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domingo, julho 6

E ali, onde estás? Porque estás. Estamos todos.






Eu gostava de crer que estou no finzinho...

quarta-feira, janeiro 15

"Recalibração" à hora da refeição


Hoje que é como dizer... ontem, chegou a notícia da "vingança do chinesinho" ou o que é o mesmo que dizer que o mais pequeno se tornou maior. Não pequeno em depreciação mas porque em Portugal a maior parte dos empresários são-no, de facto, de mini ou micro empresas. Aos factos. Uns certos comensais entraram num estabelecimento na mealhada para degustar o famoso leitãozinho que tanta gente já fez divergir da A1 ou estadas das redondezas. O empresário com faro para o negócio mas também para distinguir sabujos à distância apercebeu-se que os clientes provinham do congresso do partido do táxi. 

Incomodado pelo modo como a dita camarilha governa, a bem dizer desgoverna, o país procedeu à chamada taxa "zé povinho" ou "toma que já almoçaste!". Uma espécie de mimética à ideia da taxa robin que em devido momento a história europeia viu a luz do dia tão rápido como ela se fundiu. 

Em França o Presidente da dita República, anteriormente conhecido como socialista recentemente confirmado na primeira pessoa como acelerado socialista - vá-se lá saber o que isso significa - pretende levar com tal ideia avante. O passar incessante do tempo dirá se a ideia passa a facto da vida, a verdadeira letra de lei. Certo é que a maleita das terras gaulesas parece ser a mesma que por cá - o remédio será o mesmo. Não deixo de pensar... um socialista acelerado será um social-democrata aquele que hoje é um neo-liberal ou simplesmente liberal? Bem... onde ia?

Então o empresário incomodado pela referida presença e com os festivaleiros já no seu poiso e com uns quantos nacos de leitão a meio caminho do estômago lembrou-se da referida taxa, da dita vingança, da imemorial justiça popular. Ou o que é o mesmo que dizer que o dito empresário munido da cartilha propalada pelos partidos da governação arreganhou a “ livre iniciativa”, as “leis do mercado”, a relação existente entre a oferta e a procura, o empreendedorismo e reformulou-se nos ditos comensais. 
 Reformulou-se ou recalibrou a contribuição normal pelo porquinho para uma contribuição extraordinária aos ditos convivas – carregou a conta.     

Sinceramente só encontro apreço pela sua iniciativa. Como já disse vezes sem conta, se fossemos mais exigentes com esta gente talvez tudo não estivesse assim. É pena não se poderem identificar mais facilmente. O Tarantino nos “bastardos” deu uma ideia…

