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terça-feira, outubro 30

Mais uma voz



Não faltam nos dias de hoje sítios, debates, intervenções onde a verdade não seja dita e redita e replicada até à saciedade. Com diferentes formas, apontando diferentes casos, por diferentes pessoas, até de nacionalidades diferentes. Todos os dias a mais desta podridão serão dias de aumento da probabilidade de uma septisémia que levará (já levou...) à...não sei. Não sou economista, nem jurista mas a minha vida profissional e como contribuinte diz-me que deveria antes de sair à rua, de vestir estas peles, antes de ter nascido sequer, ter ir tirar estes cursos.
E se é assim, é porque estamos a ser roubados à descarada. Quando alguém é assaltado à ponta de psitola na rua acabará invariavelmente por pensar: se eu tivesse uma pistola... Eu sinto necessidade de tirar esses cursos para ter as mesmas "armas" atrás das quais se esconde quem me rouba. Já há muito que não digo isto mas: morte aos porcos, políticos entenda-se, que a carne branca faz melhor à saúde. E se realmente morresse um? Morto, assassinado. Amanhã seria um novo dia mas não seria o dia que irá ser amanhã sem ele estendido ao frio, frio no pavimento. Acho que era só preciso um... ou dois...ou três... até haver decência.
E com tanta "palavra chave" junta no mesmo discurso haverá certamente algum "cão pisteiro" de um organismo oficial que virá aqui parar. Uma mensagem para ele. Não tenho nada contra si, mas o seu trabalho dá-me asco. Vá antes espreitar o que se anda a fazer nas costas dos cidadãos, que são eles os indefesos e os que ainda, porque respiram, que lhe pagam o salário.

domingo, outubro 28

E às vezes lá volta o assunto...



Acabei de ver uma reportagem na rtp1 sobre a questão de saber se, devem ou não, existir trabalhos para casa. Como é óbvio as associações de pais, desde as siglas mais conhecidas até às mais obscuras, opõem-se às ditas tarefas.
Questões: Peço aos alunos para fazerem trabalhos para casa porquê: Porque me sinto mais feliz com a certeza de que, estando eu a trabalhar em casa muito para além do horário que me é estabelecido e longe da família, me sentirei mais acompanhado no infortúnio, sabendo que os meus alunos também penam em suas casas como eu ou porque lhes é favorável?
Só mentes ineptas é que podem sequer pensar que o faço por gozo. Eu tenho a certeza que se não pedir algum tipo de tarefas os meus alunos, ou a maior parte deles, não olha para os livros. E eu também não olharia. Sim não leram mal. Eu ainda não fiz o computo de modo a comparar com o meu trajecto escolar mas parece-me que eles passam muito tempo na escola. Mas os pais gostam porque também eles estão no trabalho e querem os petizes guardados. Deveriam, sem dúvida, utilizar o tempo disponível na escola para tratar dessas tarefas mas eles preferem, na maior parte dos casos, ir apanhar ar. Só palermas é que pensam que se os trabalhos de casa forem banidos, as notas começarão a subir como merengues. Certo dia um aluno estrangeiro em Portugal disse-me: nós lá trabalhamos mais, estamos com mais atenção e temos muitos trabalhos de casa. Este aluno ao fim de dois meses mais do que arranhava Português e tinha as melhores notas nas disciplinas que dependiam pouco do Português, como Matemática ou a Físico-Química. É tudo uma questão de trabalho e esforço. É sempre.
Eu tenho tempo na escola em que “dou” sala aberta o que não é mais do que uma sala de estudo à qual os alunos, tirando aqueles do básico que estão “castigados ali”, se podem deslocar lá, como os do secundário, pelo tempo e para tratar das matérias que quiserem. Os castigados como é óbvio não gostam de ir. É-lhes penoso e penoso é para mim que me sinto como no mar a lutar contra um mar que está demasiado revolto. Os do secundário, salvo raras excepções, não aparecem. É tão simples quanto isto. Eu também gostava muito de dar aulas numa escola dessas modelo para ir ver esses métodos brutais em que os alunos são bestiais. Eles e o seu meio que é de feição: pais preocupados e com formação superior que lhes permite ajudar os petizes, que os faz andar na linha, que lhes arranja explicações por fora, que têm na escola as condições que eu apenas vejo nas escolas do parque escolar. Esses podem ser bestiais mas isso não torna os meus, bestas. Torna-os normais, miúdos com força de viver o que lhes é mais querido. Podiam mais? Ui, sempre mas há uma coisa, para além de um milhão de elas, que precisam que é: convencimento. Convencimento de que podem, de que devem, de que é esse o caminho certo. Quando uma pessoa se convence que não há montanha, parede ou escolho que nos desvia do caminho, esse é o verdadeiro momento do crescimento. Eu ainda não consegui foi convencê-los disso mesmo.

