Mostrar mensagens com a etiqueta No sossego.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta No sossego.... Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, janeiro 3
quarta-feira, outubro 2
sexta-feira, setembro 20
Pontos de vista, obviamente
Dos dias...
...a caloirada já pulula aqui pelas ruas não descalços, nem pela verdura, pouco formosos e ainda menos seguros do que mais os preocupa, estes dias de folia. Daqui a nada a medida do tempo altera-se quando a velocidade das coisas for pior do que a avisada - porque é mesmo assim, enquanto a "pele" não engrossa, o bicho homem aleija-se. Ainda assim não tardará, espero e é certo, e sairão "encanudados" mas para que Portugal? Dos "meus" finalistas, já tenho encaminhados mais de metade com a satisfacção própria do acontecer e de ter sido, salvo erro, sempre na primeira opção. O trabalho ainda compensa e a escola é digna dessa ideia. Espero que na segunda fase suba o resto da "tropa" ao reles estatuto pretendido :)
...as eleições estão "à porta" e não na porta ou na televisão, o que se agradece. Haverá pouca coisa que me enoje mais do que o lodaçal partidário nacional. Todos os países têm as suas idiossincrasias e uma das nossas será a de sempre, para sempre, sermos representados por... ia escrever sanguessugas mas... genericamente são merda, pura e simples. Aqui o inverso do ónus da prova prevalece, até prova em contrário.
...resulta uma imensa contradição entre o que o mec diz e o que as escolas aparentemente vivem, isto porque do sofá de casa não tenho ou quero ver muito. Tanta incompetência que a palavra já deveria vir sem descrição no dicionário e apenas devia estar ilustrada pelas narrativas do país real. E vai haver uma prova. Por mim, tudo bem. De toda a revolução educativa dos últimos trinta anos, só não apanhei com a PGA por isso... testes e provas e exames e aferições ou a puta que os pariu, já vivi ou passei por tudo. Que venha ele. Só sinto alguma, como poderei por isto, injustiça (?) por ver uma geração ser a cobaia de tudo e que o massacre não se aplique universalmente. Eu voto pela prova para todos, em tudo, sem excepção.
...o meu Sporting parece dizer que sim mas vou esperar para ver porque "prognósticos" só no fim do jogo.
...não sobra vontade para vir aqui. Mas farei por...
quarta-feira, julho 17
It's time to go
.
...subi pela última vez, em modo nocturno, "a colina" que separou durante quatro anos o "barraco azul" e a albergaria, a minha "segunda casa por gosto" nesta terra onde andei perdido tempo demais. Não o voltarei a fazer. Vivo a certeza do tempo das últimas vezes. Levo no corpo as marcas deste tempo bem como algumas que não se vêem mas que perdurarão until the sun finally puts hitself for the last time. E amanhã o que for será, agora quero é férias e saudades disto, se o tempo me fizer disso capaz.
terça-feira, maio 14
O asno
"Passos diz que novas medidas não se aplicam «à generalidade» dos cidadãos." Em Cannes entrega-se o leão de Ouro, em Moscovo o Urso eu aqui entrego o asno. Será possível que este estupor não percebe que está tudo ligado? Que a economia é uma roda de dinheiro a circular e que se o dinheiro falta a economia se recebe? É esta besta primeiro-ministro, é esta besta licenciado em economia. Por amor de um deus, mesmo menor, que alguém se certifique de verificar como foi feito o curso deste aborto ou, em detrimento disso, que lhe dei-te um pouco de curare no café. Se afirmações destas pagassem impostos...
Curtas
Curtas porque a vontade tem sido pouca...ainda que tenha chegado o bom tempo...
1.º Cavaco falou hoje! Cheirava a morto e já não esperava por sentir o seu arfar de ar, quanto mais vociferar... urros palavras. Ainda assim é bom constatar que manteve o bom e velhinho tom de meio-morto, disse palavras mas delas não se retira nada, nem ar, nada.
