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sexta-feira, dezembro 6

A real rainbow men in a grey world

Nelson Rolihlahla Mandela
1918 | 2013

O que pode um Mundo inteiro aprender na morte de um grande homem quando pouco ou nada aprendeu com ele em vida?

terça-feira, maio 21

Em memória - Ray Manzarek



Morreu o, por muitos considerado, melhor pianista de rock, ainda que não se possa considerar os Doors uma banda de rock no estrito sentido do termo - Ray Manzarek co-fundador com o lizzard king desta incontornável banda. Com o som orgão de som aparentemente desajustado, aliçercou os maiores êxitos dos Doors. Não fui procurar trejos do seu virtuosismo naqueles momentos em que Morrison descolava para parte incerta e a banda, ou Ray, tinham que fazer com que tudo fizesse sentido no meio daquelas fugas interpretativas ou levantamentos poéticos. Talvez a única banda da história a ter um verdadeiro poeta na vez de vocalista. Um som digno de estar no "céu", onde quer que isso seja.

segunda-feira, outubro 17

... muito mesmo.


Já estiveram numa daquelas situações em que parece que estamos a leste do que se está a passar? Não, não falo agora em questões financeiras. Ontem vi um filme. Ainda não tinham decorridos trinta minutos e já estava a pensar: caramba... que é isto? E por muito que o mesmo se desenrrolasse diante dos meus olhos (acho eu que era isso que estava a acontecer... eu juro que o contador do tempo corria como era normal) eu achava que estava ali uma espécie de ejaculação fimográfica precoce ou uma obra de arte daquelas em que nem aquela cara de entendidos nos sobe à fronte. Vocês sabem, quando franzimos em simultanêo sobrolho e lábios e fazemos "hmmm...". Corre melhor se estiverem a morder qualquer coisa, como a aste de uns óculos.
Eu vi o filme assim, como um burro a olhar para um palácio. Ainda hoje não percebo onde raio pus aquelas duas horas da minha vida, do meu dia catorze de Outubro de 2011 que nunca mais virá. Uma espécie de carteirista cinematográfico que me levou tudo e não deixou nada. Nem devia deixar o nome mas... Tree of life. Chegue-se à frente alguém que me explique que foi aquilo. Já tive tempos de antena do partido para a defesa da autodeterminação dos guaxinins mais interessantes.

terça-feira, março 22

Um Senhor



Como um dia disse: "digam que morreu um gajo porreiro". E morreu mesmo. Mais do que o senhor rádio, morreu um verdadeiro Senhor. E ainda por cima Sportinguista... Diz-se que por cada um que cair, logo outro se levanta. Como este será difícil. Paz à sua alma.

terça-feira, agosto 24

Melloncollie and the infinite sadness



Há dias que não deviam chegar sem consentimento. Onde a falta da nossa palavra fosse decisiva para a construção deste. Porque assim se sente um mundo de gente constantemente mas hoje, em especial, é diferente porque tocou aos meus. E tudo o resto é tão ridículo... The memory remains.

domingo, novembro 1

Homem da frente



E hoje toca a única música que não gostaríamos de ouvir. Hoje e sempre, pelo verdadeiro "Homem da frente" saquem os vossos discos, como ele fez outrora por nós, e dediquemos-lhe qualquer coisa boa.

sábado, maio 30

O último "pique"