sábado, outubro 27

Mão morta mão morta vai bater aquela porta...



...os mão morta têm um álbum - nus - na qual está provavelmente a música que eu mais gosto deles - gumes - e que está ali... Dos diferentes "gumes" gosto particularmente do segundo, quarto e do quinto, o qual eu quis postar, e apenas esse, mas pela decisão de alguém, o vídeo apesar de estar disponível (Incorporação desactivada por pedido) não pode ser "embebecido".
Embasbacado fico sempre por esta decisão...parece um contra-senso uma vez que colocar o seu trabalho online procura, creio, a sua divulgação. Que melhor divulgação existirá do que aquela viral assente no acto democrático e simples do "gostei, vou divulgar".  Não se trata de fazer roubo ou download mas sim de promover o trabalho dos artistas pelo gosto pessoal de quem possui o seu "meio de divulgação". Vai daí não entendo. Não sendo nenhum génio de informática ou meio conexos, acabo sempre, com ajuda ou sem ela, de dar a volta ao escolho - cá está ela :)

quarta-feira, setembro 19

Qual o mais idiota?


...e ainda ontem chamava atenção à "pataria brava" nacional... Vou ao assunto, curto e grosso. Hoje António Mexia veio declarar que a mexi(d)a na TSU não é má mas sim inclusive boa! Isto porquê? Ora porque segundo o que afirma - será aqui boa altura para relembrar o seu passado inglório como ministro num governo laranja? Será de bom tom? - a baixa da TSU iria permitir, no caso da chinesa EDP, aumentar o ganhos (como se estes fossem poucos) e isso permitiria baixar as tarifas eléctricas! É que eles estiveram mesmo à espera disto para que o ideário samaritano os invadisse sem apelo ou agravo.
Parece suculenta a ideia que teve este malandreco, este homem insuspeito! Não fosse isso a cartilha de um Governo que está em múltipla falência, da sua cor partidária (após a cor do dinheiro entenda-se) e que por estes dias necessita de apoios como de água para o bico (ou para a laranja... não é que eu perceba muito de agricultura.). Pois eu estou contra e tenho um argumento demolidor! 
Se as tarifas não baixarem, estas continuam altas (raciocino à La Palice). Ora com isto as pessoas andam às escuras, com as testas negras de baterem nas portas e armários o que é mau mas para além disso, deitam-se cedo. E já dizia o meu pai: deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. Eu pensava que erguer, era a minha pessoa no dia seguinte e que seria essa que, ao beneficiar do sono retemperador, cresceria como uma sequóia! Afinal... Deitar cedo pode ser um bom catalisador, e barato, para o aumento da natalidade de que tanto este país carece. Vale a pena pensar nisto, mas não na cama, que aí os afazeres são de outra natureza.
O que será que a minha mãe queria dizer com "come a cenoura que faz os olhos lindos"? Também deve ter duplo significado...

terça-feira, maio 15

Há que saber ler os sinais


Sou um rapaz de ciência. Não renego a existência de outros factores intrínsecos à existência humana mas todos os que me fogem o matutar racional, são-me algo esotéricos aos quais dou a devida atenção. Quase nenhuma. Mas, e parece que existe sempre um mas em tudo, heis que se constroem defronte de mim os seguintes sinais: vitória de Hollande por 2% apenas; pessoas a comemorar do partido de Hollande, não dando graças à sua vitória mas sim à derrota de Sarkozy; decisão de indigitar um professor de alemão (mau?) para primeiro-ministro; uma tomada de posse "servida" pela fresca da manhã com voo marcado, no mesmo dia, para a Alemanha...? Já, ao beija-mão?; avião esse que é atingido literalmente por um raio!!! O tipo tem pouco juízo e entra noutro e, aqui penitencio-me, só deus saberá se desta chega ou não... Este é o resumo, assim à lá ligeira dos primeiros dias do presidente Francês.
Parecem-me sinais a mais e ler sinais não deve ser só uma arte de bruxas ou cartomantes. Se come erva, tem manchas negras e brancas, tem corninhos, um badalo...ao pescoço e faz mú... talvez, mas mesmo só talvez e não apostando mas arriscando, seja uma vaca (esta deve ter pouca vontade de rir). 

