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quarta-feira, janeiro 15
"Recalibração" à hora da refeição
Hoje que é como dizer... ontem, chegou a notícia
da "vingança do chinesinho" ou o que é o mesmo que dizer que o mais
pequeno se tornou maior. Não pequeno em depreciação mas porque em Portugal a
maior parte dos empresários são-no, de facto, de mini ou micro empresas. Aos
factos. Uns certos comensais entraram num estabelecimento na mealhada para
degustar o famoso leitãozinho que tanta gente já fez divergir da A1 ou estadas
das redondezas. O empresário com faro para o negócio mas também para distinguir
sabujos à distância apercebeu-se que os clientes provinham do congresso do
partido do táxi.
Incomodado pelo modo como a dita camarilha
governa, a bem dizer desgoverna, o país procedeu à chamada taxa "zé
povinho" ou "toma que já almoçaste!". Uma espécie de mimética à
ideia da taxa robin que em devido
momento a história europeia viu a luz do dia tão rápido como ela se fundiu.
Em
França o Presidente da dita República, anteriormente conhecido como socialista
recentemente confirmado na primeira pessoa como acelerado socialista -
vá-se lá saber o que isso significa - pretende levar com tal ideia avante. O
passar incessante do tempo dirá se a ideia passa a facto da vida, a verdadeira
letra de lei. Certo é que a maleita das terras gaulesas parece ser a mesma que
por cá - o remédio será o mesmo. Não deixo de pensar... um socialista acelerado
será um social-democrata aquele que hoje é um neo-liberal ou simplesmente
liberal? Bem... onde ia?
Então o empresário incomodado pela referida presença
e com os festivaleiros já no seu poiso e com uns quantos nacos de leitão a meio
caminho do estômago lembrou-se da referida taxa, da dita vingança, da imemorial
justiça popular. Ou o que é o mesmo que dizer que o dito empresário munido da
cartilha propalada pelos partidos da governação arreganhou a “ livre iniciativa”,
as “leis do mercado”, a relação existente entre a oferta e a procura, o
empreendedorismo e reformulou-se nos ditos comensais.
Reformulou-se ou recalibrou
a contribuição normal pelo porquinho para uma contribuição extraordinária aos
ditos convivas – carregou a conta.
Sinceramente só encontro apreço pela sua iniciativa.
Como já disse vezes sem conta, se fossemos mais exigentes com esta gente talvez
tudo não estivesse assim. É pena não se poderem identificar mais facilmente. O
Tarantino nos “bastardos” deu uma ideia…
Domínio Actualidade, Assim sim, Pedrada no charco, Portugal
segunda-feira, janeiro 13
O "nosso" ecossistema muito pouco sustentável.
Encontrei este link (basta clicar na imagem) num site habitual e não resisti a trazê-lo para aqui. É normal dizer-se que uma imagem vale mais do que mil palavras. E depois disto penso: assim, o que valerá uma imagem interactiva?
Do concreto...
Fica assim explicada, representada a teia, o ecossistema que pululou, pulula entre São Bento e as diferentes empresas nacionais. Dali resulta a leitura mais honesta de outra frase: não há almoços grátis. Tudo se pode, tudo tem um preço ainda que nenhum dos dois tenha uma base honesta. O país é corrupto? A razão do porquê de estar como está? Só de pensar que em cada câmara existem ecossistemas iguais. A verdade é diferente dos factos. A verdade pode ser feita pela letra da lei. Já foi verdade que as mulheres não podiam votar. O facto era que tal verdade era estúpida. Assim não me interessa que digam que não há corrupção. A lei diz que isso é verdade. O facto é diferente. Um cumprimento especial aos autores deste documento.
Domínio Actualidade, Imagens, Mãos no ar isto é um assalto, Política, Portugal
segunda-feira, dezembro 2
A prova?
Não queria escrever sobre o assunto mas se tenho escrito noutros fóruns...
O Ministério da Educação e Ciência, doravante MEC, chegou a acordo com um dos sindicatos (FNE) para dispensar (sabe-me a esmola) os professores com mais de cinco anos de serviço. A primeira questão que se impõe é: o estágio conta para o somatório? Vamos ao que importa.
Sempre me opus à prova e por um motivo que julgo ser de fácil percepção, ainda que existam por aí muitas vozes e tinta de caneta a defender o contrário. Respeito? Não sei bem, porque muitas vezes escrevem sem estarem devidamente informados ou pura e simplesmente por despeito e a cavalo do argumentário da inevitabilidade. É pouco.