2.º Não fui só eu, pelo menos outra pessoa notou mas... Portugal requisitou um parecer sobre a reforma do estado à OCDE. Ora este "requerer" implica uma troca de moeda, isto é, pagamento. Logo, quem paga é patrão e como tal é feita a sua vontade. Assim sendo eu não entendo porque o dito estudo/parecer ou "coisa afim" foi divulgado em Paris. Das duas uma ou já fomos anexados e, pelo menos as tais duas pessoas, onde eu me incluo, não sabiam e eu vou estar tramado porque a língua de Napoleão é coisa que não me assiste ou anexámos a França e a capital da República Portuguesa mudou-se para Paris. Either way... eu não estava a par e até perco algum tempo diariamente na perscruta das novidades noticiosas. O defeito deve ser meu, certamente...
3.º Paulo Portas falou, ninguém ligou e assim ele ajoelhou e acabou por engolir. A seco, ainda que o seu partido, futura entidade mitológica, se desfaça em suor e lágrimas para que o chefe não degluta sem asperesa. Nem que se desfaçam em sangue, o partido poderá voltar a pensar numa viagem de táxi.
4.º Continua a "negociação" sobre a reforma do estado. Não haja uma espécie de lockdown por parte dos sindicatos que o governo irá levar a bom porto a "negociação". Pela parte que me toca, espero, desejo, faço votos, figas e torço pescoços para que haja, pelo menos, greve em tempo de exames. There will be blood, i hope.
5.º O Benfica perdeu, mal e o Porto ganhou, mal. O jogo foi uma bazófia. Há mais uma semana de campeonato, bom. No domingo haverá fairplay ou "fairyplay", isto é, lá irá o presidente portista abrir os cordões à bolsa para garantir nada menos do que a surpresa? É certinho... No meu Sporting, para o ano, o lema será "vá para fora cá dentro". Espero que algo mude mas que a mudança não comece pelo treinador. E não digo mais para não ser um mau associado de quotas em dia.
6.º Amanhã espero que os passaritos ganhem. Não serei benfiquista mas sou Português e espero que a garganeirice de Jesus já tenha passado, para sempre e a dos adeptos, que tenham aprendido algo e que ganhem limpinho e não como contra o meu Sporting. Que não se repita o que o Sporting passou em 2005. Mas se tal não acontecer e acabarem por ver o caneco fugir sugiro a compra dos "lenços do adeus" futuro produto do santuário de Fátima. É pedir uma caixa de seis milhões deles, mais coisa menos coisa...
7.º A moody's elevou o rating da dívida da grécia. Passou de "reles" para "reles mais".
7.º A moody's elevou o rating da dívida da grécia. Passou de "reles" para "reles mais".
Domínio Actualidade, Curtas, No sossego...
segunda-feira, março 18
About Gaspar "tripes"
E o acumular de más previsões começa a deixar a ideia no ar de que o Ministro das Finanças não é muito competente... demorou um pouco para que tal facto viesse à tona no meio de tanto elogio às capacidades técnicas e "tácticas" deste monstro dos números. E nem mesmo o monstro das bolachas para rivalizar com tamanho monstro da incapacidade, impreparação, inadequação e na destruição, desta feita, não de bolacharia vária mas de postos de trabalho e da economia que os sustentava, de metas de défice ou da dívida ou da execução do orçamento. Bom bom, é o faz de conta - o faz de conta que isto está a resultar aos olhos daqueles que gostam de ser enganados ou se deixar que outros o sejam quando eles sabem que o engano é, por si, enganador.
Mas talvez a culpa não seja do ministro mas sim de algum vírus que lhe atacou o ficheiro excel, o vírus Portugalum Realitix. Ou, para aqueles que acreditam que o ministro não o é tanto mas sim um mestre astrólogo, género mestre "Karamba pró-excele", talvez a culpa seja do astros que ele julga que se movem à volta e em função de um país que ocupa o centro dum universo psicadélico assente numa quietude celestial. A culpa mesmo é do tanso que o escolheu ou... A culpa aliás é de tanta gente que longe de morrer solteira, ela seria vista era como uma meretriz. Talvez seja a altura do ministro da saúde tomar conta disto, da cegueira do ministro das finanças. Ou talvez a da agricultura e mande abater o espécime. Ou talvez o da educação que o mande para as novas oportunidades. Ou talvez a da agricultura, que também é das pescas, que ensine o ministro gaspar a pescar algo, nem que seja no prato. Ou talvez o emprego oriente o ministro nas suas reais capacidades. Ou talvez... o raio que o parta.
domingo, março 10
"The freedom and simple beauty is too good to pass up... "
.