Isto tudo aponta para uma grande Merlande.

domingo, maio 13

Futuro? Só os avós é que podem


É useiro dizer-se que o futuro está nas crianças, nos mais novos e talvez seja por isso que investimos e insistimos na sua educação e formação mas... Se existe a necessidade da transmissão desses conhecimentos e valores de umas gerações para as outras também é ou será correcto dizer-se que, só isso, não basta. Assim concluí, numa investida de loucura ou pura e destilada sensatez que se o futuro será dos mais novos não será de somenos pensar que o caminho para chegar lá depende quase em exclusivo dos mais velhos, os velhotes, os anciãos ou avós e explico.
O que fazemos aos nossos idosos? Empandeiramo-los em lares e confiamos que a vida siga o seu curso sem necessidade de que nos preocupemos com isso. Há gente paga para tratar desse assunto, que o não era, e que do nada se transformou numa espécie de problema. Um dia seremos um problema... Mas nesse fazer estamos a desperdiçar um bem imenso e incalculável de conhecimentos, sabedorias várias mas mais importante, descaramento e o poder supremo de fazer o que apetece e não querer saber, sabendo muito bem o que se fez... Uma espécie de criança malandra só que mais velha. Exemplifico. É costume eu dizer quando vejo um político a governar mal que era a minha avó que podia ter mão naquilo. Não que a minha avó seja uma espécie de super-mulher, pelos menos aos olhos menos informados. Foi-o à sua maneira no seu tempo de plena actividade como o são todos os avós, pais e mães mas hoje em dia não lhe veríamos essa capacidade. Então o que é que eu vejo que vocês não? Simples, se uma coisa está mal um idoso, a minha avó por exemplo, pode chegar e a coberto do manto dos anos resolver as coisas. Não há televisão porque a Anacom e o governo fizeram um negócio da china para o bolso da PT. A minha avó podia, farta de não ver o Jorge Gabriel ou a Sónia Araújo, pegar numa pistola e dizer: Senhor (presidente da PT ou da Anacom), bom dia. Faça o favor de me ligar a televisão lá no lar. Mas minha senhora é que bla bla bla whiskas saquetas e pum! Chumbo no senhor do fato. 
Agora estão a pensar: Txii, então mas assim a tua avó, com a profícua idade de 86 anos iria de cana! Não sei porquê mas duvido mas duvido de tal modo que tenho a certeza que isso não sucederia. O que sim sucedia era que o assunto era tema de conversa e de solução. A única coisa que a minha avó fez um dia que mereceu a reprimenda da autoridade foi passar a estrada fora da passadeira, no tempo da outra senhora, em que os "guardas" passavam multas a esses comportamentos "desviantes". Ainda hoje podem mas... não estão para isso. Agora imaginem que este exemplo se passava em muitas outras coisas injustas que vivemos todos os dias: Bom dia senhor primeiro-ministro. Então o senhor vai continuar a deitar dinheiro para o BPN ou para as PPP's enquanto não me aumenta a pensão para a qual eu trabalhei durante mais de sessenta anos e que dá a módica quantia de pouco mais de duzentos euros? Sabe minha senhora é todo o edifício económico do país que pode estar em causa se assim não fizermos bla bla bla...pum!!! Imaginem o poder que os nossos avós têm no futuro do país. É tudo uma questão de os convencermos. Vou já tratar disso e começar a dar formação aos meus pais, pelo sim pelo não...   