Deve ou não haver prova? Honestamente não sei. Tenho noção de como foi a minha formação mas não faço a mais mínima ideia de como as coisas correram noutras instituições superiores, sejam ou não universidades. O que sei das mesmas é aquilo que tenha tido a possibilidade de aquilatar enquanto colega de outros professores que se formaram nas mesmas. Já encontrei grandes profissionais e péssimos. Já encontrei contratados e quadros (titulares ou não) que não dão uma para a caixa e outros que dá gosto partilhar trabalho. Eu próprio serei bom professor? Segundo a avaliação anual aprovada pelo MEC, sim. Mais importante os alunos sempre me disseram que sim e os resultados, que ficam sempre aquém do que gostaria e sei que podem, ajuda a essa conclusão.
Mas e a prova? O "não sei" a montante é relativo. Explico-me. Se alguém se licencia ou, segundo o reles acordo de bolonha, obtém o grau de mestre num curso profissionalizante, isto é, que aos olhos do MEC está certificado para poder exercer a profissão, então digo não. Rotundo não. Não pode o mesmo organismo passar um certificado de qualidade simultaneamente que classifica o grau obtido como insuficiente para a referida finalidade: leccionar. Parece-me, no mínimo, esquizofrénico. Já não encontro reservas relativamente aos cursos que não possuam profissionalização integrada. E a minha posição não se altera pelo simples facto de que o contratado, com profissionalização integrada, tenha um ou vinte anos de serviço.
Não defendo com isto que quem tira um desses cursos, eu mesmo, garanta para si a obrigatoriedade do MEC lhe conceder um lugar no quadro. Nada disso. Garante tão-somente o estatuto que a certificação ministerial impõe. Deveria, por outro lado, o sistema garantir aquilo que a Constituição da República prevê e que não me parece que seja tenha muitas pessoas contra. A escolarização tendencialmente gratuita e em igualdade de circunstâncias. Este seria, ainda assim, um tópico a merece só por si um outro artigo. Voltando à prova.
Será que quem defende a prova, defende que anualmente a sua capacidade seja posta em causa por meros artifícios burocráticos? Exemplifico-me, se preciso, até à exaustão: um juiz, um advogado, um polícia, um militar, um vendedor de gelados, um médico, um artesão, um engenheiro, um... seria melhor, passaria de bestial a besta ou vice-versa se anualmente fizesse um teste a atestar a sua capacidade? Não basta, como o limite seguinte fosse de desconsiderar, que seja um bom profissional, segundo as leis do mercado (para quem tem uma "porta aberta" a quem reportar) ou um sistema de avaliação de desempenho? Parece-me que sim. Operacionalizando o assunto: será mau jornalista aquele cujo jornal não vende ou aquele cujo diário vende porque a sua isenção se subscreve a interesses alheios?
A questão que envolve a prova é só esta ainda que possa haver quem diga ou escreva diferente. É então justa a dispensa de professores com mais de cinco anos de serviço? Não. Deveriam todos os que possuem habilitações para a profissão ser dispensados. É que à parte da experiência, que não desvalorizo mas que é isso mesmo experiência, "calo", "horas Homem", algo que apenas de ganha exercendo, não percebo a razão que leva a considerar uns aptos e outros não. E sinceramente não a vejo. A haver prova, seria para todos, até para os professores do superior.
Vejo aqui o mesmo modo de actuar dos tempos do governo PS: dividir para governar. Em tempos idos mas que jamais esquecerei também apareceu uma besta (MLR), que me granjeou um tal asco nunca irei esquecer, que dividiu os professores em dois grupos: os titulares e os outros. Nunca me senti acometido de alguma doença ou infecção que apenas um titular pudesse curar mas cujo estigma existiu e não creio mentir ao afirmar que ainda se mantém.
Quer o ministério rever os procedimentos para a certificação desses cursos ou pretende alterar a formação vindoura? Que assim o façam se bem entenderem. Não pretendam é passar um atestado de incompetência generalizado a este grupo de profissionais.
Domínio Actualidade, Assim não, Educação, Portugal
sábado, novembro 30
terça-feira, novembro 19
Contra dicções
...ao morno presente?
A Irlanda, em lamas duvidosas, afirmou de peito repleto e com os olhos vidrados na assistência que nem sequer a irá socorrer-se de um programa cautelar - aquela espécie de seguro, de rede por baixo do equilibrista.
