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segunda-feira, janeiro 13

O "nosso" ecossistema muito pouco sustentável.

 http://www.pmcruz.com/eco/

Encontrei este link (basta clicar na imagem) num site habitual e não resisti a trazê-lo para aqui. É normal dizer-se que uma imagem vale mais do que mil palavras. E depois disto penso: assim, o que valerá uma imagem interactiva?
Do concreto...
Fica assim explicada, representada a teia, o ecossistema que pululou, pulula entre São Bento e as diferentes empresas nacionais. Dali resulta a leitura mais honesta de outra frase: não há almoços grátis. Tudo se pode, tudo tem um preço ainda que nenhum dos dois tenha uma base honesta. O país é corrupto? A razão do porquê de estar como está? Só de pensar que em cada câmara existem ecossistemas iguais. A verdade é diferente dos factos. A verdade pode ser feita pela letra da lei. Já foi verdade que as mulheres não podiam votar. O facto era que tal verdade era estúpida. Assim não me interessa que digam que não há corrupção. A lei diz que isso é verdade. O facto é diferente. Um cumprimento especial aos autores deste documento.

terça-feira, novembro 19

Contra dicções



...ao morno presente?

A Irlanda, em lamas duvidosas, afirmou de peito repleto e com os olhos vidrados na assistência que nem sequer a irá socorrer-se de um programa cautelar - aquela espécie de seguro, de rede por baixo do equilibrista.

Hmmm...na minha particular lista de entidades representativas do lado negro da força estão as seguradoras. Mas os seguros, na teoria, são bons. Ora porque será que a Irlanda não quer o programa cautelar? Até porque acto seguido afirmam que os anos seguintes não vão ser fáceis... Então? É cautela (à ingerência da Europa)? PS: a Irlanda também podia ter esperado pela "nova" alemanha mas já lá vai qualquer coisa como um mês e da Angela não há novas.


Por cá andou tudo... por entre as direcções das rosas dos ventos. Alguém, ou Marques Guedes, disse que se perdia a referência. A Irlanda era referência? Pediu muito menos trocos que Portugal, a índole do desvio era substancialmente diferente, a sua economia é diferente da nossa como o dia da noite e...referência? Do que queríamos ser? No futuro?
No resto da governação(?)... das finanças ouviu-se que não excluía que por cá fosse igual(!)  - excesso dos vapores do lodo do Tejo? ...o ainda primeiro-ministro afirma o óbvio, ou seja, quem não deseja tal coisa? Certo será que mais também não se esperava.

Afastando a surpresa... como fica o burgo neste contexto? Vendo o carinho com que a Irlanda se afasta das cautelas alheias não deixo de ter algum apreço em que Portugal tenha a mesma sorte mas...acho que isso nos fica fora de mão. Assim a escolha resume-se à escolha entre o péssimo e o horrível... 

E que dizer da Alemanha (e do Luxemburgo)? Excedente comercial! E de 7%!! O que é o mesmo de que dizer que também viola umas quantas coisas. Uma espécie de pastéis de belém do tamanho de um país! Mais houvesse mais alguém compraria. Nota histórica: pela segunda vez. O Durão Barroso (aka O Cherne) subiu a uma lista telefónica para dizer que ou eles "tal" ou nós "coisito"! Hmm... a história mostra que realmente a europa sabe como ninguém como endireitar a Alemanha. 

E de andar a usar o tempo também para passar os olhos por uns registos históricos do pré e pós WW II, encontro algumas semelhanças com estes últimos anos. Alto desemprego, crise económica, crescente dos extremos (mais propriamente da direita) Holanda, Austria, França, Grécia. O meio europeu está a pintar-se para qualquer dia "virusar" a partir do parlamento europeu.

Quem é o ministro dos negócios estrangeiros? É que o Portas foi a feiras, de novo, para o outro lado do Mundo.

Os Reitores cortam relações com o MEC. Mais vale tarde que nunca. Eu se fosse a eles retaliava ainda mais. Retaliava até não mais poder. No período salazarista foram as Universidades verdadeiros e imprescindíveis palcos de luta política. Eu não ficava por aqui...

A OCDE e a OIT vieram confirmar as suspeitas que ninguém suspeitava. Mais um pouco de tempo de antena para os malabaristas das palavras.

Um senhor professor catedrático do qual me escuso a escrever o nome deu uma entrevista ao Dn e... passou a ser o novo cromo na caderneta dos magníficos ignóbeis portugueses. Até gostava de o ouvir (e ouvi a entrevista via TSF) naquele estilo despachado e onde tudo é simples e claro. Excitou-se ao micro e largou o Jeckyll que estava dentro dele. 

A Espanha vai passar uma lei para controlar o modo livre como as pessoas se podem manifestar. É certo que por vezes existem abusos mas lendo na oblíqua a proposta parece-me que os políticos estão pró miufados. Parece que temem aquilo que eu digo que falta por cá. Excrutínio de rua.

Para finalizar... a Merckel vai receber o prémio Indira Ghandi. A senhora cuja política parece querer empurrar os povos uns contra os outros. É esperto ao nível do Nobel ao Obama.

PS1: e sim, não vou escrever sobre a prova do MEC e vou esperar para ver se me vejo obrigado pelas circunstâncias a fazê-la ou não. Certo é que deveria algo, já que esta democracia não o permite, que fizesse justiça por outros meios. Estes senhores (ministro e secretários de estado) mecerem que o terror lhe bata à porta na justa medida daquele que fomentam. Já passei para lá do ponto de não retorno com esta gente.