Permitam-me que este artigo seja uma pequena homenagem a um rapaz que admiro por saber jogar à bola. Em catraio, foi o primeiro jogador com epiteto de "estrela" que vi passar perto das amoreiras no seu honda crx (julgo eu) com uma trufa farta, ainda de leão ao peito. Talvez por isso e pelo meu sportinguismo nunca deixei de ver os seus jogos sempre que possível. Lembro-me dele com o leão ao peito, ao lado de Paulo Sousa, Naybet ou Balakov numa equipa que merecia ter feito estragos como os que ia protagonizando em Madrid numa eliminatória em que ele derreteu a defesa do Real. Vi-o num célebre jogo com o Atlético de Madrid em que marcou um golo fora da área, jogo do qual o V.Baía saiu a chorar com as três batatas que deixou entrar, sem ter percebido o que lhe havia acontecido. Berrei e praguejei de raiva quando chutou na bola e no resultado contra a Inglaterra no Euro2000 num jogo em que passei do inferno ao céu. Senti tristeza quando trocou o "blaugrana" pelo merengue mas não defraudou ao levantar mais alto outro emblema e onde mostrou todo o seu potencial. Não gostei quando o encostaram e aliviei-me ao vê-lo no Inter onde ganhou campeonatos e amanhã se prepara para encerrar uma fase da sua vida. Arrepiei-me com ele sempre que os dois ouvimos os estádios a rugir A Portuguesa com as quinas ao peito. Vai-se embora dos relvados a valer mas deixa uma imagem de resistência, trabalho, profissionalismo, dedicação, sofrimento, honestidade. Bem haja. Poderei dizer daqui a uns anos que o vi jogar, que vibrei, que "estive lá" como o meu pai fala de Coluna, Yazalde, Eusébio, Damas, Cruyff, Muller entre tantos e tantos outros. Zidane foi o que mais me impressionou mas o Luís, não ficando atrás, é o meu "7" e não trocava "este cromo" por nada ou ninguém. Sorte e saúde.
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Cari Amici dell'Inter,
domani, 31 maggio 2009, sarà la mia ultima domenica da calciatore. Insieme con gli amici dello Sporting Lisbona, del Barcellona, del Real Madrid e della nazionale portoghese voglio ringraziare tutti voi, tifosi nerazzurri, che mi avete dimostrato affetto sin dal primo giorno a Milano.
Mi fa molto piacere che l'ultima domenica da calciatore sia, per me e per tutti noi dell'Inter, una domenica di festa per il successo del quarto scudetto consecutivo.
Vincere è sempre stato l'unico vero obiettivo della mia carriera. Vincere tutto quello che potevo vincere, dalle partitelle in allenamento ai campionati, dalle coppe ai trofei personali. E per arrivare a vincere ho conosciuto una sola strada, quella del sacrificio e del lavoro. Me lo hanno insegnato quando ero ragazzino allo Sporting e tutto quello che ho ottenuto non è mai arrivato per caso, ma dopo tanti sacrifici.
Per questo motivo, oggi, voglio anche chiedere scusa se in qualche partita o in qualche periodo, per colpa di un infortunio o di altro, non sono riuscito a dare il massimo. Il primo a essere dispiaciuto ero io, perché non riuscivo a dare a tutti voi quello per il quale avevo lavorato.
Quando sono arrivato a Milano, l'Inter era una squadra che stava imparando a vincere. Di strada ne abbiamo fatta tanta insieme e per questo voglio ringraziare il presidente Moratti, gli allenatori, tutti i compagni, tutte le persone del club che ho conosciuto e con le quali ho lavorato. Se sono stato bene a Milano il merito è loro.
Il calcio mi ha dato tanto, ma soprattutto mi ha regalato la possibilità di conoscere persone meravigliose, amici che resteranno per sempre, e in questo gruppo il presidente Moratti e chi ho conosciuto qui, nell'ambiente nerazzurro, avranno un posto speciale. Come tutti voi, cari tifosi.
Non avere mai avuto un problema con un solo mio compagno di squadra è il trofeo più bello della mia carriera.
A tutti gli interisti, un abbraccio sincero e la convinzione che l'Inter continuerà a lavorare per vincere sempre di più.
Con affetto,
Luis Figo

segunda-feira, setembro 15

Goodbye...

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Ainda nestes últimos dias fazia referência a dois grupos que têm bastante potencial e um dos meus sonhos vai por água abaixo no dia de hoje. Já tinha falado disto há algum tempo atrás e hoje volta a acontecer. O teclista dos Pink Floyd, Richard Wright morreu e com ela vai a esperança de os ver ao vivo rasgando o silêncio com as músicas que fazem com a vizinhança me deteste, certamente, e que me acompanharam, vezes sem conta e ainda o fazem, nos incontáveis quilómetros, no meu movimento harmónico de vaivém entre casa e escola, onde quer que sejam as duas. E sim, professor também desafia a lógica e mergulha no verso "...leave the kids alone". Não se me ocorre melhor que deixa a música simples, directa e honesta que todos um dia cantaremos... fairweel and thank you.

