Depois de tantas intervenções estranhas, incoerentes no tempo, no modo e aos olhos da realidade, decidimos aqui na redacção do perpétuo procurar saber quem são os conselheiros do Presidente da República que a ajudam a encontrar tão rápido o modo como não se deve proceder com a língua. Bem sei que o Sr. Presidente faz a tarefa sem receber mas nem por isso se pode o que se quer (seja condição médica ou não... cavaco parece pouco lúcido) mas por vezes há bens que dados saem bem mais caros do que outros novos em folha e de marca reconhecida. Pois não se via ou vê ainda nada na prateleira para poder comprar mas...haja fé, a ministra disse que tinha fé que chovesse e choveu?
segunda-feira, março 12
Ensaio sobre a lucidez, presidencial
Depois de tantas intervenções estranhas, incoerentes no tempo, no modo e aos olhos da realidade, decidimos aqui na redacção do perpétuo procurar saber quem são os conselheiros do Presidente da República que a ajudam a encontrar tão rápido o modo como não se deve proceder com a língua. Bem sei que o Sr. Presidente faz a tarefa sem receber mas nem por isso se pode o que se quer (seja condição médica ou não... cavaco parece pouco lúcido) mas por vezes há bens que dados saem bem mais caros do que outros novos em folha e de marca reconhecida. Pois não se via ou vê ainda nada na prateleira para poder comprar mas...haja fé, a ministra disse que tinha fé que chovesse e choveu?
Domínio Actualidade, Pedrada no charco, Portugal
Takes musicados
Estava aqui a pensar não sei bem o quê durante sinceramente não sei quanto tempo.. não temam não é velhice ou aneurisma.. estava a ver os noticiários e pronto, fiquei como um peixe dourado - absorto mas longe do que via dentro daquele "aquário". E depois veio-me à cabeça, e já que gosto de filmes e música, de fazer aqui uma espécie de histórico sobre as cenas musicais mais famosas da sétima arte. Vêem algumas ao imaginário e irei colocá-las aqui mas agradeço dicas :)
#1 - o Corvo - "The crow"
Teve como único acontecimento de somenos a morte prematura e "on set" do actor do papel protagronista Brandon Lee. Música chama-se inferno. Bom nome :)
# 2 - Quanto mais idiota melhor - "Wayne´s World"
O filme é algo... palerma mas tem uma cena que nunca se esquece quando este grupo de estranhos seres "desce à terra" pela mão e voz do Freddy em Bohemian Rapsody.
# 3 - "The Matrix"
Um filme que teve o poder de fazer ver uma realidade alternativa e que me agarrou de um modo muito particular. Todo o filme e banda sonora são imperdíveis (o mesmo já não posso dizer do resto da trilogia). Da sua banda sonora range forte e alto Clubbed to Death de Rob Dougan.
# 4 - Pulp Fiction
Um filme a ver se nunca foi visto. Tem cenas marcantes a cada cinco minutos e representa a confirmação de um director que já havia brindado a "madeira santa" com duas pérolas mais underground - Reservoir dogs e Jackie Brown. De banda sonora completa, ressalta este trecho ao som de urge Overkill num original do intemporal Neil Diamonds.
quarta-feira, março 7
Som que corre na margem da pele
segunda-feira, março 5
Uns numa e os outros ainda noutra
Houve quem me tentasse fazer perceber que nem tudo é "preto ou branco" mas... desempregado com baixa do subsídio?
Parece aqueles casos em que a lei é como o verbo, mais-que-perfeita.
(com hífens ou sem hífens? E hífen com acento ou sem acento? E já nem falo no "hagá"... E acento é fofinho ou duro) - Raios para o acordo ortográfico...
Domínio Estado xoné, Nas bancas, No sossego...
quinta-feira, março 1
"Ahh parcero aí não lembro mais não"
segunda-feira, fevereiro 27
O danado ponto de vista
Chegou, sentou e disse: Portugal deve baixar os salários 20 a 30% relativamente à Alemanha. Estou um pouco farto da Alemanha, não dos Alemães mas da Alemanha. Penso nas palavras de Krugman, que até gosto de ir lendo, e olho o meu recibo de vencimento, penso nas palavras de Krugman e reviro de novo os olhos ao recibo...s que o dia-a-dia me vai ofertando ao cabo de cada compra. Se o que Krugman diz é verdade então por exemplo o café, a bica, o cimbalino tem que voltar a custar 50 escudos ou vinte e cinco cêntimos. Eu não bebo café mas meço por aí, no preço dos bens que desde que chegou o euro subiram como se não houvesse amanhã e, tal como já referi aqui noutro tempo, o governo nada fez. Parece que o impacto do valor dos bens na carteira é residual mas não se vê o mesmo relativamente aos salários. E os níveis de poupança, inclusive o meu, está ao nível da erecção de um octogenário sem químicos.