Hmmm...na minha particular lista de entidades representativas do lado negro da força estão as seguradoras. Mas os seguros, na teoria, são bons. Ora porque será que a Irlanda não quer o programa cautelar? Até porque acto seguido afirmam que os anos seguintes não vão ser fáceis... Então? É cautela (à ingerência da Europa)? PS: a Irlanda também podia ter esperado pela "nova" alemanha mas já lá vai qualquer coisa como um mês e da Angela não há novas.
Por cá andou tudo... por entre as direcções das rosas dos ventos. Alguém, ou Marques Guedes, disse que se perdia a referência. A Irlanda era referência? Pediu muito menos trocos que Portugal, a índole do desvio era substancialmente diferente, a sua economia é diferente da nossa como o dia da noite e...referência? Do que queríamos ser? No futuro?
No resto da governação(?)... das finanças ouviu-se que não excluía que por cá fosse igual(!) - excesso dos vapores do lodo do Tejo? ...o ainda primeiro-ministro afirma o óbvio, ou seja, quem não deseja tal coisa? Certo será que mais também não se esperava.
Afastando a surpresa... como fica o burgo neste contexto? Vendo o carinho com que a Irlanda se afasta das cautelas alheias não deixo de ter algum apreço em que Portugal tenha a mesma sorte mas...acho que isso nos fica fora de mão. Assim a escolha resume-se à escolha entre o péssimo e o horrível...
E que dizer da Alemanha (e do Luxemburgo)? Excedente comercial! E de 7%!! O que é o mesmo de que dizer que também viola umas quantas coisas. Uma espécie de pastéis de belém do tamanho de um país! Mais houvesse mais alguém compraria. Nota histórica: pela segunda vez. O Durão Barroso (aka O Cherne) subiu a uma lista telefónica para dizer que ou eles "tal" ou nós "coisito"! Hmm... a história mostra que realmente a europa sabe como ninguém como endireitar a Alemanha.
E de andar a usar o tempo também para passar os olhos por uns registos históricos do pré e pós WW II, encontro algumas semelhanças com estes últimos anos. Alto desemprego, crise económica, crescente dos extremos (mais propriamente da direita) Holanda, Austria, França, Grécia. O meio europeu está a pintar-se para qualquer dia "virusar" a partir do parlamento europeu.
Quem é o ministro dos negócios estrangeiros? É que o Portas foi a feiras, de novo, para o outro lado do Mundo.
Os Reitores cortam relações com o MEC. Mais vale tarde que nunca. Eu se fosse a eles retaliava ainda mais. Retaliava até não mais poder. No período salazarista foram as Universidades verdadeiros e imprescindíveis palcos de luta política. Eu não ficava por aqui...
A OCDE e a OIT vieram confirmar as suspeitas que ninguém suspeitava. Mais um pouco de tempo de antena para os malabaristas das palavras.
Um senhor professor catedrático do qual me escuso a escrever o nome deu uma entrevista ao Dn e... passou a ser o novo cromo na caderneta dos magníficos ignóbeis portugueses. Até gostava de o ouvir (e ouvi a entrevista via TSF) naquele estilo despachado e onde tudo é simples e claro. Excitou-se ao micro e largou o Jeckyll que estava dentro dele.
A Espanha vai passar uma lei para controlar o modo livre como as pessoas se podem manifestar. É certo que por vezes existem abusos mas lendo na oblíqua a proposta parece-me que os políticos estão pró miufados. Parece que temem aquilo que eu digo que falta por cá. Excrutínio de rua.
Para finalizar... a Merckel vai receber o prémio Indira Ghandi. A senhora cuja política parece querer empurrar os povos uns contra os outros. É esperto ao nível do Nobel ao Obama.
PS1: e sim, não vou escrever sobre a prova do MEC e vou esperar para ver se me vejo obrigado pelas circunstâncias a fazê-la ou não. Certo é que deveria algo, já que esta democracia não o permite, que fizesse justiça por outros meios. Estes senhores (ministro e secretários de estado) mecerem que o terror lhe bata à porta na justa medida daquele que fomentam. Já passei para lá do ponto de não retorno com esta gente.
PS2: Aconselho a última Visão. Para além do RAP está lá um artigo sobre a ascensão da escumalha política que tem dado uns artigos extensos aqui nuns blogues do pseudo intelectualísmo nacional. Aconselho vivamente.
Domínio Europa, Musica, Política, Portugal, Sociedade... em ensaio
domingo, outubro 13
Há jornalismo que mete... dó
Venho escrever, mesmo depois de me ter jurado que nunca mais o faria, em raiva. Tanta raiva que tenho guardado sobre tanta coisa mas venho atirar-me provavelmente há mais ridícula. Ou não, se vim...