domingo, julho 27

Acabou de cai um mito



Como sabem, o meu clube é o Sporting. Provavelmente seria o único clube desportivo ao qual dedicaria o meu tempo se isso fosse realizável. Adiante. Como também sabem, e apesar de adorar o género futebolístico, fiz-me uma promessa de poucas ou raras vezes cair neste assunto banal mas hoje não posso fugir dele.
O meu Sporting este ano parece que finalmente terá condições para qualquer coisa. Tem bons jogadores, um plantel equilibrado, uma equipa técnica que deu provas e que este ano irá fortalecer-se com as responsabilidades inerentes e uma estabilidade rara em clubes latinos. Gosto, sinto-me sossegado e satisfeito, até porque sou daqueles que apoia o tipo de gestão efectuada. Adiante, parte dois.
Ontem fui surpreendido, sou sincero, com as declarações de João Moutinho. O capitão do Sporting afirmou que queria sair do clube para o Everton. Fiquei desiludido por muitas coisas: um – Bem sei que o Sporting é um clube que, em termos financeiros, não tem poder para fazer frente às libras e aos dinheiros dos maiores campeonatos europeus. Nisso estou sossegado e aceito-o. Dois – o que me custa é que aos jogadores são-lhes oferecidos contratos com cláusulas que, quer uma parte quer a outra, devem respeitar. Por norma quem começa a desrespeitar são os jogadores. Três – custa-me que as afirmações tenham sido proferidas pelo jogador que é. Se fosse o Miguel Veloso… esse já espero uma novela de três e três meses mas do João… Quatro – compreenderia se o clube em causa fosse um Chelsea, um Liverpool, um Bayern, isto é, um clube renomeado e que se pensasse “não há nada a fazer, desportivamente e economicamente tem outra dimensão, o Sporting é grande mas…” o que não é o caso já que se discute, com toda o respeito que me merece, o Everton. Cinco – parece que aos olhos destes meninos, porque o são, a história nada ensina e apenas o dinheiro os faz mover.
Quem ou quantos foram os jogadores vaivém: Simão, Quaresma, Postiga, etc. Jogadores que optaram mas que andam aos tombos… Tiago, Ricardo Rocha, Zé Castro, Maniche, etc. Ou seja, os que se afirmaram são jogadores que saíram depois de um período de amadurecimento normal, que não correram atrás dos dinheiros fáceis. Mas vale, penso eu sair em grande e por lá singrar do que querer apenas encher os bolsos, não sei se dos próprios se dos empresários. Aqui o Sporting devia fazer algo quer na formação, quer na representação.
Esperava mais de um miúdo que mostrou em campo ser de outra fibra. Fiquei desiludido.

segunda-feira, junho 30

C'est chaud



Percorria uma estrada nacional, sob uma calina horrível onde o mero olhar para os campos ou o asfalto, ofuscava as vistinhas quando me deparei com imensos trabalhadores ao longo da estrada. Encontravam-se, e bem, a cortar as ervas secas nas bermas da estrada que poderiam originar, por descuido ou negligência, um incêndio. É uma tarefa que deve ser feita, no entanto, creio que a hora a que estava a ser feita é um massacre para os trabalhadores. Se dentro do carro faz o calor que se sabe, onde ligamos compulsivamente o ar condicionado ou “escondemos”, nas sombras vizinhas, os braços dos raios do sol que invadem incontrolavelmente o carro, o que dizer do que aqueles homens estavam a passar. Todas as profissões têm vicissitudes e elas devem tentar contorná-las de modo a obter o melhor rácio rendimento do trabalho/satisfação dos trabalhadores. Acho que, seja a poder de código de trabalho quer através de acordos dentro das empresas, devia haver alguma liberdade, estando as partes em sintonia a alterar as características laborais. Se eu pudesse, se eles quisessem, aqueles trabalhadores poderiam escolher entre fazer aquele trabalho às 14h ou a partir das 18h. Eu se fosse trabalhador agradeceria, certamente.

quinta-feira, maio 8

...



O dia de hoje, para além de particularmente longo, tornou tudo subitamente relativo. Não sou professor há muitos anos e por onde tenho passado tenho tentado deixar amizades boas por onde quer que a sorte me leve. Relações de amizade com os alunos é algo que me é relativamente fácil e, quero crer, que também deixo algum tipo de saudades. Pois bem hoje recebi a notícia da morte de uma aluna minha, uma miúda simples, trabalhadora, concentrada e com os pés, muito cedo, assentes na realidade. Aluna de Medicina, a terminar o curso pelo que sei com bons registos, a injustiça, o azar ou as leis do acaso foram mais fortes e optaram por ela.
Digo azar, acaso etc. porque esta é mais uma daquelas situações que me faz não acreditar em qualquer tipo de Deus, porque se assim fosse a justiça seria feita noutros moldes ou na pele de um qualquer inútil. A Lili viveu uma vida a lutar contra o seu coração e na noite passada, enquanto quase todos dormíamos, ele deu de si. O dia de hoje, 8 de Maio de 2008, que foi um dia longo, produtivo, com uma irritação na voz desagradável mas tornou-se de repente num dia de merda.