Krugman tem o peso de ter previsto o que ao tempo era imprevisível e granjeou uma aura de guru e é isso mesmo que a economia me suscita. Ando com imensa vontade de ir assistir a uma aula de economia numa universidade nacional para perceber até que ponto o senhor que está no palanque é familiar do zandinga. Parece-me que se navega, no meio económico e por arrasto nos Governos em crise, não à vista mas na perfeita escuridão e no meio dela os outros que navegam na costa dizem (por... telemóveis :) )
"Olha acelera nisso!"
replica o outro: "Não posso o barco tem muito lastro!"
"Deita coisas fora"
"O quê, só trago tripulação!"
"Eh pá... pois... olha vai deitando, entrega-lhes uma tábua mas não deites nenhum nobre que talvez assim ninguém dê por falta de..."
É assim. Faz-se governação às escuras baseando a mesma em previsões dos arautos nacionais, ou não, da economia que cada vez se assemelha mais a uma esquizofrénica pseudociência ao puro estilo kafkiano. Como é que uma disciplina desta importância se esvazia e perde lógica às mãos de mercados de capitais cuja única lógica é sobejamente conhecida. Qual será a lógica por detrás disto? Não tarda, qual será a reacção lógica?
Domínio No sossego..., Portugal
Para refrescar a mona angela
Ora toma lá um banhinho que é para refrescares a mona! Pensamos em sapatos mas está muito visto além de que a indústria nacional do calçado não precisa de um arremesso publicitário. O próximo está a ser urdido... naprons ou a bela faiança das caldas... ainda não foi decidido. Vais ver como elas mordem (sejam cães de loiça ou não).
Domínio Humor, Teorias da conspiração, Video
Ao cuidado de: Álvaro
- entre as horas de trabalho, a supressão de férias, feriados, os bancos de horas e demais disposições do acordo da concertação entre patrões, governo e um senhor gordinho e meio carecas de óculos genro do sempre em pé -
mas os senhores do nosso dinheiro, do corpo em vida ou não e do destino terão com que se entreter enquanto contam os dividendos das nossas privatizações e dos juros dos empréstimos forçados. Para eles a cultura ainda faz sentido e que melhor que comer um pastel de belém acompanhado de um sumol e ouvir esta rapaziada num jardim do CCB nas margens do rio Spree (sim... também desmontaremos o CCB que irá passar-se a chamar CCB... - Centro Cultural de Berlim - sendo este reedificado numa das margens do rio Spree com vista para a Porta de Brandemburgo).
E esta música até pode servir de slogan do Governo. A palavra Hang tem múltiplas leituras: como aguentem-se (hang on), como saiam (hang out) ou para o falecimento propositado induzido (hang yourselfe).
quinta-feira, fevereiro 23
Fez notícia há vinte e cinco anos atrás
Como todos os grandes deu-lhe para falecer muito antes do tempo mas ao contrário de Pessoa que deixou um espólio muito maior do que o público conhecia, de Zeca não sobrou nada mais do que o silêncio ao ouvi-lo nas trovas conhecidas, do uníssono fielmente entoado quando as pessoas saem à rua neste tempos de despropósito democrático e de reconhecermos nele um dos estandartes de uma parte recente da história nacional que se fez de Homens com valores maiores do que a própria vida. Que a memória não morra. Relembro uma história já aqui postada.
José Afonso era um professor que se apresentava sempre com grande simplicidade, não usava fato e gravata, e granjeou a simpatia de muitos alunos, antes de ser expulso do antigo Liceu de Setúbal, em 1968.
A descrição é da advogada Alice Brito, uma antiga aluna de José Afonso, o poeta e cantor de Grândola Vila Morena, canção que, anos mais tarde, viria a ser utilizada pelos militares como senha da Revolução de Abril de 1974. "O José Afonso era um professor de História que contava muitas histórias. Lembro-me da análise que ele fazia dos manuais de História da época, que eram coisas intragáveis".
"Dizia-nos que se alguém gostasse daqueles manuais, provavelmente também gostava de palha", acrescentou, reconhecendo que o facto de ter sido aluna do "Zeca", acabou por marcar o seu percurso de vida. A antiga aluna de José Afonso recorda que, a dada altura, se soube entre as alunas - havia turmas separadas de rapazes e de raparigas - que aquele professor cantava, era cantor e que até tinha discos gravados. "Aquela ambiência quase mágica que as aulas já tinham foi ainda reforçada, porque ter um disco hoje não tem o impacto que tinha na altura", disse Alice Brito, recordando que também chegou a andar com um livro do José Afonso escondido, por dentro da bata, porque não podia ser mostrado no liceu. Além da História que fazia parte do programa curricular, José Afonso contava outras histórias nas salas de aula, algumas das quais ainda hoje permanecem na memória dos alunos, como foi o caso de um estranho encontro de Zeca Afonso com um pescador num imenso areal.