segunda-feira, fevereiro 27

Para refrescar a mona angela



Pensavas que não te acontecia nada. Que brincavas com a gente e que não levavas troco. Nós somos diferentes dos gregos que se dão porrada entre eles. Nós atacamos onde mais dói. A gente sabe o tempo que essa permanente leva todos os dias! Ahh pois é! Primeiro ataque: António, Tó para os amigos, o tuga escolhido para o ataque cirúrgico com uma bandeja de Sagres (aproveitamos e fazemos publicidade das nossas cervejas em terras Bávaras). Reparem nos pormenores: sem pêlo facial, botão da camisa até ao cimo para disfarçar a macheza ibérica, óculos para passar um ar intelectualogermânico, cabelo à escovinha e abanos à moda bávara (que aqui a gente não usa as orelhas para tapar do frio porque está bom tempo!)
Ora toma lá um banhinho que é para refrescares a mona! Pensamos em sapatos mas está muito visto além de que a indústria nacional do calçado não precisa de um arremesso publicitário. O próximo está a ser urdido... naprons ou a bela faiança das caldas... ainda não foi decidido. Vais ver como elas mordem (sejam cães de loiça ou não).

domingo, dezembro 11

Europa dos valores.. monetários


E ao fim de mais de um ano e meio a Europa encontrou, obrigada pela força da mais rica Alemanha, uma espécie de saída para esta crise. Só o futuro o irá confirmar. Eu por mim, e a minha opinião aqui vale imenso, acho que isto tudo é um fiasco. Não digo que não irá resultar mas consultando o tratado de Roma, que eu não fiz, que fundou os princípios fundamentais da Europa, a palavra solidariedade está em posição de destaque. A Europa nasce para permitir que as guerras na zona do planeta mais assolada pelas mesmas termine e que, a par disso, os países mais ricos ajudem a que os menos ricos ganhem condições melhores: uma melhor educação, umas melhores infra-estruturas, um melhor nível de vida e de rendimentos. Tudo isto contribuiria para a estabilidade de um continente que viveu em toda a sua história com, pelo menos, um guerra a preencher os folhetins diários. Hoje vivemos a época mais calma da mesma mas diz o passado que isso não irá durar por muito tempo e a imposição alemã, que poderá ressurgir dores antigas, poderá ser o caldo para que tal aconteça.
A concretização da ideia do Francês Jean Monnet e do Alemão Robert Schuman permitia seguir esse ideal que sempre teve a força dos seus actores e na inteligência da acção dos mesmos a sua base fundamental. Seguiram-se Kohl ou Delors que mantiveram esse ideal ao invés do minorca Sarkozy e a ogre Merkel. Nenhum consegue ver para além das questões monetárias ou económicas. A Europa irá sobreviver? Não. A Europa inicial morreu, agora nasceu uma Europa nova, pior, que irá sobreviver menos que a anterior porque esta nova não se baseia em princípios importantes para a condição humana.

sábado, dezembro 3

Just a thought


Qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência - foi propositado.

segunda-feira, novembro 28

O "terrorista"


...todos os dias pela manhã...
Tenho uma relação muito próxima com a minha cama e ela comigo. É o que se diz uma relação recíproca onde nos damos com a mesma vontade, apesar de nos conhecermos à pouco tempo. Mas tudo está bem acaba depressa e logo se intrometeu esse ciumento que vêem em cima. Com ele por perto a nossa relação está condenada ao fracasso. Só de pensar no seu aroma depois de feita de novo... Não é justo!
.
By Guilherme (e todos os bebés) que sofre por este terrorista.

