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terça-feira, maio 14
O asno
"Passos diz que novas medidas não se aplicam «à generalidade» dos cidadãos." Em Cannes entrega-se o leão de Ouro, em Moscovo o Urso eu aqui entrego o asno. Será possível que este estupor não percebe que está tudo ligado? Que a economia é uma roda de dinheiro a circular e que se o dinheiro falta a economia se recebe? É esta besta primeiro-ministro, é esta besta licenciado em economia. Por amor de um deus, mesmo menor, que alguém se certifique de verificar como foi feito o curso deste aborto ou, em detrimento disso, que lhe dei-te um pouco de curare no café. Se afirmações destas pagassem impostos...
sábado, fevereiro 23
Quem diria, o lodo eleitoral espessou-se na presidência
Como eu sei que a minha mãe, principalmente, não gosta que eu pragueje, a não ser quando ando mais triste que tudo é menos importante que isso para ela, eu tentarei não usar vernáculo no que se segue. Ora vinha hoje de viagem quando ouvi que a presidência da república conseguiu fazer a quadratura do circulo, entenda-se, deu como o rato da lei da limitação de mandatos. Um "e" no sítio de um "a" no texto legislativo parece ser o cerne da questão. Para mim não é. O que as minhas palavras contam? Nada, nicles mas vou deixá-las aqui na mesma.
Primeio: os asnos que estiveram na base da redacção da lei não se entendiam nas suas convicções do que se teria passado à data. Aquilo que se chama o espírito, não santo que isto é política, mas da lei. Ora a diário estes contradiziam-se a cada serviço informativo. Conclusão: paparam uma taxada a esses abortos para redigirem um parágrafo mas nem isso conseguiram. Pergunta: estiveram mesmo lá ou aquilo veio cozinhado de algum lado?
Segundo: após a lei ser publicada ninguém teve a capacidade ou o descernimento de dar com o erro!? Parece que só fora do parlamento é que a letra da lei é lida a diário e com oslhos de lince. E ainda quer o ministro da educação colocar a rapaziada nova a ler rápido! Para quê!? É preciso é saber ler e isso parece, ainda que eu já desconfiasse, que as bestas políticas só sabem consumir o ar que, pelo menos a mim, me faz falta. Era matá-los e falo a sério.
Terceiro: o presidente da república não consegue dar com nada da rés pública, a não ser tudo o que se refere à raça bovina e a sua capacidade de sorrir no verde prado, mas teve... engenho!? arte!? Para conseguir identificar tal mácula? Estou abismado com esse nível de aprumo. Se pelo menos o tivesse tido para o acordo ortográfico...
Quarto: não deixa de ser estranho que não tenha sido feito um esforço político para que a lei voltasse de novo à base no sentido de clarificar a mesma. Assim o interesse político é mais do faz-de-conta uma vez que deixa a ideia de que a redacção da lei seguia uma ideia farmacológica: lei de espectro largo, isto é, para servir tudo e todos conforme os interesses destes filhos de meretrizes de baixo orçamento.
Quinto: Não deixa de ser suspeito ou interessante que isto tudo tenha começado com a ideia de que se devia acabar com os caciquismos e compadrios camarários que transformaram muitas cidades em verdadeiras coutadas partidárias para completa ruína local, regional, nacional. O espírito era o de limitar o cargo e não a região em que o indivíduo actua.
Sexto (e último): Não deixa igualmente de ser curioso que o debate sobre esta situação só tenha sido resolvido após uma decisão judicial proferida pelo tribunal constitucional em que um presidente de câmara, no caso um cacique do PSD, foi acusado, condenado e confirmada a sentença pela dita instância a perda de mandato quando este já não se encontra na câmara onde ficou provada a prevaricação. Ou seja, o tribunal e quero crer o sistema judicial e bem, condena o indivíduo pelo acto que este fez independentemente de se este foi feito na câmara a que pertence no momento ou não. O tribunal leu o cargo e não a geografia. O tribunal leu a violação legal e diga-se, a moral ou a falta desta, do cacique e não do cacique em função da câmara onde foi cometido o ilícito ou ilícitos. Ora se espiríto se mantiver, todas as acções interpostas para contestar as candidaturas dos caciques paraquedistas poderiam esbarrar no mesmo fim, certo? Certo. Vai dai cai do céu este achado. Mãe desculpa agora...
