sábado, outubro 8

O carácter, da eleição



Amanhã por esta altura já se saberá, ainda não oficialmente é claro, que Alberto João Jardim saiu de novo vencedor das eleições regionais. Não estou de acordo com a ideia de que se é a ele que se deve a dívida da região, deve ser ele a sofrer no poder com a austeridade que lhe será encomendada. Se assim fosse teria ganho o outro pilantra do cont’nente que como os antecessores, colocou quilómetros aqui do burgo, e enveredou na mui nobre arte da argumentação lá para as terras parisienses.
O que eu acho, nada vale mas considero que seria uma lufada de ar fresco, e não o assomo do gás recorrente de uma má digestão legal que aconteceu no caso de Isaltino, esse edil escorreito, que Alberto João Jardim sentisse o peso dos seus actos passados. Não irá ser assim, já sei… blah blah independência entre poder judicial e… blah blah wiskas saquetas… e o poder político. Seria só para variar, como aconteceu em Itália. A jovem Nox foi à vida dela com o juiz a comentar, não sem um certo ridículo, parece-me, que a probabilidade da jovem ser culpada era alguma mas como existia uma ténue dúvida… paz à alma dos vivos que a inglesa que jaz morta se não a teve no acto, nunca mais a terá. Salve-se o bem-estar dos vivos, que não a família.
Voltando… o que me irá maçar mais, para além da vitória do indigno líder regional, é o facto de que, para mim
, estas eleições serão uma prova de maturidade, cidadania, ética e moral dos madeirenses. Não os olharei de lado, mais faltaria para o meu cabaz de mesquinhezes, mas isso será a prova definitiva de que as pessoas convivem bem com o roubo, a mentira, o favorecimento, os compadrios e toda a espécie de más condutas que a sociedade, como um todo, diz condenar. Partamos do princípio de que somos todos pessoas de má índole, pessoas que não olham a meios para atingir até o meio das suas pretensões. Partamos dessa ideia e talvez tudo seja mais claro, menos cínico, mais honesto. Dizer abertamente que se advoga uma cidadania desonesta é um modo honesto de existência. A desonestidade só não existe quando as regras não são iguais para todos.
PS: relembro que a madeira já beneficiou, ao tempo de outro pouco saudoso primeiro-ministro socialista, Guterres, um perdão pelas suas dívidas. O carácter não se muda, só se apura.

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