quarta-feira, março 26

Início de campanha! Status = 1%


Comecei por achar estranho e de extremo mau gosto a peça que foi feita pela SIC há uns dias atrás. Pensei, estarão "sickes"? Dias depois, mais concretamente hoje, descobri que a doença é outra e não se apanha por mosquito como a febre-amarela. É uma doença eleitoralista que ataca de quatro em quatro anos a espécie anómala que habita nos passos perdidos da Ar, São Bento. Largo do Rato, do Caldas a Rua de São Caetano e que tem o nome de políticus sinescrúpulos.
Esperava começar a ver a bajulação eleitoralista por parte do 1.º Ministro apenas a partir do Verão, sensivelmente a um ano de eleições, mas afinal... o bom senso não tem lugar em todo o lado e ali estará mesmo proibido de entrar.
O início da sem vergonhice eleitoral começa cedo e isso é algo que os provedores deveriam atacar sem apelo nem agravo! Não é sensato ver durante ano e meio um contínuo abaixamento das vestes democráticas, principalmente no horário nobre, quando as criancinhas vêem mais televisão. É impossível poder dizer à priori que traumas e efeitos terão nos petizes e nos graúdos tamanho descaramento e desnudez de princípios, ética, alarvismo eleitoralista mas, de certo, que bons exemplos não irão ser colhidos. Quem sabe o que essas ofertas de lobo mau criarão nas jovens gerações? Cuidado, Carolina! E mais ofertas estão prometidas! O reinginheirozinho vai passar a andar nu, que alguém tenha piedade de nós.

Post scriptum1: Vou começar a designar os post scriptum por extenso para não me confundirem.
Post scriptum2: Bati o meu recorde de palavras em itálico! Guiness Book here i go!

domingo, dezembro 9

Judiarias


No passado fim de semana a Ordem dos Advogados foi a votos e ganhou o candidato que mais cedo se mostrou disponível e mais depressa começou a corrida. Os outros candidatos, sem o peso mediático de António Marinho, desvaneceram-se no pó do acelerado ritmo do primeiro e nas propostas deste. António Marinho é, como o próprio se intitula, primeiro jornalista e depois advogado. Assim sendo persiste sobre si uma aura sindical e algo conflituosa com que o mesmo parece viver bem e, de algum modo, com orgulho. E bem o pode ter já que foi ela que o terá catapultado para o topo da hierarquia da classe. Nos dias seguintes verificaram-se reacções. Umas mais solenes e típicas, outras mais ameaçadoras mas a que ficou mais no ar foi a de um antigo Bastonário, José Miguel Júdice. J.M.J., como que possuído por um diabo da Tasmânia, perdeu as estribeiras e desatou a desclassificar o recém eleito Bastonário comparando-o a Mussulini.
J.M.J. é um dos advogados mais reconhecidos da praça judicial. Já foi Bastonário, a sua opinião é sempre procurada em assuntos da classe, dá-se com o poder político e talvez por tudo isso se considere acima do resto, com direito a toda a opinião e, como tal, imune a correctivos. Talvez seja a anciania a dar mostras de que não anda longe mas as suas palavras, que inclusive se estenderam ao Bastonário cessante mostram que J.M.J. anda um pouco longe da realidade do Portugal dos Advogados, e talvez do Portugal em geral. Que classe é esta a dos advogados? Outrora uma classe de destaque, paradigma de profissão liberal, encontra-se hoje substancialmente diferente. Tal como muitas outras, sofreu muito com a massificação da minha geração o que levou a que, hoje em dia Portugal, seja um dos países com maior número de advogados per capita. Debaixo de uma qualquer pedra encontramos hoje um professor e um advogado. Isso faz com que a aura passada da classe tenha sido trocada nos dias de hoje por pouco mais que uma luta titânica para chegar ao fim do mês. É evidente que existem advogados que ganham como os bons jogadores de futebol mas, seguramente, oitenta ou noventa por cento da classe luta ou desespera com o passar dos tempos.
Tal como o resto dos Portugueses, também os advogados querem mais, melhor mas principalmente que as expectativas dos tempos do secundário se concretizem. Foi aqui que António Marinho encaixou como uma luva. Não querendo fazer exercícios de suposições sobre a sua pessoa, certo é que as suas ideias colheram na classe, provavelmente naquela mais nova. Já à época de J.M.J. a massificação se fazia sentir em força e a única pessoa, que eu me lembre, que considerou fazer umas mudanças, coerentes ou não, foi o ex-Bastonário Rogério Alves. É certo que ainda antes foi feita uma mudança, trocando um trabalho de dissertação, creio, por uma prova de exame. Não sendo esse obviamente esse o seu propósito mas essa prova é mero pró-forma já que poucos são só que ficam lá enrascados. Assim sendo J.M.J. perde em diferentes frentes, tempos, já que nem sequer deixou que Marinho se pudesse enganar e, o que é pior, perde em respeito e em falta de conhecimento de uma realidade que ainda é a sua. Digo ainda porque os convites para uns tachinhos políticos já vieram bater à sua porta e só talvez a vergonha e a contradição é que o fizeram recuar. O silêncio diz-se de ouro e, se a ele somamos coerência, obtemos diamante.

