segunda-feira, junho 11
quinta-feira, junho 7
Hoje quase do nada derrapei para um vortéx no espaço-tempo da minha juventude quando vi um anúncio de um carro. Não foi por ele ainda que pudesse mas sim pela música que acompanhava a máquina na publicidade. Irra que salto no tempo.
De um filme que aconselho a ver e rever, que muito ligo aos anos noventa: Heat. Grandes interpretações ainda que a história seja algo banal. E depois esta malha que eu conhecia só na parte instrumental mas que afinal tem letra e que na versão original dos Joy Division (uma banda a ouvir) não me atrai tanto como esta. Arranha cá por dentro, dá força e só apetece acelerar :) Ainda bem que estou sentado na cama :)
quarta-feira, junho 6
Qualquer dia sai-te um carolo...
"Pedro Passos Coelho, manifestou nesta terça-feira uma “grande admiração” pela atitude dos portugueses no último ano."
O que é que este homem anda a querer semear? Tempestades? Quando a situação está ruim o que se deve fazer é trabalhar mais e falar menos, o que é oposto do que se tem visto ao longo deste ano. Se se tem que falar que seja para anunciar modificações, que as decisões sejam compreendidas e que se percebam que são para melhor. Não gaste tempo e esforço para dar palmadinhas nas costas. Guarde essas mãozinhas nos bolsos que as suas palmadinhas hoje servem de tanto como areia no deserto e já se viu que calado diz o mesmo que a falar: nada. E uma dica para a vida: quando nos julgam estúpidos não abramos a boca e confirmemos as suspeitas. Não seja palerma.
sexta-feira, junho 1
domingo, maio 20
Sublime
Óh António, volta lá a gravar isto num vídeo mais audível mas que mantenha a... simplicidade e ingénua malandrice desta versão. Está sublime.
Assim que comprar a guitarra, "hás-de ser minha".
Sarcasmo, ao mais alto nível
Sarcasmo ao mais alto nível, nem que seja pela altitude do mesmo. Bem ali também não está. Continuemos a procurar...
...e do nada, lágrimas incontroláveis!
Vi este filme este fim-de-semana. Não sei bem como classificá-lo mas aconselho a ver e a resistir (o ritmo é algo lento e a ideia é meio espessa) ainda que exista ali história a ser vista e que retrata o lado escondido da existência de resorts. Mas bom bom é esta cena. Não sei bem que horas eram, tarde certamente, mas a risada foi uma daquelas de ecoar pelo silêncio e escurinho da noite como um trovão.
Domínio Excelente, Imagens, No sossego...
sábado, maio 19
Que "tocata" tão catita
E de uma pimbarolice se faz um raio duma versão curiosa e que me faz sorrir. Que baril, que gozo! Muito bem. Venha de lá o "põe o carro tira o carro" :)
Era bom...
Faço votos para que neste preciso momento o árbitro Pedro Proença esteja a negociar o preço da liga dos Campeões para o Bayern. Talvez uns 70 mil milhões de euros. Não sei porquê este valor... juro que não.
Eu bem avisei a Merkel que depois da banhoca de cerveja dada pelo descuido, puramente acidental, do António, seria enviado outro operacional altamente qualificado. Pois bem, se quiserem o caneco é bom que façam a transferência e é em cash, nada de "salshichas" ou Mercedez que disso temos cá que chegue.
Conheces
o Proença? O sacana sacou-me uma nota preta. Depois do jogo lá para casa para trabalho
“extra”. Não me pode custar só a mim…
A saída da Grécia é outra
Este artigo vai ser todo dedicado à Grécia cuja tragédia me tem levado o sono... Mentira mas algo me diz que andamos todos muito serenos, no meio da subida insana e terrível ladeira que nos calhou pela incompetência calcorrear.
Estava aqui a... não interessa quando pensei que a Grécia podia sair da crise se tivesse espírito empreendedor. Vou aqui deixar os três passos fundamentais para o recobro quasi imediato daquele ancestral país, onde eu identifico tantas semelhanças com o nosso. Então quais são estes quatro pilares: a língua, o olimpismo, a democracia e as artes teatrais.
