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terça-feira, dezembro 31

Bom ano



O ano finda-se ainda que não seja mais do que o passar de um dia.

    
Bom ano  

quinta-feira, junho 13

125 anos Pessoa - maior poeta português, na minha opinião

 
 
Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver. 
 
Pessoa para sempre

quinta-feira, novembro 1

Capela sistina


Hoje era inevitável não falar da comemoração dos 500 anos sobre a conclusão de uma das obras de arte mais importantes de sempre da criação humana e uma das mais, se não a mais, representativas da sua época. Quis fugir como o diabo da cruz :) isto é, da típica imagem da Capela Sistina, mas não consegui. Nunca a visitei e como tal não tenho material próprio mas andei aqui às voltas e deixo umas quantas coisas. Contendo frescos de enormes pintores como Botticelli ou Rafael é para Miguel Ângelo que todos olham, incluíndo eu. Por isso procurei, ainda que em vão, um documentário que vi há uns anitos atrás sobre a sua vida e obra. Com esta comemoração qualquer dia voltará a passar na rtp2. Não deixo de estranhar o facto de que o google não tenha feito qualquer "boneco animado" na sua página principal.


segunda-feira, outubro 1

Dia Mundial da Música


Todos os dias são dias de algo. Não o digo na parte pessoal que estes têm para cada um de nós. Hoje, obviamente como nos outros dias da espuma dos anos, alguém nasceu ou morreu ou beijou ou foi beijado ou viajou ou comeu ou não, só bebeu, ou caiu e levantou-se espero, entre muitas outras situações. 
O que foi comum a todos foi que este dia em especial, por obra e graça de não sei quem, é o dia mundial da música. E isso para mim é dizer muito já que sem ela isto perdia muita da graça. O problema começa quando pensamos: dia mundial da música, tenho que postar algo. E imediatamente surge a dúvida: mas que música seria a mais digna de hoje aqui ser relembrada? Angie dos Stones? Why worry dos Dire Straits? No Women no cry do Bob Marley? Bohemian Rapsody dos Queen? Smeels like teen spirit dos Nirvana? E podia estar aqui o resto da vida...
Mas como para mim todos os dias são dias com música, e neste blogue tenho feito disso nota, hoje é mais um dia como os outros e mantendo a linha de nunca jamais, repetir uma que seja... amanhã, como sempre, aqui será dia da música de novo. Até lá...

quinta-feira, julho 12

50 velas :)



50 velas não são muitas velas :)

terça-feira, junho 12

Como não é todos os dias...














Vinte mil visitas :)
Obrigado


domingo, maio 6

Para a minha mamã




Porque hoje, no calendário, é dia da mãe. Verdadeiramente é todos os dias, né mamã!? :)
Um beijinho daqueles.

terça-feira, abril 24

Porque o amanhã deu que falar

Roupas lúgubres, feições não alegres, os dias a passarem a um compasso mais lento sobre um ríspido olhar azul, na ordem negra e branca das conversas televisionadas, das notícias desconfiadas do que se passava além-mar, e não só, e que não se esqueciam ou perdiam mesmo com pobreza dos espíritos, dos regentes, da vida, dos costumes de então.
Não vivi esses tempos, nem sou um produto ou consequência da mudança para a democracia que a espada e a parede fizeram brotar. Sou talvez um filho de um estado mais livre, mais democrático, não de acordo com a esperança das pessoas que a abraçaram como o bote numa jangada sem rumo ou rubor dos tempos de então, tão democrático quanto caquético e pressinto cada vez mais finado, à imagem de um estado de Weimar onde a res pública impera sem dignos, e com consciência pesada o afirmo, res publicanos.
Passadas quase quatro décadas a vida estará melhor certamente mas não é pelo re-olhar a uma época de transversal pobreza que se afere a evolução de um povo. Afere-se pela grandeza genuína que reconhecemos nos outros e pela vontade ímpar de cultivar esses valores, jamais pela cópia, mas sim pelo caminhar de um caminho próprio de horizontes bem determinados, honestos, convictos, universais não em peregrinação como é este que se surge escuro, enfadonho, triste, sujo nas solas dos nossos sapatos.
Amanhã, vinte e cinco de Abril, será dia de comemoração geral sem que a razão impere. Não impera porque a realidade é nova e no entanto as preocupações encontram relação com as de então. Comemora-se um estado democrático que se perde, tal como a vida, a cada segundo que passa, a cada peito cheio de ar, em cada deliberação de norma fundamental revogada em virtude de necessidades transitórias, adaptações ou intensas variações.
Neste ano, tal como nos anteriores, encontro apenas reconforto na pessoa de Salgueiro Maia, da música de Paulo de Carvalho (bem sei que já escreveu outras mas... o "quis saber quem sou" é-me pungente) e em todos os que, bons ou maus, aqui ou além-mar, de armas ou pelas palavras, lutaram para que eu esteja aqui a escrever estas palavras num recôndito lugar em Portugal na completa discricionaridade que a minha educação, formação e moral me concedem.

