terça-feira, outubro 16
E se o meu papá tivesse um banco?
Domínio Mãos no ar isto é um assalto
Negociável? Como sempre...
Já os Sindicatos teriam muito a ganhar se fossem organizados e se se apresentassem a uma só voz, como é o caso das Ordens de Engenheiros, Advogados, Médicos, Juízes. Como não o fazem, é cada um por si e, havendo uma das plataformas sindicais (UGT) que tem a sua génese no Partido Socialista, a sua contribuição para a discussão é nula e, por conseguinte, ao mínimo ossinho oferecido, a sua assinatura é prontamente conquistada. Quem fica reiteradamente mal na fotografia? A CGTP-IN. Deveria ser assim? Não creio, nem considero que os Portugueses ganhem com isso mas o Sr. João Proença (Secretário-geral da UGT) já nos habituou ao raciocínio do coitadinho e apesar de as reuniões terem começado hoje já se nota na sua declaração um certo amansamento “Esta proposta já era previsível, mas esperamos que ainda haja margem de negociação, tendo em conta que hoje foi a abertura de um processo negocial”.
O Governo propôs para todos Nós (o aumento da função pública determina o do sector privado) o valor de 2,1% para 2008, valor esse, conveniente já que passa a ideia de que, se a inflação andar pelo mesmo valor, os Portugueses não perderão poder de compra (não são fofinhos?). Será? Claro que não. Porquê? Simples.
1.º Ninguém garante que a inflação seja essa (ainda hoje o Petróleo atingiu um novo máximo);
2.º Ficamos compensados relativamente à inflação é certo mas os combustíveis irão aumentar assim como a Taxa da (aqui está algo que merece um artigo), o preço dos bens de consumo, a electricidade e muitas outras coisas de que necessitamos no dia-a-dia e nos aparecem em forma de factura, entregues sempre sem falta e com extrema lucidez, pelo prestativo carteiro que se engana em tudo o resto.
Resumindo: o aumento vai ser esse; a UGT vai fazer o papel de coitadinho; a CGTP-IN vai parecer o “rufia lá do bairro”; os “patrões” vão sair imaculados como entraram e o Governo? Digam-me vocês.
domingo, outubro 14
Mais suspeitas
Não me vou alongar por que o próprio processo Casa-Pia parece mais uma novela mexicana de baixo orçamento do que um qualquer processo judicial.
Perpétuo link
Domínio Assim não, Pedrada no charco, Teorias da conspiração
sexta-feira, outubro 12
Arquivamento? Assim é Portugal, seja benvindo!
1.º Colocar todos os boys que for possível como acessores. Não interessa com que tarefa, no final, eles não sabem mesmo mais que dar graxa, sorrir, orientar as próprias contas e dormir no sofá do gabinete; 2.º Mandamento: "Juro arquivar todo e qualquer processo que atente contra o Governo seja ele pertinente ou não, as críticas não são bem-vindas".
Neste país para que algo dê em mais que arquivamento é preciso que sejam gravadas imagens como no caso dos jovens a quem a Polícia sacudiu o pó no parque das Nações, com ou sem razão.
A atitude do Ministro Rui Pereira e a dos agentes da PSP até poderiam ser atenuadas noutro quadro de acontecimentos. Se não tivesse havia o Imbróglio Charrua (Min. Edu), o caso de destituição de um director de um serviço de saúde por uma graçola, em forma de fotocópia, feita por um médico da unidade (Min. Saúde) entre outros. Todos eles mostram que o Governo se dá mal com a crítica, a começar por José Sócrates o que paulatinamente se tem vindo a alastrar ao resto do executivo. A intervenção da Polícia até será normal, mas parece-me que o seria à posteriori quando se verificasse que realmente tinham acontecido atitudes graves, o que nunca foi o caso.
Palavras de ordem como "25 de Abril sempre", a "Luta contínua" ou outros chavões revolucionários dificilmente podem ser considerados atentatórios do bom-nome de um Minstro que se quer Primeiro e de um Governo que se pretende que governe. Porque se esse é o caso, se essa linha de raciocínio se pode seguir impunemente, também é possível dizer que a Polícia apareceu "à paisana" para não levantar sururu na rua mas sim para condicionar o sindicato. E ao levar consigo material de conteúdo político, essa acção transforma-a em Polícia Política o que, se espera, não é de todo o caso. No entanto medidas urgiam antes deste episódio e urgem ainda já que os casos se vão acumulando de braço dado com os arquivamentos. Essa sensação de superioridade por parte dos poderes fica a pairar, não se dispersa e acresce que, havendo pontas soltas elas, mais cedo ou mais tarde vêem a luz do dia já que a mentira ou em "modo de segurança" - politicamente correcto - as inverdades têm perna curta. O Ministro Rui Pereira disse que tudo foi normal mas o Inspector-geral da Administração Interna deu sinais em contrário.