Ora deixando a democracia, que acaba por ser o "melhor dos piores regimes", de fora desta ladainha demente ainda que houvesse ali potencial a explorar, passo a explicar-me:
1.º A língua. Na Grécia fala-se o Grego e se bem que isso tem pouca expressão em termos mundiais, o Português por exemplo é a sexta língua mais falada do mundo (se bem que existem sites que a referem no 4.º lugar), já não se pode dizer o mesmo num domínio importantíssimo como as ciências. Por exemplo na Matemática, os ângulos não se chamam Manuel ou Joaquim em Portugal, Michel ou Sylvie em França, Anne ou Otto na Alemanha. Não, eles são sempre o alfa ou beta ou gama ou qsi. E isto só falando em ângulos e na disciplina de Matemática. Na Física ou Química são inúmeros os casos semelhantes onde existe uma verdadeira orda de simbologia Grega por ali à solta. Não falo na questão da disciplina de Filosofia ou História. A Grécia teve um peso incomensurável no caminho trilhado e que ainda se trilha em muitas disciplinas a nível global e qual foi o ganho? Nicles, népia, zerinho. Pois bem os gregos deviam começar a exigir royalties sobre esse abuso histórico sem esquecer os necessários retroactivos devidos de anos e anos em que tal passou incólume.
2.º O movimento Olímpico. Desde que Aquiles calcorreava a Terra nas suas lutas endiabradas, que os gregos pensavam e indicavam o sentido em que as sociedades se deviam orientar, e bem, não de qualquer maneira. E o movimento Olímpico acaba por ser uma marca nunca explorada convenientemente por quem foram os seus criadores: os gregos. Se hoje os gregos inventassem os jogos olímpicos esses seriam protegidos com um qualquer código de propriedades várias nem que fosse só a típica intelectual. Agora imaginem o que isso equivaleria em cash para a Grécia? E que seria dos jogos de Pierre de Coubertin, que lhe deu a matriz que conhecemos hoje, se os gregos numa das semanas anteriores, aquando da saída da chama da Grécia na sua típica viagem até ao destino dos jogos deste ano, Londres, se alguém dissesse: Pois mas é assim, a chama não sai daqui até que alguém passe o cheque... Qual cheque? A chama sempre saiu à borla! Pois mas isso era com a administração anterior, agora para a chama sair tem que ser pago o imposto do...fogo. Foguear na rua é proibido nesta época do ano pelos incêndios e esta é uma chama danada, já fogueia aqui há imensos anos! Não há água que apague esta malandra e por isso todo o cuidado é pouco. Ora é até Londres? Pois bem são... clic clic clic... 5 milhões de euros, por quilómetro... Vai ser cheque ou transferência do BCE?
3.º As artes teatrais. Não há peça de teatro que não se inspire nas comédias, drama ou tragédias gregas. Qual é o dramaturgo mais famoso? Talvez Shakespeare que definiu uma época antes e pós ele tendo influenciado toda e qualquer futura peça. E até ele foi beber à fonte grega por isso nem vale a pena pensarem em subterfúgios para se descomprometerem com a responsabilidade assumida. Bem... já estão a ver onde vou com isto...royalties e retroactivos são a chave de tudo. E quem não estiver de acordo leva com providências cautelares do advogado do Isaltino. E não venham com dramas, que disso percebem eles. É pagar e não bufar.
E isto tudo é melhor ser rápido antes que Zeus acorde do seu soninho...
Há que aparar a relva
Enésimo caso envolvendo um ministro e alegadas pressões, ou estranhas imiscuências, do poder político nos meios de comunicação. Quando ainda não tinha passado tempo suficiente para deixar assentar a poeira do caso relativo ao jornalista Nuno Simas, eis que ressalta para as bancas um novo caso não menos preocupante.
