sábado, outubro 8

Velhas "rugas" que aumentam as distâncias


E as portagens vão avante ainda este mês. Não vou dissertar nas menos ou mais-valias da adopção desta medida. Com os bolsos a acolherem apenas ar e pó, parecia-me ser uma questão de tempo. Sabe-se igualmente que o contrato beneficia o estado em função do número de veículos na via e se acontecer na A22, 23, 24 e A25 o que sucedeu no norte do país, o estado não vai ver a sua factura diminuir.
Não existe é ninguém no governo com tomates para pegar o touro pelos cornos e perceber que o problema está no modelo de financiamento aceite pelos parolos governantes de então. Tem aquilo a que se chama no direito, cláusulas leoninas. Prová-lo? Pois… Quem esboçou os contratos deve ter acautelado isso, mas acredito piamente que só uma revisão governamental leonina dos mesmos poderia pôr cobro a este roubo.
E no entretanto? Menos dinheiro para os cofres do estado porque o tráfego irá diminuir, mais acidentes ligeiros, graves e mais mortos pelo aumento do tráfego das estradas secundárias, com custos evidentes para o estado, uma melhoria no negócio de alguns pontos de paragem que estavam esquecidos nesses mesmos percursos e o aumento do desemprego de forma… incalculável nesta fase, em função do aumento dos factores de produção. No interior as contas são claras: vamos voltar ao antigamente retrocedendo uma dezena e meia de anos.

# 666



Este é o artigo 666... faça-se algo com esta façanha impensável aquando do início, a brincar, da caminhada em 2007. Para crentes ou não crentes numa "rock'alhada" de bom gosto.

O carácter, da eleição



Amanhã por esta altura já se saberá, ainda não oficialmente é claro, que Alberto João Jardim saiu de novo vencedor das eleições regionais. Não estou de acordo com a ideia de que se é a ele que se deve a dívida da região, deve ser ele a sofrer no poder com a austeridade que lhe será encomendada. Se assim fosse teria ganho o outro pilantra do cont’nente que como os antecessores, colocou quilómetros aqui do burgo, e enveredou na mui nobre arte da argumentação lá para as terras parisienses.
O que eu acho, nada vale mas considero que seria uma lufada de ar fresco, e não o assomo do gás recorrente de uma má digestão legal que aconteceu no caso de Isaltino, esse edil escorreito, que Alberto João Jardim sentisse o peso dos seus actos passados. Não irá ser assim, já sei… blah blah independência entre poder judicial e… blah blah wiskas saquetas… e o poder político. Seria só para variar, como aconteceu em Itália. A jovem Nox foi à vida dela com o juiz a comentar, não sem um certo ridículo, parece-me, que a probabilidade da jovem ser culpada era alguma mas como existia uma ténue dúvida… paz à alma dos vivos que a inglesa que jaz morta se não a teve no acto, nunca mais a terá. Salve-se o bem-estar dos vivos, que não a família.
Voltando… o que me irá maçar mais, para além da vitória do indigno líder regional, é o facto de que, para mim
, estas eleições serão uma prova de maturidade, cidadania, ética e moral dos madeirenses. Não os olharei de lado, mais faltaria para o meu cabaz de mesquinhezes, mas isso será a prova definitiva de que as pessoas convivem bem com o roubo, a mentira, o favorecimento, os compadrios e toda a espécie de más condutas que a sociedade, como um todo, diz condenar. Partamos do princípio de que somos todos pessoas de má índole, pessoas que não olham a meios para atingir até o meio das suas pretensões. Partamos dessa ideia e talvez tudo seja mais claro, menos cínico, mais honesto. Dizer abertamente que se advoga uma cidadania desonesta é um modo honesto de existência. A desonestidade só não existe quando as regras não são iguais para todos.
PS: relembro que a madeira já beneficiou, ao tempo de outro pouco saudoso primeiro-ministro socialista, Guterres, um perdão pelas suas dívidas. O carácter não se muda, só se apura.

Waking at the sound of...

Conselho de Ministros #1



ou audio

http://www.tsf.pt/Programas/BlogsExternal.aspx?content_id=1015547&audio_id=2040710

quinta-feira, outubro 6

Time is limited

If you live each day as if it was your last, someday you’ll most certainly be right