sábado, fevereiro 23

Quem diria, o lodo eleitoral espessou-se na presidência

Como eu sei que a minha mãe, principalmente, não gosta que eu pragueje, a não ser quando ando mais triste que tudo é menos importante que isso para ela, eu tentarei não usar vernáculo no que se segue. Ora vinha hoje de viagem quando ouvi que a presidência da república conseguiu fazer a quadratura do circulo, entenda-se, deu como o rato da lei da limitação de mandatos. Um "e" no sítio de um "a" no texto legislativo parece ser o cerne da questão. Para mim não é. O que as minhas palavras contam? Nada, nicles mas vou deixá-las aqui na mesma. 
Primeio: os asnos que estiveram na base da redacção da lei não se entendiam nas suas convicções do que se teria passado à data. Aquilo que se chama o espírito, não santo que isto é política, mas da lei. Ora a diário estes contradiziam-se a cada serviço informativo. Conclusão: paparam uma taxada a esses abortos para redigirem um parágrafo mas nem isso conseguiram. Pergunta: estiveram mesmo lá ou aquilo veio cozinhado de algum lado? 
Segundo: após a lei ser publicada ninguém teve a capacidade ou o descernimento de dar com o erro!? Parece que só fora do parlamento é que a letra da lei é lida a diário e com oslhos de lince. E ainda quer o ministro da educação colocar a rapaziada nova a ler rápido! Para quê!? É preciso é saber ler e isso parece, ainda que eu já desconfiasse, que as bestas políticas só sabem consumir o ar que, pelo menos a mim, me faz falta. Era matá-los e falo a sério.
Terceiro: o presidente da república não consegue dar com nada da rés pública, a não ser tudo o que se refere à raça bovina e a sua capacidade de sorrir no verde prado, mas teve... engenho!? arte!? Para conseguir identificar tal mácula? Estou abismado com esse nível de aprumo. Se pelo menos o tivesse tido para o acordo ortográfico... 
Quarto: não deixa de ser estranho que não tenha sido feito um esforço político para que a lei voltasse de novo à base no sentido de clarificar a mesma. Assim o interesse político é mais do faz-de-conta uma vez que deixa a ideia de que a redacção da lei seguia uma ideia farmacológica: lei de espectro largo, isto é, para servir tudo e todos conforme os interesses destes filhos de meretrizes de baixo orçamento.
Quinto: Não deixa de ser suspeito ou interessante que isto tudo tenha começado com a ideia de que se devia acabar com os caciquismos e compadrios camarários que transformaram muitas cidades em verdadeiras coutadas partidárias para completa ruína local, regional, nacional. O espírito era o de limitar o cargo e não a região em que o indivíduo actua.
Sexto (e último): Não deixa igualmente de ser curioso que o debate sobre esta situação só tenha sido resolvido após uma decisão judicial proferida pelo tribunal constitucional em que um presidente de câmara, no caso um cacique do PSD, foi acusado, condenado e confirmada a sentença pela dita instância a perda de mandato quando este já não se encontra na câmara onde ficou provada a prevaricação. Ou seja, o tribunal e quero crer o sistema judicial e bem, condena o indivíduo pelo acto que este fez independentemente de se este foi feito na câmara a que pertence no momento ou não. O tribunal leu o cargo e não a geografia. O tribunal leu a violação legal e diga-se, a moral ou a falta desta, do cacique e não do cacique em função da câmara onde foi cometido o ilícito ou ilícitos. Ora se espiríto se mantiver, todas as acções interpostas para contestar as candidaturas dos caciques paraquedistas poderiam esbarrar no mesmo fim, certo? Certo. Vai dai cai do céu este achado. Mãe desculpa agora...
Que diferença faz chamar filhos DA puta ou filhos DE puta a esta gente? Nenhuma porque o meu espírito continua a perseguir o mesmo fim, classificar estes seres no que realmente são. Aliás são isto e muito mais mas é tarde...
Se fosse lider do PS juro que não deixaria que isto fosse alterado. É lei eleitoral e necessita de 2/3 dos votos e se a sua redacção não é consensual, ou volta à base ou teria que se manter conforme ficou redigida. Haverá tomates para isso? Não me parece porque esses, tais como os anteriores, também são filhos DA ou DE puta, como quiser entender.  

sábado, maio 12

Ontem, os ratos sairam à rua.


