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terça-feira, agosto 12

and by a sleep to say we end




Podia - talvez devesse - fazer o que toda a gente fez e que, de uma maneira ou outra, gostava de Robin Williams. Como já fiz para com outros. Colocar uma sua foto ou video e enfeitar tudo com uma frase dele, daquelas que ficam para todo o sempre. Mas não o vou fazer. 
Ele há coisas e pessoas por quem sentimos uma pertença maior do que pensamos que elas têm a si próprias. São como monumentos vivos e eu tinha para com este sacana essa sensação. Uma certeza de que sempre que ele aparecia, o tempo nunca seria perdido. Como os Monty Python. Socorri-me deles para fazer a homenagem que não queria fazer. De uns tipos muito inteligentes para um outro que também o era. Só esses, os que fazem rir o são na realidade. Foi muito cedo. 

So remember, when you're feeling very small and insecure,
How amazingly unlikely is your birth,
And pray that there's intelligent life somewhere up in space,
'Cause there's bugger all down here on Earth.

domingo, fevereiro 9

Esqueceram-se de calafetar o ninho


E depois não houve jogo. O que sobra? Uma palete de galhofas à custa dos anfitriões. Eu deixo a minha. Hoje em vez de voar a águia, voou o estádio! 
Uma nota para terça-feira: se aquela espécie de barraca não estiver em condições subam quinhentos metros que são capazes de encontrar um grande estádio.
PS: só me irrita que o pavão grisalho agora saiba o que o Leonardo lhe tinha preparado...

quarta-feira, janeiro 15

"Recalibração" à hora da refeição


Hoje que é como dizer... ontem, chegou a notícia da "vingança do chinesinho" ou o que é o mesmo que dizer que o mais pequeno se tornou maior. Não pequeno em depreciação mas porque em Portugal a maior parte dos empresários são-no, de facto, de mini ou micro empresas. Aos factos. Uns certos comensais entraram num estabelecimento na mealhada para degustar o famoso leitãozinho que tanta gente já fez divergir da A1 ou estadas das redondezas. O empresário com faro para o negócio mas também para distinguir sabujos à distância apercebeu-se que os clientes provinham do congresso do partido do táxi. 

Incomodado pelo modo como a dita camarilha governa, a bem dizer desgoverna, o país procedeu à chamada taxa "zé povinho" ou "toma que já almoçaste!". Uma espécie de mimética à ideia da taxa robin que em devido momento a história europeia viu a luz do dia tão rápido como ela se fundiu. 

Em França o Presidente da dita República, anteriormente conhecido como socialista recentemente confirmado na primeira pessoa como acelerado socialista - vá-se lá saber o que isso significa - pretende levar com tal ideia avante. O passar incessante do tempo dirá se a ideia passa a facto da vida, a verdadeira letra de lei. Certo é que a maleita das terras gaulesas parece ser a mesma que por cá - o remédio será o mesmo. Não deixo de pensar... um socialista acelerado será um social-democrata aquele que hoje é um neo-liberal ou simplesmente liberal? Bem... onde ia?

Então o empresário incomodado pela referida presença e com os festivaleiros já no seu poiso e com uns quantos nacos de leitão a meio caminho do estômago lembrou-se da referida taxa, da dita vingança, da imemorial justiça popular. Ou o que é o mesmo que dizer que o dito empresário munido da cartilha propalada pelos partidos da governação arreganhou a “ livre iniciativa”, as “leis do mercado”, a relação existente entre a oferta e a procura, o empreendedorismo e reformulou-se nos ditos comensais. 
 Reformulou-se ou recalibrou a contribuição normal pelo porquinho para uma contribuição extraordinária aos ditos convivas – carregou a conta.     