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Como todos já devem saber, morreu Steve Jobs. Provavelmente uma das pessoas que mais influenciou o Homem nos últimos trinta anos. Não existe nenhum tipo de tecnologia nesse intervalo de tempo que não tenha saído da sua cabeça ou nela se tenha inspirado. Devemos-lhe a invenção do rato, por exemplo.
Hoje alguém comparou-o a Einstein.. não iria por aí mas acredito que ele tenha sido o Da Vinci desta era moderna. Influênciou a criação de diversos aparelhos e avanços tecnológicos e deu-lhes vida assim como Da Vinci, apesar deste ter tido a limitação da sua época. No futuro certamente se lhe dará a importância devida. A notícia da sua morte foi de tal modo negativa que a quantidade de "steve's" ou "job's" no twiter deu, pela primeira vez, a incapacidade do sistema de dizer o número de entradas. Assim por toda a parte haverá referências a ele e, não sendo eu um esperto sobre ele prefiro encontrar algo que seja definidor do Homem. Deixo o texto de uma graduação na Universidade de Standford para a qual, salvo erro pelo qual me desculpo desde já, foi convidado uma vez que o seu filho era um dos graduados. Aproveitem que acho que vale a pena.
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When I was 17, I read a quote that went something like: “If you live each day as if it was your last, someday you’ll most certainly be right.” It made an impression on me, and since then, for the past 33 years, I have looked in the mirror every morning and asked myself: “If today were the last day of my life, would I want to do what I am about to do today?” And whenever the answer has been “No” for too many days in a row, I know I need to change something.

Remembering that I’ll be dead soon is the most important tool I’ve ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything – all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure – these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.

About a year ago I was diagnosed with cancer. I had a scan at 7:30 in the morning, and it clearly showed a tumor on my pancreas. I didn’t even know what a pancreas was. The doctors told me this was almost certainly a type of cancer that is incurable, and that I should expect to live no longer than three to six months. My doctor advised me to go home and get my affairs in order, which is doctor’s code for prepare to die. It means to try to tell your kids everything you thought you’d have the next 10 years to tell them in just a few months. It means to make sure everything is buttoned up so that it will be as easy as possible for your family. It means to say your goodbyes.

I lived with that diagnosis all day. Later that evening I had a biopsy, where they stuck an endoscope down my throat, through my stomach and into my intestines, put a needle into my pancreas and got a few cells from the tumor. I was sedated, but my wife, who was there, told me that when they viewed the cells under a microscope the doctors started crying because it turned out to be a very rare form of pancreatic cancer that is curable with surgery. I had the surgery and I’m fine now.

This was the closest I’ve been to facing death, and I hope its the closest I get for a few more decades. Having lived through it, I can now say this to you with a bit more certainty than when death was a useful but purely intellectual concept:

No one wants to die. Even people who want to go to heaven don’t want to die to get there. And yet death is the destination we all share. No one has ever escaped it. And that is as it should be, because Death is very likely the single best invention of Life. It is Life’s change agent. It clears out the old to make way for the new. Right now the new is you, but someday not too long from now, you will gradually become the old and be cleared away. Sorry to be so dramatic, but it is quite true.

Your time is limited, so don’t waste it living someone else’s life. Don’t be trapped by dogma – which is living with the results of other people’s thinking. Don’t let the noise of others’ opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.

When I was young, there was an amazing publication called The Whole Earth Catalog, which was one of the bibles of my generation. It was created by a fellow named Stewart Brand not far from here in Menlo Park, and he brought it to life with his poetic touch. This was in the late 1960?s, before personal computers and desktop publishing, so it was all made with typewriters, scissors, and polaroid cameras. It was sort of like Google in paperback form, 35 years before Google came along: it was idealistic, and overflowing with neat tools and great notions.

Stewart and his team put out several issues of The Whole Earth Catalog, and then when it had run its course, they put out a final issue. It was the mid-1970s, and I was your age. On the back cover of their final issue was a photograph of an early morning country road, the kind you might find yourself hitchhiking on if you were so adventurous. Beneath it were the words: “Stay Hungry. Stay Foolish.” It was their farewell message as they signed off. Stay Hungry. Stay Foolish. And I have always wished that for myself. And now, as you graduate to begin anew, I wish that for you.

Stay Hungry. Stay Foolish.

terça-feira, outubro 4

Entre a obrigação e o castigo



A minha contribuição para este meu... escape tem sido muito à base da colocação de música. Estou naquela fase da vida em que a descrença instala-se. Começo a acreditar que caminho o inevitável trilho do umbiguismo, o que me é triste. Cada vez mais acredito que o Homem é o que a sociedade quizer fazer dele. Lá virá a fase seguinte que será a da consciência de que de nada valeu esta espécie de imobilismo e que se desperdiçou, pelo menos, tempo. Bah... o tempo de ser simplesmente bom será positivo à sua maneira descomplicada e despreocupada. E amanhã cairei um pouco no esquecimento e, se houver a vontade de hoje, acelerarei calmo em direcção às areias atlânticas para ver o sol, sentir a brisa e ver os momentos passarem à tona da pele sem ligar a mais nada.
Já me esquecia, li nos comentários que o vocalista dos "sportif" é colega de armas. Porreiro pá :)

domingo, outubro 2

De embalar... arrastadamente

"Física" do dia-a-dia


Este ano Portugal será um forte candidato ao prémio da Nobel da Física!
Depois da descoberta do átomo, do neutrão, do protão, do electrão, do leptão e demais partículas subatómicas, acabou de ser descoberto o Pelintrão.
E como se caracteriza o Pelintrão?
O Pelintrão é um tuga sem massa e sem energia, mas que suporta qualquer carga.