Não culpo os jornalistas, pelo menos os de investigação que, e bem, fazem um trabalho insubstituível mesmo em estados de direito, mas sim as personagens que polulam entre público e privado necessitando e promovendo a relação com os jornalistas e fazem o oposto quando os seus telhados de vidro são descobertos por estes. Não me vou alongar. Se se passou como foi dito, e passarei a citar, e juntando a este outros casos que já envolveram Miguel Relvas, acho que o único caminho seria o da porta. Mas para isso era preciso personalidade. Pegando no comunicado do gabinete do ministro onde se admite que o ministro realizou os referidos telefonemas, mas desmente as ameaças. Citando: "como é óbvio, a decisão de publicar ou não uma determinada notícia
compete exclusivamente aos membros da direcção editorial de um órgão de
comunicação social".
Apetece dizer: como é óbvio a decisão de cumprir ou não as alegadas ameaças (boicote de todos os ministros ao jornal “Público” e divulgar na internet detalhes da vida privada da jornalista)
compete exclusivamente ao Ministro o Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.
Quando o sábio aponta para a Lua, o "distraído" olha para o dedo.
...e depois um ou um grupo dos teus alunos descobre o teu blogue. As achegas ao mesmo são inevitáveis e heis que ouves muitas, mais das coisas que lhe são mais próximas, invariavelmente as músicas. Mas ali ao lado tira a cabeça de fora um piropo que diz: "fogo, o stôr escreve é muito." Nota de rodapé: não "muito" de elevada qualidade dos mesmos mas "muito" no sentido, depreciativo, da extensão anormalmente grande dos textos.
De todas as críticas construtivas ou destrutivas que poderiam e deveriam ser feitas, até porque é perante os que aqui vêm aos quais me quero penitenciar após o "mergulho" neste vasto mar de "peixinhos" e "peixões" com lápis de vários calibres e recebo uma crítica de valor...(?) O que está entre o destrutivo e o construtivo? Sentado, numa tarde de sol na esplanada à beira-mar plantada com bikinis a esvoçar por aqui e ali ao sabor duma... águinha natural, sem gelo em copo morno. Não tem nada a ver...
E depois Vicente Jorge Silva apareceu-me na cabeça em forma de fantasma...que dirias hoje?
terça-feira, maio 15
Há que saber ler os sinais
Sou um rapaz de ciência. Não renego a existência de outros factores intrínsecos à existência humana mas todos os que me fogem o matutar racional, são-me algo esotéricos aos quais dou a devida atenção. Quase nenhuma. Mas, e parece que existe sempre um mas em tudo, heis que se constroem defronte de mim os seguintes sinais: vitória de Hollande por 2% apenas; pessoas a comemorar do partido de Hollande, não dando graças à sua vitória mas sim à derrota de Sarkozy; decisão de indigitar um professor de alemão (mau?) para primeiro-ministro; uma tomada de posse "servida" pela fresca da manhã com voo marcado, no mesmo dia, para a Alemanha...? Já, ao beija-mão?; avião esse que é atingido literalmente por um raio!!! O tipo tem pouco juízo e entra noutro e, aqui penitencio-me, só deus saberá se desta chega ou não... Este é o resumo, assim à lá ligeira dos primeiros dias do presidente Francês.
Parecem-me sinais a mais e ler sinais não deve ser só uma arte de bruxas ou cartomantes. Se come erva, tem manchas negras e brancas, tem corninhos, um badalo...ao pescoço e faz mú... talvez, mas mesmo só talvez e não apostando mas arriscando, seja uma vaca (esta deve ter pouca vontade de rir).
Isto tudo aponta para uma grande Merlande.
Domínio Europa, Política, Teorias da conspiração
domingo, maio 13
Futuro? Só os avós é que podem
É useiro dizer-se que o futuro está nas crianças, nos mais novos e talvez seja por isso que investimos e insistimos na sua educação e formação mas... Se existe a necessidade da transmissão desses conhecimentos e valores de umas gerações para as outras também é ou será correcto dizer-se que, só isso, não basta. Assim concluí, numa investida de loucura ou pura e destilada sensatez que se o futuro será dos mais novos não será de somenos pensar que o caminho para chegar lá depende quase em exclusivo dos mais velhos, os velhotes, os anciãos ou avós e explico.
