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quinta-feira, novembro 28
...acho que sou peixe...
Faz hoje notícia (revista Exame) que aparentemente, e digo-o assim porque é-me escasso, os milionários portugueses estão cada vez mais ricos. Dizem as notícias, salvo um estouvado professor catedrático português cujo apelido rima com enviesar e greves - não quis deixar de ser irónico - que os pobres andam também mais pobres.
Ensina a história que quando um rico se torna ainda mais rico o seu nome passa a tycon ou magnata. Na escala global não passarão de pelintras endinheirados sem pedigree. Já os pobres não se tornam miseráveis apenas porque, digo eu, não moram em África. Mas voltando. Segundo a imprensa and quote "as 25 maiores fortunas somam este ano 16,7 mil milhões de euros e valem
10% do Produto Interno Bruto português. Comprova-se ainda que os ricos
estão cada vez ricos: em relação ao ano passado, regista-se um
crescimento de 14,4 mil milhões" o que, fazendo fé nos valores, dá um crescimento assinalável.
É o ajustamento ao modo do terceiro mundo porque não tenho ideias de que na Islância tenham existido manchetes deste tipo. Para finalizar.
"Acrescente-se ainda que uma sensível acção de amortecimento é exercida pela lei e pelo sentido moral (...) de facto, considera-se tanto mais civilizado um país quanto mais sábias e eficientes são as leis que impedem ao miserável ser demasiado miserável, e ao poderoso ser demasiado poderoso."
Se isto é um homem, Primo Levi
Domínio Actualidade, Nas bancas, Sociedade... em ensaio
sábado, novembro 23
A que distância de câmaras na sala de estar?
Antes de tudo... peço desculpa ao expresso pelo plágio.
O tudo.
Sinceramente eu acho que a ser verdade esta capa, os apelos de Mário Soares que alguns classificaram de apelos à insurgência e à violência, ficam curtos tal como a encenação nas escadarias na assembleia da república. Que será isto senão uma atitude totalitária? Fascista!?
Eu não fumo mas acho isto inacreditável. Cambada de filhos da puta. Cadastro!?!? Realmente cancro do pulmão ao lado disto é troquinhos.
segunda-feira, setembro 30
E no fim das "vindimas", prova-se o "vinho"
Passadas as eleições, o que é que subsiste?
Os valores da abstenção, globalmente, são elevados. Aqui e acolá existiram locais onde os valores foram menos do que aqueles de 2009 mas essa diferença foi mínima. Já noutros o valor aumentou muito. Olhando aos resultados a abstenção surge mais uma vez como o registo vencedor e esse é o registo que os políticos não querem porque os definha.
E depois? O PSD perde à grande. Passa de ter câmaras para ficar em terceiro ou quarto lugar com uma dezena percentual. "Que se lixem as eleições!" e assim foi e assim aconteceu. É, ainda assim, importante sublinhar que as pessoas que foram votar, aparentemente fizeram-no, nas pessoas e na sua capacidade de cumprir e de fazer aquilo que as populações acham como mais importante.
Em alguns casos o PSD manteve-se no poleiro quer mantendo o símbolo partidário quer através de candidatos ditos independentes. Seria interessante ver quem eram esses independentes. Aqui na Covilhã, o candidato independente era tão independente como a bala que após ser disparada afirma convicta que é ela, e não a pistola, que sabe para onde vai. Tinha tanto de independente como de morte tem a vida, tendo o alto patrocínio do presidente cessante e com uma máquina por detrás de si digna da sigla do PSD. E o que eu acho estranho é que estas coisas ainda colhem na simpatia das pessoas que não parecem chatear-se com aquilo que elas já fizeram para aquilatar qual a sua verdadeira capacidade.
No pólo oposto encontra-se Rui Moreira, com um percurso no Porto e até ao nível nacional reconhecido e não no mau sentido, a não ser aos poderes em Lisboa. A par disto, juntem-lhe uma fracção de partidários laranjas descontentes e o seu savoir-faire, e como cereja no topo do bolo, o candidato da "mu(n)dança". Luis Felipe Menezes representa a podridão da política. Só os tolos dos partidos é que julgavam que as pessoas iriam deixar passar os "malandros" que quiseram fintar aquilo que era o denominador público do que deveria ser a lei da limitação de mandatos. E só aqueles que têm ou tiveram obra feita, até nas contas autárquicas, é que foram premiados na continuidade. Também eu gostaria de ter sido aqui eleito o hoje, por outro lado, cessante edil albicastrense, Joaquim Mourão, que por onde tem passado tem realizado e representa bem um perfil daquilo que deveria ser um autarca.
Em vez disso a lei da limitação e a sua própria consciência e leitura fê-lo não concorrer a Castelo Branco ou a outra qualquer câmara. Com obra feita, sem críticas dignas de registo e com as contas saudáveis, Castelo Branco mudou da noite para o dia.
A CDU cresceu em todo o país e de um modo mais visível naquele que é o seu feudo natural, o além tejo. Cresce pelo voto contra o sistema mas também porque com esta opção, as pessoas sabem ou têm essas esperanças de que o prometido será cumprido. Muitas vezes aquilo que é cumprido é que é criticável mas... como se vai dizer às pessoas para não votarem naquele que lhe dará emprego a ganhar, nem que seja, o ordenado mínimo?