Ouvida a conferência de imprensa do aborto do vice primeiro-ministro conhecido como "el irrevogable", esperei com alguma esperança por algumas questões inteligentes dos senhores jornalistas, no caso da rtp e da cmtv, segundo percebi, sendo que o terceiro perguntador se perdeu na minha fúria. Tanta coisa para perguntar, tanto por onde pegar nas paroles do aborto e aquelas bestas jornalísticas, classificação que estendo a quem os enviou para lá, só abriram a boquinha para falar de "faits divers" como, quem pôs a boca no trombone sobre a loucura que aí vinha com os cortes das pensões de viuvez ou se o dito aborto estava... chateadinho. E o triple match point passa a double match point para contento da virgem abortiva. Vem a menina com a segunda e... out!!! E o double match point passa apenas a match point! E o menino a sorrir por baixo daquela face desavergonha. E não é que até a "última bola" vai fora!? E o aborto safa-se de perder a face. É dito que a CGA tem um défice de 1,2 mil milhões de euros e nem uma alma sabe o suficiente para lhe dizer "óh dotor! Então mas não é verdade que pessoas estão a deixar de descontar para a CGA!? Não estão a ser obrigadas a descontar para a segurança social!? Então é claro que existe défice na CGA!!" E isto nem sequer configura uma pergunta mas talvez ajudasse a engasgar a peste.
Sinceramente por vezes tenho algum gosto que os media andem próximos da falência. Diz-se que com medias fortes a democracia é forte. Como a nossa democracia está titubeante os media não conseguem fugir de algo que parece ser o seu destino.
Se não sabem o que vão lá fazer, mais vale nem irem. Já agora, isto de existirem conferências de imprensa com perguntas contadas ou sem direito a perguntas deveria, isso sim, ter direito a um blackout dos serviços informativos públicos ou privados.
segunda-feira, setembro 30
E no fim das "vindimas", prova-se o "vinho"
Passadas as eleições, o que é que subsiste?
Os valores da abstenção, globalmente, são elevados. Aqui e acolá existiram locais onde os valores foram menos do que aqueles de 2009 mas essa diferença foi mínima. Já noutros o valor aumentou muito. Olhando aos resultados a abstenção surge mais uma vez como o registo vencedor e esse é o registo que os políticos não querem porque os definha.
E depois? O PSD perde à grande. Passa de ter câmaras para ficar em terceiro ou quarto lugar com uma dezena percentual. "Que se lixem as eleições!" e assim foi e assim aconteceu. É, ainda assim, importante sublinhar que as pessoas que foram votar, aparentemente fizeram-no, nas pessoas e na sua capacidade de cumprir e de fazer aquilo que as populações acham como mais importante.
Em alguns casos o PSD manteve-se no poleiro quer mantendo o símbolo partidário quer através de candidatos ditos independentes. Seria interessante ver quem eram esses independentes. Aqui na Covilhã, o candidato independente era tão independente como a bala que após ser disparada afirma convicta que é ela, e não a pistola, que sabe para onde vai. Tinha tanto de independente como de morte tem a vida, tendo o alto patrocínio do presidente cessante e com uma máquina por detrás de si digna da sigla do PSD. E o que eu acho estranho é que estas coisas ainda colhem na simpatia das pessoas que não parecem chatear-se com aquilo que elas já fizeram para aquilatar qual a sua verdadeira capacidade.
No pólo oposto encontra-se Rui Moreira, com um percurso no Porto e até ao nível nacional reconhecido e não no mau sentido, a não ser aos poderes em Lisboa. A par disto, juntem-lhe uma fracção de partidários laranjas descontentes e o seu savoir-faire, e como cereja no topo do bolo, o candidato da "mu(n)dança". Luis Felipe Menezes representa a podridão da política. Só os tolos dos partidos é que julgavam que as pessoas iriam deixar passar os "malandros" que quiseram fintar aquilo que era o denominador público do que deveria ser a lei da limitação de mandatos. E só aqueles que têm ou tiveram obra feita, até nas contas autárquicas, é que foram premiados na continuidade. Também eu gostaria de ter sido aqui eleito o hoje, por outro lado, cessante edil albicastrense, Joaquim Mourão, que por onde tem passado tem realizado e representa bem um perfil daquilo que deveria ser um autarca.
Em vez disso a lei da limitação e a sua própria consciência e leitura fê-lo não concorrer a Castelo Branco ou a outra qualquer câmara. Com obra feita, sem críticas dignas de registo e com as contas saudáveis, Castelo Branco mudou da noite para o dia.