O que fazemos aos nossos idosos? Empandeiramo-los em lares e confiamos que a vida siga o seu curso sem necessidade de que nos preocupemos com isso. Há gente paga para tratar desse assunto, que o não era, e que do nada se transformou numa espécie de problema. Um dia seremos um problema... Mas nesse fazer estamos a desperdiçar um bem imenso e incalculável de conhecimentos, sabedorias várias mas mais importante, descaramento e o poder supremo de fazer o que apetece e não querer saber, sabendo muito bem o que se fez... Uma espécie de criança malandra só que mais velha. Exemplifico. É costume eu dizer quando vejo um político a governar mal que era a minha avó que podia ter mão naquilo. Não que a minha avó seja uma espécie de super-mulher, pelos menos aos olhos menos informados. Foi-o à sua maneira no seu tempo de plena actividade como o são todos os avós, pais e mães mas hoje em dia não lhe veríamos essa capacidade. Então o que é que eu vejo que vocês não? Simples, se uma coisa está mal um idoso, a minha avó por exemplo, pode chegar e a coberto do manto dos anos resolver as coisas. Não há televisão porque a Anacom e o governo fizeram um negócio da china para o bolso da PT. A minha avó podia, farta de não ver o Jorge Gabriel ou a Sónia Araújo, pegar numa pistola e dizer: Senhor (presidente da PT ou da Anacom), bom dia. Faça o favor de me ligar a televisão lá no lar. Mas minha senhora é que bla bla bla whiskas saquetas e pum! Chumbo no senhor do fato.
Agora estão a pensar: Txii, então mas assim a tua avó, com a profícua idade de 86 anos iria de cana! Não sei porquê mas duvido mas duvido de tal modo que tenho a certeza que isso não sucederia. O que sim sucedia era que o assunto era tema de conversa e de solução. A única coisa que a minha avó fez um dia que mereceu a reprimenda da autoridade foi passar a estrada fora da passadeira, no tempo da outra senhora, em que os "guardas" passavam multas a esses comportamentos "desviantes". Ainda hoje podem mas... não estão para isso. Agora imaginem que este exemplo se passava em muitas outras coisas injustas que vivemos todos os dias: Bom dia senhor primeiro-ministro. Então o senhor vai continuar a deitar dinheiro para o BPN ou para as PPP's enquanto não me aumenta a pensão para a qual eu trabalhei durante mais de sessenta anos e que dá a módica quantia de pouco mais de duzentos euros? Sabe minha senhora é todo o edifício económico do país que pode estar em causa se assim não fizermos bla bla bla...pum!!! Imaginem o poder que os nossos avós têm no futuro do país. É tudo uma questão de os convencermos. Vou já tratar disso e começar a dar formação aos meus pais, pelo sim pelo não...
Domínio No sossego..., Teorias da conspiração
...à atenção do 1.º Ministro
Aqui fica uma dica para o optimista-mor, o 1.º ministro. Talvez com este esquema, à prova de tótos, aprenda a estar caladinho e utilize a força poupada no verborrear para governar o país real de uma vez por todas.
sábado, maio 12
Bernado Sasseti
Quando ouvi a notícia, almoçava antes de voltar para a escola para terminar o dia, pensei: porra... como foi possível!? Doença? Entrado no carro passadas umas horas e já construindo o caminho de regresso ouvi que tinha sido acidente. Pensei: porra 41 anos! porra a tirar fotografias, Bernardo!? É nestes momentos que eu não acredito em deus nenhum, maior ou menor. Não há porque se houvesse isto não aconteceria e não me venha a beata de turno dar a balela do livre arbítrio porque ainda lhe mordo.