Porque é que eu aqui escrevo? Sinceramente já não sei. Acho que ainda se mantém o mesmo espírito do início só que naquele então a ideia, ao ser nova, revestia-se de emoção por ter algo que dizer, escrever e, na outra face da moeda, de encontrar feedback de quem lê.
Este último ponto sempre tive pouco. No resto creio que aquela emoção foi-se e que agora escrevo no desabafo de cidadania num estilo "à capela". Assim pego neste sentimento para me desproteger ainda mais aos olhos dos que lêem e aqui exponho, sem apelo ou agravo, algo que ontem vivi: escrevo aqui porque gosto de política, pelo confronto das ideias mas como a política não é mais do que um lodaçal para o qual eu não tenho resposta dou por mim a não ter para com os políticos mais do que o meu melhor asco e agressividade. Ontem cheguei de viagem e, pelo menos aqui na minha cidade, devia o dia de revestir-se de alguma importância ao nível dos partidos mais representativos. Passo, como sempre, e passei ontem igualmente, no caminho para casa dos meus pais, pela sede dos mesmos e aquando da passagem pela sede do psd achei aquele ajuntamento estranho. Até a velha guarda, aquela mesmo velha de bengalinha, ar decrépito buscando ajuda nas mãos dos correlegionários uma lufada de força para a saída da viatura  que se encontrava na rua.
Por esses momentos tive que esperar para que suas excelências saíssem da estrada, que empatavam, e seria mentiroso ou, já que falamos de políticos, seria inverdade que não me apeteceu atropelar furiosamente aquela gente só pelo simples facto de serem laranjas apontadas ao céu. Lá saíram e a fila de trânsito desmobilizou tal como o meu ódio visceral, que esmoreceu ao sabor do empedrado citadino. Pensava eu que estava afastada a surpresa quando chego às imediações da sede do ps onde encontro semelhante ajuntamento e penso: "mau? Os vampiros saíram à rua pelo dia". Começas a perceber um padrão... Chegado ali vejo aquela gente que me dá asco, que os vejo como o pior dos interesseiros, como seres putrefactos e que apenas procurar sugar algo de ti. A meio daquele nada dou com um amigo e outro grande amigo, que até lerá estas palavras e que juro que não esperava encontrar ali.
Do meu amigo já sabia que o seu novo caminho era por aquela porta. Fiquei algo desapontado quando o soube mas... Também sei que por ali só irá para pior. Não por ser por ali ou acolá, onde passara, mas por ser por aqueles meandros. Certo dia, quando me disse que ia entrar numa lista trocamos umas ideias despretensiosas sobres os temas na ordem do dia e senti-me defraudado e desanimado fui pensando: também não irás fazer nada, serás mais um "engraxador de sapatos". Mas ver ali o outro meu amigo pelo qual tenho grande estima foi... Bem, se um dia se proporcionar a conversa lhe darei, se achar útil, a minha opinião. Da breve troca de palavras que o semáforo permitiu sobrou um "então que tal? Não queres vir beber um copo? (o diabo dele falando) ao que respondi: "jovem não dou para estes peditórios" ao que a sua nova costela partidária o levou a voltar-se rápido na procura de gastar a energia numa "ovelha". Do segundo recebi um desanimado "trouxeram-me para aqui". Oh carago, que não somos ovelhas, que temos cabeça e idade para não sermos levados para outro lado que não seja a nossa vontade!
Bem arrumei o acontecimento e quando fazia o caminho de volta, pelo mesmo trajecto pensava: bom, se gostas de política como raio um dia a poderás fazer sem te deixares sujar por um partido ou como poderás fazer passar as tuas ideias sem eles? Pois não sei, ainda que exista uma coisa que tenho presente: Tal como o Ricardo Sá Pinto, também eu terei que fazer uma espécie de curso de anger management para poder vencer este ódio visceral a esta corja.

terça-feira, maio 1

Portugal... boquiaberto.

 .