Que diferença faz chamar filhos DA puta ou filhos DE puta a esta gente? Nenhuma porque o meu espírito continua a perseguir o mesmo fim, classificar estes seres no que realmente são. Aliás são isto e muito mais mas é tarde...
Se fosse lider do PS juro que não deixaria que isto fosse alterado. É lei eleitoral e necessita de 2/3 dos votos e se a sua redacção não é consensual, ou volta à base ou teria que se manter conforme ficou redigida. Haverá tomates para isso? Não me parece porque esses, tais como os anteriores, também são filhos DA ou DE puta, como quiser entender.
segunda-feira, fevereiro 18
O preço da excelência
Os dois (únicos) medalhados lusos das últimas olimpíadas
foram, segundo eles, surpreendidos quando a verba a que teriam direito pela sua
prestação em Londres afinal era metade do que estavam à espera. Assim estava
combinado diz o secretário de estado e se depreende dos regulamentos, assim não
estava combinado e se depreende o contrário dizem os atletas. Em quem
acreditar? Obviamente nos atletas porque palavra de político é tão imprestável
como um punhado de areia no Sahara.
Sinceramente pouco me importa quem tem razão. Já, por outro
lado, dou grande relevância ao feito destes dois rapazes, independentemente da
razia de resultados em Londres 2012, e acho deveras rasteiro e mesquinho que
estes tenham que confirmar na comunicação social esta situação. Ao secretário
de estado, por sinal de apelido Mestre (em quê? …), o que lhe falta em honradez
e discernimento, sobra-lhe em estupidez. Para um desporto com repercussão
apenas no norte do país, e mais concretamente no rio lima, todos os apoios são
bem-vindos e necessários. O que sentirá um atleta que dá o litro, mostra a tão
propalada excelência na sua modalidade e como recompensa, dividem-lhe o prémio
monetário. Nem tudo foi mau, não vieram apenas com a palmadinha nas costas da
ordem, excentricamente trouxeram cada um com a sua medalha e tiveram boleia
para “cima” e para “baixo”. Ainda se queixam…
Que o Emanuel Silva e o Fernando Pimenta façam o que outros
têm feito, emigrem e ganhem prémios e medalhas por outros hinos, outras
bandeiras porque parece que este país, não é para velhos, novos, estudantes,
formados… E que se sintam felizes porque eles podem dividir apenas entre si os
22 mil euros. Já pensaram se fosse a equipa de futebol olímpica!? São 23 e se
ganhassem uma medalha o prémio não lhes dava sequer para uma bimbi (não que
sejam baratas mas falamos de atletas de alta competição.)
Domínio Desporto, Estado xoné
quarta-feira, outubro 24
Insistem e insistem e insistem e insistem...
Numa época onde em Portugal tudo é taxado, tudo leva imposto e apenas o ar parece estar incólume a esta sangria, creio que também já era tempo de que certas afirmações, nomeadamente as de certos agentes com responsabilidades, começassem a pagar imposto.
Será possível que não passa uma semana sem que algum palerma do governo diga uma baboseira? Portugal já sei, parece um lar, tal é a loucura de pessoas a sair borda fora mas até nos lares há maneira de controlar a baba que teima em seguir a gravidade do planeta sem que a boca, aparentemente como parte integrante da cabeça, tenha algo a dizer sobre a matéria. "Existe aparentemente um enorme desvio entre o que os portugueses acham que devem ter como funções do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar" by Gaspar.
Cale-se homem, tenha tino. Saia à rua, veja o que se passa e deixe de dizer disparates. Faça o seu trabalho bem feito, algo que está por conseguir, e deixe de parecer a besta que quase, sem desconfiança, começo a ter certeza de que é.
Domínio Estado xoné, Mãos no ar isto é um assalto
sexta-feira, setembro 28
Vejam que vale a pena
Troquei a leitura de madrugada por estes senhores. Tive sono mas valeu a pena. Vejam.
Domínio Actualidade, Estado xoné, Video
sábado, setembro 15
"De que é que estás à espera?"
Não levarei nenhum cartaz mas até que me apetece pichar as paredes ou vê-las assim à moda dos tempos do PREC ou da década de oitenta. Se levasse cartaz poria: "Os governos e a incrível atracção pelo abismo." Ou algo com este sentido. Nunca fui bom a fazer cartazes...