Ontem vi um filme que tinha ali guardado e que andava para ver mas que fui adiando. Sabia a reputação deste mas estava convencido que, a par de outras vezes, a reputação seria merecida mas algo exagerada. Não foi essa sensação com que acabei quando o mesmo terminou. Não consigo bem dizer ou discutir sobre este. Posso apenas dizer que é um filme bom, bom de um modo ou numa categoria à parte. É um must see ou um filme que não se deve passar pela vida sem ver. Do qual se tira, em modo condensado de duas horas, uma vida cheia de ideias daquelas de ficar e se ficar nelas, se é que ainda não andam por lá sorrateiras, de ponderar sobre as coisas numa vertente verdadeiramente filosófica e não filosoficamente como aquelas que absorvi nas aulas da dita disciplina ou como as que encontro a espaços, curtos, em alguns poemas musicados ou não.
Ontem vi um filme que tinha ali guardado e que andava para ver mas que fui adiando. Sabia a reputação deste mas estava convencido que, a par de outras vezes, a reputação seria merecida mas algo exagerada. Não foi essa sensação com que acabei quando o mesmo terminou. Não consigo bem dizer ou discutir sobre este. Posso apenas dizer que é um filme bom, bom de um modo ou numa categoria à parte. É um must see ou um filme que não se deve passar pela vida sem ver. Do qual se tira, em modo condensado de duas horas, uma vida cheia de ideias daquelas de ficar e se ficar nelas, se é que ainda não andam por lá sorrateiras, de ponderar sobre as coisas numa vertente verdadeiramente filosófica e não filosoficamente como aquelas que absorvi nas aulas da dita disciplina ou como as que encontro a espaços, curtos, em alguns poemas musicados ou não.
Não se retira vontade de ir, até porque todos somos diferentes e o modo como encaramos tudo difere de de uns para outros, até mesmo no mesmo corpo, dependendo do dia, da inclinação do sol, a direcção do vento...
Acho que a vida merece que a gente que o sente, a dada altura, o faça mesmo, sem receio mas com a certeza de voltar. O homem é um ser social, fica bem sozinho, assenta-lhe bem como lhe assenta as ideias mas não em solidão.
O filme foi into the wild, retrata a aventura de, sensivelmente, dois anos de Alex Supertramp, o qual antes disso e no instante seguinte a encontrar o que procurava (e todos procuram) dava-se pelo nome de Christopher McCandless. A banda sonora tem o selo de Eddie Vedder e caminha de mão dada com a história. Escolhi uma imagem mas apenas o filme faria a justa referência ao filme.
segunda-feira, março 4
Big trouble in little EDP
...passou-se à hora do almoço. António Mexia, numa acção de propaganda da EDP no Alqueva (já agora, quando se vendeu a EDP a barragem do Alqueva também se "achinesou"!? Quem souber que responda) foi questionado sobre que opinião lhe merecia a notícia sobre as putativas modificações que o luso ou luso-chinês ou chinês-luso ou só mesmo "homem novo" chinês Eduardo "Pentelhos" Catroga queria patrocinar, de braço dado com a meretriz chinesa, na administração da EDP. Clarinho como a água nada disse porque é o que se chama "assalariado", ainda que nesse grupo seja daqueles "bons" assalariados. Ainda assim lá acabou por, como ex-político que é, dizer algo sobre o tema. Disse e passo a citar as suas palavras e o seu erro (só disse isso e mesmo assim enganou-se): "que se o atual modelo não servisse os interesses da empresa, a elétrica
não seria a maior empresa portuguesa e o maior investidor em
Portugal".
Ora desdigo António Mexia ao dizer que efectivamente a EDP é uma empresa mas uma pequena empresa Chinesa. A relatividade é danada...
quinta-feira, fevereiro 21
...da bancada
O meu clube vai a votos. Esta é uma situação que eu não esperava nem queria. Quem foi eleito tinha o dever de ser apenas "auditado" aquando do fim do mandato.