Pois...
O BE sem grande implantação nas autarquias, assim se manteve ainda que, no entanto, os resultados por cada autarquia são baixos. Sobram as óbvias conclusões: a mudança de liderança não cimentou e o discurso deixou de passar. O CDS é, para mim e de um modo algo incompreensível, o vencedor. Quintuplicou as suas autarquias! Isto significa duas coisas: primeiro, a escolha dos candidatos foi inteligente porque as populações iam-se rever nesses eleitos e em segundo, que as pessoas não foram atrás, ou não julgam que isso seja uma evidência, talvez pelas falinhas mansas e pelo ar candura e sentido, do voto de protesto para um partido de anda de mão dada e até decide todas aquelas que têm sido as políticas nacionais. Eu acho incrível esse facto ainda que entenda a eleição pelo que disse em primeiro lugar. O que interessa, o que acaba por ser relevante, são as pessoas. Mas vaticino aqui o descalabro daqui a 2 anos nas eleições legislativas.
Do PS, que dizer? Aqui na Covilhã ganhou com um "boi" partidário, com uma lista cheia de corpos amorfos a caminho de "bois" de corpo inteiro, sem capacidades reconhecidas, desde o novel edil até à dobra da lista, a não ser naquelas que são os tipos podres partidários. Vidas que se fazem de normais a vidas turbo em face das subidas meteóricas, sempre após a entrada no partido que garante até empregos bem pagos nos bons empregadores públicos regionais. Com o PSD é/foi/será igual. No dia que quiser fazer algo da vida, sei onde ir... Voltando, uma candidatura pequenina, de pessoas pequeninas mas que acabou por ser suficiente em face dos oponentes. Ao nível nacional? Não vejo como os resultados nacionais podem ser considerados como uma vitória. Estas eleições, ao nível do PS, levam-me a imaginar e com ela concluir, a seguinte imagem. Um jogo de futebol, em que a equipa adversária está todo enterrada, morta e os jogadores da equipa do PS são coxos, só sabem jogar basquetebol e onde o seu ponta de lança é cego - seguro. Algum golo entra mas não deixa de passar a ideia de que, não é a goleada que faz esquecer aquilo que os olhos mostram: que a equipa da "casa" não deixa de ser uma merda.
Post scriptum: só para apimentar mais o dia, como se isso fosse necessário - o INE acaba de anunciar que o défice do pib durante o primeiro semestre foi de 7,1%. Crescimento?
Domínio Actualidade, Nas bancas, Política, Portugal
quarta-feira, maio 15
Aparição divina em Belém? Ou o mesmo que dizer o dinheiro afinal não chega mesmo para aviar as receitas...
«Avaliação da troika foi "inspiração de Fátima", diz Cavaco»
Será possível!?
Por menos colocam-se acções em tribunal para fazer prova da insanidade ou incapacidade total ou parcial que uma pessoa tem para gerir as suas coisas, seja dinheiro, casa.. bens.
Este senhor não gere nada mas é ele o comandante supremo das forças armadas, pode distituir o governo, pode... aparentemente dizer coisas destas que nada se passa, acontece ou... Mãe, pai, vim ao mundo para ler sandices destas? Que mal terá feito este país para ser condenado desta maneira insana? E pensar que não nos podemos congelar, deixar estes miseráveis morrer e um dia acordar e ver que eles já foram e que tudo se resolveu... Coisas destas são quase a negação da 2.ª lei da termodinâmica e eu...chega, desisto...
Domínio Actualidade, Curtas, É a loucura, Nas bancas
quinta-feira, maio 2
Sou palerma, logo insisto.
A palermice só se torna tal quando uma pessoa repica ou insiste ou abusa na mesma atitude, argumento ou estratégia quando já se percebeu que tal situação não faz sentido e/ou produz os efeitos pretendidos. Frequentemente tal facto faz-se sobressair se:
- a palermice acontecer no seio de um grupo grande - o palerma destaca-se;
- se já existir alguma desconfiança da existência da palermice e se a abertura pouco ponderada da boca confirmar as suspeitas.
Ou seja, se eu não tiver a chave da porta de nada me serve tentar abrir a porta à cabeçada. Provavelmente até poderá resultar no longo prazo mas... algo me diz que no entretanto a minha saúde me fará mais falta. Mas se tal saber não for empírico basta dar a primeira investida para se perceber o ponto de vista.
O palerma de serviço, ou palerma máximus = PM vai voltar amanhã a insistir nos mesmos argumentos com as mesmas estratégias servindo-se da mesma mesma atitude, o "namoro à janela".
Amanhã o palerma-mor vai de novo à tv depois de o ter feito "n" vezes esperando que o namoro se consuma. Esperando que, depois de o ter tentado anteriormente com a mesma conversa melada e armado com o mesmo "bouquet de flores", o final da história seja diferente do que tem sido. E ainda por cima vai voltar a dar-me cabo da hora do jantar. Palerma.
segunda-feira, março 4
A bola passou para o lado de lá. Há lado de lá? Há quem jogue?