terça-feira, setembro 27

Vintage aveludado




Oh let the sun beat down upon my face, stars to fill my dream

:) os maiores

motherfucker #1



O nível de sem vergonhice raia o absoluto e causa-me uma vontade de fazer falecer que nem é digna do que senti por outros ódios de estimação. Tenho poucas palavras para classificar a genuinidade deste animal. Deve ser o único da espécie dele que não teve pápas na língua para deitar cá para fora o que o comum dos mortais não sabe ou sequer adivinha. Filho da P&%*! Mas agradeço a dica, mal por mal... pior não fico.

domingo, setembro 25

Boa semana

Horizonte promissor


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E ontem sim a vontade fez-se imagem. O meu Sporting lá começa a esticar as pernas na planicie verde e tudo volta ao estado natural. Houve garra, querer, dedicação, bom futebol e uma força que me enche o peito. Assim sim e agora só resta mesmo ver este crescimento contínuo encontrar um embate de grau de dificuldade maior ou as falhas de jogadores que uma época extensa origina. Era bom que assim não fosse já que parece sina a quantidade de lesões que contagiam o plantel. Não acredito que seja na quinta-feira com a Lázio que esse teste aconteça, se bem que o jogo será interessante de modo a ver esta equipa a encontrar um futebol assente em canônes diferentes. Força rapazes.

Vale a pena ouvir isto


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A nossa semana é feita de pequenos rituais que acabam por conseguir que o resto da mesma não nos leve à loucura. Assim me é, por exemplo: o Governo Sombra da TSF. Este fórum é de longe um dos melhores programas semanais, qualquer que seja o meio que se considere. Não deixo de cumprir o ritual e agora que regressaram de "vacances", vou tentar "afixar" o link para cada programa semanal. Vale muito muito muito muito a pena. O último que é o primeiro da "nova legislatura".

sexta-feira, setembro 23

To be or


O postulado principal da democracia mundial "livre e desenvolvida".
Um cartoon de um dos meus cartonistas favoritos, Hugh Macleod.

Oh tempo...



Faz agora vinte anos andava com esta cassete no walkman. Já faz vinte anos... e a música nunca mais voltava a ser a mesma, criando-se um novo estilo entre o rock, o punk e o bom gosto :) que mesmo sendo relativo, a ninguém lhe deixa indiferente

quarta-feira, setembro 21

O Homem do braço "encordado"

Um penso"mento" rápido


"Dei em casa com a minha perna de Madeira roída. Foi o bicho-da-Madeira e respirei de alívio. Pensava que tinha sido o Aberto João!"

Buracos... no bolso


Qualquer tipo de frases ou ideias que não acabem com uma pena de prisão e a perda de pensões futuras sabe-me a...fdp! Isto de que o poder judicial não se cruzar (pensamos nós... se as paredes falassem Dr. Noronha...), para além dos beberetes da praxe, com o poder político começar, a feder.
Se a incompetência de não actuar, conforme pede o senso comum (bem sei… o meu não é o vosso e assim por diante), a ética e a moral (essas velhinhas que ensaiam o verbo falecer), de se esconder sistematicamente por detrás de um biombo, que tudo tapa apenas aos olhos, tem que acabar de uma vez por todas. É como saber que a(o) vizinha(o) do andar de cima apanha com a religiosidade do treze de Maio e não fazer nada. Enchemos a boca com a palavra "excelência" mas é a incúria que nos rege os dias.
E não se diga, apesar de entender o ponto de vista, que o julgamento será sempre o democrático. Basta ver os últimos 80 anos: Salazar, "mil governos" de transição, Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso... vórtice do espaço-tempo que não reconheço... José Soc… não consigo pronunciar o resto sem vernáculo e a minha mãe lê isto… e por fim "Batman, Robin e o seus amigos magníficos". Olhando para trás, o que é que a democracia diz de nós!?

PS: aquilo que soçobra da Madeira são buracos, qual queijo emmental e nem me falem de que a Madeira está a anos-luz do que era. Com sacos de dinheiro até eu tinha mandado construir uma ponte para virem ao continente de carro! Uma sondagem. Em A está representado:
1. Alberto João Jardim;
2. Alberto João Jardim;
3. Alber… um rato.