PS2: Aconselho a última Visão. Para além do RAP está lá um artigo sobre a ascensão da escumalha política que tem dado uns artigos extensos aqui nuns blogues do pseudo intelectualísmo nacional. Aconselho vivamente.

domingo, outubro 13

Há jornalismo que mete... dó

Venho escrever, mesmo depois de me ter jurado que nunca mais o faria, em raiva. Tanta raiva que tenho guardado sobre tanta coisa mas venho atirar-me provavelmente há mais ridícula. Ou não, se vim...
Ouvida a conferência de imprensa do aborto do vice primeiro-ministro conhecido como "el irrevogable", esperei com alguma esperança por algumas questões inteligentes dos senhores jornalistas, no caso da rtp e da cmtv, segundo percebi, sendo que o terceiro perguntador se perdeu na minha fúria. Tanta coisa para perguntar, tanto por onde pegar nas paroles do aborto e aquelas bestas jornalísticas, classificação que estendo a quem os enviou para lá, só abriram a boquinha para falar de "faits divers" como, quem pôs a boca no trombone sobre a loucura que aí vinha com os cortes das pensões de viuvez ou se o dito aborto estava... chateadinho. E o triple match point passa a double match point para contento da virgem abortiva. Vem a menina com a segunda e... out!!! E o double match point passa apenas a match point! E o menino a sorrir por baixo daquela face desavergonha. E não é que até a "última bola" vai fora!? E o aborto safa-se de perder a face. É dito que a CGA tem um défice de 1,2 mil milhões de euros e nem uma alma sabe o suficiente para lhe dizer "óh dotor! Então mas não é verdade que pessoas estão a deixar de descontar para a CGA!? Não estão a ser obrigadas a descontar para a segurança social!? Então é claro que existe défice na CGA!!" E isto nem sequer configura uma pergunta mas talvez ajudasse a engasgar a peste.
Sinceramente por vezes tenho algum gosto que os media andem próximos da falência. Diz-se que com medias fortes a democracia é forte. Como a nossa democracia está titubeante os media não conseguem fugir de algo que parece ser o seu destino. 
Se não sabem o que vão lá fazer, mais vale nem irem. Já agora, isto de existirem conferências de imprensa com perguntas contadas ou sem direito a perguntas deveria, isso sim, ter direito a um blackout dos serviços informativos públicos ou privados. 

segunda-feira, setembro 30

E no fim das "vindimas", prova-se o "vinho"

Passadas as eleições, o que é que subsiste?
Os valores da abstenção, globalmente, são elevados. Aqui e acolá existiram locais onde os valores foram menos do que aqueles de 2009 mas essa diferença foi mínima. Já noutros o valor aumentou muito. Olhando aos resultados a abstenção surge mais uma vez como o registo vencedor e esse é o registo que os políticos não querem porque os definha. 
E depois? O PSD perde à grande. Passa de ter câmaras para ficar em terceiro ou quarto lugar com uma dezena percentual. "Que se lixem as eleições!" e assim foi e assim aconteceu. É, ainda assim, importante sublinhar que as pessoas que foram votar, aparentemente fizeram-no, nas pessoas e na sua capacidade de cumprir e de fazer aquilo que as populações acham como mais importante. 
Em alguns casos o PSD manteve-se no poleiro quer mantendo o símbolo partidário quer através de candidatos ditos independentes. Seria interessante ver quem eram esses independentes. Aqui na Covilhã, o candidato independente era tão independente como a bala que após ser disparada afirma convicta que é ela, e não a pistola, que sabe para onde vai. Tinha tanto de independente como de morte tem a vida, tendo o alto patrocínio do presidente cessante e com uma máquina por detrás de si digna da sigla do PSD. E o que eu acho estranho é que estas coisas ainda colhem na simpatia das pessoas que não parecem chatear-se com aquilo que elas já fizeram para aquilatar qual a sua verdadeira capacidade.
No pólo oposto encontra-se Rui Moreira, com um percurso no Porto e até ao nível nacional reconhecido e não no mau sentido, a não ser aos poderes em Lisboa. A par disto, juntem-lhe uma fracção de partidários laranjas descontentes e o seu savoir-faire, e como cereja no topo do bolo, o candidato da "mu(n)dança". Luis Felipe Menezes representa a podridão da política. Só os tolos dos partidos é que julgavam que as pessoas iriam deixar passar os "malandros" que quiseram fintar aquilo que era o denominador público do que deveria ser a lei da limitação de mandatos. E só aqueles que têm ou tiveram obra feita, até nas contas autárquicas, é que foram premiados na continuidade. Também eu gostaria de ter sido aqui eleito o hoje, por outro lado, cessante edil albicastrense, Joaquim Mourão, que por onde tem passado tem realizado e representa bem um perfil daquilo que deveria ser um autarca.
Em vez disso a lei da limitação e a sua própria consciência e leitura fê-lo não concorrer a Castelo Branco ou a outra qualquer câmara. Com obra feita, sem críticas dignas de registo e com as contas saudáveis, Castelo Branco mudou da noite para o dia.
A CDU cresceu em todo o país e de um modo mais visível naquele que é o seu feudo natural, o além tejo. Cresce pelo voto contra o sistema mas também porque com esta opção, as pessoas sabem ou têm essas esperanças de que o prometido será cumprido. Muitas vezes aquilo que é cumprido é que é criticável mas... como se vai dizer às pessoas para não votarem naquele que lhe dará emprego a ganhar, nem que seja, o ordenado mínimo?
Pois...
O BE sem grande implantação nas autarquias, assim se manteve ainda que, no entanto, os resultados por cada autarquia são baixos. Sobram as óbvias conclusões: a mudança de liderança não cimentou e o discurso deixou de passar. O CDS é, para mim e de um modo algo incompreensível, o vencedor. Quintuplicou as suas autarquias! Isto significa duas coisas: primeiro, a escolha dos candidatos foi inteligente porque as populações iam-se rever nesses eleitos e em segundo, que as pessoas não foram atrás, ou não julgam que isso seja uma evidência, talvez pelas falinhas mansas e pelo ar candura e sentido, do voto de protesto para um partido de anda de mão dada e até decide todas aquelas que têm sido as políticas nacionais. Eu acho incrível esse facto ainda que entenda a eleição pelo que disse em primeiro lugar. O que interessa, o que acaba por ser relevante, são as pessoas. Mas vaticino aqui o descalabro daqui a 2 anos nas eleições legislativas.
Do PS, que dizer? Aqui na Covilhã ganhou com um "boi" partidário, com uma lista cheia de corpos amorfos a caminho de "bois" de corpo inteiro, sem capacidades reconhecidas, desde o novel edil até à dobra da lista, a não ser naquelas que são os tipos podres partidários. Vidas que se fazem de normais a vidas turbo em face das subidas meteóricas, sempre após a entrada no partido que garante até empregos bem pagos nos bons empregadores públicos regionais. Com o PSD é/foi/será igual. No dia que quiser fazer algo da vida, sei onde ir... Voltando, uma candidatura pequenina, de pessoas pequeninas mas que acabou por ser suficiente em face dos oponentes. Ao nível nacional? Não vejo como os resultados nacionais podem ser considerados como uma vitória. Estas eleições, ao nível do PS, levam-me a imaginar e com ela concluir, a seguinte imagem. Um jogo de futebol, em que a equipa adversária está todo enterrada, morta e os jogadores da equipa do PS são coxos, só sabem jogar basquetebol e onde o seu ponta de lança é cego - seguro. Algum golo entra mas não deixa de passar a ideia de que, não é a goleada que faz esquecer aquilo que os olhos mostram: que a equipa da "casa" não deixa de ser uma merda. 