Sinceramente só encontro apreço pela sua iniciativa. Como já disse vezes sem conta, se fossemos mais exigentes com esta gente talvez tudo não estivesse assim. É pena não se poderem identificar mais facilmente. O Tarantino nos “bastardos” deu uma ideia…

segunda-feira, janeiro 13

O "nosso" ecossistema muito pouco sustentável.

 http://www.pmcruz.com/eco/

Encontrei este link (basta clicar na imagem) num site habitual e não resisti a trazê-lo para aqui. É normal dizer-se que uma imagem vale mais do que mil palavras. E depois disto penso: assim, o que valerá uma imagem interactiva?
Do concreto...
Fica assim explicada, representada a teia, o ecossistema que pululou, pulula entre São Bento e as diferentes empresas nacionais. Dali resulta a leitura mais honesta de outra frase: não há almoços grátis. Tudo se pode, tudo tem um preço ainda que nenhum dos dois tenha uma base honesta. O país é corrupto? A razão do porquê de estar como está? Só de pensar que em cada câmara existem ecossistemas iguais. A verdade é diferente dos factos. A verdade pode ser feita pela letra da lei. Já foi verdade que as mulheres não podiam votar. O facto era que tal verdade era estúpida. Assim não me interessa que digam que não há corrupção. A lei diz que isso é verdade. O facto é diferente. Um cumprimento especial aos autores deste documento.

segunda-feira, janeiro 6

O sr. D'Eusébio


Eusébio da SIlva Ferreira
1942|2014

Se é dia para se dizer que tudo foi dito, as 24h que medeiam desde o ontem ao hoje, é seguramente esse o dia. Um dos alicerces e o único ainda em vida, da trilogia do estado novo, Fátima, Fado e Futebol foi-se cedo no tempo.
Não guardo imagem melhor de Eusébio do que o rapaz da camisola vermelha com o número 13 a levar turbilhão ao verão inglês de '66.
Guardo de ontem algumas palavras: disse adeus no dia do futebol, num domingo e em véspera do dia dos reis, aquele a quem chamavam rei também. Se há céu, na certa que há futebol e assim Eusébio sai do campo da vida para aquele campo que era o dele.

terça-feira, dezembro 31

Bom ano



O ano finda-se ainda que não seja mais do que o passar de um dia.

    
Bom ano  

sexta-feira, dezembro 6

A real rainbow men in a grey world

Nelson Rolihlahla Mandela
1918 | 2013

O que pode um Mundo inteiro aprender na morte de um grande homem quando pouco ou nada aprendeu com ele em vida?

segunda-feira, dezembro 2

A prova?



Não queria escrever sobre o assunto mas se tenho escrito noutros fóruns...

O Ministério da Educação e Ciência, doravante MEC, chegou a acordo com um dos sindicatos (FNE) para dispensar (sabe-me a esmola) os professores com mais de cinco anos de serviço. A primeira questão que se impõe é: o estágio conta para o somatório? Vamos ao que importa.
Sempre me opus à prova e por um motivo que julgo ser de fácil percepção, ainda que existam por aí muitas vozes e tinta de caneta a defender o contrário. Respeito? Não sei bem, porque muitas vezes escrevem sem estarem devidamente informados ou pura e simplesmente por despeito e a cavalo do argumentário da inevitabilidade. É pouco.

Deve ou não haver prova? Honestamente não sei. Tenho noção de como foi a minha formação mas não faço a mais mínima ideia de como as coisas correram noutras instituições superiores, sejam ou não universidades. O que sei das mesmas é aquilo que tenha tido a possibilidade de aquilatar enquanto colega de outros professores que se formaram nas mesmas. Já encontrei grandes profissionais e péssimos. Já encontrei contratados e quadros (titulares ou não) que não dão uma para a caixa e outros que dá gosto partilhar trabalho. Eu próprio serei bom professor? Segundo a avaliação anual aprovada pelo MEC, sim. Mais importante os alunos sempre me disseram que sim e os resultados, que ficam sempre aquém do que gostaria e sei que podem, ajuda a essa conclusão.

Mas e a prova? O "não sei" a montante é relativo. Explico-me. Se alguém se licencia ou, segundo o reles acordo de bolonha, obtém o grau de mestre num curso profissionalizante, isto é, que aos olhos do MEC está certificado para poder exercer a profissão, então digo não. Rotundo não. Não pode o mesmo organismo passar um certificado de qualidade simultaneamente que classifica o grau obtido como insuficiente para a referida finalidade: leccionar. Parece-me, no mínimo, esquizofrénico. Já não encontro reservas relativamente aos cursos que não possuam profissionalização integrada. E a minha posição não se altera pelo simples facto de que o contratado, com profissionalização integrada, tenha um ou vinte anos de serviço. 