Domínio Actualidade, Assim não, Política, Portugal
terça-feira, outubro 9
40 anos
segunda-feira, outubro 8
Morte ao Fascismo
domingo, outubro 7
Elites vs Populismo
O termo Elite abarca muitas definições, algumas benévolas, outras nem tanto. Quando falo em elites falo em grupos sociais originários dentro das diferentes áreas que, por mérito próprio, recebem esse status e que, por conseguinte, pode contribuir a nível social, económico, judicial, político e em todas as áreas que careçam de liderança.
Pelo contrário o populismo assenta no que as massas querem ouvir em prol do benefício próprio e não do comum, isto é, ao esgaravatar o povo oferecendo, prometendo mas distorcendo subliminarmente o bem comum, o populista agarra para si a força do todo, esquivando as regras democráticas no sentido de obter vantagem nessa alienação de valores e abafando nas imensas vozes da turba aquelas que não perderam coerência.
Com isso ganha posição decisória (a outra disseminou-se no ruído da multidão) e tem espaço para decidir à conveniência (sua ou de alguns interesses) sem interferências. Ainda hoje uma multidão foi, à chegada de José Sócrates, dividida em função do seu ímpeto aclamador, isto é, os que só sabem viver de joelhos e aplaudem (local almofadado e com material de propaganda na certa) foram para um lado, os que preferem viver em pé e protestar foram para outro (duro a nublado certamente).
Creio que se vive uma época de Popularuchos (Sócrates, Mendes, Menezes, Portas e muitos mais) por toda a parte e tudo por culpa de uma elite que perdeu o norte e terreno para os anteriores e que nos dias de hoje espera que a multidão chegada “ao ponto sem retorno” se volte para eles de novo e lhes entregue o que ambicionam. Até lá optam por ficar escondidos na caverna a pregar para as paredes à espera que o vento lhes leve o sermão julgando que essa atitude amorfa será a mais eficiente.
O primeiro por cá a perceber e vociferá-lo (com outro peso e poder mediático) foi Cavaco Silva mas a sua figura sugada de grande parte de poder decisório e alinhado ou estigmado ainda numa “convergência estratégica” faz com que as suas palavras se virem a favor da propaganda e cito: “foi uma palavra de incentivo para o Governo”. É necessário que a elite ganhe coragem, esqueça um pouco da delicadeza, da elegância e volte à arena (ir à Tv. dar umas “aulas” já teve mais força e de graça ameaça-se cair em desgraça) e nela faça valer o conteúdo para além da propaganda, das fachadas que, quais estátuas lisboetas, se encontram impregnadas de material estranho a um verdadeiro governo.
sábado, outubro 6
As aparências...
Poesia . 12
Tentei fugir da mancha mais escura
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.
Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.
Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão. . .
Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que sem voz me sai do coração.
sexta-feira, outubro 5
Escola não é fábrica de ensinos

Palavra a quem de direito. Dentro de instantes (e até que enfim num registo digno de quem anda na rua) o Sr. Presidente da república.
Perpétuo link . Discurso completo - aconselho vivamente.
Domínio Actualidade, Assim sim, Efemérides, Política, Portugal
Será preciso doutores de pá?
Discorro nisto porque esta semana ao subir a Serra da Estrela dei com uns trabalhadores da JAE (Junta Autónoma das Estradas) em plena empreitada. A operação, pelo que percebi, consistia em limpar as valetas adjacentes à estrada. O dia até estava agradável se bem que nenhum dia está agradável de pá na mão quando se podia estar a corar ao Sol numa esplanadinha com a companhia a preceito. Isso é justo e coerente quer para doutores quer para as outras profissões. O que eu não entendi foi o seguinte:
Os senhores com uma pá moviam a caruma caída das árvores a qual tinha-se acumulado nas valetas mas porquê? Bom, porque para além de estarem repletas, faziam com que a água das chuvas fosse para a estrada desvirtuando o intuito das mesmas e colocando em perigo os condutores como eu. E para onde ia a caruma? Para algum receptáculo de modo a ser utilizada como biomassa? Nada disso, era de novo enviada, no mesmo movimento de vaivém da pá, para a mata. Sou eu ou pareceu-me ridículo? (a palavra até era outra…) Será que era necessário estar ali um doutor ou um engenheiro para dizer que talvez aquele não fosse o melhor fim da lida? Será que um mero trabalhador não devia ter capacidade para perceber isso mesmo? Será que a escola aqui teria feito a diferença? Podia despejar aqui inúmeros “será” mas o certo é que a caruma repousa a estar hora um metro acima de onde atrapalhava.
Domínio Assim não, Pedrada no charco, Portugal, Sociedade... em ensaio
sábado, setembro 29
Miscelânea política
Benditas escutas telefónicas que, aqui e ali, vão emergindo e revelam a repulsiva, asquerosa e universal classe política deste país.