terça-feira, novembro 20

SPECTRE do séc XXI



E tudo começa com a palavra fascista. Tudo começa com a imposição e recalcar da palavra fascista. Já neste blogue falei de fascismo – doutrina totalitarista orientada por Mussolini que se baseava no poder e autoritarismo sobre o seu povo. Ora bem terá sido Aznar fascista? Foi eleito democraticamente pelo povo espanhol durante oito anos, o que sugere que pelo meio ouve uma reeleição. E Hugo Chávez? Bom, é ou foi militar o que não diz muito do mesmo. Ao contrário de Aznar, não foi eleito, atacou o poder (não vou discutir sobre a pertinência ou não do acto) e no chamado golpe de estado, enviou para canto em 1992 o então Presidente Venezuelano. Como foi a Presidência de Aznar? Em tempo de “vacas gordas” fez o que deste lado da fronteira ninguém soube fazer, reformas e reformulações do estado, criou condições para que neste momento Espanha seja um dos mercados mais fortes e saudáveis da Europa. E Chávez? Nada se lhe é atribuído nos primeiros anos o que me deixa duas ideias: deve ter andado, à boa maneira siciliana, a abafar adversários (que isto de subir ao poder à força deixa muita gente incomodada) e não acredito que não se tenha chegado aos EUA para ver se pingava algo. E é aqui que tudo torce à “esquerda”, isto é, com Clinton os EUA eram um país forte em tudo – economicamente, politicamente, com uma atitude de politica externa de conciliação e para provar tal basta ver que foi dos poucos mandatos dum Presidente dos EUA sem umas chatices internacionais (guardo o momento de uma valente risada com Yeltsin). Já com o cowboy e mentecapto Bush as contas foram, certamente, outras e foi mais ou menos nessa altura que Chavéz descobriu que sabia dar…. patacoadas.
Agora, revestido de uma amizade meramente de intenções, junta-se a um gang de fazer corar os inimigos viscerais de James Bond - SPECTRE (SPecial Executive for Counter-intelligence, Terrorism, Revenge and Extortion). Não se confundam, não morro de amores pelos EUA. Aliás, e como é evidente, não tenho nada contra os Americanos mas reconheço que algumas coisas que sofrem são merecidas (não me esqueço que reelegeram o - censurado! - do Bush) pela imensa ignorância em certas posições. Tenho para mim, por conversas com pessoas que por lá passaram e por documentários que tenho visto, que não sabem, muitas vezes, metade do que se passa ou das consequências das suas acções ou apoios irreflectidos. Os cowboys estão mortos e o seu tempo já passou, no entanto, acho que muitos deles ainda não perceberam isso e tenho pena por tal.
Já Chavéz denota tiques fascizantes como a passagem de uma lei que permite que se perpetue no poder ou como a repressão daqueles que estão contra estas e outras medidas como, por exemplo, os estudantes. São patéticas também as suas aparições na TV, principalmente as que protagoniza na TV estatal venezuelana onde, num registo, muito Marcelista, se dedica a fazer-se ouvir já que, de outro modo, se não fosse pela imposição ou pela educação dos assistentes, já há muito falava para as paredes. Aprende, sem dúvida, não muito rápido e com os piores. Julga-se a coberto e superior devido às reservas tão queridas, pelo ocidente, de petróleo e por isso ou devido a isso ou também por isso deve a Europa investir concretamente naquilo que permita uma maior independência desta ditadura que é a necessidade energética de modo a fugir, na medida do possível, de fascista como é este senhor e todo o seu gang.
Guardo uma palavra para Fidel Castro. Não gosto nem deixo de gostar. Acho que faz passar o seu povo por um paradigma ideal que só a ele lhe enche… as medidas, a barriga e os bolsos. Tenho imensa consideração pela sua posição sobre os cuidados de saúde a que o povo cubano está atido mas só isso não chega e, o poder da idade não ofereceu, a este velho guerrilheiro, discernimento e juízo. Principalmente juízo já que não entendo que o leva a dizer que o Ocidente tremeu quando Chávez estava a ser… estúpido. Mais valia estar calado. Para finalizar, Chávez disse que se tivesse ouvido as palavras do Rei, teria tido outra reacção. Parece-me que esta postura configura aquela situação de que cão rafeiro, que só ladra quando já vai longe.

