quinta-feira, Abril 3

Uma boa palestra



Já certa vez tinha "puxado" para aqui o resumo desta palestra na sua versão animada.
Parece muito tempo mas acaba por ser pouco para aquilo que se ouve. Eu acho.

quinta-feira, Fevereiro 27

domingo, Fevereiro 9

Esqueceram-se de calafetar o ninho


E depois não houve jogo. O que sobra? Uma palete de galhofas à custa dos anfitriões. Eu deixo a minha. Hoje em vez de voar a águia, voou o estádio! 
Uma nota para terça-feira: se aquela espécie de barraca não estiver em condições subam quinhentos metros que são capazes de encontrar um grande estádio.
PS: só me irrita que o pavão grisalho agora saiba o que o Leonardo lhe tinha preparado...

Da beira do sono...



Gota a gota enche-se a núvem que quer ser rio e o mar que há-de ser núvem. É sono, só sono.

Da ridicularidade das coisas


 Clicar na imagem fá-la engradecer. À imagem, não nós ou a Terra.

É sempre bom ter os pés assentes na Terra, diz-se e repete-se. Mas quando isso está para além da nossa, por vezes, infinita incapacidade nada como a simplicidade das coisas. Assim, não é de subestimar a utilidade que uma imagem como esta pode ter quando o Homem se julga maior do que o chão que pisa. É ali que sempre esteve, está e há-de estar até deixarmos de o ser. Que estaria eu a fazer neste preciso momento?

quarta-feira, Janeiro 15

Este início leva-me a qualquer "sítio" que não posso precisar



Que será?
11 de Julho no alive?
:)

"Recalibração" à hora da refeição


Hoje que é como dizer... ontem, chegou a notícia da "vingança do chinesinho" ou o que é o mesmo que dizer que o mais pequeno se tornou maior. Não pequeno em depreciação mas porque em Portugal a maior parte dos empresários são-no, de facto, de mini ou micro empresas. Aos factos. Uns certos comensais entraram num estabelecimento na mealhada para degustar o famoso leitãozinho que tanta gente já fez divergir da A1 ou estadas das redondezas. O empresário com faro para o negócio mas também para distinguir sabujos à distância apercebeu-se que os clientes provinham do congresso do partido do táxi. 

Incomodado pelo modo como a dita camarilha governa, a bem dizer desgoverna, o país procedeu à chamada taxa "zé povinho" ou "toma que já almoçaste!". Uma espécie de mimética à ideia da taxa robin que em devido momento a história europeia viu a luz do dia tão rápido como ela se fundiu. 

Em França o Presidente da dita República, anteriormente conhecido como socialista recentemente confirmado na primeira pessoa como acelerado socialista - vá-se lá saber o que isso significa - pretende levar com tal ideia avante. O passar incessante do tempo dirá se a ideia passa a facto da vida, a verdadeira letra de lei. Certo é que a maleita das terras gaulesas parece ser a mesma que por cá - o remédio será o mesmo. Não deixo de pensar... um socialista acelerado será um social-democrata aquele que hoje é um neo-liberal ou simplesmente liberal? Bem... onde ia?

Então o empresário incomodado pela referida presença e com os festivaleiros já no seu poiso e com uns quantos nacos de leitão a meio caminho do estômago lembrou-se da referida taxa, da dita vingança, da imemorial justiça popular. Ou o que é o mesmo que dizer que o dito empresário munido da cartilha propalada pelos partidos da governação arreganhou a “ livre iniciativa”, as “leis do mercado”, a relação existente entre a oferta e a procura, o empreendedorismo e reformulou-se nos ditos comensais. 
 Reformulou-se ou recalibrou a contribuição normal pelo porquinho para uma contribuição extraordinária aos ditos convivas – carregou a conta.     

Sinceramente só encontro apreço pela sua iniciativa. Como já disse vezes sem conta, se fossemos mais exigentes com esta gente talvez tudo não estivesse assim. É pena não se poderem identificar mais facilmente. O Tarantino nos “bastardos” deu uma ideia…

segunda-feira, Janeiro 13

Achei muito a propósito do artigo anterior.