Não defendo com isto que quem tira um desses cursos, eu mesmo, garanta para si a obrigatoriedade do MEC lhe conceder um lugar no quadro. Nada disso. Garante tão-somente o estatuto que a certificação ministerial impõe. Deveria, por outro lado, o sistema garantir aquilo que a Constituição da República prevê e que não me parece que seja tenha muitas pessoas contra. A escolarização tendencialmente gratuita e em igualdade de circunstâncias. Este seria, ainda assim, um tópico a merece só por si um outro artigo. Voltando à prova.

Será que quem defende a prova, defende que anualmente a sua capacidade seja posta em causa por meros artifícios burocráticos? Exemplifico-me, se preciso, até à exaustão: um juiz, um advogado, um polícia, um militar, um vendedor de gelados, um médico, um artesão, um engenheiro, um... seria melhor, passaria de bestial a besta ou vice-versa se anualmente fizesse um teste a atestar a sua capacidade? Não basta, como o limite seguinte fosse de desconsiderar, que seja um bom profissional, segundo as leis do mercado (para quem tem uma "porta aberta" a quem reportar) ou um sistema de avaliação de desempenho? Parece-me que sim. Operacionalizando o assunto: será mau jornalista aquele cujo jornal não vende ou aquele cujo diário vende porque a sua isenção se subscreve a interesses alheios? 

A questão que envolve a prova é só esta ainda que possa haver quem diga ou escreva diferente. É então justa a dispensa de professores com mais de cinco anos de serviço? Não. Deveriam todos os que possuem habilitações para a profissão ser dispensados. É que à parte da experiência, que não desvalorizo mas que é isso mesmo experiência, "calo", "horas Homem", algo que apenas de ganha exercendo, não percebo a razão que leva a considerar uns aptos e outros não. E sinceramente não a vejo. A haver prova, seria para todos, até para os professores do superior.
Vejo aqui o mesmo modo de actuar dos tempos do governo PS: dividir para governar. Em tempos idos mas que jamais esquecerei também apareceu uma besta (MLR), que me granjeou um tal asco nunca irei esquecer, que dividiu os professores em dois grupos: os titulares e os outros. Nunca me senti acometido de alguma doença ou infecção que apenas um titular pudesse curar mas cujo estigma existiu e não creio mentir ao afirmar que ainda se mantém.

Quer o ministério rever os procedimentos para a certificação desses cursos ou pretende alterar a formação vindoura? Que assim o façam se bem entenderem. Não pretendam é passar um atestado de incompetência generalizado a este grupo de profissionais. 

A Júlia é que sabe bem! :)



Não quero saber da semana que vem. Não quero saber de como estaremos em finais de Maio. Quero é saber da atitude, da garra, do colectivo, da entrega. Depois o que tiver que vir, virá.

A nossa força é bruuuuuuuuutal! Spoooorting!

quinta-feira, novembro 28

...acho que sou peixe...

Faz hoje notícia (revista Exame) que aparentemente, e digo-o assim porque é-me escasso, os milionários portugueses estão cada vez mais ricos. Dizem as notícias, salvo um estouvado professor catedrático português cujo apelido rima com enviesar e greves - não quis deixar de ser irónico - que os pobres andam também mais pobres.
Ensina a história que quando um rico se torna ainda mais rico o seu nome passa a tycon ou magnata. Na escala global não passarão de pelintras endinheirados sem pedigree. Já os pobres não se tornam miseráveis apenas porque, digo eu, não moram em África. Mas voltando. Segundo a imprensa and quote "as 25 maiores fortunas somam este ano 16,7 mil milhões de euros e valem 10% do Produto Interno Bruto português. Comprova-se ainda que os ricos estão cada vez ricos: em relação ao ano passado, regista-se um crescimento de 14,4 mil milhões" o que, fazendo fé nos valores, dá um crescimento assinalável.
É o ajustamento ao modo do terceiro mundo porque não tenho ideias de que na Islância tenham existido manchetes deste tipo. Para finalizar.
"Acrescente-se ainda que uma sensível acção de amortecimento é exercida pela lei e pelo sentido moral (...) de facto, considera-se tanto mais civilizado um país quanto mais sábias e eficientes são as leis que impedem ao miserável ser demasiado miserável, e ao poderoso ser demasiado poderoso."
Se isto é um homem, Primo Levi 

segunda-feira, setembro 30

E no fim das "vindimas", prova-se o "vinho"