Todas as acções ou actividades concorrem para um ou vários objectivos. Todas elas procuram alcançar algo novo ou, em certos casos, uma melhoria do que existe. A manifestação ou manifestações de sábado não eram ou foram uma demonstração diferente nos seus propósitos. A dinâmica política ou mais concretamente a falta dela não consegue fazer sair o país de uma série escolhos: desemprego crescente e insustentável, uma carga fiscal das maiores da europa sem os proveitos devidos, uma quebra sucessiva de contratos sociais que ambas as partes firmaram mas que uma delas (o estado), pela inépcia dos sucessivos eleitos, não tem a capacidade de cumprir, uma dívida também ela em crescendo a par do défice que se mantém em valores indesejados ainda que os cortes tenham sido demolidores, uma economia em perfeita apoplexia ainda que a revista Forbes indique que os mais ricos do país continuem alive and well. Numa época de frenesin avaliador, questiono-me sobre a avaliação a dar a Gaspar, o técnico "creme de la creme". Um creme azedo, no mínimo, ao sol lusitano...
Voltando à manifestação. Segunda-feira, e começam todos a dar a sua achega ao acontecimento, tal como eu. Não vou pegar nas palavras e letras de outros ditas ou escritas noutros sítios, que foram muitas, variadas e mais ou menos activadas pelos testemunhos de pessoas que realmente passam mal.
Coisas que ficam:
- não me interessa saber o número ou sequer uma estimativa, vendo as imagens era muita gente em muitos sítios e isso não se pode negar;
- também é certo que mais uma vez que chega à conclusão que existe um grupo considerável de pessoas que dança mais ao som deste tipo de demonstrações do que daquelas convocadas pelas forças habituais;
- fica uma sensação de vazio sobre "o dia seguinte", isto é, feita a demonstração de vontade, como será possível cavalgar esta onda que se gerou - é aqui que reside a força e o calcanhar d'aquiles deste tipo de mobilizações, ou seja, como canalizar agora este discurso, estas intenções, como lhes dar resposta num ente se representatividade, sem cara e com voz disforme e sem timoneiro(s);
- que mensagens recolheram os que, em direito reconhecido em eleições, gerem o país mas de um modo desaprovado por uma faixa da população que já não é passível de passar desapercebida e nem deve;
- que ideia fica de um povo onde a abstenção em actos eleitorais é tão elevada mas que se conseguem mobilizar deste modo? O que está mal? Os partidos obviamente porque a população, bem ou mal, coerentemente ou não, parece ter ideias, tem vontade de as exprimir e deixou deconfiar que o seu voto ou o dos outros (no seu modo eleitoral lambão ou despreocupado) no seu lugar, nos dias assinalados, nos locais próprios seria um modo de estar suficiente para fazer com que o burgo fosse "reinado" de um modo aceitável;
- e já agora para quem diz que não somos capazes ou inventivos, basta dar uma volta pelos cartazes onde cada qual expressava de um modo bem singelo e muitas mas muitas vezes de um modo inteligente os seus sentimentos sem recorrer ao vernáculo puro que seria certamente o que apetecia. Parem de dizer que os melhores estão a sair porque parece que quem opta por ficar é mentecapto ou não tem valor.
E agora, tal como eu pensava quando nas semanas anteriores ouvia a Grândola? Continua-se a cantar, desta vez os "vampiros"? Uma nota interessante que havia já sobejado do 15 de Setembro foi o desgosto, para não dizer ódio ou asco, que as pessoas guardam ou identificam na pessoa do Presidente da República. O "e agora" de há pouco relaciona-se mais do que seria desejável com a sua pessoa. E agora deveria existir, pelo menos e há falta de outro sentido no interior do governo, de uma voz que tivesse o "poder" de canalizar sentimentos, revoltas em acções democráticas. E como isso não deverá ser feito, e não quero saber da magistratura de influência que disso anda tudo farto, quer ver-se é acções palavras, actos, compromissos claros, que se seguirá? E não se lembrem do PS, pelo amor de Deus... Eu gostava, e gostar aqui é um modo quiçá estúpido de dizer, de ver o país literalmente parado, quieto, estático durante uma semana, em suspenso há espera de que o governo se dignasse a começar a governar. Sou, em alguns aspectos, fã do modo de protestar de Gandhi.
Domínio Nas bancas, Política, Portugal, Sociedade... em ensaio
terça-feira, fevereiro 26
Impasse europeu: cena 50 000, take 1
É da praxe, sempre que posso e me lembro, ver os jornais às doze badaladas ou, como é conhecida, a hora da cinderela. Hoje não foi excepção findo que foram os exercícios de química orgânica (pelo menos por hoje...). Na primeira página do Público diz-se que a votação na Itália deu origem a um mexican standup eleitoral, ie, ficou tudo na mesma num empate técnico.
Ora o mexican stan up tem a vantagem de que há sempre um jovem mais nervoso que "destroce" o equilíbrio. Em eleições... nem por isso. Haverá juras de amor eterno e promessas de fidelidade mas a Itália não é como aqui o burgo e ou o governo morre à nascença ou ainda com os votos mornos já o mesmo está mais que morto.