A CDU cresceu em todo o país e de um modo mais visível naquele que é o seu feudo natural, o além tejo. Cresce pelo voto contra o sistema mas também porque com esta opção, as pessoas sabem ou têm essas esperanças de que o prometido será cumprido. Muitas vezes aquilo que é cumprido é que é criticável mas... como se vai dizer às pessoas para não votarem naquele que lhe dará emprego a ganhar, nem que seja, o ordenado mínimo?
Pois...
O BE sem grande implantação nas autarquias, assim se manteve ainda que, no entanto, os resultados por cada autarquia são baixos. Sobram as óbvias conclusões: a mudança de liderança não cimentou e o discurso deixou de passar. O CDS é, para mim e de um modo algo incompreensível, o vencedor. Quintuplicou as suas autarquias! Isto significa duas coisas: primeiro, a escolha dos candidatos foi inteligente porque as populações iam-se rever nesses eleitos e em segundo, que as pessoas não foram atrás, ou não julgam que isso seja uma evidência, talvez pelas falinhas mansas e pelo ar candura e sentido, do voto de protesto para um partido de anda de mão dada e até decide todas aquelas que têm sido as políticas nacionais. Eu acho incrível esse facto ainda que entenda a eleição pelo que disse em primeiro lugar. O que interessa, o que acaba por ser relevante, são as pessoas. Mas vaticino aqui o descalabro daqui a 2 anos nas eleições legislativas.
Do PS, que dizer? Aqui na Covilhã ganhou com um "boi" partidário, com uma lista cheia de corpos amorfos a caminho de "bois" de corpo inteiro, sem capacidades reconhecidas, desde o novel edil até à dobra da lista, a não ser naquelas que são os tipos podres partidários. Vidas que se fazem de normais a vidas turbo em face das subidas meteóricas, sempre após a entrada no partido que garante até empregos bem pagos nos bons empregadores públicos regionais. Com o PSD é/foi/será igual. No dia que quiser fazer algo da vida, sei onde ir... Voltando, uma candidatura pequenina, de pessoas pequeninas mas que acabou por ser suficiente em face dos oponentes. Ao nível nacional? Não vejo como os resultados nacionais podem ser considerados como uma vitória. Estas eleições, ao nível do PS, levam-me a imaginar e com ela concluir, a seguinte imagem. Um jogo de futebol, em que a equipa adversária está todo enterrada, morta e os jogadores da equipa do PS são coxos, só sabem jogar basquetebol e onde o seu ponta de lança é cego - seguro. Algum golo entra mas não deixa de passar a ideia de que, não é a goleada que faz esquecer aquilo que os olhos mostram: que a equipa da "casa" não deixa de ser uma merda.
Post scriptum: só para apimentar mais o dia, como se isso fosse necessário - o INE acaba de anunciar que o défice do pib durante o primeiro semestre foi de 7,1%. Crescimento?
Domínio Actualidade, Nas bancas, Política, Portugal
quinta-feira, junho 13
Porque às vezes é preciso...
...ir buscar coisas que nos ajudem a ter orgulho neste país já que são demais as provas do contrário. Respirar fundo, encher o peito e deixar a fugidia linha do horizonte fazer a sua parte. E ao vivo isto faz, se cabe, tão mais sentido.
António Zambujo e Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento
125 anos Pessoa - maior poeta português, na minha opinião
Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
Pessoa para sempre
Domínio Efemérides, Poesia, Portugal
segunda-feira, março 18
About Gaspar "tripes"
E o acumular de más previsões começa a deixar a ideia no ar de que o Ministro das Finanças não é muito competente... demorou um pouco para que tal facto viesse à tona no meio de tanto elogio às capacidades técnicas e "tácticas" deste monstro dos números. E nem mesmo o monstro das bolachas para rivalizar com tamanho monstro da incapacidade, impreparação, inadequação e na destruição, desta feita, não de bolacharia vária mas de postos de trabalho e da economia que os sustentava, de metas de défice ou da dívida ou da execução do orçamento. Bom bom, é o faz de conta - o faz de conta que isto está a resultar aos olhos daqueles que gostam de ser enganados ou se deixar que outros o sejam quando eles sabem que o engano é, por si, enganador.