domingo, novembro 27

sábado, outubro 8

O carácter, da eleição



Amanhã por esta altura já se saberá, ainda não oficialmente é claro, que Alberto João Jardim saiu de novo vencedor das eleições regionais. Não estou de acordo com a ideia de que se é a ele que se deve a dívida da região, deve ser ele a sofrer no poder com a austeridade que lhe será encomendada. Se assim fosse teria ganho o outro pilantra do cont’nente que como os antecessores, colocou quilómetros aqui do burgo, e enveredou na mui nobre arte da argumentação lá para as terras parisienses.
O que eu acho, nada vale mas considero que seria uma lufada de ar fresco, e não o assomo do gás recorrente de uma má digestão legal que aconteceu no caso de Isaltino, esse edil escorreito, que Alberto João Jardim sentisse o peso dos seus actos passados. Não irá ser assim, já sei… blah blah independência entre poder judicial e… blah blah wiskas saquetas… e o poder político. Seria só para variar, como aconteceu em Itália. A jovem Nox foi à vida dela com o juiz a comentar, não sem um certo ridículo, parece-me, que a probabilidade da jovem ser culpada era alguma mas como existia uma ténue dúvida… paz à alma dos vivos que a inglesa que jaz morta se não a teve no acto, nunca mais a terá. Salve-se o bem-estar dos vivos, que não a família.
Voltando… o que me irá maçar mais, para além da vitória do indigno líder regional, é o facto de que, para mim
, estas eleições serão uma prova de maturidade, cidadania, ética e moral dos madeirenses. Não os olharei de lado, mais faltaria para o meu cabaz de mesquinhezes, mas isso será a prova definitiva de que as pessoas convivem bem com o roubo, a mentira, o favorecimento, os compadrios e toda a espécie de más condutas que a sociedade, como um todo, diz condenar. Partamos do princípio de que somos todos pessoas de má índole, pessoas que não olham a meios para atingir até o meio das suas pretensões. Partamos dessa ideia e talvez tudo seja mais claro, menos cínico, mais honesto. Dizer abertamente que se advoga uma cidadania desonesta é um modo honesto de existência. A desonestidade só não existe quando as regras não são iguais para todos.
PS: relembro que a madeira já beneficiou, ao tempo de outro pouco saudoso primeiro-ministro socialista, Guterres, um perdão pelas suas dívidas. O carácter não se muda, só se apura.

sábado, novembro 27

Um boy, dois boys, três boys... Zzzzzz

Como poderia o governo desmentir, com tamanha certeza, os números dos grevistas aventados pelos sindicatos? Simples...

Fez a conta ao número de boys que foram trabalhar na quarta-feira... nunca poderiam sobrar 3 milhões... é ridículo.

terça-feira, novembro 23

Medidas de poupança



Encontrei aqui pela rede, nas conversas de café e nos noticiários uma notícia que fazia referência a um suposto lapso que aconteceu a semana transacta sobre uma apresentação pública. O secretário de estado Paulo Campos participou numa conferência proferindo um discurso que foi, preteritamente, copiado pelo Ministro das Obras Públicas numa intervenção subsequente. Todos criticaram mas não sabem que isto faz parte da nova política de marketing do Governo. Explico. Com tanto discurso que os governantes proferem chegou-se, e bem, à conclusão, uma vez que eles também nada dizem, que mais valia fazer um discurso que depois seria replicado por todos eles. Uma medida de poupança nestes tempos tão...complicados.

segunda-feira, novembro 22

De volta à carga



Não fiquei saciado no passado artigo sobre os problemas alheios que, ao serem muitos, concretizo, bebés. Andei a divagar nas horas impostas, e pouco aproveitáveis, passadas ao volante e… a entrevista bebiana (?) assim não terá cabimento, ora vejamos. No futuro (o futuro foi ontem) os papás já poderão escolher tudo do bebé como se de um carro se tratasse (para a maior dos homens, é!). Poderão escolher a cor do cabelo, dos olhos, da pele, a raça e porque não escolher logo que tipo de conhecimentos, capacidades físicas e mentais o mesmo possui?
Entra o mesmo bebé na reunião, e entra porque apesar de ter um ano já anda, corre, salta, é medalhado olímpico de triatlo e faz sky diving. Apesar disso não pode com a resmas de conhecimento que possui, materializado nos volumes de papel que os papás não babados, suados e arqueados trazem consigo. Já não só dorme, come, baba ou suja a torto e a direito, faz tudo em uníssono e escreve com as duas mãos simultaneamente até em línguas diferentes, sabe calcular os primeiros mil algarismos dos números pi e neper, consegue prever com a antecedência de um ano a evolução dos mercados bolsistas até à milésima de ponto base, é fluente em mais línguas e dialectos que Indiana Jones e consegue ler mais livros numa noite que o Professor Marcelo Rebelo se Sousa durante um ano. Pelo sim pelo não os pais perderam a cabeça, venderam dois rins, e instalaram o último grito: uma entrada usb que permite fazer quaisquer upgrades no futuro e uma placa wi-fi, não vá o diabo tecê-las. Não houve dinheiro para um esqueleto em liga leve…

sábado, dezembro 12

Cheques com e sem.. cobertura.