Isto traz-me à memória o tempo da implosão da crise na zona Euro há sensivelmente 3 ou 4 anos. Dizia-se então que os governos que haviam conduzido os países áquele beco orçamental seriam duramente castigados e, com excepção da Alemanha, que já chafurdava na lama da direita, todos os países voltariam para esse mesmo lado abominando os governos de esquerda. Ora, a Itália votou neste último par de dias após o governo tecnocrático de Monti que colocou ou tentou, ou dizem que fez as duas ou uma ou talvez nenhuma delas, as contas no lugar. Um governo tecnocrático (como é claro de direita). Ouvindo os italianos na tv sobrava um descrédito relativamente à política sofrível, um pouco como cá. Eles queriam ir votar mas não sabiam em quem (pareço eu com o meu Sporting). Ora este foi o primeiro país a levar a votos o "governo salvador" do pós-pseudo-esquerdista (no caso deles até era de direita mas do estilo popularucho) governo lhes cavou a bancarrota. Vejo semelhanças...
Se os países intervencionados, e deixemos a Grécia de fora porque os coitados já devem estar a milímetros de fazer sessões de espiritismo para convocarem das cinzas os seus mitos e filósofos, pudessem votar hoje o impasse seria igual. O discurso de um italiano este fim-de-semana seria igual ao de um português ou espanhol ou talvez irlandês. Assim sobejam questões: haverá alguém atento no campo dos decisores que perceba isto? Para onde virará a Europa, como um todo, quando a ingonvernabilidade se espraiar a mais países? Será possível acudir a todos por igual ou será como até aqui? "Alemanha não é a França; França não é a Itália; a Itália não é a Espanha; a Espanha não é a Irlanda; a Irlanda não é Portugal; Portugal não é a Grécia e o último feche a porta para ninguém se resfriar...
Quantas eleições ou eleições seguidas de novas eleições serão necessárias para fazer provar que os partidos políticos europeus estão podres? Parece não existir um país que pense o contrário. Não será que, para além dos partidos nacionais, a podridão teria que ser combatida desde Bruxelas? Digo isto porque com o pacto orçamental as regras e a perda de soberania dos países é demasiado evidente. Estarão todos à espera do colapso? O que custa mais a um povo, a sua dívida incobrável, impagável ou o seu regime, ainda que com defeitos, democrático? Fiz-me lembrar o Al Gore na sua rábula sobre o ouro e a Terra no seu célebre documentário...
terça-feira, fevereiro 19
o "Extra" d'hoje, até agora...
...ontem acabava o artigo dizendo: o momento de apanharem na cara tresanda no ar...
Pois bem acabei de ouvir que... palavras para quê: uma imagem chega. Se e quando houver video hei-de colocá-lo "para mais tarde recordar". Como isto anda a tornar-se um fado aconselho, para além de outras coisas, a Miguel Relvas a ficar no quente e a pedir o takeaway do restaurante Di Casa da avenida infante santo. No sossego, na sombra... género gollum :)
Domínio Indicadores, Nas bancas, Política, Portugal, Sociedade... em ensaio
sexta-feira, fevereiro 15
A evolução de primata a humano, em dois meses. E Darwin orgulhoso.
O escritor e ex-secretário de estado da cultura Francisco José Viegas teve uma reacção humana e aqui do interior esquecido e ostracizado faço uma vénia a essa atitude. Seja bem-vindo. Não sei como andarão as pessoas pela capital mas aqui pela paisagem, já há muito que largamos o singelo "tomar no cú". Já fizemos tantos upgrades ao vernáculo que, sinceramente, estou a pensar aprender mandarim não para abrir as minhas possibilidades no mercado de trabalho asiático mas sim para os começar a "mandarim" para além da "p... que os parim" mas com sotaque.
Já insultei tanto e tudo na companhia da solidão, do volante do carro ou nas passadas que dou na calçada que tenho por certo que mais do que uma vez mirrou-se-me a saliva, o vernáculo e o cérebro da força que fiz para não cair nesses "lugares comuns". Estou a precisar de passar o mondego, via norte, para indigar na mestria linguística daquelas nossas gentes.
O ex-secretário de estado da cultura teve uma reacção normal de quem se sente ou de quem sente o mal que mais que raia a visão de todos, todos os dias. Não vi os comentários ou tive acesso ao "caralivro", continuo no lado negro da existência, mas é bom verificar que o estado de dormência mental se esvai decorridos dois ou três meses depois de iniciado o "afastratamento". É bom recuperar pessoas e não as deixar perdidas em "passos negros" do seu passado recente, isto para lembrar as afirmações do novel secretário de estado da economia, aquele que não conhece a mulher de "César". Só tenho uma pena. Por norma estes comentários ou desabafos não saem na finest hour quero dizer com isto que eu daria muito mais valor a este comentário vindo aquando dos seus tempos como membro do governo. E sem medos que politica é isso mesmo, é discordar e na discordia avançar ou avençar... (não como o ps quer fazer... Outros asnos mas também isso já se sabia). Isso sim era um campo cheio de tomates viçosos.
