sexta-feira, janeiro 3
Primeira música do novo ano
Estes são daqueles tipo princeless. Quando as músicas era do assim... do catano!
terça-feira, dezembro 31
Bom ano
O ano finda-se ainda que não seja mais do que o passar de um dia.
Bom ano
Domínio Actualidade, Efemérides, Musica
sexta-feira, dezembro 6
A real rainbow men in a grey world
Nelson Rolihlahla Mandela
1918 | 2013
1918 | 2013
O que pode um Mundo inteiro aprender na morte de um grande homem quando pouco ou nada aprendeu com ele em vida?
segunda-feira, dezembro 2
A prova?
Não queria escrever sobre o assunto mas se tenho escrito noutros fóruns...
O Ministério da Educação e Ciência, doravante MEC, chegou a acordo com um dos sindicatos (FNE) para dispensar (sabe-me a esmola) os professores com mais de cinco anos de serviço. A primeira questão que se impõe é: o estágio conta para o somatório? Vamos ao que importa.
Sempre me opus à prova e por um motivo que julgo ser de fácil percepção, ainda que existam por aí muitas vozes e tinta de caneta a defender o contrário. Respeito? Não sei bem, porque muitas vezes escrevem sem estarem devidamente informados ou pura e simplesmente por despeito e a cavalo do argumentário da inevitabilidade. É pouco.
Deve ou não haver prova? Honestamente não sei. Tenho noção de como foi a minha formação mas não faço a mais mínima ideia de como as coisas correram noutras instituições superiores, sejam ou não universidades. O que sei das mesmas é aquilo que tenha tido a possibilidade de aquilatar enquanto colega de outros professores que se formaram nas mesmas. Já encontrei grandes profissionais e péssimos. Já encontrei contratados e quadros (titulares ou não) que não dão uma para a caixa e outros que dá gosto partilhar trabalho. Eu próprio serei bom professor? Segundo a avaliação anual aprovada pelo MEC, sim. Mais importante os alunos sempre me disseram que sim e os resultados, que ficam sempre aquém do que gostaria e sei que podem, ajuda a essa conclusão.
Mas e a prova? O "não sei" a montante é relativo. Explico-me. Se alguém se licencia ou, segundo o reles acordo de bolonha, obtém o grau de mestre num curso profissionalizante, isto é, que aos olhos do MEC está certificado para poder exercer a profissão, então digo não. Rotundo não. Não pode o mesmo organismo passar um certificado de qualidade simultaneamente que classifica o grau obtido como insuficiente para a referida finalidade: leccionar. Parece-me, no mínimo, esquizofrénico. Já não encontro reservas relativamente aos cursos que não possuam profissionalização integrada. E a minha posição não se altera pelo simples facto de que o contratado, com profissionalização integrada, tenha um ou vinte anos de serviço.
Não defendo com isto que quem tira um desses cursos, eu mesmo, garanta para si a obrigatoriedade do MEC lhe conceder um lugar no quadro. Nada disso. Garante tão-somente o estatuto que a certificação ministerial impõe. Deveria, por outro lado, o sistema garantir aquilo que a Constituição da República prevê e que não me parece que seja tenha muitas pessoas contra. A escolarização tendencialmente gratuita e em igualdade de circunstâncias. Este seria, ainda assim, um tópico a merece só por si um outro artigo. Voltando à prova.
Será que quem defende a prova, defende que anualmente a sua capacidade seja posta em causa por meros artifícios burocráticos? Exemplifico-me, se preciso, até à exaustão: um juiz, um advogado, um polícia, um militar, um vendedor de gelados, um médico, um artesão, um engenheiro, um... seria melhor, passaria de bestial a besta ou vice-versa se anualmente fizesse um teste a atestar a sua capacidade? Não basta, como o limite seguinte fosse de desconsiderar, que seja um bom profissional, segundo as leis do mercado (para quem tem uma "porta aberta" a quem reportar) ou um sistema de avaliação de desempenho? Parece-me que sim. Operacionalizando o assunto: será mau jornalista aquele cujo jornal não vende ou aquele cujo diário vende porque a sua isenção se subscreve a interesses alheios?
A questão que envolve a prova é só esta ainda que possa haver quem diga ou escreva diferente. É então justa a dispensa de professores com mais de cinco anos de serviço? Não. Deveriam todos os que possuem habilitações para a profissão ser dispensados. É que à parte da experiência, que não desvalorizo mas que é isso mesmo experiência, "calo", "horas Homem", algo que apenas de ganha exercendo, não percebo a razão que leva a considerar uns aptos e outros não. E sinceramente não a vejo. A haver prova, seria para todos, até para os professores do superior.
Vejo aqui o mesmo modo de actuar dos tempos do governo PS: dividir para governar. Em tempos idos mas que jamais esquecerei também apareceu uma besta (MLR), que me granjeou um tal asco nunca irei esquecer, que dividiu os professores em dois grupos: os titulares e os outros. Nunca me senti acometido de alguma doença ou infecção que apenas um titular pudesse curar mas cujo estigma existiu e não creio mentir ao afirmar que ainda se mantém.