Post scriptum: só para apimentar mais o dia, como se isso fosse necessário - o INE acaba de anunciar que o défice do pib durante o primeiro semestre foi de 7,1%. Crescimento?

quarta-feira, setembro 25

Eleições? É uma data para ladrões, para gatunos e para chupistas.



Em honra ao dia dos abutres que se aproxima. Se dependesse de mim, não por ser o melhor mas por ser o melhor do pior, todos os militantes de PS, PSD e CDS podiam ir para a caminha no sábado para acordar só na segunda pela manhã, tristinhos e a olhar para o futuro ao virar da esquina. O saber fazer ao nível local confunde-se vezes sem conta com o savoir faire nacional vai daí...
Deixo o vídeo da senhora que melhor explica a política nacional e a versão dos Gatos :)

 

segunda-feira, março 4

A bola passou para o lado de lá. Há lado de lá? Há quem jogue?

Todas as acções ou actividades concorrem para um ou vários objectivos. Todas elas procuram alcançar algo novo ou, em certos casos, uma melhoria do que existe. A manifestação ou manifestações de sábado não eram ou foram uma demonstração diferente nos seus propósitos. A dinâmica política ou mais concretamente a falta dela não consegue fazer sair o país de uma série escolhos: desemprego crescente e insustentável, uma carga fiscal das maiores da europa sem os proveitos devidos, uma quebra sucessiva de contratos sociais que ambas as partes firmaram mas que uma delas (o estado), pela inépcia dos sucessivos eleitos, não tem a capacidade de cumprir, uma dívida também ela em crescendo a par do défice que se mantém em valores indesejados ainda que os cortes tenham sido demolidores, uma economia em perfeita apoplexia ainda que a revista Forbes indique que os mais ricos do país continuem alive and well. Numa época de frenesin avaliador, questiono-me sobre a avaliação a dar a Gaspar, o técnico "creme de la creme". Um creme azedo, no mínimo, ao sol lusitano...
Voltando à manifestação. Segunda-feira, e começam todos a dar a sua achega ao acontecimento, tal como eu. Não vou pegar nas palavras e letras de outros ditas ou escritas noutros sítios, que foram muitas, variadas e mais ou menos activadas pelos testemunhos de pessoas que realmente passam mal. 
Coisas que ficam: 
- não me interessa saber o número ou sequer uma estimativa, vendo as imagens era muita gente em muitos sítios e isso não se pode negar; 
- também é certo que mais uma vez que chega à conclusão que existe um grupo considerável de pessoas que dança mais ao som deste tipo de demonstrações do que daquelas convocadas pelas forças habituais; 
- fica uma sensação de vazio sobre "o dia seguinte", isto é, feita a demonstração de vontade, como será possível cavalgar esta onda que se gerou - é aqui que reside a força e o calcanhar d'aquiles deste tipo de mobilizações, ou seja, como canalizar agora este discurso, estas intenções, como lhes dar resposta num ente se representatividade, sem cara e com voz disforme e sem timoneiro(s);
- que mensagens recolheram os que, em direito reconhecido em eleições, gerem o país mas de um modo desaprovado por uma faixa da população que já não é passível de passar desapercebida e nem deve;
- que ideia fica de um povo onde a abstenção em actos eleitorais é tão elevada mas que se conseguem mobilizar deste modo? O que está mal? Os partidos obviamente porque a população, bem ou mal, coerentemente ou não, parece ter ideias, tem vontade de as exprimir e deixou deconfiar que o seu voto ou o dos outros (no seu modo eleitoral lambão ou despreocupado) no seu lugar, nos dias assinalados, nos locais próprios seria um modo de estar suficiente para fazer com que o burgo fosse "reinado" de um modo aceitável; 
- e já agora para quem diz que não somos capazes ou inventivos, basta dar uma volta pelos cartazes onde cada qual expressava de um modo bem singelo e muitas mas muitas vezes de um modo inteligente os seus sentimentos sem recorrer ao vernáculo puro que seria certamente o que apetecia. Parem de dizer que os melhores estão a sair porque parece que quem opta por ficar é mentecapto ou não tem valor.
E agora, tal como eu pensava quando nas semanas anteriores ouvia a Grândola? Continua-se a cantar, desta vez os "vampiros"? Uma nota interessante que havia já sobejado do 15 de Setembro foi o desgosto, para não dizer ódio ou asco, que as pessoas guardam ou identificam na pessoa do Presidente da República. O "e agora" de há pouco relaciona-se mais do que seria desejável com a sua pessoa. E agora deveria existir, pelo menos e há falta de outro sentido no interior do governo, de uma voz que tivesse o "poder" de canalizar sentimentos, revoltas em acções democráticas. E como isso não deverá ser feito, e não quero saber da magistratura de influência que disso anda tudo farto, quer ver-se é acções palavras, actos, compromissos claros, que se seguirá? E não se lembrem do PS, pelo amor de Deus... Eu gostava, e gostar aqui é um modo quiçá estúpido de dizer, de ver o país literalmente parado, quieto, estático durante uma semana, em suspenso há espera de que o governo se dignasse a começar a governar. Sou, em alguns aspectos, fã do modo de protestar de Gandhi. 