Já agora e para comentar a notícia que levou ao comentário, não o meu, este, o prévio que originou a lavagem d'alma e que eu comecei por comentar, quero relembrar uma célebre anedota:
"Dia de prova na escola, todos os alunos tensos, entra na sala o professor de quem todos têm medo e diz:
— O horário de entrega das provas é até as dez em ponto. Ouviram? Dez em ponto! Depois disso não vou aceitar.
Um aluno descuida-se e só estrega o exame depois das dez. Chega perto do professor e diz:
— Está aqui professor!
— Agora não posso aceitar, já passa da hora.
— Não? Só passaram cinco minutos professor.
— Eu deixei bem claro que só aceitaria provas até as dez horas.
— Professor... O professor sabe com quem está a falar
— Não, não sei nem me interessa!
O aluno rapidamente coloca a sua prova no meio das outras e diz:
— Então, descobre!!!"
Dito isto, se um desses senhores que quero acreditar a contragosto andará a cumprir ordens de asnos, se me apresentar com a conversa sobre a factura terá algum tipo de resposta desta. Também continuo a não perceber, já agora porque no bar da assembleia da república não há facturas ou no multibanco... Essa minha atitude seria bem melhor do que lhe assentar um bom "banano" que seguramente seria o que mais apeteceria. Ando com uma vontade a tudo o que é "estatal"... até brilho no escuro só de pensar nisso mas tenho que me conter e até já virei todos os espelhos, que mesmo contratado ainda me faço mal a mim próprio.
Domínio Nas bancas, No sossego...
domingo, outubro 28
E às vezes lá volta o assunto...
Acabei de ver uma reportagem na
rtp1 sobre a questão de saber se, devem ou não, existir trabalhos para casa. Como é
óbvio as associações de pais, desde as siglas mais conhecidas até às mais
obscuras, opõem-se às ditas tarefas.
Questões: Peço aos alunos para
fazerem trabalhos para casa porquê: Porque me sinto mais feliz com a certeza de
que, estando eu a trabalhar em casa muito para além do horário que me é
estabelecido e longe da família, me sentirei mais acompanhado no infortúnio,
sabendo que os meus alunos também penam em suas casas como eu ou porque lhes é
favorável?
Só mentes ineptas é que podem
sequer pensar que o faço por gozo. Eu tenho a certeza que se não pedir algum
tipo de tarefas os meus alunos, ou a maior parte deles, não olha para os livros.
E eu também não olharia. Sim não leram mal. Eu ainda não fiz o computo de modo
a comparar com o meu trajecto escolar mas parece-me que eles passam muito tempo
na escola. Mas os pais gostam porque também eles estão no trabalho e querem os
petizes guardados. Deveriam, sem dúvida, utilizar o tempo disponível na escola
para tratar dessas tarefas mas eles preferem, na maior parte dos casos, ir
apanhar ar. Só palermas é que pensam que se os trabalhos de casa forem banidos,
as notas começarão a subir como merengues. Certo dia um aluno estrangeiro em
Portugal disse-me: nós lá trabalhamos mais, estamos com mais atenção e temos
muitos trabalhos de casa. Este aluno ao fim de dois meses mais do que arranhava
Português e tinha as melhores notas nas disciplinas que dependiam pouco do
Português, como Matemática ou a Físico-Química. É tudo uma questão de trabalho
e esforço. É sempre.
Eu tenho tempo na escola em que “dou”
sala aberta o que não é mais do que uma sala de estudo à qual os alunos,
tirando aqueles do básico que estão “castigados ali”, se podem deslocar lá,
como os do secundário, pelo tempo e para tratar das matérias que quiserem. Os
castigados como é óbvio não gostam de ir. É-lhes penoso e penoso é para mim que
me sinto como no mar a lutar contra um mar que está demasiado revolto. Os do
secundário, salvo raras excepções, não aparecem. É tão simples quanto isto. Eu
também gostava muito de dar aulas numa escola dessas modelo para ir ver esses
métodos brutais em que os alunos são bestiais. Eles e o seu meio que é de
feição: pais preocupados e com formação superior que lhes permite ajudar os
petizes, que os faz andar na linha, que lhes arranja explicações por fora, que
têm na escola as condições que eu apenas vejo nas escolas do parque escolar.
Esses podem ser bestiais mas isso não torna os meus, bestas. Torna-os normais, miúdos
com força de viver o que lhes é mais querido. Podiam mais? Ui, sempre mas há
uma coisa, para além de um milhão de elas, que precisam que é: convencimento.
Convencimento de que podem, de que devem, de que é esse o caminho certo. Quando
uma pessoa se convence que não há montanha, parede ou escolho que nos desvia do
caminho, esse é o verdadeiro momento do crescimento. Eu ainda não consegui foi convencê-los disso mesmo.
Domínio Nas bancas, Teorias da conspiração
sábado, outubro 27
Cegueira ou teimosia? Impreparação!