Hoje, dia 1 de Maio, voltou a fazer-se história de um modo que, antes dela o ser, poucos o poderiam ter previsto. É quase como a rábula inicial do super-homem: é um avião? é um pássaro? Não, é o super-homem! Hoje foi algo parecido no diário jornaleiro: são os discursos alusivos ao 1.º de Maio? São as sandices verborreadas por algum agente do governo? Não, é a malta a tarear-se forte e feio num qualquer pingo doce a propósito das promoções insensatas do presente dia.
Porque lhes chamo insensatas? Porque este, não sei bem como classificar..., frenesim poderia ter sido obtido noutro dia qualquer, exactamente do mesmo modo. Neste dia, escolhido com propósito muito vincado ficam imagens e pontos de vista muito significativos. 
1.º Para os proprietários do Pingo Doce, tudo vale, mesmo, em certo modo e do local onde me sento e penso, desprezar um dia em que o Trabalho, que tantas vezes lhes serve para encher a boca de ar e a barriga de riqueza, deveria ser homenageado - algo sem o qual o homem não pode viver, algo que lhe define o carácter, a fibra, que lhe dá um equilíbrio emocional, familiar e social. Para o grupo Pingo Doce fazer promoções em dia em que deveriam estar encerrados é indiferente. Qualquer dia encontrarei esta gente a vender salmão fumado, pastilhas para o hálito ou pensos higiénicos em serviços funerários, missas de domingo ou em pleno assalto à mão armada. Já me tinha sabido este Pingo a amargo aquando da saída de Portugal da sua sede, em virtude da diminuição da carga fiscal e agora este episódio. Lembrando Mário Lino: Pingo Doce, Jamais!; 
2.º É visível que as pessoas andam tão mal de finanças como de valores morais, algo que é explicado pela "peixeirada" e vias de facto, de facto, que houve entre os alguns clientes. Salve-se a curiosidade de que até carrinhos de compras vazios se começaram a alugar - "é gente desta que precisa o país" terá pensado o hamster que vive dentro da cabeça de Passos Coelho, gente que vê em tudo uma oportunidade de negócio mesmo que essa ocorra na desgraça alheia. Só espero que um dia, no funeral de um seu ente querido, não veja alguém da família Soares dos Santos perguntar: Quer'alheira, Senhor? Os relatos que li e ouvi sobre os portugueses clientes hoje da dita marca fizeram lembrar as imagens que a ajuda humanitária nos trás aquando da distribuição de alimentos às pessoas necessitadas, em África por exemplo. É mal e um, a somar a outros tantos, sinais. Eu sempre disse que este país tem tiques graves de terceiro mundo...

Deixo em mote ao dia que hoje tentou vingar, uma letrinha tão a propósito da boa gente das terras além Tejo.

Abre a boca de cansada
A mula da agonia
Chicoteia as costas magras
O Homem da estrebaria
Não dá asas ao descanso
Com o chicote levantado
Estimula a ponta do nó
Aos gritos como tarado


Dá-lhe um couce minha besta
Está na hora de mudar
Agarrando no chicote
E começa a avançar
Não te encolhas na cadeira
Á espera do que há-de vir
A cabeça desta mula
Pode algum dia servir


Qualquer dia senhor, qualquer dia.

sábado, abril 28

Decisão de imensa importância


Vi com agrado a decisão de um juiz do Tribunal de Portalegre relativa à questão que põe alguma justiça relativamente aos empréstimos decorrentes de créditos à habitação mas principalmente aos negócios usurários que os bancos promoveram durante anos na aquisição de casa. E nem por acaso, o Juiz Desembargador Rui Rangel escreveu esta semana um artigo no Correio de Manhã que vinha a propósito e no espírito desta decisão. Gostei muito de ler e creio que é o início da reposição de um balanço de forças. Não digo com isto que a decisão seja lapidar relativamente a este busílis mas acredito que dará força a que os bancos sejam colocados na linha. Não se compreende como, com um mercado de arrendamento que salta entre a mais pura vergonha, pela condição dos imóveis, ou pela incompreensão do valores pretendidos por qualquer espaço ostentando um absurdo raquitismo, as pessoas se vejam condicionadas e conduzidas para a compra de habitação levando os "vampiros" à cobrança, de pelo menos, o dobro do valor pelo que é avaliado o imóvel. Vamos ao artigo que muito bem explica o que se passa...
O apelo à compra de casa própria, com todas as facilidades, com spreads convidativos, era tentador. Num passo de mágica, toda a gente correu ao crédito à habitação, com a ilusão de que tinha uma casa sua, apesar de andar uma vida inteira a amortizar os juros do empréstimo. Os bancos estavam cheios de dinheiro e precisavam de emprestar, porque é disto que vive o sistema financeiro. Todos ganhavam, o Estado, com a sua estrutura financeira de excelência a engordar, (a CGD), os restantes bancos e o sector da construção civil.
Um perdia: o cidadão, que se deixava encantar pelo canto da sereia. À conta desta orientação política o mercado de arrendamento parou, congelaram-se as rendas, o património imobiliário degradou--se e potenciou-se o imobilismo das pessoas. Com a agravante do caos que se lançou no ordenamento urbano das cidades. E, agora, com as consequências conhecidas da crise, os bancos vão continuar a ganhar? É neste contexto que surgem decisões de tribunais espanhóis e portugueses que estão a ter grande impacto no sector imobiliário e bancário em Espanha e Portugal, que sustentam que a devolução da casa ao banco, no âmbito de uma execução hipotecária, pode saldar o empréstimo, ainda que o valor da venda do imóvel não ascenda ao total do valor mutuado.
São os bancos que adquirem o imóvel na venda judicial por valores muito abaixo do valor real e depois ainda activam a execução, para receberem o remanescente da dívida. Se o banco avalia o imóvel por valor superior ao do empréstimo, o risco de perda do valor do imóvel também deve ser suportado pela entidade bancária. O prosseguimento da execução pelo valor remanescente é moralmente censurável. Em Portugal, só nos primeiros oito meses de 2011 foram entregues aos bancos 3900 imóveis, em resultado de incumprimento do pagamento de créditos à habitação. Nestas condições de crise, a entrega da casa ao banco e a sua aceitação deve saldar o crédito decorrente da aquisição de habitação, não obstante os pressupostos da dação em pagamento.
Estas decisões dão um relevo importante à justiça que não pode ser cega e que tem a obrigação ética de corrigir os factores de distorção provocados pela crise de que os bancos são os principais responsáveis. Esta orientação jurisprudencial está certa e vai ter um forte impacto ao nível económico e social, expondo, com é de justiça, também, as instituições bancárias, às desvalorizações do mercado imobiliário.