"Distraído, como sempre, José Afonso foi embater num pescador, que estava no areal remendar as redes", contou Alice Brito, adiantando que nunca mais se esqueceu da resposta dada pelo pescador: "e o mar é tão grande". Alice Brito, que define José Afonso como "um poeta inato, em que a poesia ia desde o motivo escolhido para a história até à forma como a apresentava, garantiu que na altura já se sentia que aquele professor não gostava do antigo regime e que foi por isso que o expulsaram do ensino oficial. "Ainda hoje não sei como é que foi feita a denúncia e como surgiu o problema, mas lembro-me que houve uma revolta sincera, sentida e dorida, de muitos alunos". "Claro que na altura as revoltas eram muito contidas, entre criaturas muito jovens, ainda adolescentes. Mas lembro-me dos cochichos, de se falar disto no recreio e mesmo fora do liceu". Olhando o passado, Alice Brito, garantiu à Lusa que tem "muito orgulho por ter sido aluna de José Afonso". In Expresso
terça-feira, fevereiro 21
O querer separar de águas
Porque acabei de ler uma notícia da metrópole que…diz assim:
“O Conselho de Administração da Assembleia da República manifestou-se, mais uma vez, contra a introdução da água da torneira nas reuniões parlamentares, argumentando que o seu custo é quase 30 vezes superior ao da água engarrafada (…) Num documento enviado aos deputados, o Conselho de Administração do Parlamento sustenta que a água engarrafada servida nas reuniões da comissão custa 259,20 euros por mês. Para a água da torneira, o valor a que se chegou foi muito maior. O cálculo incluiu os custos de pessoal “para o enchimento, limpeza, colocação e arrumo dos vasilhames” e chegou à cifra de 2730 euros – cerca de dez vezes o valor para a água mineral. O Conselho de Administração também considerou o custo dos jarros em si, avaliados em 4680 euros – o equivalente a 18 meses de água mineral.” In Público.
Diversas considerações rasgam-me a cabeça. Os valores envolvidos neste estudo, as minhas reuniões e os acessos de sede que sofro nas mesmas e as diferenças que parecem existir entre pessoas que são semelhantes, única exclusivamente, trabalham em locais diferentes – um numa escola do interior esquecido e os outros na casa da democracia. Vou-me às considerações: quando eu tenho uma reunião, e tenho sempre mais do que aquelas que eu gostaria e acho úteis, tenho que prever se vou ter sede. Quando isso acontece faço assim: abro a carteira, retiro uma moeda e compro uma garrafa à medida da sede que previ ter. Pergunto porque isso não sucede a esta gente? Porque terei eu que pagar pela minha água e eles não?
Segunda consideração: Porque terão que ser estas pessoas melhores que nós? Pergunto-me sinceramente… Ora vejamos: ganham mais do que eu, têm acesso a mais variedade de tudo, têm mais férias e regalias mas porquê? Será que o trabalho feito tem justificado esta disparidade? Creio ser importante rever séria e profundamente estas espécies de direitos adquiridos. Terceira e última consideração: os valores inscritos. O valor de água gasto em cada comissão é digno de profunda meditação principalmente quando pensamos no número e nas grandes decisões que se devem tomar nestas comissões pífias. O cálculo realizado sugere…um putativo ajusto directo ao sobrinho de alguém. Pego só na questão do custo dos jarros. 4680 euros em jarros para água. Eu não sei quanto custa um jarro mas crendo que um jarro de 3 euros será mais que digno para estes senhores (deveriam beber de um bebedouro de cavalos ao estilo farwest) os mesmos 4680 euros dariam para 1560 jarros! Sabendo que existem 230 deputados nas cavalariças o valor obtido daria para, aproximadamente, 7 jarros de água por deputado. Ora bem, sabendo que às segundas só trabalham no período da tarde e que às quintas é normal encontrar reputados deputados nos alfas a caminho do norte, os sete jarros seriam excessivos. A questão não é, que raio de contas são estas mas sim como é possível que ainda estejam estes idiotas a disparatar a torto e a direito com os meus, os teus, os nossos dinheiros!?
Repuxando de novo o tema equino para aqui…de nada serve ver os dentes destes senhores em vésperas de eleições se posteriormente não lhes pudermos espetar as esporas no lombo para lhes endireitarmos o trote.
Domínio Nas bancas, No sossego...
domingo, fevereiro 19
terça-feira, fevereiro 14
Do dia também, mas de ontem
Domínio Actualidade, Efemérides, Video
domingo, fevereiro 12
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Depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, depende, mil vezes... depende, pelo menos para mim. O tempo não chega.