...e ao cabo de refundar o país, de refundar os portugueses e de mandar uns milhares refundarem-se para o lado de lá da fronteira bem como as empresas cá do burgo, o primeiro-ministro deu hoje a sua enésima pirueta e afirmou que agora quer refundar o memorando. Não renegociar mas refundar...
Isto após dias, meses e anos inclusive de afirmações dos mais diferentes quadrantes e de pessoas suspeitas e insuspeitas de que a "terapêutica decidida irá matar o doente".
É caso para ver se o chefe do governo e a sua troupe não necessita de um acerto ao nível ocular. Nem um grupo de toupeiras configurariam um caso tão sério, não de baixa visão mas de visão nula!
É caso e momento para que pela parte que me toca, e não devo ser o único, se poderá dizer: senhor primeiro-ministro estimo bem que se refunde!
Domínio Nas bancas, Política, Portugal
sábado, setembro 15
A questão do "votar de cruz"
Começo a pensar nesta questão seriamente... E se eu me interrogo o que pensarão aqueles que fazem do pensar nestes assuntos profissão?
Houve uma afirmação de Marcelo Rebelo de Sousa no passado domingo que me deixou..nem sei bem como dizer. O homem a mim não me desilude porque não me deixo iludir. Ouço-o com atenção mas sempre com o indispensável sentido crítico. No passado domingo afirmou que nas eleições ele vota de cruz no psd. Eu percebi o que ele quis dizer até porque o que disse é literalmente o que acontece - vota no psd no matter what. Isso já seria triste se fosse a minha avó a fazê-lo, que votava sempre no senhor Silva. Mas a minha avó mal soube ler, digo soube porque já não sabe. Teve uma leitura "à girassol", isto é, enquanto me patrocinei paciência e vontade a minha avó arranhou silabas que começavam a trilhar o caminho das palavras mas depois o "sol" deixou de aparecer e o girassol esmoreceu. Compreendo ou melhor, aceito que a minha avó votasse no senhor Silva tal como aceitaria se fosse o senhor Soares ou o senhor Cunhal.
Já alguém que é professor catedrático, que internacionaliza o seu saber pelos PALOP, que expõe publicamente as suas opiniões ou leituras, que é ouvido porque se lhe é reconhecido algum mérito, eu esperaria mais, muito mais. Não consigo aqui inventar uma metáfora mas esta espécie de dizerem "salta" e não perguntar o "porquê" ou sequer a altura do salto, não me parece próprio de alguém de tão reconhecido mérito mas sim de exactamente o oposto. É alguém que não usa aquilo que carrega e que ouve, lê ou vê e basicamente vai com o rebanho, vai para onde o cão do pastor manda.
Dito isto, será que eu tirei um pouco para dizer mal do homem? Não só :) Abri há pouco a página online do expresso e dei com uma sondagem que diz que o ps se encontra por sete décimos à frente do psd numa sondagem realizada durante os últimos dias, seguramente depois das comunicações ao país. Ora estou-me a queixar de um quando parece que, tal como Marcelo R. de Sousa, o país também parece votar de cruz. Cá para mim não é de cruz mas sim de cú. Não entendo, juro que não. E depois só me vêm à cabeça afirmações e acções facistas ou totalitárias ao tutano o qual creio guarda parte de alguém que está longe desse modo de estar. Das duas uma, ou o povo é estúpido ou estas sondagens provam mais uma vez que quando são pedidas serão qualquer coisa como aquele anúncio de emprego que já tinha a Vera Santos à espera. Either way é estupidez a mais para caber em trinta e oito anos de uma espécie de democracia que vive entre a euforia e a depressão - euforia descabida e desorganizada durante uma década após a qual emerge a típica depressão normalmente condimentada com a troika de especiarias que causam tanta indigestão.
Não votem de cruz. Eu acredito que os partidos típicos alternam no putedo do poder uma vez que cada vez se elegem os candidatos com menos votantes verificando-se sempre uma elevada abstenção. Como os boys são alguns, eles no dia levantam-se da cama, votam e vão rezar para que os outros não o façam. E eu a falar de votos a quatro anos de eleições parlamentares... deve ser do sono.
domingo, agosto 26
Deficiente sintonia
Corre imensa tinta, saliva e ainda vai fazer correr mais. As palavras de António Borges, o iluminado ministro sombra, vieram dar mais uma volta ao intrincado novelo que são as medidas do governo no sentido de repor a soberania económica e financeira nacional - como se isso fosse possível...
Bem, e então quais são as ideias desta obscura personalidade, na foto governamental entenda-se. A ideia passa por fechar o único canal de verdadeiro serviço público, a rtp2, e concessionar por décadas a exploração da rtp1. Se a minha opinião contasse, fechava-se a rtp1 e deixava-se estar a rtp2 quase como está - mudava para lá a bola que também é serviço público, o cinco para a meia noite e, em virtude do envelhecimento da população e na perspectiva de evitar uma revolução, o preço certo.