Passadas as eleições, o que é que subsiste?
Os valores da abstenção, globalmente, são elevados. Aqui e acolá existiram locais onde os valores foram menos do que aqueles de 2009 mas essa diferença foi mínima. Já noutros o valor aumentou muito. Olhando aos resultados a abstenção surge mais uma vez como o registo vencedor e esse é o registo que os políticos não querem porque os definha. 
E depois? O PSD perde à grande. Passa de ter câmaras para ficar em terceiro ou quarto lugar com uma dezena percentual. "Que se lixem as eleições!" e assim foi e assim aconteceu. É, ainda assim, importante sublinhar que as pessoas que foram votar, aparentemente fizeram-no, nas pessoas e na sua capacidade de cumprir e de fazer aquilo que as populações acham como mais importante. 
Em alguns casos o PSD manteve-se no poleiro quer mantendo o símbolo partidário quer através de candidatos ditos independentes. Seria interessante ver quem eram esses independentes. Aqui na Covilhã, o candidato independente era tão independente como a bala que após ser disparada afirma convicta que é ela, e não a pistola, que sabe para onde vai. Tinha tanto de independente como de morte tem a vida, tendo o alto patrocínio do presidente cessante e com uma máquina por detrás de si digna da sigla do PSD. E o que eu acho estranho é que estas coisas ainda colhem na simpatia das pessoas que não parecem chatear-se com aquilo que elas já fizeram para aquilatar qual a sua verdadeira capacidade.
No pólo oposto encontra-se Rui Moreira, com um percurso no Porto e até ao nível nacional reconhecido e não no mau sentido, a não ser aos poderes em Lisboa. A par disto, juntem-lhe uma fracção de partidários laranjas descontentes e o seu savoir-faire, e como cereja no topo do bolo, o candidato da "mu(n)dança". Luis Felipe Menezes representa a podridão da política. Só os tolos dos partidos é que julgavam que as pessoas iriam deixar passar os "malandros" que quiseram fintar aquilo que era o denominador público do que deveria ser a lei da limitação de mandatos. E só aqueles que têm ou tiveram obra feita, até nas contas autárquicas, é que foram premiados na continuidade. Também eu gostaria de ter sido aqui eleito o hoje, por outro lado, cessante edil albicastrense, Joaquim Mourão, que por onde tem passado tem realizado e representa bem um perfil daquilo que deveria ser um autarca.
Em vez disso a lei da limitação e a sua própria consciência e leitura fê-lo não concorrer a Castelo Branco ou a outra qualquer câmara. Com obra feita, sem críticas dignas de registo e com as contas saudáveis, Castelo Branco mudou da noite para o dia.
A CDU cresceu em todo o país e de um modo mais visível naquele que é o seu feudo natural, o além tejo. Cresce pelo voto contra o sistema mas também porque com esta opção, as pessoas sabem ou têm essas esperanças de que o prometido será cumprido. Muitas vezes aquilo que é cumprido é que é criticável mas... como se vai dizer às pessoas para não votarem naquele que lhe dará emprego a ganhar, nem que seja, o ordenado mínimo?
Pois...
O BE sem grande implantação nas autarquias, assim se manteve ainda que, no entanto, os resultados por cada autarquia são baixos. Sobram as óbvias conclusões: a mudança de liderança não cimentou e o discurso deixou de passar. O CDS é, para mim e de um modo algo incompreensível, o vencedor. Quintuplicou as suas autarquias! Isto significa duas coisas: primeiro, a escolha dos candidatos foi inteligente porque as populações iam-se rever nesses eleitos e em segundo, que as pessoas não foram atrás, ou não julgam que isso seja uma evidência, talvez pelas falinhas mansas e pelo ar candura e sentido, do voto de protesto para um partido de anda de mão dada e até decide todas aquelas que têm sido as políticas nacionais. Eu acho incrível esse facto ainda que entenda a eleição pelo que disse em primeiro lugar. O que interessa, o que acaba por ser relevante, são as pessoas. Mas vaticino aqui o descalabro daqui a 2 anos nas eleições legislativas.
Do PS, que dizer? Aqui na Covilhã ganhou com um "boi" partidário, com uma lista cheia de corpos amorfos a caminho de "bois" de corpo inteiro, sem capacidades reconhecidas, desde o novel edil até à dobra da lista, a não ser naquelas que são os tipos podres partidários. Vidas que se fazem de normais a vidas turbo em face das subidas meteóricas, sempre após a entrada no partido que garante até empregos bem pagos nos bons empregadores públicos regionais. Com o PSD é/foi/será igual. No dia que quiser fazer algo da vida, sei onde ir... Voltando, uma candidatura pequenina, de pessoas pequeninas mas que acabou por ser suficiente em face dos oponentes. Ao nível nacional? Não vejo como os resultados nacionais podem ser considerados como uma vitória. Estas eleições, ao nível do PS, levam-me a imaginar e com ela concluir, a seguinte imagem. Um jogo de futebol, em que a equipa adversária está todo enterrada, morta e os jogadores da equipa do PS são coxos, só sabem jogar basquetebol e onde o seu ponta de lança é cego - seguro. Algum golo entra mas não deixa de passar a ideia de que, não é a goleada que faz esquecer aquilo que os olhos mostram: que a equipa da "casa" não deixa de ser uma merda. 