No Brasil, essa terra que a nós muitos nos diz… praia, mulatas, futebol, beleza natural, corrupção… :) o governo decidiu entregar um cheque cultural. Até aqui… é questionável mas a qualidade da democracia mede-se pelo nível cultural do povo, assim sendo não foi um tiro no escuro ou será que…? Pois bem muitos dos presenteados decidiram gastar o seu carcanhol em pornografia… o que originou um alegre debate sobre se pornografia é cultura ou não. Pois bem pensemos...hmmm... nahh… dissertemos sobre ela: O género quando adaptado à tela é bom cinema e cinema é cultura. Ora vejamos - pessoas bonitas com roupas de gala, noutras situações em seus fatos de trabalho, estão sempre alegres mesmo em trabalho, dispostas sempre ao exercício físico diário e rigoroso; onde os profissionais quando contactados chegam a horas sejam canalizadores, pintores, mecânicos ou doutores, são competentes e inexcedíveis; onde tudo sempre acaba bem. Que mais se pode pedir? Haja cultura.

domingo, dezembro 14

Caldos de mudança


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Este foi um ano estranho a nível global. Faz, de certo modo, de um modo muito particular, lembrar o que sucedeu à Física no fim início do século passado. Tinham-se por certas muitas verdades quando, de repente como que do nada, de uma experiência residual e à qual poucos davam importância, resultou a revolução do século cientifico e nunca mais nada foi igual. Talvez em todos os princípios de século tenha existido assim algo definitivo e profundamente importante que tenha dado origem a novos paradigmas. Em século parece estar virado para as questões económicas a pontos de se dizer à boca cheia que qualquer um pode dissertar sobre Economia porque nos tempos que correm, nem os economistas sabem o que raio se vai passar. Chegou-se ao ponto anárquico da lei única. Em anarquia só existe uma lei e é não haver lei nenhuma. Em Economia por estes tempos só se sabe que ela, ou melhor nós, não vai andar bem a pontos de Karl Marx ter dado tantas voltas no túmulo como os hambugers nas chapas capitalistas dos McDonalds.
Creio que tudo se resume a uma crise profunda de valores éticos e morais nos mais críticos decisores, a todos níveis sem excepção. Daí que se tenham vivido crises com uma base anual em diferentes pontos da Europa. É certo que a Europa é o local mais sangrento da história da existência humana, onde se travaram as mais longas, mais cruéis, mais ferozes guerras mas os últimos tempos esses conflitos, contidos é certo, têm se revelado nos sul do continente, um local geograficamente pouco dado a este tipo de erupções. Passou-se em França, tivemos algumas crises em Itália e agora é a Grécia. Lia-se recentemente no The Guardian que a crise grega tinha como principais factores a descrença na classe política e na falta de alternativa de oposição, nos sistemas saúde e judiciais e na insatisfação de diferentes agentes sociais como os professores ou os médicos. Paremos o tempo de um fôlego e pensemos: Onde é que eu já vi este filme? Será o sinal dos tempos?
Por cá, sendo nós, um povo pacato, sereno como ouvimos noutro tempo, onde as revoluções são de cravos sem montras partidas como no caso presente grego ou no estudantil Francês de há quarenta anos, esse tipo de situações e vontades diluíram-se geração após geração desde os tempos do pai da Portugalidade mas a insatisfação anda por aí. Professores, médicos, juízes, povo em geral anda descontente e pouco interessado em curas bancárias quando ainda há poucos meses não havia dinheiro para fazer cantar um ceguinho. Estou como Belmiro de Azevedo quando afirmou que se um, e aqui penso no BPP, ou dois bancos marginais falissem… poucas saudades deixavam e a moralização talvez atingisse todos os patamares sociais. O prejuízo destas situações permitiriam corrigir um sistema tão falível como outro qualquer que, no caso nacional, só apresenta vantagens porque a tal crise afecta-nos e a todos os países globalizados e iremos a reboque da cura doutrem.
Esta é a prova que apostar num cavalo nunca é boa opção daí que arriscar, como as parangonas propagandista socialista verborreiam à boca ligeira, apenas na pestilenta política do betão em vez de diversificar os investimentos, é má política, má gestão e principalmente, mau sentido histórico e de estado. Estou num ponto que estranho onde uma anarquia me parece mais compreensível, menos duradoira e consequente, mais produtiva e higiénica do que esta mísera e doentia democracia e isso é mau.

domingo, dezembro 7

Notas.. debaixo do colchão.