Ainda assim optou-se por esta via e em democracia, parece, as coisas funcionam também desrespeitando as decisões anteriores. É óbvio que a actual direcção não tem carta branca para fazer e desfazer mas é preciso parar para pensar: financeiramente o clube não ficou melhor é verdade mas de todas as coisas que foram prometidas apenas o futebol, e "apenas" a equipa de seniors, está no caminho errado. Sim posso admitir e estou longe de estar satisfeito, que isso é razão necessária e suficiente para a mudança mas para mim o mandato ia até ao fim, tendo muita atenção ao passivo.
Ainda assim optou-se por esta via e em democracia, parece, as coisas funcionam também desrespeitando as decisões anteriores. É óbvio que a actual direcção não tem carta branca para fazer e desfazer mas é preciso parar para pensar: financeiramente o clube não ficou melhor é verdade mas de todas as coisas que foram prometidas apenas o futebol, e "apenas" a equipa de seniors, está no caminho errado. Sim posso admitir e estou longe de estar satisfeito, que isso é razão necessária e suficiente para a mudança mas para mim o mandato ia até ao fim, tendo muita atenção ao passivo.
Dos candidatos perfilados não tenho grande opinião a dar. Um não conheço, o outro (2) foi director de comunicação há alguns anos o que não é grande cartão de visita, o outro (3) foi director desportivo, treinador, dirigente e sei lá mais o quê e tem no currículo ser um dos poucos que não ganharam no Porto de Pinto da Costa e por fim o outro (4), considerado o favorito, sabe-me, cheira-me, sinto-o muito Vale e Azevedo.
É mafioso, enche a boca com bitaistes legais para o pagode comer, não tenho dele a melhor das referências e o seu discurso, a sua postura, estão longe de ser aquelas que os valores, estão escondidos no museu, representam. Gostava de ver um escrutinuo da vida deste sujeito. No caso dele, eu vejo muito mais do que fumaça, vejo incêndio completo. Faz-me lembrar o pior de Pinto de Costa e de Vieira. Rasteirice pura.
Irei votar? Ainda não sei mas gostava. Em quem? Nenhum destes certamente. Apenas desejo que o artolas que for para lá consiga três coisas: pague as contas, detesto que o meu clube passe por caloteiro num época onde anda tudo preso por arames mas parece que só o sporting é o mau da fita; que tenha arte suficiente para, não destabilizando o valor eclético do clube, maximizar as potencialidades do futebol e dos recursos que tiver, que arranje quem coloque a equipa de séniors a jogar bom futebol, a serem competitivos e a ganhar um campeonato a cada três anos; e, por fim, a manter a estrutura eclética do clube num clima de sossego e sustentação para os próximos anos.
Ainda assim acho que vamos ficar pior porque nenhum destes tem o mínimo indispensável para o lugar a que concorre. Quem entrar espero que deixe ficar o Jesualdo Ferreira. Dizia ao meu pai na altura da saida do Belga que ali sempre funcionaram apenas treinadores mais velhos (e não me refiro a Boloni para quem um pepino e uma bola, são siameses). Poucas vezes nos demos bem a inventar. Jesualdo está no sítio certo, pena é que tenha 60 e qualquer coisa anos. E aquilo é a praia dele: jogadores novos a precisar de orientação, com demasido potencial, com um futuro promissor que bebem tudo o que um professor tiver para lhes incutir e com uns quantos maduros, sabujos para equilibrar aquela irreverência própria da juventude com matreirice como era com Pedro Barbosa, Rui Jorge, Paulo Bento, Oliveira...
Esperar para ver.
sexta-feira, fevereiro 15
A evolução de primata a humano, em dois meses. E Darwin orgulhoso.