Mas talvez a culpa não seja do ministro mas sim de algum vírus que lhe atacou o ficheiro excel, o vírus Portugalum Realitix. Ou, para aqueles que acreditam que o ministro não o é tanto mas sim um mestre astrólogo, género mestre "Karamba pró-excele", talvez a culpa seja do astros que ele julga que se movem à volta e em função de um país que ocupa o centro dum universo psicadélico assente numa quietude celestial. A culpa mesmo é do tanso que o escolheu ou... A culpa aliás é de tanta gente que longe de morrer solteira, ela seria vista era como uma meretriz. Talvez seja a altura do ministro da saúde tomar conta disto, da cegueira do ministro das finanças. Ou talvez a da agricultura e mande abater o espécime. Ou talvez o da educação que o mande para as novas oportunidades. Ou talvez a da agricultura, que também é das pescas, que ensine o ministro gaspar a pescar algo, nem que seja no prato. Ou talvez o emprego oriente o ministro nas suas reais capacidades. Ou talvez... o raio que o parta.
segunda-feira, março 4
A bola passou para o lado de lá. Há lado de lá? Há quem jogue?
Todas as acções ou actividades concorrem para um ou vários objectivos. Todas elas procuram alcançar algo novo ou, em certos casos, uma melhoria do que existe. A manifestação ou manifestações de sábado não eram ou foram uma demonstração diferente nos seus propósitos. A dinâmica política ou mais concretamente a falta dela não consegue fazer sair o país de uma série escolhos: desemprego crescente e insustentável, uma carga fiscal das maiores da europa sem os proveitos devidos, uma quebra sucessiva de contratos sociais que ambas as partes firmaram mas que uma delas (o estado), pela inépcia dos sucessivos eleitos, não tem a capacidade de cumprir, uma dívida também ela em crescendo a par do défice que se mantém em valores indesejados ainda que os cortes tenham sido demolidores, uma economia em perfeita apoplexia ainda que a revista Forbes indique que os mais ricos do país continuem alive and well. Numa época de frenesin avaliador, questiono-me sobre a avaliação a dar a Gaspar, o técnico "creme de la creme". Um creme azedo, no mínimo, ao sol lusitano...
Voltando à manifestação. Segunda-feira, e começam todos a dar a sua achega ao acontecimento, tal como eu. Não vou pegar nas palavras e letras de outros ditas ou escritas noutros sítios, que foram muitas, variadas e mais ou menos activadas pelos testemunhos de pessoas que realmente passam mal.
Coisas que ficam:
- não me interessa saber o número ou sequer uma estimativa, vendo as imagens era muita gente em muitos sítios e isso não se pode negar;
- também é certo que mais uma vez que chega à conclusão que existe um grupo considerável de pessoas que dança mais ao som deste tipo de demonstrações do que daquelas convocadas pelas forças habituais;
- fica uma sensação de vazio sobre "o dia seguinte", isto é, feita a demonstração de vontade, como será possível cavalgar esta onda que se gerou - é aqui que reside a força e o calcanhar d'aquiles deste tipo de mobilizações, ou seja, como canalizar agora este discurso, estas intenções, como lhes dar resposta num ente se representatividade, sem cara e com voz disforme e sem timoneiro(s);
- que mensagens recolheram os que, em direito reconhecido em eleições, gerem o país mas de um modo desaprovado por uma faixa da população que já não é passível de passar desapercebida e nem deve;
- que ideia fica de um povo onde a abstenção em actos eleitorais é tão elevada mas que se conseguem mobilizar deste modo? O que está mal? Os partidos obviamente porque a população, bem ou mal, coerentemente ou não, parece ter ideias, tem vontade de as exprimir e deixou deconfiar que o seu voto ou o dos outros (no seu modo eleitoral lambão ou despreocupado) no seu lugar, nos dias assinalados, nos locais próprios seria um modo de estar suficiente para fazer com que o burgo fosse "reinado" de um modo aceitável;
- e já agora para quem diz que não somos capazes ou inventivos, basta dar uma volta pelos cartazes onde cada qual expressava de um modo bem singelo e muitas mas muitas vezes de um modo inteligente os seus sentimentos sem recorrer ao vernáculo puro que seria certamente o que apetecia. Parem de dizer que os melhores estão a sair porque parece que quem opta por ficar é mentecapto ou não tem valor.
E agora, tal como eu pensava quando nas semanas anteriores ouvia a Grândola? Continua-se a cantar, desta vez os "vampiros"? Uma nota interessante que havia já sobejado do 15 de Setembro foi o desgosto, para não dizer ódio ou asco, que as pessoas guardam ou identificam na pessoa do Presidente da República. O "e agora" de há pouco relaciona-se mais do que seria desejável com a sua pessoa. E agora deveria existir, pelo menos e há falta de outro sentido no interior do governo, de uma voz que tivesse o "poder" de canalizar sentimentos, revoltas em acções democráticas. E como isso não deverá ser feito, e não quero saber da magistratura de influência que disso anda tudo farto, quer ver-se é acções palavras, actos, compromissos claros, que se seguirá? E não se lembrem do PS, pelo amor de Deus... Eu gostava, e gostar aqui é um modo quiçá estúpido de dizer, de ver o país literalmente parado, quieto, estático durante uma semana, em suspenso há espera de que o governo se dignasse a começar a governar. Sou, em alguns aspectos, fã do modo de protestar de Gandhi.