terça-feira, fevereiro 26

Impasse europeu: cena 50 000, take 1

É da praxe, sempre que posso e me lembro, ver os jornais às doze badaladas ou, como é conhecida, a hora da cinderela. Hoje não foi excepção findo que foram os exercícios de química orgânica (pelo menos por hoje...). Na primeira página do Público diz-se que a votação na Itália deu origem a um mexican standup eleitoral, ie, ficou tudo na mesma num empate técnico.
Ora o mexican stan up tem a vantagem de que há sempre um jovem mais nervoso que "destroce" o equilíbrio. Em eleições... nem por isso. Haverá juras de amor eterno e promessas de fidelidade mas a Itália não é como aqui o burgo e ou o governo morre à nascença ou ainda com os votos mornos já o mesmo está mais que morto. 
Isto traz-me à memória o tempo da implosão da crise na zona Euro há sensivelmente 3 ou 4 anos. Dizia-se então que os governos que haviam conduzido os países áquele beco orçamental seriam duramente castigados e, com excepção da Alemanha, que já chafurdava na lama da direita, todos os países voltariam para esse mesmo lado abominando os governos de esquerda. Ora, a Itália votou neste último par de dias após o governo tecnocrático de Monti que colocou ou tentou, ou dizem que fez as duas ou uma ou talvez nenhuma delas, as contas no lugar. Um governo tecnocrático (como é claro de direita). Ouvindo os italianos na tv sobrava um descrédito relativamente à política sofrível, um pouco como cá. Eles queriam ir votar mas não sabiam em quem (pareço eu com o meu Sporting). Ora este foi o primeiro país a levar a votos o "governo salvador" do pós-pseudo-esquerdista (no caso deles até era de direita mas do estilo popularucho) governo lhes cavou a bancarrota. Vejo semelhanças...
Se os países intervencionados, e deixemos a Grécia de fora porque os coitados já devem estar a milímetros de fazer sessões de espiritismo para convocarem das cinzas os seus mitos e filósofos, pudessem votar hoje o impasse seria igual. O discurso de um italiano este fim-de-semana seria igual ao de um português ou espanhol ou talvez irlandês. Assim sobejam questões: haverá alguém atento no campo dos decisores que perceba isto? Para onde virará a Europa, como um todo, quando a ingonvernabilidade se espraiar a mais países? Será possível acudir a todos por igual ou será como até aqui? "Alemanha não é a França; França não é a Itália; a Itália não é a Espanha; a Espanha não é a Irlanda; a Irlanda não é Portugal; Portugal não é a Grécia e o último feche a porta para ninguém se resfriar...
Quantas eleições ou eleições seguidas de novas eleições serão necessárias para fazer provar que os partidos políticos europeus estão podres? Parece não existir um país que pense o contrário. Não será que, para além dos partidos nacionais, a podridão teria que ser combatida desde Bruxelas? Digo isto porque com o pacto orçamental as regras e a perda de soberania dos países é demasiado evidente. Estarão todos à espera do colapso? O que custa mais a um povo, a sua dívida incobrável, impagável ou o seu regime, ainda que com defeitos, democrático? Fiz-me lembrar o Al Gore na sua rábula sobre o ouro e a Terra no seu célebre documentário...