Post scriptum: só para apimentar mais o dia, como se isso fosse necessário - o INE acaba de anunciar que o défice do pib durante o primeiro semestre foi de 7,1%. Crescimento?

terça-feira, maio 21

A Europa a fazer por expirar

















Quando vi a notícia na tv não percebi bem do que se estava a falar. Hoje por duas vezes caí, via rádio, no assunto e acabei por estar aqui a terminar a noite ao som dos daft punk e nas linhas irrecusáveis do MEC. E não há como tentar fazer melhor, ele diz tudo, em conta peso e medida, na forma, no tempo e no modo certos. Mas no final de tudo, devíamos revoltar-nos! Mais uma. Existe uma completa separação entre os políticos e as suas populações e este é mais um flagrante caso. Mais um tiro no pé do (incerto, instável) balanço europeu. 
 
A invasão que aí vem
Por Miguel Esteves Cardoso in Público
19/05/2013

No PÚBLICO.pt de ontem dá-se conta de uma reportagem da LUSA sobre o protesto dos pequenos produtores da aldeia transmontana de Duas Igrejas contra a nova lei das sementes que está quase a ser aprovada pelo Parlamento Europeu. Falam por todas as sementes, todas as hortas, todos os agricultores e, sobretudo, pela economia e cultura portuguesas. A lei das sementes - que proíbe, regulamentando, a milenária troca de sementes entre produtores - é pior do que uma invasão francesa de Napoleão.
É uma invasão fascista que quer queimar a terra para preparar a incursão das agro-corporações multinacionais (como a gigantesca e sinistra Monsanto) que virão patentear as sementes que são nossas há que séculos, obrigando-nos depois a pagar-lhes direitos de autor, só por serem legalisticamente mais espertos. Pense-se em cada semente como uma palavra da língua portuguesa. Na nova lei colonialista das sementes é como obrigar os portugueses a sofrer a chatice e a despesa de registar tudo o que dizem, burocratizando cada conversa.
Atenção: é o pior ataque à nossa cultura e economia desde que todos nascemos. Querem empobrecer-nos e tornar-nos ainda mais pobres do que somos, roubando-nos as nossas poucas riquezas para podermos passar a ter de comprá-las a empresas multinacionais que se apoderaram delas, legalmente mas sem qualquer mérito, desculpa ou escrutínio.
Revoltemo-nos. Já. Faltam poucos dias antes de ser ter tarde de mais. E para sempre. Acorde.

PS: perdoe-me o Público pela cópia integral e em reforçada ideia, o seu autor.

Em memória - Ray Manzarek



Morreu o, por muitos considerado, melhor pianista de rock, ainda que não se possa considerar os Doors uma banda de rock no estrito sentido do termo - Ray Manzarek co-fundador com o lizzard king desta incontornável banda. Com o som orgão de som aparentemente desajustado, aliçercou os maiores êxitos dos Doors. Não fui procurar trejos do seu virtuosismo naqueles momentos em que Morrison descolava para parte incerta e a banda, ou Ray, tinham que fazer com que tudo fizesse sentido no meio daquelas fugas interpretativas ou levantamentos poéticos. Talvez a única banda da história a ter um verdadeiro poeta na vez de vocalista. Um som digno de estar no "céu", onde quer que isso seja.

quarta-feira, maio 15

Aparição divina em Belém? Ou o mesmo que dizer o dinheiro afinal não chega mesmo para aviar as receitas...