Quer o ministério rever os procedimentos para a certificação desses cursos ou pretende alterar a formação vindoura? Que assim o façam se bem entenderem. Não pretendam é passar um atestado de incompetência generalizado a este grupo de profissionais.
Domínio Actualidade, Assim não, Educação, Portugal
A Júlia é que sabe bem! :)
Não quero saber da semana que vem. Não quero saber de como estaremos em finais de Maio. Quero é saber da atitude, da garra, do colectivo, da entrega. Depois o que tiver que vir, virá.
A nossa força é bruuuuuuuuutal! Spoooorting!
Domínio Actualidade, Assim sim, Desporto, Prazeres, Video
sábado, novembro 30
Poesia . 24
Viver sempre também
cansa!
O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.
Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela."
E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo...
. Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.
Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela."
E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo...
by José Gomes Ferreira
quinta-feira, novembro 28
...acho que sou peixe...
Faz hoje notícia (revista Exame) que aparentemente, e digo-o assim porque é-me escasso, os milionários portugueses estão cada vez mais ricos. Dizem as notícias, salvo um estouvado professor catedrático português cujo apelido rima com enviesar e greves - não quis deixar de ser irónico - que os pobres andam também mais pobres.
Ensina a história que quando um rico se torna ainda mais rico o seu nome passa a tycon ou magnata. Na escala global não passarão de pelintras endinheirados sem pedigree. Já os pobres não se tornam miseráveis apenas porque, digo eu, não moram em África. Mas voltando. Segundo a imprensa and quote "as 25 maiores fortunas somam este ano 16,7 mil milhões de euros e valem
10% do Produto Interno Bruto português. Comprova-se ainda que os ricos
estão cada vez ricos: em relação ao ano passado, regista-se um
crescimento de 14,4 mil milhões" o que, fazendo fé nos valores, dá um crescimento assinalável.
É o ajustamento ao modo do terceiro mundo porque não tenho ideias de que na Islância tenham existido manchetes deste tipo. Para finalizar.
"Acrescente-se ainda que uma sensível acção de amortecimento é exercida pela lei e pelo sentido moral (...) de facto, considera-se tanto mais civilizado um país quanto mais sábias e eficientes são as leis que impedem ao miserável ser demasiado miserável, e ao poderoso ser demasiado poderoso."
Se isto é um homem, Primo Levi
Domínio Actualidade, Nas bancas, Sociedade... em ensaio
sábado, novembro 23
A que distância de câmaras na sala de estar?
Antes de tudo... peço desculpa ao expresso pelo plágio.
O tudo.
Sinceramente eu acho que a ser verdade esta capa, os apelos de Mário Soares que alguns classificaram de apelos à insurgência e à violência, ficam curtos tal como a encenação nas escadarias na assembleia da república. Que será isto senão uma atitude totalitária? Fascista!?
Eu não fumo mas acho isto inacreditável. Cambada de filhos da puta. Cadastro!?!? Realmente cancro do pulmão ao lado disto é troquinhos.
terça-feira, novembro 19
Contra dicções
...ao morno presente?
A Irlanda, em lamas duvidosas, afirmou de peito repleto e com os olhos vidrados na assistência que nem sequer a irá socorrer-se de um programa cautelar - aquela espécie de seguro, de rede por baixo do equilibrista.
Hmmm...na minha particular lista de entidades representativas do lado negro da força estão as seguradoras. Mas os seguros, na teoria, são bons. Ora porque será que a Irlanda não quer o programa cautelar? Até porque acto seguido afirmam que os anos seguintes não vão ser fáceis... Então? É cautela (à ingerência da Europa)? PS: a Irlanda também podia ter esperado pela "nova" alemanha mas já lá vai qualquer coisa como um mês e da Angela não há novas.
Por cá andou tudo... por entre as direcções das rosas dos ventos. Alguém, ou Marques Guedes, disse que se perdia a referência. A Irlanda era referência? Pediu muito menos trocos que Portugal, a índole do desvio era substancialmente diferente, a sua economia é diferente da nossa como o dia da noite e...referência? Do que queríamos ser? No futuro?
No resto da governação(?)... das finanças ouviu-se que não excluía que por cá fosse igual(!) - excesso dos vapores do lodo do Tejo? ...o ainda primeiro-ministro afirma o óbvio, ou seja, quem não deseja tal coisa? Certo será que mais também não se esperava.
Afastando a surpresa... como fica o burgo neste contexto? Vendo o carinho com que a Irlanda se afasta das cautelas alheias não deixo de ter algum apreço em que Portugal tenha a mesma sorte mas...acho que isso nos fica fora de mão. Assim a escolha resume-se à escolha entre o péssimo e o horrível...
E que dizer da Alemanha (e do Luxemburgo)? Excedente comercial! E de 7%!! O que é o mesmo de que dizer que também viola umas quantas coisas. Uma espécie de pastéis de belém do tamanho de um país! Mais houvesse mais alguém compraria. Nota histórica: pela segunda vez. O Durão Barroso (aka O Cherne) subiu a uma lista telefónica para dizer que ou eles "tal" ou nós "coisito"! Hmm... a história mostra que realmente a europa sabe como ninguém como endireitar a Alemanha.