O "nosso" ecossistema muito pouco sustentável.

 http://www.pmcruz.com/eco/

Encontrei este link (basta clicar na imagem) num site habitual e não resisti a trazê-lo para aqui. É normal dizer-se que uma imagem vale mais do que mil palavras. E depois disto penso: assim, o que valerá uma imagem interactiva?
Do concreto...
Fica assim explicada, representada a teia, o ecossistema que pululou, pulula entre São Bento e as diferentes empresas nacionais. Dali resulta a leitura mais honesta de outra frase: não há almoços grátis. Tudo se pode, tudo tem um preço ainda que nenhum dos dois tenha uma base honesta. O país é corrupto? A razão do porquê de estar como está? Só de pensar que em cada câmara existem ecossistemas iguais. A verdade é diferente dos factos. A verdade pode ser feita pela letra da lei. Já foi verdade que as mulheres não podiam votar. O facto era que tal verdade era estúpida. Assim não me interessa que digam que não há corrupção. A lei diz que isso é verdade. O facto é diferente. Um cumprimento especial aos autores deste documento.

segunda-feira, Janeiro 6

O sr. D'Eusébio


Eusébio da SIlva Ferreira
1942|2014

Se é dia para se dizer que tudo foi dito, as 24h que medeiam desde o ontem ao hoje, é seguramente esse o dia. Um dos alicerces e o único ainda em vida, da trilogia do estado novo, Fátima, Fado e Futebol foi-se cedo no tempo.
Não guardo imagem melhor de Eusébio do que o rapaz da camisola vermelha com o número 13 a levar turbilhão ao verão inglês de '66.
Guardo de ontem algumas palavras: disse adeus no dia do futebol, num domingo e em véspera do dia dos reis, aquele a quem chamavam rei também. Se há céu, na certa que há futebol e assim Eusébio sai do campo da vida para aquele campo que era o dele.

sexta-feira, Janeiro 3

Uma boa maneira de usar algum tempo

O que não falta é motivos para deixar de ver o que passa na tv, generalista ou não, para nos entregarmos a uma boa série ou um bom filme ou, no meu caso também, um documentário. 
Oferta há muita e todos temos os nossos fetiches ainda que alguns sejam amplamente partilhados. E a cada ano a oferta renova-se. É porreiro. Pela parte que me toca, a qual me puxa para escrever esta linhas, aconselho um documentário que, à partida, dirá não muito. 
Até porque somos portugueses mas... The untold history of the United States. Não é só o que o título conta. Também o é mas é mais. Permite ver de um modo que tomo por fidedigno o que tem sido a política americana desde os anos pré WWII até ao presente e como a realização dessas mesmas opções políticas se implicam ou imiscuem ao resto do mundo... mesmo quando este não quer. 
Não deixo de ver ali uns paralelos curiosos e que, da parte que me toca, continuam a encher os pulmões daquela velha e cansada frase que diz assim: o homem é o único bicho que tropeça duas vezes na mesma pedra. Por isso também sou pessimista. Por isso também não acredito em mu(n)danças cá, além ou acolá.

É próprio... no comments

Primeira música do novo ano

Estes são daqueles tipo princeless. Quando as músicas era do assim... do catano!

terça-feira, Dezembro 31

Bom ano



O ano finda-se ainda que não seja mais do que o passar de um dia.

    
Bom ano  

sexta-feira, Dezembro 6

A real rainbow men in a grey world

Nelson Rolihlahla Mandela
1918 | 2013

O que pode um Mundo inteiro aprender na morte de um grande homem quando pouco ou nada aprendeu com ele em vida?

segunda-feira, Dezembro 2

A prova?



Não queria escrever sobre o assunto mas se tenho escrito noutros fóruns...

O Ministério da Educação e Ciência, doravante MEC, chegou a acordo com um dos sindicatos (FNE) para dispensar (sabe-me a esmola) os professores com mais de cinco anos de serviço. A primeira questão que se impõe é: o estágio conta para o somatório? Vamos ao que importa.
Sempre me opus à prova e por um motivo que julgo ser de fácil percepção, ainda que existam por aí muitas vozes e tinta de caneta a defender o contrário. Respeito? Não sei bem, porque muitas vezes escrevem sem estarem devidamente informados ou pura e simplesmente por despeito e a cavalo do argumentário da inevitabilidade. É pouco.