segunda-feira, março 12

Ensaio sobre a lucidez, presidencial



Depois de tantas intervenções estranhas, incoerentes no tempo, no modo e aos olhos da realidade, decidimos aqui na redacção do perpétuo procurar saber quem são os conselheiros do Presidente da República que a ajudam a encontrar tão rápido o modo como não se deve proceder com a língua. Bem sei que o Sr. Presidente faz a tarefa sem receber mas nem por isso se pode o que se quer (seja condição médica ou não... cavaco parece pouco lúcido) mas por vezes há bens que dados saem bem mais caros do que outros novos em folha e de marca reconhecida. Pois não se via ou vê ainda nada na prateleira para poder comprar mas...haja fé, a ministra disse que tinha fé que chovesse e choveu?

sábado, dezembro 3

Até onde chega a trigonometria!


Chiça! Chega a ser doentio! Funciona!?

segunda-feira, outubro 17

domingo, outubro 2

"Física" do dia-a-dia


Este ano Portugal será um forte candidato ao prémio da Nobel da Física!
Depois da descoberta do átomo, do neutrão, do protão, do electrão, do leptão e demais partículas subatómicas, acabou de ser descoberto o Pelintrão.
E como se caracteriza o Pelintrão?
O Pelintrão é um tuga sem massa e sem energia, mas que suporta qualquer carga.

quarta-feira, setembro 21

Um penso"mento" rápido


"Dei em casa com a minha perna de Madeira roída. Foi o bicho-da-Madeira e respirei de alívio. Pensava que tinha sido o Aberto João!"

segunda-feira, janeiro 3

Futuro slogan do FMI?