Domínio Actualidade, Estado xoné, Musica, Video
domingo, setembro 2
Estás tão cândida.. É dos fumos.
Este curto artigo e, na minha mente, coerente fotografia servem para homenagear a (asna) directora do DCIAP ou directora-geral adjunta do não de menos (serve a mesma adjectivação) Procurador Geral da República, pela seguinte afirmação:
“Digo olhos nos olhos: O nosso país não é corrupto, os nossos políticos
não são corruptos, os nossos dirigentes não são corruptos”.
Tentando encontrar uma possível leitura para o despropósito desta personagem só o consigo fazer se pensar na seguinte metáfora: se ao educar alguém se mostrar que o normal é comer com as mãos, ela nunca na vida irá saber utilizar o talher, nem saberá reconhecê-lo. Ora aqui é igual, a directora do DCIAP não reconhece corrupção porque, tal como a classe política, também "come com as mãos".
Se a estupidez de quem deveria dar o exemplo pagasse impostos, não haveria défice mas sim superavit.
Domínio Actualidade, Estado xoné, Política, Portugal
terça-feira, julho 24
Mãe posso ir de super-homem!? Podes mas só hoje ao pé daqueles meninos tótós
Não sei se já se aperceberam mas, por exemplo, nas reuniões do Presidente da República ou nas reuniões da concertação social, nunca há imagens, nunca há som do que se passa no seu interior. Saem cá para fora e cada um conta o que se passou lá dentro. Várias vezes ou sempre as versões não batem certo.
Ora ontem "a virgem" encorpou no primeiro ministro e... por magia! e este disse, num léxico que muito agradará ao pagode, porque se entende de norte a sul de este a oeste, desde a quarta classe até aos meninos licenciados como relvas, que "se lixem as eleições, o que interessa é Portugal! soube-se porque onde nunca há nada mais do que uma porta que se fecha, houve vídeo! E houve som! Só não houve foguetes ou orgasmos múltiplos, pelo menos, visíveis em vídeo. E o nevoeiro...
Dom Pedro Passos Coelho, na sua montada branca e alada desceu sobre os laranjinhas parlamentares e abençoou-os com a sua pessoa piedosa, justa, honesta e audaciosa prometendo a salvação nacional nem que seja à custa deles próprios. Se fosse um congresso, teria que vir alguém explicar o que se tinha dito e concluir: talvez seja melhor votarem de novo. Ali, como ninguém explicou, bateram palmas e babaram-se em êxtase.
Espero que o vernáculo e a incorporação do ar virginal não vingue pelo pagode abaixo. Mais uma nota: apareceu para um jantar mas não para ir as terras pintadas a negro. Apareceu mais magro mas não é doença, é antes dieta e ginásio. Naturalmente. Óbvio. Estamos em plena época estival e este semi-deus não pode ir a banhos (este ano parece que a urgência já não o fará não ter férias) naqueles preparos balofos. Tem outra vantagem. Se o virem naquele aspecto anoréctico, este funcionará como um par de óculos. Não se bate numa pessoa de óculos ou doentinha...
Domínio Actualidade, Estado xoné, Ridículo
quinta-feira, julho 5
Por favor um velhinho que mate um político. É urgente.
Este foi o estado em que ficaram todos aqueles a quem lhes segredei que o ministro adjunto do governo português tirou, não sei bem se o verbo será este... será, convenceu? Persuadiu? Ameaçou com o revelar dados privados da vida dos professores? Do mentecapto do reitor? Pois não sei, só sei que aquele... (suspiro para não atingir a mãe deste...) grandessíssimo aborto incompleto do reino animal, sub-sub-sub-espécie homo-politucus-filhus-ad-putix conseguiu uma licenciatura pela velhas oportunidades, o ordinário e reles e asqueroso prostíbulo político. Este rasteiro animal fedorento conseguiu com esta façanha que os pais deste país pensem: "bem eu sei que o rebento andou lá e trouxe para casa uma licenciatura pré-bolonha mas... raio do puto sempre lhe disse para abrir a pestana. Podia ter ido para a República Checa estudar na universidade de Tachov e no mesmo tempo tinha feito meia dúzia de cursos!"