quinta-feira, fevereiro 23

Fez notícia há vinte e cinco anos atrás



José Afonso desapareceu, prematuramente, num dia como o de hoje há vinte e cinco anos. Foi um dos poucos cantores que sempre associei ao meu pai. Se tocava ele fazia questão de o sublinhar. Certa noite não houve outro programa de televisão que servisse de álibi para que o meu pai deixasse que o burgo lá de casa trocasse o concerto de Zeca que iria dar no Coliseu. Já na altura se sabia que este se encontrava doente e esse seria provavelmente o seu último, e creio que assim foi.
Como todos os grandes deu-lhe para falecer muito antes do tempo mas ao contrário de Pessoa que deixou um espólio muito maior do que o público conhecia, de Zeca não sobrou nada mais do que o silêncio ao ouvi-lo nas trovas conhecidas, do uníssono fielmente entoado quando as pessoas saem à rua neste tempos de despropósito democrático e de reconhecermos nele um dos estandartes de uma parte recente da história nacional que se fez de Homens com valores maiores do que a própria vida. Que a memória não morra. Relembro uma história já aqui postada.

José Afonso era um professor que se apresentava sempre com grande simplicidade, não usava fato e gravata, e granjeou a simpatia de muitos alunos, antes de ser expulso do antigo Liceu de Setúbal, em 1968.
A descrição é da advogada Alice Brito, uma antiga aluna de José Afonso, o poeta e cantor de Grândola Vila Morena, canção que, anos mais tarde, viria a ser utilizada pelos militares como senha da Revolução de Abril de 1974. "O José Afonso era um professor de História que contava muitas histórias. Lembro-me da análise que ele fazia dos manuais de História da época, que eram coisas intragáveis".
"Dizia-nos que se alguém gostasse daqueles manuais, provavelmente também gostava de palha", acrescentou, reconhecendo que o facto de ter sido aluna do "Zeca", acabou por marcar o seu percurso de vida. A antiga aluna de José Afonso recorda que, a dada altura, se soube entre as alunas - havia turmas separadas de rapazes e de raparigas - que aquele professor cantava, era cantor e que até tinha discos gravados. "Aquela ambiência quase mágica que as aulas já tinham foi ainda reforçada, porque ter um disco hoje não tem o impacto que tinha na altura", disse Alice Brito, recordando que também chegou a andar com um livro do José Afonso escondido, por dentro da bata, porque não podia ser mostrado no liceu. Além da História que fazia parte do programa curricular, José Afonso contava outras histórias nas salas de aula, algumas das quais ainda hoje permanecem na memória dos alunos, como foi o caso de um estranho encontro de Zeca Afonso com um pescador num imenso areal.
"Distraído, como sempre, José Afonso foi embater num pescador, que estava no areal remendar as redes", contou Alice Brito, adiantando que nunca mais se esqueceu da resposta dada pelo pescador: "e o mar é tão grande". Alice Brito, que define José Afonso como "um poeta inato, em que a poesia ia desde o motivo escolhido para a história até à forma como a apresentava, garantiu que na altura já se sentia que aquele professor não gostava do antigo regime e que foi por isso que o expulsaram do ensino oficial. "Ainda hoje não sei como é que foi feita a denúncia e como surgiu o problema, mas lembro-me que houve uma revolta sincera, sentida e dorida, de muitos alunos". "Claro que na altura as revoltas eram muito contidas, entre criaturas muito jovens, ainda adolescentes. Mas lembro-me dos cochichos, de se falar disto no recreio e mesmo fora do liceu". Olhando o passado, Alice Brito, garantiu à Lusa que tem "muito orgulho por ter sido aluna de José Afonso". In Expresso

terça-feira, fevereiro 14

Do dia também, mas de ontem



Já está a levantar fervura :) o maior este Homem! Boa data para comemorar. De um ouvinte diário.