sábado, fevereiro 23

Quem diria, o lodo eleitoral espessou-se na presidência

Como eu sei que a minha mãe, principalmente, não gosta que eu pragueje, a não ser quando ando mais triste que tudo é menos importante que isso para ela, eu tentarei não usar vernáculo no que se segue. Ora vinha hoje de viagem quando ouvi que a presidência da república conseguiu fazer a quadratura do circulo, entenda-se, deu como o rato da lei da limitação de mandatos. Um "e" no sítio de um "a" no texto legislativo parece ser o cerne da questão. Para mim não é. O que as minhas palavras contam? Nada, nicles mas vou deixá-las aqui na mesma. 
Primeio: os asnos que estiveram na base da redacção da lei não se entendiam nas suas convicções do que se teria passado à data. Aquilo que se chama o espírito, não santo que isto é política, mas da lei. Ora a diário estes contradiziam-se a cada serviço informativo. Conclusão: paparam uma taxada a esses abortos para redigirem um parágrafo mas nem isso conseguiram. Pergunta: estiveram mesmo lá ou aquilo veio cozinhado de algum lado? 
Segundo: após a lei ser publicada ninguém teve a capacidade ou o descernimento de dar com o erro!? Parece que só fora do parlamento é que a letra da lei é lida a diário e com oslhos de lince. E ainda quer o ministro da educação colocar a rapaziada nova a ler rápido! Para quê!? É preciso é saber ler e isso parece, ainda que eu já desconfiasse, que as bestas políticas só sabem consumir o ar que, pelo menos a mim, me faz falta. Era matá-los e falo a sério.
Terceiro: o presidente da república não consegue dar com nada da rés pública, a não ser tudo o que se refere à raça bovina e a sua capacidade de sorrir no verde prado, mas teve... engenho!? arte!? Para conseguir identificar tal mácula? Estou abismado com esse nível de aprumo. Se pelo menos o tivesse tido para o acordo ortográfico... 
Quarto: não deixa de ser estranho que não tenha sido feito um esforço político para que a lei voltasse de novo à base no sentido de clarificar a mesma. Assim o interesse político é mais do faz-de-conta uma vez que deixa a ideia de que a redacção da lei seguia uma ideia farmacológica: lei de espectro largo, isto é, para servir tudo e todos conforme os interesses destes filhos de meretrizes de baixo orçamento.
Quinto: Não deixa de ser suspeito ou interessante que isto tudo tenha começado com a ideia de que se devia acabar com os caciquismos e compadrios camarários que transformaram muitas cidades em verdadeiras coutadas partidárias para completa ruína local, regional, nacional. O espírito era o de limitar o cargo e não a região em que o indivíduo actua.
Sexto (e último): Não deixa igualmente de ser curioso que o debate sobre esta situação só tenha sido resolvido após uma decisão judicial proferida pelo tribunal constitucional em que um presidente de câmara, no caso um cacique do PSD, foi acusado, condenado e confirmada a sentença pela dita instância a perda de mandato quando este já não se encontra na câmara onde ficou provada a prevaricação. Ou seja, o tribunal e quero crer o sistema judicial e bem, condena o indivíduo pelo acto que este fez independentemente de se este foi feito na câmara a que pertence no momento ou não. O tribunal leu o cargo e não a geografia. O tribunal leu a violação legal e diga-se, a moral ou a falta desta, do cacique e não do cacique em função da câmara onde foi cometido o ilícito ou ilícitos. Ora se espiríto se mantiver, todas as acções interpostas para contestar as candidaturas dos caciques paraquedistas poderiam esbarrar no mesmo fim, certo? Certo. Vai dai cai do céu este achado. Mãe desculpa agora...
Que diferença faz chamar filhos DA puta ou filhos DE puta a esta gente? Nenhuma porque o meu espírito continua a perseguir o mesmo fim, classificar estes seres no que realmente são. Aliás são isto e muito mais mas é tarde...
Se fosse lider do PS juro que não deixaria que isto fosse alterado. É lei eleitoral e necessita de 2/3 dos votos e se a sua redacção não é consensual, ou volta à base ou teria que se manter conforme ficou redigida. Haverá tomates para isso? Não me parece porque esses, tais como os anteriores, também são filhos DA ou DE puta, como quiser entender.  

terça-feira, fevereiro 19

o "Extra" d'hoje, até agora...


...ontem acabava o artigo dizendo: o momento de apanharem na cara tresanda no ar...
Pois bem acabei de ouvir que... palavras para quê: uma imagem chega. Se e quando houver video hei-de colocá-lo "para mais tarde recordar". Como isto anda a tornar-se um fado aconselho, para além de outras coisas, a Miguel Relvas a ficar no quente e a pedir o takeaway do restaurante Di Casa da avenida infante santo. No sossego, na sombra... género gollum :)

segunda-feira, fevereiro 18

Um asno disfarçado nunca deixará de ser um asno.


EXTRA! EXTRA! EXTRA! EXTRA! (sempre associei os furos jornalísticos à repetição insaciável desta parangona).
Última hora: li agora no JN que a espécie de ministro, o tal Relvas, foi insultado em Gaia quando verborreava sobre o actual momento político, durante um debate organizado pelo Clube de Pensadores.
Será que li bem: Na mesma frase Miguel Relvas e Clube dos Pensadores!? 
Caramba! Para abrir, como nos concertos, podiam ter convidado Artur Baptista da Silva para assim o regabofe ser total! 
Eu se estivesse no lugar dos pensadores desse emérito Clube de Pensadores pensava muito bem em espalhar dores e sevícias várias ainda que alternadas, para não enjoar o... pensamento, ao pensador a quem lhe parou o pensamento no momento em que vislumbrou no seu âmago o nome deste... quadrúpede, para orador. O momento de apanharem na cara tresanda no ar...