Eu e dezenas ou centenas de milhares de portugueses andaram a queimar as pestanas, a custo elevado para muitos e para todos aqueles que este ano ou nos anos anteriores foram obrigados a desistir e vêm estas espécies de expectorações humanas que, a poder abrirem caminho nas merdas das "jotas" e dos partidos políticos, alcançam como disse o não menos asqueroso reitor da universidade lusófona, uma licenciatura de acordo com a lei. Não sei se a possibilidade que a lei outorga ou a explicação do palerma do reitor que me causa mais asco. Quer a merda da lei e o não de somenos reitor deviam ambos perecer, falecer, sucumbir e todos os que fizeram a lei e todos os que a aplicam. Gostava de saber quem é que na Assembleia e no Governo tirou o curso com mérito. Gostava mesmo. Se eu tivesse a idade da minha avó dava-lhe utilidade e limpava o sarampo a todos estes miseráveis que conseguisse. Pena a independente ter fechado mas vou ver se vou à lusófona. Com os meus anos de experiência e estudos devo estar prestes a obter a cátedra.
terça-feira, maio 1
Portugal... boquiaberto.
.
Hoje, dia 1 de Maio, voltou a fazer-se história de um modo que, antes dela o ser, poucos o poderiam ter previsto. É quase como a rábula inicial do super-homem: é um avião? é um pássaro? Não, é o super-homem! Hoje foi algo parecido no diário jornaleiro: são os discursos alusivos ao 1.º de Maio? São as sandices verborreadas por algum agente do governo? Não, é a malta a tarear-se forte e feio num qualquer pingo doce a propósito das promoções insensatas do presente dia.
Porque lhes chamo insensatas? Porque este, não sei bem como classificar..., frenesim poderia ter sido obtido noutro dia qualquer, exactamente do mesmo modo. Neste dia, escolhido com propósito muito vincado ficam imagens e pontos de vista muito significativos.
1.º Para os proprietários do Pingo Doce, tudo vale, mesmo, em certo modo e do local onde me sento e penso, desprezar um dia em que o Trabalho, que tantas vezes lhes serve para encher a boca de ar e a barriga de riqueza, deveria ser homenageado - algo sem o qual o homem não pode viver, algo que lhe define o carácter, a fibra, que lhe dá um equilíbrio emocional, familiar e social. Para o grupo Pingo Doce fazer promoções em dia em que deveriam estar encerrados é indiferente. Qualquer dia encontrarei esta gente a vender salmão fumado, pastilhas para o hálito ou pensos higiénicos em serviços funerários, missas de domingo ou em pleno assalto à mão armada. Já me tinha sabido este Pingo a amargo aquando da saída de Portugal da sua sede, em virtude da diminuição da carga fiscal e agora este episódio. Lembrando Mário Lino: Pingo Doce, Jamais!;
2.º É visível que as pessoas andam tão mal de finanças como de valores morais, algo que é explicado pela "peixeirada" e vias de facto, de facto, que houve entre os alguns clientes. Salve-se a curiosidade de que até carrinhos de compras vazios se começaram a alugar - "é gente desta que precisa o país" terá pensado o hamster que vive dentro da cabeça de Passos Coelho, gente que vê em tudo uma oportunidade de negócio mesmo que essa ocorra na desgraça alheia. Só espero que um dia, no funeral de um seu ente querido, não veja alguém da família Soares dos Santos perguntar: Quer'alheira, Senhor? Os relatos que li e ouvi sobre os portugueses clientes hoje da dita marca fizeram lembrar as imagens que a ajuda humanitária nos trás aquando da distribuição de alimentos às pessoas necessitadas, em África por exemplo. É mal e um, a somar a outros tantos, sinais. Eu sempre disse que este país tem tiques graves de terceiro mundo...
Deixo em mote ao dia que hoje tentou vingar, uma letrinha tão a propósito da boa gente das terras além Tejo.
A mula da agonia
Chicoteia as costas magras
O Homem da estrebaria
Não dá asas ao descanso
Com o chicote levantado
Estimula a ponta do nó
Aos gritos como tarado
Dá-lhe um couce minha besta
Está na hora de mudar
Agarrando no chicote
E começa a avançar
Não te encolhas na cadeira
Á espera do que há-de vir
A cabeça desta mula
Pode algum dia servir
Qualquer dia senhor, qualquer dia.