«Avaliação da troika foi "inspiração de Fátima", diz Cavaco»


 
 
Será possível!?
 
 
 
 
Por menos colocam-se acções em tribunal para fazer prova da insanidade ou incapacidade total ou parcial que uma pessoa tem para gerir as suas coisas, seja dinheiro, casa.. bens. 
Este senhor não gere nada mas é ele o comandante supremo das forças armadas, pode distituir o governo, pode... aparentemente dizer coisas destas que nada se passa, acontece ou... Mãe, pai, vim ao mundo para ler sandices destas? Que mal terá feito este país para ser condenado desta maneira insana? E pensar que não nos podemos congelar, deixar estes miseráveis morrer e um dia acordar e ver que eles já foram e que tudo se resolveu... Coisas destas são quase a negação da 2.ª lei da termodinâmica e eu...chega, desisto... 

terça-feira, maio 14

Curtas



Curtas porque a vontade tem sido pouca...ainda que tenha chegado o bom tempo...

1.º Cavaco falou hoje! Cheirava a morto e já não esperava por sentir o seu arfar de ar, quanto mais vociferar... urros palavras. Ainda assim é bom constatar que manteve o bom e velhinho tom de meio-morto, disse palavras mas delas não se retira nada, nem ar, nada.

2.º Não fui só eu, pelo menos outra pessoa notou mas... Portugal requisitou um parecer sobre a reforma do estado à OCDE. Ora este "requerer" implica uma troca de moeda, isto é, pagamento. Logo, quem paga é patrão e como tal é feita a sua vontade. Assim sendo eu não entendo porque o dito estudo/parecer ou "coisa afim" foi divulgado em Paris. Das duas uma ou já fomos anexados e, pelo menos as tais duas pessoas, onde eu me incluo, não sabiam e eu vou estar tramado porque a língua de Napoleão é coisa que não me assiste ou anexámos a França e a capital da República Portuguesa mudou-se para Paris. Either way... eu não estava a par e até perco algum tempo diariamente na perscruta das novidades noticiosas. O defeito deve ser meu, certamente...

3.º Paulo Portas falou, ninguém ligou e assim ele ajoelhou e acabou por engolir. A seco, ainda que o seu partido, futura entidade mitológica, se desfaça em suor e lágrimas para que o chefe não degluta sem asperesa. Nem que se desfaçam em sangue, o partido poderá voltar a pensar numa viagem de táxi.

4.º Continua a "negociação" sobre a reforma do estado. Não haja uma espécie de lockdown por parte dos sindicatos que o governo irá levar a bom porto a "negociação". Pela parte que me toca, espero, desejo, faço votos, figas e torço pescoços para que haja, pelo menos, greve em tempo de exames. There will be blood, i hope.

5.º O Benfica perdeu, mal e o Porto ganhou, mal. O jogo foi uma bazófia. Há mais uma semana de campeonato, bom. No domingo haverá fairplay ou "fairyplay", isto é, lá irá o presidente portista abrir os cordões à bolsa para garantir nada menos do que a surpresa? É certinho... No meu Sporting, para o ano, o lema será "vá para fora cá dentro". Espero que algo mude mas que a mudança não comece pelo treinador. E não digo mais para não ser um mau associado de quotas em dia.

6.º Amanhã espero que os passaritos ganhem. Não serei benfiquista mas sou Português e espero que a garganeirice de Jesus já tenha passado, para sempre e a dos adeptos, que tenham aprendido algo e que ganhem limpinho e não como contra o meu Sporting. Que não se repita o que o Sporting passou em 2005. Mas se tal não acontecer e acabarem por ver o caneco fugir sugiro a compra dos "lenços do adeus" futuro produto do santuário de Fátima. É pedir uma caixa de seis milhões deles, mais coisa menos coisa...