terça-feira, outubro 30

Mais uma voz



Não faltam nos dias de hoje sítios, debates, intervenções onde a verdade não seja dita e redita e replicada até à saciedade. Com diferentes formas, apontando diferentes casos, por diferentes pessoas, até de nacionalidades diferentes. Todos os dias a mais desta podridão serão dias de aumento da probabilidade de uma septisémia que levará (já levou...) à...não sei. Não sou economista, nem jurista mas a minha vida profissional e como contribuinte diz-me que deveria antes de sair à rua, de vestir estas peles, antes de ter nascido sequer, ter ir tirar estes cursos.
E se é assim, é porque estamos a ser roubados à descarada. Quando alguém é assaltado à ponta de psitola na rua acabará invariavelmente por pensar: se eu tivesse uma pistola... Eu sinto necessidade de tirar esses cursos para ter as mesmas "armas" atrás das quais se esconde quem me rouba. Já há muito que não digo isto mas: morte aos porcos, políticos entenda-se, que a carne branca faz melhor à saúde. E se realmente morresse um? Morto, assassinado. Amanhã seria um novo dia mas não seria o dia que irá ser amanhã sem ele estendido ao frio, frio no pavimento. Acho que era só preciso um... ou dois...ou três... até haver decência.
E com tanta "palavra chave" junta no mesmo discurso haverá certamente algum "cão pisteiro" de um organismo oficial que virá aqui parar. Uma mensagem para ele. Não tenho nada contra si, mas o seu trabalho dá-me asco. Vá antes espreitar o que se anda a fazer nas costas dos cidadãos, que são eles os indefesos e os que ainda, porque respiram, que lhe pagam o salário.

sábado, outubro 27

Cegueira ou teimosia? Impreparação!



...e ao cabo de refundar o país, de refundar os portugueses e de mandar uns milhares refundarem-se para o lado de lá da fronteira bem como as empresas cá do burgo, o primeiro-ministro deu hoje a sua enésima pirueta e afirmou que agora quer refundar o memorando. Não renegociar mas refundar...
Isto após dias, meses e anos inclusive de afirmações dos mais diferentes quadrantes e de pessoas suspeitas e insuspeitas de que a "terapêutica decidida irá matar o doente".  
É caso para ver se o chefe do governo e a sua troupe não necessita de um acerto ao nível ocular. Nem um grupo de toupeiras configurariam um caso tão sério, não de baixa visão mas de visão nula!
É caso e momento para que pela parte que me toca, e não devo ser o único, se poderá dizer: senhor primeiro-ministro estimo bem que se refunde!

quinta-feira, setembro 13

Ouvindo

Começo a escrever este post às 21:46. Assim sendo o Primeiro-Ministro ainda vai a caminho do final da entrevista ao canal um. Por isso não sei bem o que o resto do tempo ainda vai reservar a todos. Mas acho que era este o momento de escrever algo.
Estou e está tudo chateado com tudo isto. Trabalha-se mais, ganha-se menos, o futuro é cada vez mais sombrio, até o digo por mim que vou leccionar este ano mas para o ano é quase seguro que não. Por isso não tenho um saco de palavras boas para aqui deixar, antes pelo contrário. Ainda assim parei para escrever aqui sobre uma das medidas que tem dado mais celeuma no país: o baixa da TSU. Quero dizer que depois de ouvir o Primeiro-Ministro entendi uma coisa que havia ficado no ar aquando da entrevista de Vítor Gaspar na SIC com José Gomes Ferreira (caro amigo, aprecio muito o seu trabalho). Vítor Gaspar disse que as grandes empresas talvez tivessem que chegar ao ponto de baixar os preços.
Ora quem nunca pensou no seguinte: antes do euro um café custava 50 escudos e depois da entrada do euro passou para 50 cêntimos (o dobro). Nunca houve capacidade para rever esta situação que eu sempre considerei inacreditável e que se manteve sem que o estado pusesse a mão na economia para reverter a situação. Com a baixa da TSU as empresas ficam com capital que qualquer que seja a leitura, é uma transferência do trabalhador para o empregador. Isso dará origem a que os trabalhadores, essenciais para o movimento da economia no país vão ainda ter menos dinheiro mantendo a fome e as necessidades anteriores. Aqui entra a ideia do governo, que entendo, mas que eu acho que pode não correr bem. O estado acredita que devido à ainda menor capacidade de consumo, as grandes empresas, e penso aqui na "shonae" e nas demais retalhistas de peso no sector, vão baixar os preços repondo assim algum poder de compra às pessoas.
Sabemos que as grandes empresas, todos mas todos os anos, apresentam lucros. Dito isto o estado acredita que esta parte dos lucros servirá então para minimizar as perdas nas baixas de preços que irão ser obrigados(?) a fazer. Mas é aqui que a porca torce o rabo: ou são forçados a isso, por posição dominante de mercado ou pela alteração dessa posição através da concorrência (já agora, aquela que não acontece veja-se o texto da nova publicidade da banda larga da TMN -  a falta de concorrência já é às claras) ou então... eu não vejo como.
Para já não falar que apenas as grandes empresas terão capacidade para fazer esse tipo de baixa. Não acredito que as pequenas empresas o possam fazer porque o fundo de maneio, mesmo com a TSU, é pequeno e ainda porque o seu volume de venda é baixo não permitindo por isso esse exercício. Existem outros países com TSU maior? Sim mas ganham mais do que nós e têm maior e melhor tecido empresarial.
Ora ou o estado arranja modo de colocar a concorrência realmente a funcionar (e aqui penso particularmente nos combustíveis - chaga necessária à economia e que cujo custo tudo influência) ou esta ideia que finalmente me fez sentido, não irá funcionar.
Dito tudo isto, continuo a manter a opinião e condeno as outras medidas isto porque são dispares - e aconselho a ouvir a entrevista de Maria Flor Pedroso ao anterior Presidente do Tribunal Constitucional em formato podcast sobre a extensão da inconstitucionalidade dos cortes. A inconstitucionalidade verifica-se na repartição desproporcionada, com perda para os primeiros, dos impostos sobre o trabalho em confronto com os que acertam(?) no capital. É preciso ir ao capital e aos sorvedouros de dinheiros públicos - as PPP's. É nisso tem que se pegar porque os sacrifícios são apenas mensuráveis no dia-a-dia, no fundo do bolso e nas manchetes dos jornais nas pessoas que (ainda) trabalham e não em intenções e negociações de que ninguém sabe o que se passa. Saúda-se a tentativa da explicar tudo, dando-se ao confronto de ideias - faz mais falta isso. Irrita-me é que nestas situação estejam sempre a olhar para o pobre relógio - nunca farão uma merda de uma entrevista que dure o tempo necessário e não estejam sempre a correr?
É preciso actuar nos desempregados. Rápido! E rever de uma vez por todas as funções do estado e o seu alcance, e aqui falo nomeadamente das da educação que não está a ficar mais barata mas está sim a ficar mais pobre, o que é totalmente diferente e grave.
No sábado lá estarei em protesto pacífico e silencioso.