A rtp como é óbvio faz nota dessa pretensão diariamente sob um ponto de vista curioso, explico: dizem que dão lucro uma vez que o passivo foi reduzido substancialmente, o que é verdade mas tudo a poder de cheques do pagode, sendo que o lucro se explica porque o seu custo é de 180 milhões de euros mas os seus lucros são de 200 milhões. Mas deste lucro há algo que eu... digamos, estou contra, fundamentalmente contra. Recebem 50 milhões de publicidade, até aqui... e 150 milhões da taxa de audiovisual. Pois é nesta parcela que a porca torce o rabo, ainda mais, para mim. É que esses 150 milhões são puramente extorquidos na factura da electricidade. Até os contadores da rega num cemitério pagam taxa, para conforto e bem estar dos seus utentes. Assim sendo, para mim, o grupo rtp não dá lucro mas continua sim a ser deficitário em 150 milhões de euros, o que é muito.
É também agradável saber, e vão-se sabendo, quais os vencimentos pagos a certas personalidades do grupo que detêm inclusive outras fontes de rendimento, das benesses dos seus quadros dirigentes e daquela bela, recente e limpinha sede que o grupo detém na capital.
Dito isto convém escrever sobre se existe necessidade de manter um canal público. Parece-me que sim. Somos latinos e a única forma de conseguir, ainda que isso não aconteça na plenitude, de manter a concorrência e a pluralidade, a liberdade de expressão, um jornalismo livre, responsável e socialmente interventivo e de controlo das instituições públicas e privadas é através da manutenção de uma rede de meios de comunicação de base pública. É que o privado não tem tendência para cumprir uma linha socialmente responsável. Mais cedo ou mais tarde, descambam. Deve manter-se a rtp2, as antenas e isto tudo sem a taxa audiovisual que o pagode já paga impostos que chegue. E revejam o negócio da televisão digital, já que andam com a mão no meio. Que apenas mantém um adjectivo transversal ao negócio, ao sinal e à universalidade: péssimo!
É também agradável saber, e vão-se sabendo, quais os vencimentos pagos a certas personalidades do grupo que detêm inclusive outras fontes de rendimento, das benesses dos seus quadros dirigentes e daquela bela, recente e limpinha sede que o grupo detém na capital.
Dito isto convém escrever sobre se existe necessidade de manter um canal público. Parece-me que sim. Somos latinos e a única forma de conseguir, ainda que isso não aconteça na plenitude, de manter a concorrência e a pluralidade, a liberdade de expressão, um jornalismo livre, responsável e socialmente interventivo e de controlo das instituições públicas e privadas é através da manutenção de uma rede de meios de comunicação de base pública. É que o privado não tem tendência para cumprir uma linha socialmente responsável. Mais cedo ou mais tarde, descambam. Deve manter-se a rtp2, as antenas e isto tudo sem a taxa audiovisual que o pagode já paga impostos que chegue. E revejam o negócio da televisão digital, já que andam com a mão no meio. Que apenas mantém um adjectivo transversal ao negócio, ao sinal e à universalidade: péssimo!
Domínio Actualidade, Nas bancas, Sociedade... em ensaio
terça-feira, julho 24
Moralidade unidireccional
"à mulher de César não lhe basta ser séria, tem também de parecê-lo."
Isto a propósito das descobertas da inspecção geral das actvidades em saúde, que encontrou duplicação de pagamentos ou de remunerações acima da média para os médicos. Ora se me pareceu bem que o bastonário viesse criticar a situação também me parecia normal que o bastonário viesse criticar os médicos que estavam nessa situação. Já são maiores de idade e devem saber se estão a roubar o erário público. Mas não. O bastonário vem dizer que a culpa é do sistema que passa a vida a mudar as tabelas. Raios...os médicos, pelo menos aos olhos do bastonário, nunca têm culpa de nada. São seres acima de qualquer suspeita. Como será que as pessoas verão esta situação de que os médicos ganham acima da tabela ou de que estes têm dupla remuneração? "Vão mas é trabalhar malandros! Estes gajos o que querem é não dar aulas! Querem é continuar a não fazer nenhum e a ganharem muito e a faltarem sem que nada aconteça! E onde é que eu deixo o garoto!? Tenho que ir trabalhar! Rua com os professores!" Mas senhor eu perguntava dos médicos...
Senhor bastonários fica-lhe bem alguma honestidade e é sua responsabilidade a defesa da classe. Não se defende um filho quando este rouba um chocolate e não se castiga, se repõe o dinheiro e se leva o rebento a pedir desculpa. É o problema de este ser um país soalheiro. Muita gente tem casas com telhados de vidro onde guarda uma moralidade de dedo de riste apontado sempre para fora e nunca para dentro.
Domínio Mãos no ar isto é um assalto, Nas bancas
domingo, julho 22
O passar do tempo e o reviver implacável do mesmo fado
A maioria das pessoas que vem ao blogue ler-me, conhece-me e sabe de onde sou. Para quem não sabe, deixo uma dica: estou sentado na minha sala com as janelas abertas olhando o sopé da Serra da Estrela e a cidade da Covilhã. E porque digo isto hoje? Também estou virado para a minha tv que passa há já demasiados dias as imagens deprimentes dos fogos florestais. Passam estas imagens e do Governo não há uma mínima palavra como se por esta altura as populações e os bravos bombeiros estivessem ao abandono.