7.º  A moody's elevou o rating da dívida da grécia. Passou de "reles" para "reles mais".

quinta-feira, novembro 8

Reconhecimento, justo



...de todas as notícias que a tdt me rouba diariamente mas que o rádio ou a internet me oferecem, guardei duas para aqui que acho que são dignas deste reconhecimento, se é que o reconhecimento neste singelo espaço pode concorrer a qualquer linha digna de uma espécie de cv electrónico.
Foi apresentado o filme relativo à vida de Aristides de Sousa Mendes onde se dá o devido destaque parece a um Português meio esquecido na poeira de uma história, ainda a esfriar, tal a distância que lhe damos. Estudamos as histórias antigas, medievais e as mais recentes de outros países mas a nossa mais recente, de há cem anos a esta parte, parece de certo modo tabu - guerra colonial, o estado novo e a sua posição na segunda guerra mundial por exemplo. Fica a ideia que estamos a deixar morrer as memórias para que se possam escrever, sem contradições das memórias que as viveram, as memórias de um tempo que não foi agradável e nos deixa, provavelmente, tantos motivos de orgulho como as gestas de Vasco da Gama ou Cabral. Preferimos pois actos de conquista e de heroísmo desmedido, algumas vezes inflacionados como para mim é a história sobre a espada de Dom Afonso Henriques.. treze quilos para um homem que, segundo os canônes da época seria de mediana estatuta, mas que hoje só não passaria desconhecido pelos seus trajares, modos e tamanho...e brutidade que era normal à data.
Aristides de Sousa Mendes, cuja história e fibra moral conheço de há uma dezenas de anos para cá, deveria ser uma personalidade amplamente reconhecida e os seus actos deveriam ser, sem dúvida alguma, mais merecedores de uma fundação do que os de Mário Soares e outros que tais. No entanto, como país onde, grosso modo, apenas os malandros sobem na hierarquia social, o papel e a importância destas personalidades desbota como a tinta de um quadro que, ainda que valioso, não se presta ou lhe prestam os devidos cuidados. É pena. Talvez este filme desperte qualquer coisa sobre este assunto e até ao modo como encaramos a nossa própria história, a mais recente, porque a outra já nos enche que chegue o peito.
A segunda prende-se com os Skunk Anansie que vêm a Portugal dar um par de concertos. Numas palavras a vocalista disse que vinham cá porque a malta também precisa de animação e mesmo sabendo que existem bandas a cancelar a passagem por cá, ela afirmou que têm que vir dar uma força ao burgo. Não sei se isto é marketing mas e ainda que seja, não deixou de dizer algumas verdades. Vai daí, deixem-nos tocar. Ponham é os bilhetes maneiros...