sábado, setembro 8

Procura-se a passos largos...

 ...Pedro Passos Coelho. Alguém me poderia dar uma ajuda? Tenho urgência.

domingo, setembro 2

Vai estudar ó boy! Mas só no verão...


Não existe uma relação fácil, pelo menos sem escárnio, entre a política e a capacidade de estudar. Pois bem os maiores partidos decidiram manter ou reiniciar uma espécie de lavagem de cérebros após a pausa estival, um voltar à escola e à "universidade", de verão que custa menos, em particular quando a população começa a perceber que as mais valias de uma instrução superior começam a ser cada vez a ter menos peso no futuro dos filhos. 
Uma palhaçada, na minha opinião, estas universidade de verão. Mas já agora surge-me a questão de porquê universidade? Porquê não 1.º ciclo!? A plateia é composta por boys a cheirar a leitinho, que agora começam a percorrer, a provar e a banhar-se no lodaçal partidário. O 1.º ciclo de estudos seria mais razoável. Bom mas se querem estudar, proponho as seguintes cadeiras que julgo serem indispensáveis no seu planos de estudos no trajecto de boy a...cavalo. A saber: Lambe-botas um, dois e três; Conversa de chacha um e dois; introdução à colagem de cartazes; História das ciências: ladroagem, gatunagem, chupismo e afins; Metodologia do discurso sem método ou sentido; Tecnologias da informação aplicadas ao tráfico de influências; Introdução à cópia de documentos um e dois; Iniciação às desculpas esfarrapadas; Metodologia da defesa e protecção do boy; metodologia da introdução do boy no estado um, dois e três; Macro e Microeconomia no desvio de fundos; Inovação e técnicas de gestão e ocultação associadas aos paraísos fiscais; Introdução ao convite para a gestão de empresas privadas. 
Julgo que estas seriam de todo úteis a estes copinhos de leite por azedar. Professores para estas e outras cadeiras afins existem de sobra em todos os partidos mas para as leccionar é importante possuir no currículo: fraudes fiscais, desvio de fundos e má utilização de recursos públicos, condenações em primeira instância, curso superior concluído ou por concluir numa universidade como a independente, a lusófona ou outra particular da mesma génese e um cargo autárquico e outro num qualquer rancho folclórico lá da terra.   
Na realidade este jovens não sabem a lei mais importante, a lei de Relvas: 
"If you're actually studying, you're doing it wrong" 

Estás tão cândida.. É dos fumos.


Este curto artigo e, na minha mente, coerente fotografia servem para homenagear a (asna) directora do DCIAP ou directora-geral adjunta do não de menos (serve a mesma adjectivação) Procurador Geral da República, pela seguinte afirmação:
“Digo olhos nos olhos: O nosso país não é corrupto, os nossos políticos não são corruptos, os nossos dirigentes não são corruptos”.
Tentando encontrar uma possível leitura para o despropósito desta personagem só o consigo fazer se pensar na seguinte metáfora: se ao educar alguém se mostrar que o normal é comer com as mãos, ela nunca na vida irá saber utilizar o talher, nem saberá reconhecê-lo. Ora aqui é igual, a directora do DCIAP não reconhece corrupção porque, tal como a classe política, também "come com as mãos".
Se a estupidez de quem deveria dar o exemplo pagasse impostos, não haveria défice mas sim superavit.

sexta-feira, julho 27

ABSOLUTAMENTE A NÃO PERDER



Só a morte vos pode impedir de ver este documentário. Farei questão de o passar nas escolas vezes sem conta para alertar a juventude. Para os educar desde pequeninos. Grande jornalista aquele que teve coragem para o realizar. Provavelmente não terá a vida facilitada a partir dele... Só se não puder é que volto a gastar um cêntimo que seja nas empresas destes ladrões. E estas ratazanas políticas se as vir tratarei de lhes explicar a minha posição sobre a sua existência de puras putas! Não os confundir com prostitutas, genuínas e verdadeiras senhoras que ganham o seu dinheiro de um modo completamente honesto e às claras. 

quinta-feira, julho 19

F"r"actura? Já tenho que chegue...