O escritor e ex-secretário de estado da cultura Francisco José Viegas teve uma reacção humana e aqui do interior esquecido e ostracizado faço uma vénia a essa atitude. Seja bem-vindo. Não sei como andarão as pessoas pela capital mas aqui pela paisagem, já há muito que largamos o singelo "tomar no cú". Já fizemos tantos upgrades ao vernáculo que, sinceramente, estou a pensar aprender mandarim não para abrir as minhas possibilidades no mercado de trabalho asiático mas sim para os começar a "mandarim" para além da "p... que os parim" mas com sotaque.
Já insultei tanto e tudo na companhia da solidão, do volante do carro ou nas passadas que dou na calçada que tenho por certo que mais do que uma vez mirrou-se-me a saliva, o vernáculo e o cérebro da força que fiz para não cair nesses "lugares comuns". Estou a precisar de passar o mondego, via norte, para indigar na mestria linguística daquelas nossas gentes.
O ex-secretário de estado da cultura teve uma reacção normal de quem se sente ou de quem sente o mal que mais que raia a visão de todos, todos os dias. Não vi os comentários ou tive acesso ao "caralivro", continuo no lado negro da existência, mas é bom verificar que o estado de dormência mental se esvai decorridos dois ou três meses depois de iniciado o "afastratamento". É bom recuperar pessoas e não as deixar perdidas em "passos negros" do seu passado recente, isto para lembrar as afirmações do novel secretário de estado da economia, aquele que não conhece a mulher de "César". Só tenho uma pena. Por norma estes comentários ou desabafos não saem na finest hour quero dizer com isto que eu daria muito mais valor a este comentário vindo aquando dos seus tempos como membro do governo. E sem medos que politica é isso mesmo, é discordar e na discordia avançar ou avençar... (não como o ps quer fazer... Outros asnos mas também isso já se sabia). Isso sim era um campo cheio de tomates viçosos.
Já agora e para comentar a notícia que levou ao comentário, não o meu, este, o prévio que originou a lavagem d'alma e que eu comecei por comentar, quero relembrar uma célebre anedota:
"Dia de prova na escola, todos os alunos tensos, entra na sala o professor de quem todos têm medo e diz:
— O horário de entrega das provas é até as dez em ponto. Ouviram? Dez em ponto! Depois disso não vou aceitar.
Um aluno descuida-se e só estrega o exame depois das dez. Chega perto do professor e diz:
— Está aqui professor!
— Agora não posso aceitar, já passa da hora.
— Não? Só passaram cinco minutos professor.
— Eu deixei bem claro que só aceitaria provas até as dez horas.
— Professor... O professor sabe com quem está a falar
— Não, não sei nem me interessa!
O aluno rapidamente coloca a sua prova no meio das outras e diz:
— Então, descobre!!!"
Dito isto, se um desses senhores que quero acreditar a contragosto andará a cumprir ordens de asnos, se me apresentar com a conversa sobre a factura terá algum tipo de resposta desta. Também continuo a não perceber, já agora porque no bar da assembleia da república não há facturas ou no multibanco... Essa minha atitude seria bem melhor do que lhe assentar um bom "banano" que seguramente seria o que mais apeteceria. Ando com uma vontade a tudo o que é "estatal"... até brilho no escuro só de pensar nisso mas tenho que me conter e até já virei todos os espelhos, que mesmo contratado ainda me faço mal a mim próprio.
Domínio Nas bancas, No sossego...
quinta-feira, janeiro 31
O tempo de escrever faz-se num tempo próprio
Dizem os escritores sérios e de nomeada que escrever é como outro trabalho. Deve fazer-se num ciclo diário regrado como o são aqueles outros que nos ocupam o dia e aos quais respondemos em modo cego, obediente e inconsciente. Eu não sou escritor por muitas razões e a essas acresce a singela de que, escrever para mim não pode ser uma obrigação. Daí que apenas passados mais de dois meses tenha voltado aqui ao local do crime.
Tinha que ter, tinha que levar com uma razão óbvia para voltar ao teclado e deitar para fora coisas em forma de palavras com tino. Nem o Natal ou a educação dos melhores desejos sobre o mesmo ou sobre a passagem do ano foram suficientemente fortes para tal.
Mas hoje ao ouvir aqui o grande, luz fez-se e senti que devia retornar aos velhos, e espero que bons, hábitos. Ao ouvir o bater ritmado dos dedos da mão do Freddy parei o que estava a fazer a fiquei a degustar. E lembrei-me que esta pode muito bem ser a banda sonora deste ano.