Afinal debaixo do colchão nacional havia dinheiro. Fala-se e distribuí-se milhões como quem fala em pasteís de nata. Sou sincero, dá gosto ver que afinal alguém tem dinheiro a rodos neste país. Já desconfiava que ele teria que estar guardado nalgum sítio. O sacrifício de uma porção de gente, mais ou menos a totalidade da classe média, vai servir para algo, para suster as jogadas de monopólio de uns quantos ineptos e bem falantes como é, por exemplo, o ex-bastonário Júdice. Dava gosto vê-lo falar dos seus "bons investimentos" semanas antes num programa económico de Camilo Lourenço ao contrário do que mostrava à frente das camaras de tv nestes dias negros do BPP.
Parece também que esta é a prova do algodão de certas questões: Matemática não é connosco. Há inúteis no banco de Portugal, a começar pelo Governador, naquela sublime plataforma "Compromisso Portugal" que defende menos estado mas quando nos toca... venham de lá os milhões e um taxinho; os membros dos diferentes bancos que, à excepção do BPI, se mostram todos ávidos pelos milhões.
Gosto também dos sucessivos planos de "ataque" a uma crise que há 3 meses não o era e que agora surge como a inevitabilidade do dia e das noites. Jorram os milhões para bancos, para empresas automóveis numa vaga que faz lembrar que as eleições estão do outro lado da esquina e os votantes tipo, classe média, já eram. Milhões de sementes para que a flor comece a florecer lá para a primavera. Três notas, Primeira: A Ministra da Educação que, tal como um doente mental, repete à saciadade que "é este ano, é este ano" - o "para o ano" tanto faz já por esta altura; Segunda: Eusébio. O Pantera Negra disse recetemente que não gosta do Sporting. Tudo bem, mas para quem se diz, e ganhará como tal, embaixador da Selecção Nacional considero que é uma frase indigna desse estatuto. Sim sou do Sporting mas a frase é estúpida quer seja dita sobre o Sporting ou sobre o Carcavelinhos. Ele há coisas que uma bola não ensina e a educação parece ser uma delas. Fico aliviado por que Eusébio disse isso após ser operado uma vez que o médico, temente ao juramento de Hipocrates, é também adepto verde e branco. Terceira: O PCP anda enevoado segundo é possível constatar nas intervenções dos últimos dias. Senhor Jerónimo de Sousa, tanta rispidez por uma falta de convite é no mínimo, mimo. Julgo que os convites primarão pela ausência e quem quisesse aparecia. Não seja flor de estufa nem se julgue o PCP, nesta altura de possível redistribuição de eleitorado, mais do que ou outros. "todos juntos venceremos" não era assim a letra?

segunda-feira, novembro 24

Mais rápido que a sombra



Dá gosto ver a rapidez e a sensibilidade com que o Presidente da República reagiu às insinuações sobre a sua ligação ao BPN. Julgo mesmo que a rapidez foi tal que o próprio Lucky Luke coraria numa justa de fronte para o Chefe de Estado. Enche-me de orgulho ver que as capacidades do Presidente, e ao contrário do que julgava, se encontram melhor que nunca. Quem diria… depois de ver como reagiu, e continua a reagir, à crise da educação e à crise económica e financeira, dos combustíveis entre outras.
Só me faz lembrar uma frase algo reles mas que indicia bem de onde surge a urticária Presidencial: Pimenta no cu dos outros, para nós, é refresco.
Nos professores, na população em geral, a conversa é uma mas quando nos toca a nós, leia-se Presidente, esta muda de figura. De nada vale falar em pudor, fale-se antes de “pudor de quem?”. Acabo com uma frase de uma menina que acompanhava com os pais a entrevista de Judite de Sousa à ainda titular da pasta da educação. Os pais criticavam e no meio das críticas surgiu, do chefe de família, a que se pensava ser a derradeira frase: Políticos, isso é tudo farinha do mesmo saco. Replica a petiz: “mude-se o saco”. Touché.