quinta-feira, novembro 1

Tinta a desbotar

No outro dia discutia-se que a comunicação social como está, e aqui falava-se em jornais mas já vi esta preocupação espalhar-se a rádios, à televisão com a propalada privatização da rtp, que esta não teria muito tempo de vida. Ora nem é importante ou digno discutir a relevância que a comunicação social tem, ou deveria ter. É um poder não comparável com outros mas é-o e como tal é um recurso necessário à saciedade às sociedades. Em Portugal, mas sejamos realmente honestos, em todos os países desenvolvidos, os meios tradicionais, dependentes de patrocínios e publicidades, acabam por ter que dormir com deus e o diabo, entenda-se, por necessidades de subsistência, tão depressa precisam dos favores de beltrano ou de cicrano e quando surge a oportunidade de um wattergate ou pura e simplesmente chega a hora de fazer o trabalho e relatar as notícias, os favores que se devem são tantos, os rabos estão tão presos que a margem para fazer o verdadeiro jornalismo mirra ou morre... não sei, não me decidi, é apenas uma questão de vogal, escolham. 
Ora, e pegando apenas no caso Português, não digo que não existem meios em excesso. Só no meu link de publicações que consulto diariamente para ver as capas existem...vou contar... 25 jornais (nem todos diários é certo), 16 revistas das mesas das sala de espera (cabeleireiros, dentistas, salões de estética...), 14 revistas de outro teor, mais sério, e ainda... uma miríade tal de papel colorido que não me apetece contar. O link fica aqui, enjoy. A questão é, tal como noutros casos, a quantidade parece atropelar a qualidade. Muitas destas publicações, seria giro estudar isto, pertencem a apenas 5 ou 6 grandes grupos, alvitro eu. Não serão muitos mais se não é que sejam menos. Assim perdem-se pontos de vista, necessidade de investigar porque é essa a faceta que eu reconheço no jornalismo. Aquele modo de estar homnipresente que ao mínimo descuido, zás larga tudo às claras. Género aquele abutre que diz: "deixa-os poisar..." Ora se tudo se encontra concentrado... a concentração afecta a qualidade, "os sabores" e começa tudo a saber igual. A grelha do jornal do almoço da rtp era (e digo era porque graças ao negócio corrupto da TDT me encontro sem tv desde Abril de 2012) cópia sem tirar nem pôr do Correio da Manhã desse dia. Ora, convenhamos...
Dizem que o advento da internet veio dar cabo de tudo. Claro que sim. Foi bom? Obviamente, agora foi mau para o jornalismo. Recordo-me que, em catraio por vezes, o meu pai me interrompia a meio, a jogatana de final de tarde de futebol, para ir comprar-lhe a Capital - jornal que hoje só existe no recondito álbum daqueles que o viram e que chegava à Covilhã para lá das 7 da tarde. Era assim antigamente, sem os notíciários permanentes a verborrearem as mesmas nóticias a cada bloco de vinte ou trinta minutos, com cada cidadão a ser um repórter on scene. Tudo isso não pode ser mau. Basta ver que, e ouvi esta o outro dia, antes de que os EUA tenham anunciado a morte de Bin Laden, já andava na net o relato de que militares americanos estavam a atacar tal sítio, de tal modo etc etc...
Foi uma mudança abissal mas existe a necessidade de ver uma coisa e é aqui que creio que seja o furo para que parte, e não todos, dos meios se mantenham e não redundem como a Newsweek ou o El País ou o nosso Público que ou vão fazer despedimentos massivos ou vão dedicar-se em exclusivo a versões online. Com a net ao máximo de minha utilização, nunca comprei tantos livros como hoje. Cada oferta tem o seu valor intrínseco. A net não substitui, pelo menos na totalidade, tudo o restp. O jornalismo tem é que se virar para o seu core business (esta aprendi num curso de empreendedorismo). Ou seja, hoje qualquer pessoa pode ser repórter? Verdade mas ninguém, ou pelo menos isso não é plausível, vai deixar o seu trabalho para andar a investigar, mas à séria, casos de corrupção que realmente vendem jornais. Essas história depois passam para a net, óbivo, mas se o furo vier sempre no diário de amanhã, se a fonte fresca vier a cheirar a tinta recém impresa... eles voltam a vender, cria-se o hábito e o monge está feito. E basta ver que nunca existiu época em que a corrupção fosse aquela que é hoje. Ela anda aí, é preciso é afiar-lhe os dentes e deitar isso cá para fora com seriedade, profissionalismo e imparcialidade os quais creio serem os valores desta venerável, como outras, profissões. Parece-me que parte da resolução, está por aí. 
Para avivar memórias recomendo filmes como "All the president's men" ou o mais recente "State of play". Por aqui, irei continuar a querer ler alguns artigos de opinião, a querer passar os olhos por publicações especializadas e tenho a esperança que existirá uma época em que eu volte realmente a ganhar algum dinheiro para me dar ao luxo de voltar a assinar a National Geographic, a Courrier e a comprar dia sim, dia não um "Público" ou um "Dn". Espero que qualquer dia Gutenberg será recordado apenas por... ser uma marca de cerveja fajuta. 

quarta-feira, outubro 31

Obviamente, Helloween



Sou não crente. Assim o helloween, ou o dia das bruxas, não me diz muito a não ser quando o nome me transporta aos oitavo e nono anos onde dei por mim a ouvir keeper of the seven keys I e II. Deles guardo uma sonoridade metaleira com laivos grandiosos que hoje não reconheço. Ainda assim hoje existem grupos que, bebendo ou não da mesma água, esteja a seguir uma sonoridade que teve aqui as suas primeiras pisadas - uma metalada "sinfónico-grandiosa". Bem, olhando então ao passado deixo Dr. Stein, não porque tenha alguma maleita, que as terei mentais e incuráveis, mas porque que era à data uma das música deles que fazia mexer os meus tímpanos.

sexta-feira, setembro 28

Vejam que vale a pena



Troquei a leitura de madrugada por estes senhores. Tive sono mas valeu a pena. Vejam.