Este tipo tinha o verdadeiro espírito Da Vinci: onde "tocava", tocava sempre em perfeição, fosse música, fotografia, pintura... Dele apenas sabia do seu precoce talento e que possuía uma extraordinária relação com o piano, que me fazia com a sua simplicidade com ele, querer ter um para mim, ter a mesma poesia na ponta dos dedos, a mesma energia e imaginação naquele quadro onde se pintam infinitas "telas" maravilhosas a poder de branco e negro. Recordo a equipa brutal que fazia com outros dois grandes, Mário Laginha e Pedro Burmester e que tinha em mente ver quando a providência mo permitisse. Já uma vez aqui escrevi que a verdadeira essência da existência não se mede pela capacidade de produzir dinheiro ou dominar a ciência. É a arte, as várias artes, o maior bem que o Homem pode acolher para si. Não se explica, vive-se, garante emoções e vezes, sem conta, estados de reflexão que é o que nos distingue dos bichos e nos transporta para um estado maior. Para além das questões pessoais, perdeu-se um marido e pai de família, filho e irmão de alguém, sabemos o que ele produziu e ficamos tristes não só pelo que ele já nos tinha dado do seu génio mas daquilo que ainda poderia dar o que, seria na certa, imenso. Não consigo pensar em nada mais do que: porra, não é justo. Tanto gajo reles que continua, sem morrer, a gastar o ar da gente boa e valente e tipos desta craveira que vão assim, num flash.
Domínio Musica, O artigo que não se quer publicar, Portugal
Ontem, os ratos sairam à rua.
Porque é que eu aqui escrevo? Sinceramente já não sei. Acho que ainda se mantém o mesmo espírito do início só que naquele então a ideia, ao ser nova, revestia-se de emoção por ter algo que dizer, escrever e, na outra face da moeda, de encontrar feedback de quem lê.
Este último ponto sempre tive pouco. No resto creio que aquela emoção foi-se e que agora escrevo no desabafo de cidadania num estilo "à capela". Assim pego neste sentimento para me desproteger ainda mais aos olhos dos que lêem e aqui exponho, sem apelo ou agravo, algo que ontem vivi: escrevo aqui porque gosto de política, pelo confronto das ideias mas como a política não é mais do que um lodaçal para o qual eu não tenho resposta dou por mim a não ter para com os políticos mais do que o meu melhor asco e agressividade. Ontem cheguei de viagem e, pelo menos aqui na minha cidade, devia o dia de revestir-se de alguma importância ao nível dos partidos mais representativos. Passo, como sempre, e passei ontem igualmente, no caminho para casa dos meus pais, pela sede dos mesmos e aquando da passagem pela sede do psd achei aquele ajuntamento estranho. Até a velha guarda, aquela mesmo velha de bengalinha, ar decrépito buscando ajuda nas mãos dos correlegionários uma lufada de força para a saída da viatura que se encontrava na rua.
Por esses momentos tive que esperar para que suas excelências saíssem da estrada, que empatavam, e seria mentiroso ou, já que falamos de políticos, seria inverdade que não me apeteceu atropelar furiosamente aquela gente só pelo simples facto de serem laranjas apontadas ao céu. Lá saíram e a fila de trânsito desmobilizou tal como o meu ódio visceral, que esmoreceu ao sabor do empedrado citadino. Pensava eu que estava afastada a surpresa quando chego às imediações da sede do ps onde encontro semelhante ajuntamento e penso: "mau? Os vampiros saíram à rua pelo dia". Começas a perceber um padrão... Chegado ali vejo aquela gente que me dá asco, que os vejo como o pior dos interesseiros, como seres putrefactos e que apenas procurar sugar algo de ti. A meio daquele nada dou com um amigo e outro grande amigo, que até lerá estas palavras e que juro que não esperava encontrar ali.