Não vou em euforias. Não acredito nos mercados, não acredito nas palavras mansas de seres chifrudos, nem tão-pouco e menos ainda se cabe, nas palavras gentis de míseros banqueiros ou outros que tais. O antes foi mau e este vai para pior. Sobra a força de mudar, sobra o desafio do dia de amanhã que faz com que nos ergamos, que não nos fará sair ou que nos fará passar a fronteira mas voltar. Sobra o nosso chão, entalado num recanto de terra que, lembrando Lobo Antunes, "que o mar parece que não quis" e aqui deixou acostar. Há quase 900 anos que nos dizem que "vai melhorar" ou "é para o ano". Sou agnóstico e acredito mais no diabo do que em palavras mansas. Welcome to 2013, it's nice to have you are. Fasten your seatbelt because you want enjoy the ride. E ponham alto que se o mau gosto não paga taxa ou é multado, o bom muito menos. Ainda que estejamos em Portugal...
sexta-feira, novembro 16
Loeb? Isto sim é perícia.
...às vezes sinto qualquer coisa a mexer cá dentro.. pensava que era o meu "eu" espiritual ou mental mas afinal... independente do que aconteça ou do que se faça, um dia nunca será mais ou menos do que as velhinhas, ainda que arredondadas, vinte e quatro horas... a não ser que se faleça... então mais vale ir juntando o útil, ao necessário e ao agradável.
Domínio Excelente, No sossego..., Video
terça-feira, novembro 13
quinta-feira, novembro 1
Tinta a desbotar
No outro dia discutia-se que a comunicação social como está, e aqui falava-se em jornais mas já vi esta preocupação espalhar-se a rádios, à televisão com a propalada privatização da rtp, que esta não teria muito tempo de vida. Ora nem é importante ou digno discutir a relevância que a comunicação social tem, ou deveria ter. É um poder não comparável com outros mas é-o e como tal é um recurso necessário à saciedade às sociedades. Em Portugal, mas sejamos realmente honestos, em todos os países desenvolvidos, os meios tradicionais, dependentes de patrocínios e publicidades, acabam por ter que dormir com deus e o diabo, entenda-se, por necessidades de subsistência, tão depressa precisam dos favores de beltrano ou de cicrano e quando surge a oportunidade de um wattergate ou pura e simplesmente chega a hora de fazer o trabalho e relatar as notícias, os favores que se devem são tantos, os rabos estão tão presos que a margem para fazer o verdadeiro jornalismo mirra ou morre... não sei, não me decidi, é apenas uma questão de vogal, escolham.
Ora, e pegando apenas no caso Português, não digo que não existem meios em excesso. Só no meu link de publicações que consulto diariamente para ver as capas existem...vou contar... 25 jornais (nem todos diários é certo), 16 revistas das mesas das sala de espera (cabeleireiros, dentistas, salões de estética...), 14 revistas de outro teor, mais sério, e ainda... uma miríade tal de papel colorido que não me apetece contar. O link fica aqui, enjoy. A questão é, tal como noutros casos, a quantidade parece atropelar a qualidade. Muitas destas publicações, seria giro estudar isto, pertencem a apenas 5 ou 6 grandes grupos, alvitro eu. Não serão muitos mais se não é que sejam menos. Assim perdem-se pontos de vista, necessidade de investigar porque é essa a faceta que eu reconheço no jornalismo. Aquele modo de estar homnipresente que ao mínimo descuido, zás larga tudo às claras. Género aquele abutre que diz: "deixa-os poisar..." Ora se tudo se encontra concentrado... a concentração afecta a qualidade, "os sabores" e começa tudo a saber igual. A grelha do jornal do almoço da rtp era (e digo era porque graças ao negócio corrupto da TDT me encontro sem tv desde Abril de 2012) cópia sem tirar nem pôr do Correio da Manhã desse dia. Ora, convenhamos...