E de andar a usar o tempo também para passar os olhos por uns registos históricos do pré e pós WW II, encontro algumas semelhanças com estes últimos anos. Alto desemprego, crise económica, crescente dos extremos (mais propriamente da direita) Holanda, Austria, França, Grécia. O meio europeu está a pintar-se para qualquer dia "virusar" a partir do parlamento europeu.
Quem é o ministro dos negócios estrangeiros? É que o Portas foi a feiras, de novo, para o outro lado do Mundo.
Os Reitores cortam relações com o MEC. Mais vale tarde que nunca. Eu se fosse a eles retaliava ainda mais. Retaliava até não mais poder. No período salazarista foram as Universidades verdadeiros e imprescindíveis palcos de luta política. Eu não ficava por aqui...
A OCDE e a OIT vieram confirmar as suspeitas que ninguém suspeitava. Mais um pouco de tempo de antena para os malabaristas das palavras.
Um senhor professor catedrático do qual me escuso a escrever o nome deu uma entrevista ao Dn e... passou a ser o novo cromo na caderneta dos magníficos ignóbeis portugueses. Até gostava de o ouvir (e ouvi a entrevista via TSF) naquele estilo despachado e onde tudo é simples e claro. Excitou-se ao micro e largou o Jeckyll que estava dentro dele.
A Espanha vai passar uma lei para controlar o modo livre como as pessoas se podem manifestar. É certo que por vezes existem abusos mas lendo na oblíqua a proposta parece-me que os políticos estão pró miufados. Parece que temem aquilo que eu digo que falta por cá. Excrutínio de rua.
Para finalizar... a Merckel vai receber o prémio Indira Ghandi. A senhora cuja política parece querer empurrar os povos uns contra os outros. É esperto ao nível do Nobel ao Obama.
PS1: e sim, não vou escrever sobre a prova do MEC e vou esperar para ver se me vejo obrigado pelas circunstâncias a fazê-la ou não. Certo é que deveria algo, já que esta democracia não o permite, que fizesse justiça por outros meios. Estes senhores (ministro e secretários de estado) mecerem que o terror lhe bata à porta na justa medida daquele que fomentam. Já passei para lá do ponto de não retorno com esta gente.
PS2: Aconselho a última Visão. Para além do RAP está lá um artigo sobre a ascensão da escumalha política que tem dado uns artigos extensos aqui nuns blogues do pseudo intelectualísmo nacional. Aconselho vivamente.
Domínio Europa, Musica, Política, Portugal, Sociedade... em ensaio
domingo, outubro 13
Há jornalismo que mete... dó
Venho escrever, mesmo depois de me ter jurado que nunca mais o faria, em raiva. Tanta raiva que tenho guardado sobre tanta coisa mas venho atirar-me provavelmente há mais ridícula. Ou não, se vim...
Ouvida a conferência de imprensa do aborto do vice primeiro-ministro conhecido como "el irrevogable", esperei com alguma esperança por algumas questões inteligentes dos senhores jornalistas, no caso da rtp e da cmtv, segundo percebi, sendo que o terceiro perguntador se perdeu na minha fúria. Tanta coisa para perguntar, tanto por onde pegar nas paroles do aborto e aquelas bestas jornalísticas, classificação que estendo a quem os enviou para lá, só abriram a boquinha para falar de "faits divers" como, quem pôs a boca no trombone sobre a loucura que aí vinha com os cortes das pensões de viuvez ou se o dito aborto estava... chateadinho. E o triple match point passa a double match point para contento da virgem abortiva. Vem a menina com a segunda e... out!!! E o double match point passa apenas a match point! E o menino a sorrir por baixo daquela face desavergonha. E não é que até a "última bola" vai fora!? E o aborto safa-se de perder a face. É dito que a CGA tem um défice de 1,2 mil milhões de euros e nem uma alma sabe o suficiente para lhe dizer "óh dotor! Então mas não é verdade que pessoas estão a deixar de descontar para a CGA!? Não estão a ser obrigadas a descontar para a segurança social!? Então é claro que existe défice na CGA!!" E isto nem sequer configura uma pergunta mas talvez ajudasse a engasgar a peste.
Sinceramente por vezes tenho algum gosto que os media andem próximos da falência. Diz-se que com medias fortes a democracia é forte. Como a nossa democracia está titubeante os media não conseguem fugir de algo que parece ser o seu destino.
Se não sabem o que vão lá fazer, mais vale nem irem. Já agora, isto de existirem conferências de imprensa com perguntas contadas ou sem direito a perguntas deveria, isso sim, ter direito a um blackout dos serviços informativos públicos ou privados.
A moda das mordidelas não é de agora...
A melhor deste senhor, na minha opinião, mas que é quase desconhecida. Deve ser para o "mundo" não tombar...
sexta-feira, outubro 4
quarta-feira, outubro 2
segunda-feira, setembro 30
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