sexta-feira, dezembro 23

D'época


Bom Natal

terça-feira, novembro 1

Rituais



Penso que não são precisas datas especiais para qualquer coisa que seja, inclusive para lembrar quem partiu. Faço-o muitas vezes e nelas, se estou sozinho em situações semelhantes à imagem, acabo por fazê-lo com as lembranças boas que tenho e bebo qualquer coisa em homenagem. Não vou a cemitérios. Não gosto. E como dizia certo dia o curioso padre da colina so Sol - não precisamos de igreja para cultivar a religião, temos a igreja em nós próprios - Não sendo eu crente, religioso ou algo parecido, partilho do seu modo de estar para também considerar que posso bem trocar o visão do cemitério pelo sossego de uma barra com um copo por companhia. Esse é o meu ritual, assim faço esse culto e não o faço desmerecendo a sua memória. Por isso... À vossa.

sábado, outubro 8

# 666



Este é o artigo 666... faça-se algo com esta façanha impensável aquando do início, a brincar, da caminhada em 2007. Para crentes ou não crentes numa "rock'alhada" de bom gosto.

segunda-feira, abril 26

O dia de ontem, há 36 anos, deu que falar...


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Democracia: disfarçada ou desgraçada?
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Se fossemos entrar pela discussão sobre a comparação entre sistemas políticos a discussão se esgotaria em si pela extenuação das ideias e porque não há sistemas perfeitos. A democracia é o melhor dos piores e disso não podemos escapar. E como aferir, já perto da data da nossa emancipação democrática, a nossa própria opção e a nossa responsabilidade política? Política é um domínio tão extenso e que deveria interessar tantos aos cidadãos como o ar que respiram mas os políticos portugueses foram e são muito fracos, são mesquinhos, movem-se por interesses pessoais o que é conduzido pela sua medíocre capacidade de valores e intelectual. Passamos em 50 anos, desde os anos sessenta, de sistemas raquíticos de saúde, educação, financeiro entre outros para sistemas comparativamente melhores. Pelo meio houve uma revolução, houve convulsão ao nível internacional com os choques petrolíferos, com a capacidade de entrar para o sistema económico e de solidariedade que é a União Europeia. As pessoas passaram de ter pouco dinheiro, pouco que comer, ordenados certos mas miseráveis, de alunos sem sapatos na escola, com os pais a preferirem a sua mão-de-obra do que a sua instrução, da falta de cuidados de saúde até mesmo no âmago dos centros urbanos. Muita pobreza. Para uma situação em que existe a universalidade de cuidados de saúde, de educação, de justiça, de solidariedade entre outras coisas. Certo é que tudo mede-se em função do que conhecemos lá fora, dos ordenados dinamarqueses, das férias em Itália ou Rep. Dominicana, dos cuidados de saúde ou de respostas sociais ao nível do norte europeu. Sim conhecemos isso, aferirmo-nos por eles, gastamos como eles ou mais e talvez seja aqui, nesta inevitável e herdada internacionalmente comparação ou uma irritável promoção de expectativas que tudo torce ao lado.
O 25 de Abril de ‘74 trouxe isso tudo mas também levou coisas mas muitas daquelas que trouxe foram empenhadas com o mais importante – o desbarate de valores morais e éticos. A democracia é isso mesmo, quando em roda livre, a democracia abraça para si propósitos económicos e financeiros, estatísticos e comparativos que nos levam a deixar para trás valores morais, éticos corroendo a perspectivas das gentes que em uníssono lutaram pela melhoria da sua vida. Falta a coerência, falta a realidade, peca-se pela, crescente e maliciosa distância entre os poderes decisores a todos os nível, até as famosas agências de rating e as pessoas. Não é Portugal que está mal, está consideravelmente melhor, mas com outros políticos, com outros valores internacionais podia estar melhor e não seria a mesma coisa, não senhor. O 25 de Abril de ‘74 estará para sempre presente, cada vez mais fazendo parte do nosso imaginário, mas muito daquilo que os definiu… perdeu-se, está esquecido e só a necessidade o trará de volta.