Diria que estão na realidade. Não se sabe dos ministros, não se sabe de quem governa ou faz que governa o pagode.
No meio de tanta desgraça em tons tão intensos como as temperaturas dos dias e dos fogos deflagrados, dei por mim a olhar para a minha encosta serrana, aquela que já vi arder e ficar em completo luto, tal como a cidade. Ver tudo negro, morto e passar por essa situação foi das situações que melhor me lembro dos anos noventa. Sempre vi noticiários obrigado e ganhei-lhes o gosto e tenho presente que o primeiro grande incêndio em Portugal aconteceu precisamente nessa época. Lembro-me muito bem do antes e do depois. Da vida completa e colorida à morte negra e desoladora. Foi assim. E tem sido assim uma vez que a minha serra não voltou e nem voltará a ter a mata que outrora envergava. Agora olho para lá e também para os noticiários e penso que, qualquer dia, ainda que não haja mais do que mato e giestas para serem consumidas, o fogo há-de voltar a iluminar a noite, o ar quente e irrespirável há-de ter que se inspirado de novo, havemos de ter de ajudar outra vez e ficará no final tudo como esteve há mais de vinte anos atrás.
Estará a ser feito algo para que isso não suceda? Nada, como também não foi feito no resto do país. O combate aos incêndios só se sabe fazer com tanques cheios de água e combustível, peitos cheios de força e resistência e contratos de meios aéreos seguramente a peso de ouro. Mas o combate não se faz assim. Faz lembrar a segurança das viaturas. Existem dois tipos: a passiva e a activa. Ninguém considera que um para-brisas ou a suspensão é dispensável nos carros mas ainda assim só se lembra que são os travões, os pára-choques, airbags ou os cintos de segurança que sustêm a vida no modo activo. Pois mas os outros também são essenciais.
O mesmo sucede com a prevenção e esta não existe. Aquela encosta que se ergue maciça e portentosa diante dos meus olhos poderá pouco sem a justa prevenção. Aquela encosta deveria estar limpa (peguem no presos, nos beneficiários do RSI, nos militares e também em voluntários - eu vou), deveria ter caminhos abertos para facilitar a limpeza e o combate aos incêndios (que hão-de voltar) e não os passeios próprios d'época porque a malta continua a ser burra - é irreal continuar a ver condutores a deitar beatas, algumas ainda vivas, para a estrada - e deveria ser convenientemente vigiada.
Acabem com as queimadas estúpidas, punam os prevaricadores e enrijem a legislação de manutenção para o privado e o público e as penas para os incendiários conscientes ou negligentes. Promovam o retorno do pastoreio e de todas aquelas artes antigas que mantinham e preservavam aquele ouro verde. Em preto, aquela e todas as encostas, não servem para nada. Parece que quem decide, as bestas políticas, ganham com estas desgraças. E das duas uma: ou ganham e merecem ser empaladas ou então não sabem mais e para além do normal empalamento (são políticos têm que ser empalados) devem ser destituídos para nunca mais voltarem. Temos que ser mais exigentes...
Acabem com as queimadas estúpidas, punam os prevaricadores e enrijem a legislação de manutenção para o privado e o público e as penas para os incendiários conscientes ou negligentes. Promovam o retorno do pastoreio e de todas aquelas artes antigas que mantinham e preservavam aquele ouro verde. Em preto, aquela e todas as encostas, não servem para nada. Parece que quem decide, as bestas políticas, ganham com estas desgraças. E das duas uma: ou ganham e merecem ser empaladas ou então não sabem mais e para além do normal empalamento (são políticos têm que ser empalados) devem ser destituídos para nunca mais voltarem. Temos que ser mais exigentes...
Das imagens que vejo sobressaem a falta de coordenação, a falta de combate à nascença, de meios (impossível ter meios para combater as frentes que se deixaram crescer) e o silêncio surdo de quem manda. É ridículo. E aqui da minha encosta... Vai fazer-se algo? Vai a região de Turismo da Serra da Estrela ou a Câmara Municipal da Covilhã precaver-se? Nada. A região de Turismo é um poço putrefacto de cunhas e boys. De alguns já é uma sorte a capacidade que têm em saber escrever o seu nome sem erros e letra legivel. E da Câmara? Igual. Só apetece mesmo insultar o bem falante edil camarário para que a notícia e a procedimento judicial se construa (como já aconteceu) para com a publicidade do caso alertar para o facto. Mas o Sr. Pinto tem mais que fazer, nomeadamente, respirar, manter o bronze e fazer que estuda. Pena que tenham dado com o esquema à lá Relvas não é Sr. Pinto... já não vamos fazer tantas cadeirinhas... Gostei de vê-lo com a máscara de preocupação em relação aos desgraçados trabalhadores do data center da PT em cujos terrenos, os melhores da cidade descontando a encosta protegida por leis a cobro da estupidez autarca, se ergue e que foram cedidos à borla ao Sr. Bava. isto para já não falar no negócio da barragem... Mais um que não merece o ar que respira.
Domínio Ambiente, Mãos no ar isto é um assalto, Nas bancas, Portugal
sábado, julho 21
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