Domínio Nas bancas, Política, Portugal, Sociedade... em ensaio
terça-feira, fevereiro 26
terça-feira, fevereiro 19
o "Extra" d'hoje, até agora...
...ontem acabava o artigo dizendo: o momento de apanharem na cara tresanda no ar...
Pois bem acabei de ouvir que... palavras para quê: uma imagem chega. Se e quando houver video hei-de colocá-lo "para mais tarde recordar". Como isto anda a tornar-se um fado aconselho, para além de outras coisas, a Miguel Relvas a ficar no quente e a pedir o takeaway do restaurante Di Casa da avenida infante santo. No sossego, na sombra... género gollum :)
Domínio Indicadores, Nas bancas, Política, Portugal, Sociedade... em ensaio
segunda-feira, novembro 5
terça-feira, outubro 30
Mais uma voz
Não faltam nos dias de hoje sítios, debates, intervenções onde a verdade não seja dita e redita e replicada até à saciedade. Com diferentes formas, apontando diferentes casos, por diferentes pessoas, até de nacionalidades diferentes. Todos os dias a mais desta podridão serão dias de aumento da probabilidade de uma septisémia que levará (já levou...) à...não sei. Não sou economista, nem jurista mas a minha vida profissional e como contribuinte diz-me que deveria antes de sair à rua, de vestir estas peles, antes de ter nascido sequer, ter ir tirar estes cursos.
E se é assim, é porque estamos a ser roubados à descarada. Quando alguém é assaltado à ponta de psitola na rua acabará invariavelmente por pensar: se eu tivesse uma pistola... Eu sinto necessidade de tirar esses cursos para ter as mesmas "armas" atrás das quais se esconde quem me rouba. Já há muito que não digo isto mas: morte aos porcos, políticos entenda-se, que a carne branca faz melhor à saúde. E se realmente morresse um? Morto, assassinado. Amanhã seria um novo dia mas não seria o dia que irá ser amanhã sem ele estendido ao frio, frio no pavimento. Acho que era só preciso um... ou dois...ou três... até haver decência.
E com tanta "palavra chave" junta no mesmo discurso haverá certamente algum "cão pisteiro" de um organismo oficial que virá aqui parar. Uma mensagem para ele. Não tenho nada contra si, mas o seu trabalho dá-me asco. Vá antes espreitar o que se anda a fazer nas costas dos cidadãos, que são eles os indefesos e os que ainda, porque respiram, que lhe pagam o salário.
Domínio Política, Portugal, Teorias da conspiração
sábado, outubro 27
Cegueira ou teimosia? Impreparação!
...e ao cabo de refundar o país, de refundar os portugueses e de mandar uns milhares refundarem-se para o lado de lá da fronteira bem como as empresas cá do burgo, o primeiro-ministro deu hoje a sua enésima pirueta e afirmou que agora quer refundar o memorando. Não renegociar mas refundar...
Isto após dias, meses e anos inclusive de afirmações dos mais diferentes quadrantes e de pessoas suspeitas e insuspeitas de que a "terapêutica decidida irá matar o doente".
É caso para ver se o chefe do governo e a sua troupe não necessita de um acerto ao nível ocular. Nem um grupo de toupeiras configurariam um caso tão sério, não de baixa visão mas de visão nula!
É caso e momento para que pela parte que me toca, e não devo ser o único, se poderá dizer: senhor primeiro-ministro estimo bem que se refunde!
Domínio Nas bancas, Política, Portugal
segunda-feira, setembro 17
Sobre os patos bravos, que são muitos...
No nosso Portugal o "pato bravo", longe de ser uma iguaria culinária, representa aquela espécie de ave de rapina revestida de penugem sebosa e repulsiva, de colorido característico que a população tão bem reconhece (depois da sondagem do expresso já nem sei o que diga - falta de visão ou audição certamente, espero não fala de cérebro).