Dizem que o advento da internet veio dar cabo de tudo. Claro que sim. Foi bom? Obviamente, agora foi mau para o jornalismo. Recordo-me que, em catraio por vezes, o meu pai me interrompia a meio, a jogatana de final de tarde de futebol, para ir comprar-lhe a Capital - jornal que hoje só existe no recondito álbum daqueles que o viram e que chegava à Covilhã para lá das 7 da tarde. Era assim antigamente, sem os notíciários permanentes a verborrearem as mesmas nóticias a cada bloco de vinte ou trinta minutos, com cada cidadão a ser um repórter on scene. Tudo isso não pode ser mau. Basta ver que, e ouvi esta o outro dia, antes de que os EUA tenham anunciado a morte de Bin Laden, já andava na net o relato de que militares americanos estavam a atacar tal sítio, de tal modo etc etc...
Foi uma mudança abissal mas existe a necessidade de ver uma coisa e é aqui que creio que seja o furo para que parte, e não todos, dos meios se mantenham e não redundem como a Newsweek ou o El País ou o nosso Público que ou vão fazer despedimentos massivos ou vão dedicar-se em exclusivo a versões online. Com a net ao máximo de minha utilização, nunca comprei tantos livros como hoje. Cada oferta tem o seu valor intrínseco. A net não substitui, pelo menos na totalidade, tudo o restp. O jornalismo tem é que se virar para o seu core business (esta aprendi num curso de empreendedorismo). Ou seja, hoje qualquer pessoa pode ser repórter? Verdade mas ninguém, ou pelo menos isso não é plausível, vai deixar o seu trabalho para andar a investigar, mas à séria, casos de corrupção que realmente vendem jornais. Essas história depois passam para a net, óbivo, mas se o furo vier sempre no diário de amanhã, se a fonte fresca vier a cheirar a tinta recém impresa... eles voltam a vender, cria-se o hábito e o monge está feito. E basta ver que nunca existiu época em que a corrupção fosse aquela que é hoje. Ela anda aí, é preciso é afiar-lhe os dentes e deitar isso cá para fora com seriedade, profissionalismo e imparcialidade os quais creio serem os valores desta venerável, como outras, profissões. Parece-me que parte da resolução, está por aí.
Para avivar memórias recomendo filmes como "All the president's men" ou o mais recente "State of play". Por aqui, irei continuar a querer ler alguns artigos de opinião, a querer passar os olhos por publicações especializadas e tenho a esperança que existirá uma época em que eu volte realmente a ganhar algum dinheiro para me dar ao luxo de voltar a assinar a National Geographic, a Courrier e a comprar dia sim, dia não um "Público" ou um "Dn". Espero que qualquer dia Gutenberg será recordado apenas por... ser uma marca de cerveja fajuta.
Domínio Actualidade, No sossego..., Sociedade... em ensaio
quarta-feira, outubro 31
Obviamente, Helloween
Sou não crente. Assim o helloween, ou o dia das bruxas, não me diz muito a não ser quando o nome me transporta aos oitavo e nono anos onde dei por mim a ouvir keeper of the seven keys I e II. Deles guardo uma sonoridade metaleira com laivos grandiosos que hoje não reconheço. Ainda assim hoje existem grupos que, bebendo ou não da mesma água, esteja a seguir uma sonoridade que teve aqui as suas primeiras pisadas - uma metalada "sinfónico-grandiosa". Bem, olhando então ao passado deixo Dr. Stein, não porque tenha alguma maleita, que as terei mentais e incuráveis, mas porque que era à data uma das música deles que fazia mexer os meus tímpanos.
Domínio Actualidade, Musica, No sossego...
quarta-feira, outubro 24
...uma espécie de embalo
Sempre gostei muito desta música, aliás deste grupo. Mas esta versão de uma música que eu achava bem acabada, só prova que tudo pode ainda ser melhor, nem que seja pela diferença. As palavras são as mesmas, os ritmos também mas... mudou? Não mas ficou "diferentemente bem na mesma". Ando meio Agualusa...
E o video com bonecos como eu gosto. Só falta a paisagem, com o mar na perpétua luta entre a fuga e o arrependimento, o sol a bater na moleirinha e uma coisa gelada, bem gelada. Podia mandar os testes pastar... :)
Domínio Musica, No sossego..., Video
Como não bebo leitinho antes de adormecer...
