação e ir aos bancos tirar todo o dinheiro. É fazer um manguito a estes grandessíssimos filhos da puta!
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De quatro meus senhores, de quatro! E preparem-se para sofrerem aquilo que têm feito a milhares de famílias por este país fora. Preparem-se para a penetração. Gostaria que o estado aproveitasse para também moralizar esse grémio de abutres. Sempre quero ver se o ministro das Finanças tem a espinha tão direita como parece ou se será um títere nesse momento. E que não deixe para trás o palerma do governador do Banco de Portugal que ao que li se prepara para interceder a favor desses usurpadores junto do Governo a propósito desta temática.

quinta-feira, outubro 13

Uma cegueira que se aproxima


Ressalta o corpo entre o estupor e o torpor das palavras do primeiro-ministro. Acabo de saber que vou ganhar menos 15% para o ano do que iria ganhar numa condição normal. Daqui não escreve alguém que se tem sentido particularmente favorecido ao longo do seu trajecto laboral. Estudei para isso, tenho dado o corpo ao manifesto trabalhando alegremente mais, muito mais vezes longe do que perto de casa e da família, com custos efectivos para todos. Sou daqueles palermas que tem ética de trabalho. Tenho uma falta justificada no meu trajecto laboral, que tem no registo três ou quatro faltas devidas a greves realizadas, nomeadamente, a partir do anterior Governo PS ao longo dos mais de nove anos de profissão. Já fiz greve à japonesa, leccionando as aulas mas não assinando o livro de ponto, não prejudicando os alunos. Tenho o brio profissional como uma questão de honra a pontos de ver o meu horário contemplado com dez horas de trabalho suplementar, entenda-se para além das aulas propriamente ditas, sendo as mesmas cumpridas muito para além do que seria suposto.
São incontáveis os fins-de-semana que passei ao longo dos anos a trabalhar no sentido de que nem o homem do algodão encontre sequer um vislumbre ténue de laxismo. Aos trinta e três anos a minha vida resume-se a duas companhias: o portátil com uma internet que deveria ser exemplar, como aquilo que eu dou ao país e bem que me custa pagá-la, e um carro que acabou por ser a minha única despesa, se bem que
controlada, excessiva. Com a minha idade o meu pai já tinha a vida orientada, casado, com os dois filhos. O filho, mesmo se quisesse, não o poderia fazer. Não passo a vida em cafés e tento fazer uma vida regrada sob todos os pontos de vista, inclusive o financeiro. E depois o dia acontece e a conta é de novo a subtrair. O mais provável é que para o próximo ano seja obrigado, para além dos mais de 25% do ordenado que pago mensalmente de contribuições, a pagar IRS devido a todos os cortes que estão a ser feitos. O meu país é assim, eu que não dou chatices, não tenho maleitas, que não encareço o sistema sou contemplado, por isso mesmo, por não ter despesas, a pagar mais impostos.
Ouço neste momento os palermas da ordem nos canais de informação, supra sumos da economia, a disparatar dislates sobre a situação teorizando em todas as direcções e acenando a tudo e mais alguma coisa, mas não sobre a urgência de um clister não suas inócuas cabeças. Basta, caralho, basta!
Por isso e por tudo o que ficou por dizer, basta. Quero ver as pessoas responsáveis a responder judicialmente por isto tudo. Quero ver governantes, secretários de estado, ministros e demais escumalha ser alvo de um escrutínio judicial sério com uma sonda rectal que começa numa ponta e acabe na génese destes problemas. Quero ver a resolução incondicional, assente num país com soberania sobejante para as empresas e os seus empresários sanguessugas, dos negócios assentes em parcerias público privadas, essas que conduzem de modo acelerado o país para o abismo.
Daqui escreve alguém que não pode fugir aos impostos. Daqui escreve alguém que nunca nos nove anos como profissional recebeu um aumento sequer em função da sua prestação. Daqui escreve alguém a quem o sistema nunca teve de pedir nada para que o mesmo fizesse tudo o que era preciso e, por vezes, até mais. Daqui escreve alguém para quem a perspectiva de futuro se enquadra no que vive agora e que a outra alternativa será o desemprego. Basta. Exijo respeito.

terça-feira, setembro 27

motherfucker #1



O nível de sem vergonhice raia o absoluto e causa-me uma vontade de fazer falecer que nem é digna do que senti por outros ódios de estimação. Tenho poucas palavras para classificar a genuinidade deste animal. Deve ser o único da espécie dele que não teve pápas na língua para deitar cá para fora o que o comum dos mortais não sabe ou sequer adivinha. Filho da P&%*! Mas agradeço a dica, mal por mal... pior não fico.

terça-feira, agosto 9

Contas "de vida"



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Um abre-olhos vivido na primeira pessoa.
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A volta a casa tem sempre características invariáveis sendo, uma delas, a falta de paparoca em casa. E assim a grande superfície ganhou espaço como um destino a muito breve trecho. Lá fui. Fizeram-se as compras e no final aquando da conferência da folha de "papel higiénico", que nos é oferendada pela menina da caixa, apareceu um tópico que dizia: " 23% Tara Garrafa 33 - 0,06 euros". No cabaz que havia adquirido não havida nenhum artigo que viesse guardado num qualquer recipiente de vidro vai daí... na caixa central foi dito qualquer coisa como: "pois é erro, a máquina às vezes faz isto". Hein? Eu não sou grande fã da hegemonia da marca Continente, das suas promoções em cartões e demais truques de magia. Tenho até para mim que os seus preços serão acima das outras grandes superfícies. Agora relaxadamente dizerem que a máquina às vezes faz isto... Dirão vocês: caramba, são só 6 cêntimos, ou seja 12 escudos, mas agora pensem neste erro multiplicado por não sei quantas compras diárias neste Continente. E se isto acontece noutras lojas da cadeia? Ui.. muito dinheiro não? Pois...