Qualquer semelhança com a realidade é pura mas mesmo pura, daquela pureza mesmo purinha, coincidência...
quinta-feira, setembro 13
Ouvindo
Começo a escrever este post às 21:46. Assim sendo o Primeiro-Ministro ainda vai a caminho do final da entrevista ao canal um. Por isso não sei bem o que o resto do tempo ainda vai reservar a todos. Mas acho que era este o momento de escrever algo.
Estou e está tudo chateado com tudo isto. Trabalha-se mais, ganha-se menos, o futuro é cada vez mais sombrio, até o digo por mim que vou leccionar este ano mas para o ano é quase seguro que não. Por isso não tenho um saco de palavras boas para aqui deixar, antes pelo contrário. Ainda assim parei para escrever aqui sobre uma das medidas que tem dado mais celeuma no país: o baixa da TSU. Quero dizer que depois de ouvir o Primeiro-Ministro entendi uma coisa que havia ficado no ar aquando da entrevista de Vítor Gaspar na SIC com José Gomes Ferreira (caro amigo, aprecio muito o seu trabalho). Vítor Gaspar disse que as grandes empresas talvez tivessem que chegar ao ponto de baixar os preços.
Ora quem nunca pensou no seguinte: antes do euro um café custava 50 escudos e depois da entrada do euro passou para 50 cêntimos (o dobro). Nunca houve capacidade para rever esta situação que eu sempre considerei inacreditável e que se manteve sem que o estado pusesse a mão na economia para reverter a situação. Com a baixa da TSU as empresas ficam com capital que qualquer que seja a leitura, é uma transferência do trabalhador para o empregador. Isso dará origem a que os trabalhadores, essenciais para o movimento da economia no país vão ainda ter menos dinheiro mantendo a fome e as necessidades anteriores. Aqui entra a ideia do governo, que entendo, mas que eu acho que pode não correr bem. O estado acredita que devido à ainda menor capacidade de consumo, as grandes empresas, e penso aqui na "shonae" e nas demais retalhistas de peso no sector, vão baixar os preços repondo assim algum poder de compra às pessoas.
Sabemos que as grandes empresas, todos mas todos os anos, apresentam lucros. Dito isto o estado acredita que esta parte dos lucros servirá então para minimizar as perdas nas baixas de preços que irão ser obrigados(?) a fazer. Mas é aqui que a porca torce o rabo: ou são forçados a isso, por posição dominante de mercado ou pela alteração dessa posição através da concorrência (já agora, aquela que não acontece veja-se o texto da nova publicidade da banda larga da TMN - a falta de concorrência já é às claras) ou então... eu não vejo como.
Para já não falar que apenas as grandes empresas terão capacidade para fazer esse tipo de baixa. Não acredito que as pequenas empresas o possam fazer porque o fundo de maneio, mesmo com a TSU, é pequeno e ainda porque o seu volume de venda é baixo não permitindo por isso esse exercício. Existem outros países com TSU maior? Sim mas ganham mais do que nós e têm maior e melhor tecido empresarial.
Ora ou o estado arranja modo de colocar a concorrência realmente a funcionar (e aqui penso particularmente nos combustíveis - chaga necessária à economia e que cujo custo tudo influência) ou esta ideia que finalmente me fez sentido, não irá funcionar.
Dito tudo isto, continuo a manter a opinião e condeno as outras medidas isto porque são dispares - e aconselho a ouvir a entrevista de Maria Flor Pedroso ao anterior Presidente do Tribunal Constitucional em formato podcast sobre a extensão da inconstitucionalidade dos cortes. A inconstitucionalidade verifica-se na repartição desproporcionada, com perda para os primeiros, dos impostos sobre o trabalho em confronto com os que acertam(?) no capital. É preciso ir ao capital e aos sorvedouros de dinheiros públicos - as PPP's. É nisso tem que se pegar porque os sacrifícios são apenas mensuráveis no dia-a-dia, no fundo do bolso e nas manchetes dos jornais nas pessoas que (ainda) trabalham e não em intenções e negociações de que ninguém sabe o que se passa. Saúda-se a tentativa da explicar tudo, dando-se ao confronto de ideias - faz mais falta isso. Irrita-me é que nestas situação estejam sempre a olhar para o pobre relógio - nunca farão uma merda de uma entrevista que dure o tempo necessário e não estejam sempre a correr?
É preciso actuar nos desempregados. Rápido! E rever de uma vez por todas as funções do estado e o seu alcance, e aqui falo nomeadamente das da educação que não está a ficar mais barata mas está sim a ficar mais pobre, o que é totalmente diferente e grave.
No sábado lá estarei em protesto pacífico e silencioso.
No sábado lá estarei em protesto pacífico e silencioso.
sábado, setembro 8
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