Servia o blogue para libertar o rio de "cousas" que não tinham serventia no meu espírito. Normalmente dislates e "distrates" destas ou daquelas modas no acto politiqueiro mas até isso já não me sara como antes. Sinais dos tempos. Talvez o Gaspar me tenha cravado imposto à maledicência. Não me vou romper se elas não sairem, acho :) mas hoje deu-me para fazer aqui o que às vezes faço ali, ao lado. E aqui à capela, sempre à capela que é mais genuíno, um unir de letras que podem dar em nada ou em algo para quem lê. É como as músicas. Para mim dá sempre. Escrever é isso, é dar algo de dentro que os olhos não vêm mas que, ainda não sabendo, querem ver só que não sabem que existem nem sabem como. É desassossegar o espírito, pelos olhos com os escritos que saem, sabe-se-lá de onde. É como a teoria do Big Bang... "uma singularidade no espaço-tempo, com energia e densidade infinita...". Pois, é isso.
Espera e desespera o tempo, em nós.
Cheio de cálos e de abrasões, irrita-se.
Mexe-se e remexe-se no espaço, que é o seu poiso,
mas o movimento não o acalma. A cama? A calma? Sem calma! Calma rapaz...
que o
tempo, o teu tempo, tem o tempo que o tempo quiser porque ele é o tempo todo, não parte, ou quiçá as partes que somadas unem o tempo nele todo. E tu estás nele.
Espera e desespera o tempo, em nós e à nossa volta.
Cheio de comichões e de nervosismo.
"Quererá sua excelência ficar quieto!?", penso.
Não responde do alto ou da sua profunda rudeza, conforme a disposição.
Dispõe mal, na certa, tal impaciência.
"Esteja quieto", ataca o subconsciente não consciente de que o tempo é isso mesmo, sítio nenhum, lugar de somenos ou no entretanto cola que une, como caminho que leva de volta a casa, como onda que enrola o mar demasiadas vezes na paciente areia da praia, como oxigénio que teima em entrar, aqui se transveste e que muda de roupa no arvoredo mais próximo.
Também o tempo enrola, se transveste, em desespero, cheio de cálos, em feridas abertas e outras fechadas. O tempo é isso, é o acaso dele mesmo em nós, para bem ou mal.
Não somos o tempo. Somos parte dele e de todos nós juntos ele se faz, assim... género infinito.
Vou dormir.
Tudo o que for por bem
ao ver este video, ao ouvir esta música só apetece carregar o depósito, pegar em água e umas bolachinhas e ir lá, para ver ao vivo se é mesmo assim. Entrar no carro e espetar três ou quatro mil quilómetros pelo corpo dentro de coisas que não se sabe que existem, que estão lá para descobrir, para simplesmente ficar a ver o passar do tempo num cheiro outro, numa cor diferente num calor estranho, diferente do nosso :)
E vir de lá seguramente melhor. "Tudo o que for por bem" porque o tempo e o acaso andam connosco de mão dada.
Domínio Musica, No sossego..., Video
quinta-feira, setembro 27
No sudoeste era a Elsa, nos 70' foi a Lola
Este é um daqueles temas que, passem os anos que passem, deixa toda a gente a trautear.. lola...loooooooooooolaaaaaaaaaaaaaa ainda que ninguém tenha uma lola em lado nenhum. Uma banda curiosa, se bem que a época também levava a isso :) Gosto particularmente do ambiente, género showcase na sala de estar, dos dentes Ray Davies que mostravam um sorriso ainda longe de ferragens, do aspecto completamente desgrenhado do teclista e do ar de enfado de baterista. Só os bateristas desta época, tal como Charlie Watts, podiam ter esta pinta e despreocupação em palco a tocar uma música intemporal. Os Kinks tiveram outro êxito que foi you really got me... mas eu gosto mais da lola :)
Já agora o Top of the Pops era o melhor programa de música à data na Inglaterra e no mundo. Uma década de sons novos, de grandes músicas e respectivas bandas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)