Domínio Estado xoné, Pedrada no charco, Portugal
quarta-feira, abril 25
Porque é 25 de Abril
Certo dia um senhor com graça disse: "chapéus há muitos, seu palerma!" E tinha razão, uma razão universal. Há chapéus, chouriços, dias e, no que se refere a este artigo, tratados. Baptizados com o nome de Tratado de Lisboa há poucos, para falar verdade apenas um e é esse, até mais sobre o seu recente apêndice, que me levou a escrevinhar aqui umas coisas.
Porque o faço hoje, vinte e cinco de Abril, dia da Liberdade? Que melhor dia para o fazer!? Englobam, ou assim nos querem fazer crer, um conjunto de ideais e medidas que irão beneficiar o nosso european way of life, they say.
O Tratado de Lisboa, que as entidades europeias perceberam que era um balão cheio de ar (ou um sonho molhado de um famoso parisiense natural do Minho) foi recentemente alvo de uma demorada reformulação a poder dos poderes conjuntos dos dois maiores estados da UE. As (gravosas e quase... incompreensíveis) normas previstas em tal documento só foram alcançadas após uma espécie de "guerra de 100 dias monetária" que a Europa travou (e continua a travar) e que os dois países do poder mantiveram em lume brando provavelmente na expectativa de que o tempo os ajudasse na negociação... uma espécie de zaragata de pátio escolar onde anda tudo à bulha e quem pode acabar com a disputa pensa: "humm deixá-los estar, assim como assim todos irão perder sempre menos aqueles que estão fora, ou seja, nós."
O Tratado de Lisboa, que as entidades europeias perceberam que era um balão cheio de ar (ou um sonho molhado de um famoso parisiense natural do Minho) foi recentemente alvo de uma demorada reformulação a poder dos poderes conjuntos dos dois maiores estados da UE. As (gravosas e quase... incompreensíveis) normas previstas em tal documento só foram alcançadas após uma espécie de "guerra de 100 dias monetária" que a Europa travou (e continua a travar) e que os dois países do poder mantiveram em lume brando provavelmente na expectativa de que o tempo os ajudasse na negociação... uma espécie de zaragata de pátio escolar onde anda tudo à bulha e quem pode acabar com a disputa pensa: "humm deixá-los estar, assim como assim todos irão perder sempre menos aqueles que estão fora, ou seja, nós."
E assim foi. Grécia, Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e Bélgica, pelo menos viram de modos diferentes é certo, os seus parlamentos abanarem ao sabor desta espécie de tempestade perfeita não criada mas sim patrocinada pelos motores europeus que em vez de travarem com uma mudança mas forte, tal como numa descida se faz num carro, não, deixaram o mesmo ganhar balanço quase em roda livre. Uma estratégia já vista com os EUA e as suas crises - quando há uma crise, onde irá acontecer uma guerra?
Assim a grande Alemanha e a petiz França, tentaram e conseguiram impingir o "Tratado sobre a Estabilidade, a Coordenação e a Governação na União Económica e Monetária" (lá se foi o sonho parisiense) aos "piquenos". Salvou-se a Inglaterra que, digamos... tem seres pensantes e, mais importante que tudo, não devedores, até dos chumbos dentários.
Bem tudo começou no dia que encontrei por acaso uma referência a um manifesto do Instituto Europeu da Faculdade de Direito de Lisboa relativamente à falta de servidão que o dito re-tratado tem para... todos nós e a Europa, como modelo e ideal histórico, em particular... Resumindo, o manifesto diz-nos que com a sua ratificação na Assembleia da República na passada semana deixa (e o mote é meu e não do manifesto) quem o leu a chorar por dentro e que a sua aplicação deixará todos a chorar para fora.