Ao cuidado de: Fernando Teixeira dos Santos



Já todos fomos catraios. Já todos fizemos mais ou menos birras, arrastámos pedinchices, do prisma menino, por este ou aquele lego, a última bola, do novo carrinho da majorette ou da burago, pela bicicleta. Em mais velhos com as motas, as saídas nocturnas, as férias com os amigos num campismo "rústico" a milhares de anos-luz de distância mas onde a praia e a companhia davam sentido à romaria. Bons anos, boas histórias :)
Vinha hoje viajando de mansinho em direcção ao "pic'ó boi" quando esta música me entrou pelos ouvidos e me trouxe à lembrança uma pessoa. Parente meu? Nahhh. Músico? Sim, o seu timbre faz lembrar outro músico mas... a letra, para além das memórias do pedinchar "pai"trocínios, fez lembrar Fernando Teixeira dos Santos e o resto dos sequazes governamentais.
É necessário dinheiro e, nas não muito sábias palavras de um dos pais do "monstro", é preciso não molestar os mercados porque assim eles não nos emprestam o dinheirinho. Digo não sábias porque isto não seria preciso se durante os últimos trinta anos, principalmente no tempos dos pastos verdes e das vacas gordas, não se tivesse optado por desbaratar o capital disponível. Agora a rapaziada tem que pedinchar.
Dou dois conselhos ao cuidado de, pelo menos, o Ministro de Estado, das Finanças e Administração Pública: primeiro, aprendam esta letrinha e façam uma coreografía, venderá mais e melhor certamente a intrujice que querem passar. E que não haja medo do ridículo, pois essa marca já se ultrapassou há muito (relembro a venda "agressiva" das "torradeiras" magalhães na cimeira IberoAmericana por parte do senhor Socas); segundo, nos hipers já se racionalizam, ou pagam-se mesmo, os saquinhos de plástico. Aqui que ninguém nos...lê, num hiper daqueles senhores do norte que estão por todo o lado menos onde trabalho porque isto é meio fim-de-mundo... façam olhinhos a uma menina gira que ela desbloqueia uns quantos, mas levem uma máscara que a vossa fronha já não serve para libertar sequer uma gota numa torneira com a rosca moída. Atentamente, um inevitável pagador de impostos.

segunda-feira, dezembro 13

quarta-feira, outubro 27

Poesia . 22



Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

José Régio

sexta-feira, julho 9

O rumo oriental – Portugal, o esgoto europeu.



Com um novo golpe de cintura, já de si muito fina, o estado prepara-se para cobra impostos futuros! Um conceito curioso… com infindáveis dramatizações: Sr. Manuel vai comprar leite como todas as semanas. Na caixa, o vendedor apresenta uma conta de 400 euros por 6 pacotes de leite! “Então meu amigo, isso não estará errado!? Não senhor, sabe como as suas compras mostram que consome 6 pacotes por semana, nós cobramos o leite a partir de agora em função disso, cobramos-lhe já o preço anual de leite” É similar… beba-se ou não “leite”. Em Portugal quem trabalha, está fod… em letras garrafais e em “caps lock”, não há como esconder. Junto também aqueles aposentados que lhe saiu do corpo, não coloco aqui as bestas dos partidos e afins comedores de tachos. O estado encontra-se assente nos impostos sobre o trabalho para dar de comer a parasitas cada vez mais sedentos dos dinheiros alheios. As deduções reduzem-se, as fundações sem préstimo, as pensões sobre pensões, a continua inclusão de boys, as pífias empresas públicas e parcerias público-privadas mantêm-se e não mostram sinais de abrandar e com isto a ira há-de descer à terra não sob a forma de manifestações comunista mas em agitação social.
Porquê rumo oriental? Simples, e dentro da minha área. Portugal vai caminhar de novo para a analfabetização. Os miúdos vão deixar frequentar a escola porque as deduções não permitem, porque os pais não têm dinheiro, estão desempregados ou ganham uma miséria e terão que encaminhar os seus filhos para: trabalho de vão-de-escada, trabalho escravo, emigração (só ficará cá a ralé, o esgoto), prostituição ou puro e simples abandono. Irá morrer gente à fome, se não morre já. E com este estado social, apenas pegando no caso da educação, o que irá suceder? Bem… nele já contemplei a morte de pessoas, pior não será ou será? Só se for para os abortos pertencentes aos partidos, todos sem excepção. E quando isto afectar o ramo da saúde? Não à volta a dar, é preciso matá-los. Sim, sem aspas ou metáforas. Temos que lhes dar a morte. Se não lhes convier, o falecimento, que desapareçam. Fujam, não volte mais. Senão, morte aos políticos. Façam-se as cruzadas democráticas, enquanto podemos, temos força, enquanto sabemos ler, enquanto não nos ficam também com o nosso raciocínio, já que quase têm lá tudo o resto. "Caro leitor já matou hoje o seu político!? Não!? Aproveite agora as promoções, duas armas por preço nenhum!! Limpe Portugal e com a morte de dois políticos habilita-se a ganhar uma extraordinária viagem num carro vintage da psp ou num UMM da gnr, uma pena suspensa para completar o seu currículum vitae, modelo europeu, e o agradecimento de milhares de pessoas. Ficam também a seu gosto, a visita a um tribunal, com foto tipo 'pass' nos calaboços, mas isto apenas se quiser comparecer e se esta não atrapalhar as visitas já agendadas. Tudo isto completamente gratuito! Serão dados prémios extras para: a morte mais rápida! A mais suja! Prémio especial para aquele que o fizer só com as mãos! Aproveite já!"