Deve ou não haver prova? Honestamente não sei. Tenho noção de como foi a minha formação mas não faço a mais mínima ideia de como as coisas correram noutras instituições superiores, sejam ou não universidades. O que sei das mesmas é aquilo que tenha tido a possibilidade de aquilatar enquanto colega de outros professores que se formaram nas mesmas. Já encontrei grandes profissionais e péssimos. Já encontrei contratados e quadros (titulares ou não) que não dão uma para a caixa e outros que dá gosto partilhar trabalho. Eu próprio serei bom professor? Segundo a avaliação anual aprovada pelo MEC, sim. Mais importante os alunos sempre me disseram que sim e os resultados, que ficam sempre aquém do que gostaria e sei que podem, ajuda a essa conclusão.

Mas e a prova? O "não sei" a montante é relativo. Explico-me. Se alguém se licencia ou, segundo o reles acordo de bolonha, obtém o grau de mestre num curso profissionalizante, isto é, que aos olhos do MEC está certificado para poder exercer a profissão, então digo não. Rotundo não. Não pode o mesmo organismo passar um certificado de qualidade simultaneamente que classifica o grau obtido como insuficiente para a referida finalidade: leccionar. Parece-me, no mínimo, esquizofrénico. Já não encontro reservas relativamente aos cursos que não possuam profissionalização integrada. E a minha posição não se altera pelo simples facto de que o contratado, com profissionalização integrada, tenha um ou vinte anos de serviço. 

Não defendo com isto que quem tira um desses cursos, eu mesmo, garanta para si a obrigatoriedade do MEC lhe conceder um lugar no quadro. Nada disso. Garante tão-somente o estatuto que a certificação ministerial impõe. Deveria, por outro lado, o sistema garantir aquilo que a Constituição da República prevê e que não me parece que seja tenha muitas pessoas contra. A escolarização tendencialmente gratuita e em igualdade de circunstâncias. Este seria, ainda assim, um tópico a merece só por si um outro artigo. Voltando à prova.

Será que quem defende a prova, defende que anualmente a sua capacidade seja posta em causa por meros artifícios burocráticos? Exemplifico-me, se preciso, até à exaustão: um juiz, um advogado, um polícia, um militar, um vendedor de gelados, um médico, um artesão, um engenheiro, um... seria melhor, passaria de bestial a besta ou vice-versa se anualmente fizesse um teste a atestar a sua capacidade? Não basta, como o limite seguinte fosse de desconsiderar, que seja um bom profissional, segundo as leis do mercado (para quem tem uma "porta aberta" a quem reportar) ou um sistema de avaliação de desempenho? Parece-me que sim. Operacionalizando o assunto: será mau jornalista aquele cujo jornal não vende ou aquele cujo diário vende porque a sua isenção se subscreve a interesses alheios? 

A questão que envolve a prova é só esta ainda que possa haver quem diga ou escreva diferente. É então justa a dispensa de professores com mais de cinco anos de serviço? Não. Deveriam todos os que possuem habilitações para a profissão ser dispensados. É que à parte da experiência, que não desvalorizo mas que é isso mesmo experiência, "calo", "horas Homem", algo que apenas de ganha exercendo, não percebo a razão que leva a considerar uns aptos e outros não. E sinceramente não a vejo. A haver prova, seria para todos, até para os professores do superior.
Vejo aqui o mesmo modo de actuar dos tempos do governo PS: dividir para governar. Em tempos idos mas que jamais esquecerei também apareceu uma besta (MLR), que me granjeou um tal asco nunca irei esquecer, que dividiu os professores em dois grupos: os titulares e os outros. Nunca me senti acometido de alguma doença ou infecção que apenas um titular pudesse curar mas cujo estigma existiu e não creio mentir ao afirmar que ainda se mantém.

Quer o ministério rever os procedimentos para a certificação desses cursos ou pretende alterar a formação vindoura? Que assim o façam se bem entenderem. Não pretendam é passar um atestado de incompetência generalizado a este grupo de profissionais. 

A Júlia é que sabe bem! :)



Não quero saber da semana que vem. Não quero saber de como estaremos em finais de Maio. Quero é saber da atitude, da garra, do colectivo, da entrega. Depois o que tiver que vir, virá.

A nossa força é bruuuuuuuuutal! Spoooorting!

sábado, Novembro 30

Ao frio... assobio


Poesia . 24























Viver sempre também cansa!
O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.
Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela."
E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo...
.
by José Gomes Ferreira