Como em tudo há aqueles que dizem que é maravilhoso, outros que dizem o oposto. Não tendo eu lido o dito, fico-me pelas certezas. Vamos a duas mas interessantes:
1.º É letra no referido documento que um país com uma dívida pública acima dos 60% do seu produto interno bruto, o denominado PIB (primo afastado do Tide...) deve anualmente proceder a correcções de mínimo 5% dessa mesma dívida até que a barreira seja de novo atingida. Bom, só com este ponto estaria aqui a escrever uma noite inteira...tentarei ser breve. Neste momento quem na Europa a vinte e sete tem dívida abaixo dos 60%? Sinceramente não sei mas daqueles que referi atrás creio, tenho quaaaaase a certeza que só a Alemanha e nem aí é certo. Preocupa-me a Alemanha? Sim, mas mais a Espanha e mais que tudo, Portugal. Portugal tem um endividamento acima de 100% do PIB, 110% dizem. Ora a 5% ao ano e considerando os tais 100% isso dá... lembrando Guterres...fazer as contas :) 8 anos. 8 anos a diminuir a dívida a 5% ao ano é um plano da Troika como o que vivemos por este período negociado só que num prazo muito mais curto. Ou seja um esforço...sobre-herculano uma vez que herculeano é o que vivemos.
O que este ponto condena é os povos mais endividados a uma pobreza sistemática. É, parece-me, um poço de onde não se vai conseguir sair ou um outro modo de decretar pobreza. Não irá haver crescimento e apenas aqueles que já têm alguma robustez poderão levantar cabeça, algo que na Europa não abunda. E por outro lado, onde ficam os apregoados valores europeus de, por exemplo, solidariedade? Foderam-se.
2.º Este ponto não deixa de ser igualmente importante. Recorro-me do texto "atribui ao Tribunal de Justiça de poderes de controlo quanto à consagração a nível constitucional ou equivalente do princípio do equilíbrio ou excedente orçamental estrutural e respectivos mecanismos de correcção automática, incluindo a sua vertente institucional". Voltem a ler. Muito bem. O referido Tribunal de Justiça não é o nosso de Contas, Supremo, Constitucional ou algum que se irá criar, não. Este é Europeu e terá a capacidade de controlar as contas dos países, isto é, os Orçamentos de Estado passam a estar sujeitos ao crivo de uma entidade externa ao nosso parlamento. Onde é que já vi isto? Salazar, és tu!? Aqui vamos parar. Quais são as bases de um estado independente? Ter um sistema político a funcionar, preferencialmente democrático, ter moeda, fronteiras próprias e definidas, lei fundamental ou soberana aka Constituição e um sistema político funcional. Ora olhando para Portugal já sabemos que deste conjunto de princípios basilares poucos ainda subsistem mas ainda assim e concretamente apenas não temos moeda própria. O resto que "não temos" resulta da nossa individual incompetência como cidadãos.
Este ponto retira a necessidade de partidos, no extremo, a necessidade de Assembleia da República porque a autonomia, qualquer que ela seja, foi desbaratada e caí por terra com base em princípios financeiros e económicos, que é a demanda única e descarada do tratado. Ora a Europa foi criada com que valores? Não interessa, porque esse paradigma está morto e foi enterrado com os seus fundadores, ou assim parece, na perspectiva de que este tratado seja realmente aplicado. Se não for e mesmo sendo parece que as elites europeias jogam ao monopólio europeu e brincam aos estados.
Como disse não posso escrever sobre tudo o que queria mas termino com o seguinte: Portugal foi o primeiro, repito, o primeiro país a ratificar este tratado no parlamento com os votos a favor do PSD, CDS e PS, ratificação essa, possível ou não, que tinha como data limite o mês de Novembro. Porquê tão cedo? Qual a razão para esta falta de ar ou velocidade da luz legislativa? Discussão pública? Zero e no parlamento deve ter acontecido na hora do almoço... Peço perdão mas, filhos da puta! E desdigo o dizer que afirma que as mães não têm culpa. Têm. Filho meu nunca deixaria de ter idade para apanhar uns tabefes certeiros e estes andam demasiado necessitados. E a comunicação social? Nada. Outros que parecem ser analfabetos. No meio das galas da TVI, das mariquices do Seguro no PS, nas eleições francesas, sobejamente mais importantes, e da crise em Bissau ninguém parou para ver se isto...era importante. E realmente não era, só era fundamental mas talvez esse já não seja um termo presente no acordo ortográfico. Acabo citando Vasco Lourenço, capitão de Abril, personalidade pela qual não me gera particular interesse mas cuja afirmação hoje é certeira e remata bem este longo artigo: "os eleitos já não representam a sociedade portuguesa". Pelo menos desde que me tornei ser pensante da coisa pública.