segunda-feira, maio 17

Seguramente: nem correcto ou errado


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O Presidente da República acaba de anunciar a promulgação da lei conhecida por "lei do casamento homossexual". Referiu, e sublinhou, que Portugal tem outras coisas com que se preocupar. Não que esta seja uma questão de somenos mas que, por isso mesmo, deveria ser discutida quando o foco de todas as forças e atenção se desviassem um pouco dos problemas económicos e sociais, que são sérios.
Já outrora aqui escrevi sobre o assunto. Do meu fundinho, não sei se sou a favor ou contra. Por um lado sou a favor, porque acho que faz parte da liberdade de cada um a sua autodeterminação sexual. Por outro lado.. não me é muito agradável ver dois homens, por exemplo, de mão dada. É-me estranho. Talvez seja a minha formatação, isto é, como isso sempre foi uma realidade não próxima (longe disso mesmo, não creio conhecer ninguém homossexual) talvez seja essa a causa da minha, em parte, não relutância mas incerteza. Em caso de dúvida digo convicto que promulgue-se.
Mas há coisas que não entendo e, ainda hoje pelo almoço, se cometava sobre isso mesmo, como as leis colidem umas com as outras. Esta lei não permite a adopção de casais homossexuais mas por outro lado a lei da adopção permite que alguém que perfaça as condições de adopção, e uma delas não é a orientação sexual, possa adoptar sem qualquer problema. Quem faz leis não as sabe fazer. Outra coisa que me oferece alguma incoerência é que os homossexuais afirmaram querer, inclusive mais do que o casamento, seria a equiparação aos direitos dos casais heterossexuais, isto é, por exemplo em questões fiscais entre muitas outras. Acho que, neste assunto não se está correcto ou errado.
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Não posso deixar de fazer uma graçola a um senhor pelo qual não tenho a mais minima pinga de respeito, o senhor primeiro-ministro. A frase do dia pertence-lhe e, como dizia o outro, as verdades são para serem ditas: "Como se diz em espanhol para dançar o tango são precisos dois. Durante muitos meses não tinha parceiro para dançar." Cuidado Dr. Passos Coelho... que eles "andem" aí, alguns ainda dentro dos armários de casas, palácios..

sábado, dezembro 12

Cheques com e sem.. cobertura.


No Brasil, essa terra que a nós muitos nos diz… praia, mulatas, futebol, beleza natural, corrupção… :) o governo decidiu entregar um cheque cultural. Até aqui… é questionável mas a qualidade da democracia mede-se pelo nível cultural do povo, assim sendo não foi um tiro no escuro ou será que…? Pois bem muitos dos presenteados decidiram gastar o seu carcanhol em pornografia… o que originou um alegre debate sobre se pornografia é cultura ou não. Pois bem pensemos...hmmm... nahh… dissertemos sobre ela: O género quando adaptado à tela é bom cinema e cinema é cultura. Ora vejamos - pessoas bonitas com roupas de gala, noutras situações em seus fatos de trabalho, estão sempre alegres mesmo em trabalho, dispostas sempre ao exercício físico diário e rigoroso; onde os profissionais quando contactados chegam a horas sejam canalizadores, pintores, mecânicos ou doutores, são competentes e inexcedíveis; onde tudo sempre acaba bem. Que mais se pode pedir? Haja cultura.