“Mal tomou posse, em Março de 2005, o primeiro-ministro José Sócrates formalizou ao então Presidente da República, Jorge Sampaio, a proposta de demissão de Souto de Moura e a sua substituição por Rui Pereira. (…) As escutas em causa mostram, além disso, como o primeiro-ministro teve encontros com Paulo Portas (então líder demissionário do CDS), a quem pediu ajuda para convencer Sampaio. E como Portas aceitou e deu o seu apoio a Rui Pereira (actual ministro da Administração Interna). Este, por seu turno, tentou ajudar Portas e outro dirigente do CDS, Abel Pinheiro, a confirmar se existia um inquérito do Ministério Público (MP) envolvendo aquele partido.” Semanário Sol
Quais homossexuais políticos misturam as necessidades individuais ou partidárias, esquecendo a sua missão para que, a troco de uma carícia da outra ponta do hemiciclo, obtenham aquilo que lhes permite atalhar caminho ao propósito a alcançar. O país? Que interessa! O povo é estúpido! Preocupa-se com as contas a pagar, com os prazos que vencem, com o cedo erguer do dia seguinte, com a realidade que directamente os atinge deixando para segundo, terceiro, enésimo plano os embustes governamentais.
As pessoas não se revelam – “O povo é sereno” exclamou o Almirante Pinheiro de Azevedo mas os tempos de “é só fumaça” também já vão longe. O povo será sereno até ao dia. Até ao dia que o não for. Quando será? Não sei mas espero que aconteça. As suas vozes perderão algum dia essa mudez cada vez menos contida. Até ao dia que a coberto de um bloqueio onde “já estivemos todos” elas ganhem força e o mesmo lhes dê sentido no meio de tanta serenidade. E que tal como as ondas que, volta não volta, retornam a terra, as lembranças ouvidas de outros tempos mas também das vivências próprias e sentidas, iluminem esta minha pós-geração numa nova história impar resultante da existente desilusão. Outrora escorada a flores, hoje norteada pelo espírito crítico cultivado numa educação de massas, de informação e de imagens.
E como há uns anos largos e em jeito de dejà vu, a agitação começou por França. Promiscuidades? Sim mas na medida do possível, não lhes irei dar tréguas.
Domínio Mãos no ar isto é um assalto, Nas bancas, Portugal
sexta-feira, setembro 28
Poesia . 11

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um dia areia branca seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos a água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir prá ver você chegar
E ao se sentir em casa, sorrindo vai chorar
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história prá contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
As luzes e o colorido que você vê agora
Nas ruas por onde anda, na casa onde mora
Você olha tudo e nada lhe faz ficar contente
Você só deseja agora, voltar prá sua gente
Você anda pela tarde e o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito uma saudade um sonho
Um dia vou ver você chegando num sorriso
Pisando a areia branca que é seu paraíso
Cantado por Caetano Veloso
quinta-feira, setembro 27
No dia que o farol apontou para terra
Domínio Efemérides, Imagens, Portugal, Video
Só pela lei não chega...
Domínio Actualidade, Assim não, Sociedade... em ensaio
Atitude correcta
Não me vou alongar... Os directores de informações (presumo que sejam eles quem decide a linha de um noticiário) parecem malabaristas já que, a poder de guerras de audiências, jogam a seu belo prazer e necessidade com os telespectadores e mesmo com os convidados aos noticiários. O que ontem sucedeu no jornal da noite da SIC notícias (noticiário que aprecio) foi o milésimo exemplo desse tipo de atitude pouco coerente e ilógica. Esteve bem Pedro Santana Lopes e espero que a sua atitude faça escola para ver se a outra encerra por "falta de alunos" Não se fica apenas pela SIC mas estende-se a todos os canais sendo que cada um deles tem o seu "quê" de irritante - por exemplo ver o José Rodrigues dos Santos, que até parece escrever livros, tentar com um jeito sempre muito pateta indicar o nome de alguém com uma pronúncia "British". Hoje em dia a função de pivot televisivo ultrapassa (e muitas vezes mal) a mera acção de ler o teleponto. Não estou contra mas então sugiro que se orientem por pivots com "p" maiúsculo - Mário Crespo na televisão ou Fernando Correia na Rádio.
E por falar em rádio... Uma das virtudes de Fernando Correia e dos bons profissionais é de manterem a compostura mesmo quando o que relatam lhes diz sentimental respeito. Na noite de ontem o repórter e não comentador (há diferenças) da Rádio Renascença deu pena pela maneira pouco isenta e profissional com que berrava os golos ora do SL Benfica e os do Estrela da Amadora. Fraquinho e desprovido de algum carácter já que nuns ficava literalmente sem voz e nos outros murmurava "golo..." Triste serviço e espero que as audiências o demonstrem.
Domínio Pedrada no charco, Video
domingo, setembro 23
Não sei se vá se fique
quarta-feira, setembro 19
Em modo mais ligeiro
Domínio Curiosidades, No sossego...