Este ponto retira a necessidade de partidos, no extremo, a necessidade de Assembleia da República porque a autonomia, qualquer que ela seja, foi desbaratada e caí por terra com base em princípios financeiros e económicos, que é a demanda única e descarada do tratado. Ora a Europa foi criada com que valores? Não interessa, porque esse paradigma está morto e foi enterrado com os seus fundadores, ou assim parece, na perspectiva de que este tratado seja realmente aplicado. Se não for e mesmo sendo parece que as elites europeias jogam ao monopólio europeu e brincam aos estados.
Como disse não posso escrever sobre tudo o que queria mas termino com o seguinte: Portugal foi o primeiro, repito, o primeiro país a ratificar este tratado no parlamento com os votos a favor do PSD, CDS e PS, ratificação essa, possível ou não, que tinha como data limite o mês de Novembro. Porquê tão cedo? Qual a razão para esta falta de ar ou velocidade da luz legislativa? Discussão pública? Zero e no parlamento deve ter acontecido na hora do almoço... Peço perdão mas, filhos da puta! E desdigo o dizer que afirma que as mães não têm culpa. Têm. Filho meu nunca deixaria de ter idade para apanhar uns tabefes certeiros e estes andam demasiado necessitados. E a comunicação social? Nada. Outros que parecem ser analfabetos. No meio das galas da TVI, das mariquices do Seguro no PS, nas eleições francesas, sobejamente mais importantes, e da crise em Bissau ninguém parou para ver se isto...era importante. E realmente não era, só era fundamental mas talvez esse já não seja um termo presente no acordo ortográfico. Acabo citando Vasco Lourenço, capitão de Abril, personalidade pela qual não me gera particular interesse mas cuja afirmação hoje é certeira e remata bem este longo artigo: "os eleitos já não representam a sociedade portuguesa". Pelo menos desde que me tornei ser pensante da coisa pública.
Domínio Estado xoné, Europa, No sossego..., Política, Portugal
segunda-feira, março 5
Uns numa e os outros ainda noutra
Hoje ouvi dizer que existem pessoas cá do burgo que interrompem o subsídio de desemprego quando ficam de baixa médica. Bem sei que procurar trabalho nos dias de hoje é difícil e talvez se corram alguns riscos na procura mas a este ponto? "Ainda ontem estava na fila pra me candidatar ao trabalho de calceteiro quando nisto vazam-me uma vista com uma pedra da calçada! Assim não há condições meu amigo! Eu gosto do mundo da calcetaria mas assim não pode ser, assim vou fazer a minha vida para outro lado, para uma fábrica de algodão doce hã! Lá dizem que também atiram coisas sim senhor, porque a vida está deficele em todo lado mas não é pela costas e não atiram ao cabelo! Ali só custa quando é para tirar tanto doce do corpo e se a gente não se agacha e leva com ele na mona, o que na altura do carnaval até dá jeito parecemos gueixas! Não sabes o que é? São aquelas moças chinocas que têm os pés piqueninos. Sim é assim que se diz ou não sabias!? Que a Ferreira Leite foi ministra da educação e dizia assim... pois'é... não lês as gordas no teletexto..." voltando...
Houve quem me tentasse fazer perceber que nem tudo é "preto ou branco" mas... desempregado com baixa do subsídio?
Parece aqueles casos em que a lei é como o verbo, mais-que-perfeita.
(com hífens ou sem hífens? E hífen com acento ou sem acento? E já nem falo no "hagá"... E acento é fofinho ou duro) - Raios para o acordo ortográfico...
Houve quem me tentasse fazer perceber que nem tudo é "preto ou branco" mas... desempregado com baixa do subsídio?
Parece aqueles casos em que a lei é como o verbo, mais-que-perfeita.
(com hífens ou sem hífens? E hífen com acento ou sem acento? E já nem falo no "hagá"... E acento é fofinho ou duro) - Raios para o acordo ortográfico...
Domínio Estado xoné, Nas bancas, No sossego...
quinta-feira, julho 2
A minha avó
"Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam flores bonitas nem lagartas. Nunca dizem: Despacha-te!. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a esma história várias vezes. As Avós são as unicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas comodizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão."
Um beijinhos grande para a minha avó que fui obrigado, depois da hora visita, a deixar como diz o menino do texto " é só estarem ali" no hospital. Ela não é gordinha :) mas é a minha.
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