quarta-feira, junho 10

Dia da Nacionalidade



Parece algo contraditório que um país que tenha uma fraca auto-estima, o único país bipolar do mundo, tenha um dia em que comemore os seus melhores, os seus valores, os seus princípios. Um país que, sejamos honestos, onde os seus cidadãos se abstiveram recentemente de participar numa eleições. Sim, é justo, não houve discussão europeia, ou será que houve? Temos um défice de políticos capazes de mostrarem os valores que todos defendemos, principalmente quando o nosso dinheiro não depende disso, ou será que nós também não temos uma atitude cívica exigente? As discussões hoje não são europeias ou nacionais, são globais e se os políticos são maus, façamos algo por isso, candidatemo-nos, deixemos de estar ancorados à nossa confortável cadeira, tenhamos uma atitude cívica, nem que seja a de votar uma vez em cada… quatro ou cinco anos.
Somos o país europeu com as fronteiras definidas à mais tempo, que teve períodos de grande expansão territorial e de riqueza, outros de grande contracção na condição humana, alguns sujeitos a um emudecer contrafeito não silenciado e único na situação que nos encontramos. As mulheres, relembravam-me ainda esta semana, não votavam todas antes de Abril de ’74, não estudava quem queria, trabalhavam até os que não queriam, que na sexta acabavam a escola e no sábado já carregavam peças de fazenda num qualquer portão classificado como “fábrica”, ou no campo com o corpo de Sol a Sol, não como hoje onde se privilegia o contributo intelectual.Todo o percurso é composto de mudança, insólita nuns casos, imposta noutros, desejada em todos. Hoje é dia de pensar Portugal seja na praia, seja na esplanada, seja em casa, no campo ou na cidade, é dia de pensarmos como melhor fazer, assim exigir mas nunca desmobilizar. Tudo começa com ao exercício da democracia. Antes da democracia só os abastados tinham educação, alimentação, saúde e cuidados na velhice. A democracia permite que ao pobre ter o voto. Parece pouco mas com ele é possível mudar o poder da “economia da carteira” para a “cabine de voto” como tão bem foi ilustrado domingo último nuns ares circunspectos mas muito bem merecidos. O poder da cabine individual, solitária, exígua de voto permite que todos estejamos nivelados e com isso o poder da massa distribua igualdade pelo país adentro. Tudo parte da participação activa e coerente da tal nacionalidade que hoje seria de esperar que todos celebrássemos. Era preferível utilizar o dia em prol de uma discussão aberta, em fóruns universais das problemáticas da população, e são muitas, do que utilizá-lo como um mero feriado. A democracia não é uma certeza, não é uma caridade, é algo que devemos pagar diariamente com o nosso contributo cívico para aliviar o dia de amanhã de sobressaltos na economia, na educação, na saúde, na justiça, na comunicação social… enfim nas fundações da própria democracia. Se isto não serve de estimulo, mesmo em tempos de crise como este… o que servirá? Outra maioria acéfala? “Vale a pena pensar nisto”.

sexta-feira, maio 1

Dia do Trabalhador



Primeiro de Maio e o grosso das pessoas saiu à rua por esse Portugal, Europa fora para libertar pela voz toda a desventura que o seu quotidiano teima em arrastar. Quais serão as notas dignas de registo neste primeiro de Maio no pseudo pós ruir da cultural neo-liberalista?
O candidato socialista às eleições europeias foi alvo de umas críticas que foram para além de umas línguas afiadas. Uns insultos, uns empurrões, algum arremesso de objectos e um passo apressado para não dar hipótese a mais qualquer coisa. Foi bem feito? Obviamente que não mas mentiria se dissesse que me surpreendeu que tal tenha sucedido e que lá no fundo não camuflei um breve sorriso. Nestas questões estou em consonância com Mário Soares quando afirmar que estas dificuldades podem servir de rastilho a algo mais grave. Desenganem-se os líderes europeus se julgarem que esta é uma ideia digna da pior ficção… social senão veja-se: o atentado falhado mas simultaneamente conseguido nas comemorações do dia da Rainha na Holandaque irá deixar marcas intemporais, sem margem para dúvidas, ou confrontos em diversas cidades europeias num dia que deveria ser de comemoração pelas conquistas dos nossos pais por um trabalho mais digno em todas as suas vertentes. Haja… qualquer coisa de diferente no futuro.

sexta-feira, abril 24

Deu que falar, há 35 anos, o dia de amanhã...



Permitam-me, apesar de não ter vivido na época, dizer que faltará apenas uma polícia política a este estado pseudo-democrático. Datas como as de amanhã dão mais sentido ao meu dia-a-dia, esperança e força para enfrentar as ruínas de um sonho colorido a cravos vermelhos que também eu pretendo renovar. 25 de Abril sempre, cada vez mais, com toda a força possível. Ainda voltaremos a sair à rua.

sexta-feira, abril 3

quarta-feira, abril 1

1 de Abril



Não tenho nenhuma mentira para contar. Até tinha umas quantas mas... seriam talvez consideradas afirmações injúriosas ou puros e simples não gratuitos insultos. De qualquer modo o "caminho" é longo e espero que a realidade coloque o nome e, no sítio certo, todos os bois, principalmente este.