Do meu amigo já sabia que o seu novo caminho era por aquela porta. Fiquei algo desapontado quando o soube mas... Também sei que por ali só irá para pior. Não por ser por ali ou acolá, onde passara, mas por ser por aqueles meandros. Certo dia, quando me disse que ia entrar numa lista trocamos umas ideias despretensiosas sobres os temas na ordem do dia e senti-me defraudado e desanimado fui pensando: também não irás fazer nada, serás mais um "engraxador de sapatos". Mas ver ali o outro meu amigo pelo qual tenho grande estima foi... Bem, se um dia se proporcionar a conversa lhe darei, se achar útil, a minha opinião. Da breve troca de palavras que o semáforo permitiu sobrou um "então que tal? Não queres vir beber um copo? (o diabo dele falando) ao que respondi: "jovem não dou para estes peditórios" ao que a sua nova costela partidária o levou a voltar-se rápido na procura de gastar a energia numa "ovelha". Do segundo recebi um desanimado "trouxeram-me para aqui". Oh carago, que não somos ovelhas, que temos cabeça e idade para não sermos levados para outro lado que não seja a nossa vontade!
Bem arrumei o acontecimento e quando fazia o caminho de volta, pelo mesmo trajecto pensava: bom, se gostas de política como raio um dia a poderás fazer sem te deixares sujar por um partido ou como poderás fazer passar as tuas ideias sem eles? Pois não sei, ainda que exista uma coisa que tenho presente: Tal como o Ricardo Sá Pinto, também eu terei que fazer uma espécie de curso de anger management para poder vencer este ódio visceral a esta corja.
"Hobbes, preciso que espanques um filho da puta"
Ele há dias que me deito com declarações que julgo fruto ou produto do cansaço ou sono que carrego. Mas hoje voltei a ouvir as mesmas declarações de ontem e como o cansaço ficou minimizado na noite sossegada, acordo, ouço e penso: vou-me a este camelo.
As coisas que aqui escrevo têm a repercussão que têm, ou seja, mínima. Talvez seja por isso mesmo que ao designar o Primeiro Ministro por idiota, a probabilidade de ser alvo de um processo por difamação seja próxima de zero. Assim sendo, quero responder a este idiota-mor que ontem fez questão de afirmar que o desemprego não deve ser encarado como uma desgraça ou algo negativo mas sim como uma coisa positiva. Só faltou afirmar que: "quem não se despede é mariquinhas!". Coroou o ramalhete ao dizer que os portugueses têm uma aversão ao risco. É digna a capacidade de alguém que consegue aproveitar uma liberdade conseguida por outros e que pouco encontra respeito em palavras e não no dom da mesma, na posição que ocupa mas não da capacidade para a bem realizar, para produzir afirmações que mereceriam não uma resposta oral mas sim uma gestual ou uma outra abrupta materializada pelo uso indiscriminado de um pau no lombo do Sr. Primeiro Ministro que se estimularia "aos gritos como um tarado" (by virgem suta).
Este senhor pratica um culto de afirmações estúpidas de tal modo graves que acredito são resultantes de um excessivo afastar da realidade que se vive por esse país fora. Existe uma diferença enorme entre motivar e provocar mas ao olhos, ouvidos ou sentidos deste ser ruminante a diferença não existe. E nesta relação com a palavra e as pessoas que se percebe que tudo aquilo que foi conseguido por esta sumidade foi feito sem mérito. Quem for ler isto pensará: e quem és tu para pensares que sabes mais do que um primeiro ministro?
Bem, comparado com este palerma, eu não tirei um curso numa universidade privada, fi-lo num tempo que é suposto e não levei mais de uma dezena de anos a conclui-lo. Com a idade de 22 anos já exercia a minha profissão sem ter tido um empurrão, uma cunha ao invés deste anormal que só aos 41 anos começou a trabalhar, com cunha e que na put"##! da sua minimal vida dele nunca andou de currículo na mão de porta em porta no sentido de conseguir um trabalho. Quem é então este encartado paspalho para dizer isto? Nunca se esqueça de algo: ganhou as eleições por falta de alternativa credível, por ter-se chegado ao extremo com o PS e não pelos seus lindos olhos ou conhecimentos que lhe eram reconhecidos. Seja humilde seu merdas. Não ganhou um cargo vitalício e lembre-se que está contratado a prazo pelo povo português para o cargo - é um mero assalariado. Aversão a risco tem sua excelência que nunca na vida teve que se a ver sozinho para conseguir algo na vida sem cunha. Grandessíssimo aborto.
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