Nobel(ico)



Barack Obama finalmente recebeu o prémio Nobel da paz mas fê-lo humildemente falando em… guerra!? O prémio Nobel distinguiu numa perspectiva de responsabilidade para o futuro no que respeita principalmente ao seu papel como aglutinador universal de boas causas e actos mas o presidente dos EUA agradeceu justificando que esse futuro não irá ser radioso… descontando o contacto de alta velocidade que as pontas de balas com o, creio, elemento fósforo, traçam as noites dos cenários de guerra. E o presidente sueco terá pensado: “pstt pstt Sr. presidente talvez fosse melhor…” dá cá isso! O caminho faz-se caminhado.

quinta-feira, julho 2

Ainda ou já só vês os pés?



O dia-a-dia de um professor é repleto de situações únicas, nem que seja pelas tiradas dos jovens a quem eu proponho todos os anos o negócio das suas vidas: aprender, crescer por dentro como por fora. Uma das coisas que também pode acontecer é: “Srs. Professores de substituiçãaaaao! Tenho o sétimo D, o oitavo A” etc etc, como menus num qualquer takeaway. Com um sorriso, lembrando da maçada do momento vivido, digo-vos que são ossos do ofício. Nesses momentos pretendo, não havendo outros objectivos a atingir, melhorar a capacidade crítica dos jovens de hoje, a capacidade de observarem situações importantes para o seu futuro e, com esta primeira abordagem, saírem do estado “tábua rasa” para melhor optarem ou palpitarem quando a necessidade assim obrigue. Os meus momentos de substituição com eles, preencho-os então de um modo responsável vendo, por exemplo e dependendo do nível etário, com o visionamento de documentários que carrego a prazer e onde os temas são variados: o clima, reciclagem, alimentação saudável, etc. Uma série de informação que os leve a ficarem melhores seres, mais conscienciosos ou então não mas que onde a desculpa do “não sabia” nunca mais será aceite.
E porque tanta conversa? Hoje por necessidade desloquei-me às imediações do Macdonalds aqui da minha terrinha e não foi o cheiro a ‘combustível’ (óleos das batatas fritas) que impregnava o ar mas foram os gritinhos e animação que me levaram a olhar para lá. Repleto de catraios, miúdos de… não sei, quatro ou cinco anos todos com os seus chapéus liliputeanos muito garridos, vozes em falsete afiadas e energia a mais nos pés eu encontrei o ‘parque de merendas e diversão’ do restaurante fastfood da reconhecida cadeia.
Minto se dissesse que o calor que me derretia desde a planta dos pés ao mais insignificante pensamento tivessem desaparecido mas abrandei para observar o ‘quadro’. Um dos documentários que passo à exaustão é o de Morgan Spurlock, um jovem nova-iorquino que um dia pensou: “sou saudável, sem doenças passadas, ou vividas, nem vícios presentes, o que será que devo fazer comigo mesmo? Já sei vou comer só durante um mês no macdonalds, só para ver…” E assim fez e assim ia dando aniquilando o que uma boa educação havia criado em trinta anos. Se existe uma coisa que o documentário mostra, e não só ele mas os rabos gordos, as banhas oscilantes, as carinhas e garriguinhas fartas é que um dos problemas futuros será a alimentação, o sobre peso. É sem duvida uma das doenças silenciosas que já vivemos, recriminamos alguém por fumar mas não fazemos igual quando essa mesma pessoa se enche feita… É uma doença evitável, estúpida, de novo-riquismo.
Como posso eu fazer valer a atitude crítica quando um menino ou menina de quatro ou cinco anos é levada a estes locais por pessoas que se pretendem responsáveis de formação ou meras educadoras por necessidade de ‘gás, água e luz’? O que mais custa é que a informação é tanta e as educadoras erma tão novas. O capitalismo tem coisas estúpidas e a nossa única arma é a consciência. Não sei para onde caminhamos… eu sei, vou comer uma maçã.