terça-feira, setembro 11

Amargas efemérides


Hoje é um daqueles dias que marca "...a date which will live in infamy", segundo Franklin D. Roosevelt. É o sexto aniversário da queda das torres. Muito se escreveu, se filmou, se teorizou, se invadiu e ao fim de seis anos acho que o mundo andou para trás. E só num país como os EUA é que um candidato com mais votos não seria o vencedor, deixando à frente dos seus destinos uma pessoa sem valores ou inteligência suficientes para desempenhar qualquer tipo de função organizativa. O povo em si não mostra grande inteligência já que lhe facilitou o segundo mandato algo que só veio piorar a situação.
Provavelmente se não fosse filho de um antigo (e ruim também) Presidente dos EUA, este senhor seria um desgraçado como a ordem natural da evolução humana o determina.
É mais do que conhecia a apetência dos EUA de "investirem" numa guerra em tempos de recessão. É conhecida a intromissão dos EUA, quer por incentivos encapuçados a golpes de estado quer por necessidades internas de recursos, na política interna de países do Médio Oriente, da América Central e do Sul. Resultado: o ódio visível e invisível do resto do mundo para com tudo o que é americano vai em crescendo e não se vê uma melhoria nos próximos anos. O melhor de tudo: as eleições americanas aproximam-se e Bush não se pode candidatar. De qualquer modo, tal como Pearl Harbor, Hiroshima, Darfur e muitos outros locais conhecidos pelos piores motivos, que nos envergonham a nós que não podemos nada mas que deixam serenos os que podem mas não querem, não deixemos que os mesmo caiam no esquecimento. O princípio do esquecimento é o início da replicação.
Deixo aqui o ajuste de contas possível com esse senhor.

quinta-feira, setembro 6

Theire Way



Sempre escondido no meu inconsciente de menino guardei a ideia de que existem pessoas que nunca vão morrer, que irão permanecer sempre vivas como qualquer outra coisa diária que tomamos por garantida. Tal como o Sol. E só me apercebo disso, não sei vocês, quando a sua presença nos foge repentinamente de casa porque a certa altura de tanto nos invadirem a sala entram numa descrição familiar. Pessoas tão diferentes e de ocupações tão variadas como o Papa João Paulo II, Carlos Paredes de entre muitas outras tal como Luciano Pavarotti o qual me apercebi, durante as férias e após a sua hospitalização, que também entrava nesse grupo.
Sempre tive para mim que existem certas pessoas que se deviam ver ao vivo porque sim, porque íamos sentir uma montanha russa de bons arrepios, porque a sua trajectória dizia mais do que a nossa tenra idade podia perceber e que o futuro colocaria tudo no devido sítio. Frank Sinatra, Amália Rodrigues, o Mestre Carlos Paredes, Freddy Mercury e Pavarotti entravam nesse grupo. Infelizmente já não terei o seguríssimo prazer de os ver/ouvir ao vivo e não terei oportunidade de ouvir algumas canções que, passem os anos que passem ou passem nelas as vozes que passarem e que até as mereçam, as mesmas só me farão sentido quando as ouvir nas vozes deles. Deixo aqui algumas delas que não as percebo longe deles e onde é a música humildemente que parece suplicar pela sua voz ou saber.