Facturas...
O Governo, provavelmente no último conselho de ministros antes da época estival, decidiu que se o pagode guardar e mais, pedir, isso sim interessa, as facturas de todas as transacções que efectuar ao longo do ano, esta irão servir para abater 250 euros no IRS. Parece bem, mas todos os novos anúncios por exemplo da TV têm letrinhas "piquenas" e este, também televisivo porque as estações continuam a dar tempo de antena a estas bestas, não é excepção. Então é assim: para eu poder abater 250 euros preciso de gastar qualquer coisa como, e arredondando, 27 mil euros! Para eu poder abater no meu IRS do ano de 2013 eu terei de apresentar facturas com valor superior ao meu rendimento bruto nesse mesmo ano, e isto é se eu tiver trabalho. Se mantiver o que tenho não chego lá. 
Então, assim sendo, porque raio sai esta medida de cocó? Pois bem, é para que o pagode, nós portanto, façamos o trabalho desta gente. Não conseguem cobrar ou fazer minorar a economia paralela e vai daí vamos arranjar 10 milhões de polícias fiscais. Compensa? Parece que não e apesar de ser estúpido o que vou escrever de seguida, não o farei. Continuarei a não pedir factura ao Jorge e ao João quando lá me sentar para comer, nem à senhora que me acerta a franja, nem na "vizinha" ou no "local do crime" quando me apetecer um gelado ou uma mini, respectivamente.
E é estúpido não pedir? Sim claro, estou a ser estúpido mas para além da medida ser inócua, na minha modesta opinião, para o indivíduo ela é tremendamente penalizadora para o pequeno comércio. A fuga não está aí. A fuga acontece nas grandes transacções. Obras, escritórios das profissões liberais como médicos (Quem nunca ouviu aquela conversa... "bem se for com factura são mais 50 euros), técnicos oficiais de contas, advogados e naquelas obras que se fazem em casa, que custam imenso e que invariavelmente são pagas com dinheiro vivo. Toda a gente sabe disto menos os pavões do governo. Aliás eles sabem e por isso decidiram que apenas as facturas da restauração, do cabeleireiro (porquê? será que a malta gasta tanto no cabelo? Bem se olharmos para o relvas... mais umas equivalências? :) não resisti). O Governo decidiu penalizar o que existem em quantidade, os restaurantes por exemplo, e não a fuga em qualidade. Já agora porque quando eu vou carregar o telemóvel, porque raio eu se quero factura tenho que estar ali mais "meia hora" para que a mesma me seja dada pelo multibanco? Quantos milhões de euros se gastam diariamente em carregamentos de telemóveis? Como é feito esse registos? Pois não deve ser feito. Eu gostava mesmo era de poder deduzir os cerca de 1400 euros de combustíveis que anualmente me saem do bolso para ir trabalhar. E a segunda renda...
Tenham vergonha na cara e se querem fazer as coisas bem feitas peguem o touro pelos corninhos. E é fácil, quem ganham bem tem sempre duas coisas: bom carro e casa. Mas sabem de uma coisa? Estou a ouvir a antena 1 e toda a gente acha bem. Eu também acho mas parece-me que é estar a olhar para o leitãozinho e apenas pegam na unha do bicho e não na coxa suculenta. Sois ridículos e o pagode, ouvindo-o ali na rádio, perpetuam a a ridiculisse. Eu eu que não posso fugir aos meus... E pelo que ouvi, a multa até só vale 3 mil e tal euros. Para quem anda de BMW série 7 isso deve ser o equivalente... aos tapetes? A um depósito cheio? Trocos, portanto. 
E para o ridículo ser maior, o PS veio reclamar a génese da ideia. Mais um saco cheio de estúpidos.

quinta-feira, julho 5

Por favor um velhinho que mate um político. É urgente.


Este foi o estado em que ficaram todos aqueles a quem lhes segredei que o ministro adjunto do governo português tirou, não sei bem se o verbo será este... será, convenceu? Persuadiu? Ameaçou com o revelar dados privados da vida dos professores? Do mentecapto do reitor? Pois não sei, só sei que aquele... (suspiro para não atingir a mãe deste...) grandessíssimo aborto incompleto do reino animal, sub-sub-sub-espécie homo-politucus-filhus-ad-putix conseguiu uma licenciatura pela velhas oportunidades, o ordinário e reles e asqueroso prostíbulo político. Este rasteiro animal fedorento conseguiu com esta façanha que os pais deste país pensem: "bem eu sei que o rebento andou lá e trouxe para casa uma licenciatura pré-bolonha mas... raio do puto sempre lhe disse para abrir a pestana. Podia ter ido para a República Checa estudar na universidade de Tachov e no mesmo tempo tinha feito meia dúzia de cursos!"
Eu e dezenas ou centenas de milhares de portugueses andaram a queimar as pestanas, a custo elevado para muitos e para todos aqueles que este ano ou nos anos anteriores foram obrigados a desistir e vêm estas espécies de expectorações humanas que, a poder abrirem caminho nas merdas das "jotas" e dos partidos políticos, alcançam como disse o não menos asqueroso reitor da universidade lusófona, uma licenciatura de acordo com a lei. Não sei se a possibilidade que a lei outorga ou a explicação do palerma do reitor que me causa mais asco. Quer a merda da lei e o não de somenos reitor deviam ambos perecer, falecer, sucumbir e todos os que fizeram a lei e todos os que a aplicam. Gostava de saber quem é que na Assembleia e no Governo tirou o curso com mérito. Gostava mesmo. Se eu tivesse a idade da minha avó dava-lhe utilidade e limpava o sarampo a todos estes miseráveis que conseguisse. Pena a independente ter fechado mas vou ver se vou à lusófona. Com os meus anos de experiência e estudos devo estar prestes a obter a cátedra.  

sábado, junho 30

Ouçam nem que seja só Luís Pedro Nunes



Os outros também merecem ser ouvidos e muito mas GRANDE, ENORME, IMENSO LUÍS PEDRO NUNES!