sábado, março 12
Sofrimentos naturais e outros irracionais
sexta-feira, março 11
E fez-se "clique"
Mares convulsos, ressacas estranhas
Cruzam-te a alma de verde escuro
As ondas que te empurram
Aa vagas que te esmagam
Contra tudo lutas
Contra tudo falhas
Todas as tuas explosões
Redundam em silêncio
Nada me diz
Berras às bestas
Que te sufocam
Em braços viscosos
Cheios de pavor
Esse frio surdo
O frio que te envolve
Nasce na fonte
Na fonte da dor
Remar remar
Força a corrente
Ao mar, ao mar
Que mata a gente
quinta-feira, março 10
O derradeiro viajante
Ouvindo com atenção
Teria igualmente sido mais honesto não esquecer o tempo em que o mesmo foi primeiro-ministro e a despesa disparou para níveis que hoje estão a tentar corrigir-se. Quem veio a seguir também não fechou a porta, é verdade mas a sua assinatura está lá. Chegamos ao ponto de sempre, a culpa morrerá solteira porque os pais da criança são tantos que não existe modo científico, e fidedigno, de encontrar quem se responsabilize por ela. Não há modo científico nem vontade diga-se. E agora? Bem é olhar em frente e tratar de, como povo, não refazer os mesmos erros de sempre. Pooois… e é aqui que Cavaco Silva decide incitar a juventude a sair à rua e como se isso não fosse preocupante, fez esse incitamento a três dias de uma manifestação que, na sua génese me é querida mas que já se encontra cheia de vectores perniciosos, leia-se, partidos e coisas afins. Estava decidido a ir, já não vou. Perguntava-me, após este seu dislate: quais são as motivações que o levam a fazer tamanho apelo. Só me ocorrem dois, um honesto e outro nem tanto. O bom, prende-se com o mais que patente afastamento dos jovens da política. Assim Cavaco Silva pede aos jovens, a nós, que desçamos do burro e subamos ao cavalo político no sentido de amansar este bicho nobre mas que anda com maus modos. Era o bom, não acredito.
quarta-feira, março 2
Andava a escapar-me...
Nota mental: Não sei quem inventou o raio do playback. Esta andava-me fugidia...
terça-feira, março 1
Efectivamente... mais um dia
sábado, fevereiro 19
No comments
segunda-feira, fevereiro 14
Hino geracional?
Fica o vídeo de algo mais que uma música, de um modo de vida que se estende em demasia a tanta e tanta gente deste país. Ajuizados o que largam a jangada de pedra e, no escurinho, confiam em si e procuram onde o saber não estorva e é bem recebido.
A "falar" é que tudo se entende
Fui desafiado mas... acabei por não ir abroad. Bem sei que existem reservas no contacto com as pessoas na "sua majestade" mas pensei em vocês e, para além das dicas que já vos fui dando, deixo este vídeo para...se as coisas não correrem como é esperado. Se correr mesmo mal apitem que eu vou ao ilhéu buscar-vos.
sábado, fevereiro 12
Power to the people
Tiro no pé... esquerdo
"ueber alles"
quarta-feira, fevereiro 9
Onde eu andava com a cabeça?
terça-feira, fevereiro 8
...e do nada trovejou!!
Um dia como os outros
Antes de nada e de tudo, as minhas desculpas pelo meu desaparecimento cibernético. Tenho tanta folha a meu cargo que me sinto como uma resma de caderno espiral A4, folha lisas de 100 gramas… E no fim de tudo há que ir vivendo...ou seria pelo meio? Ou não seria essa a ideia fundamental? Bem, as minhas desculpas aos sôfregos (e aqui ouvi o uivo de um lobo…) que aqui vem beber as minhas ideias e/ou absurdos.
Ele há dias em que este se arrastam como se o ritmo dos ponteiros fosse um tremendo martelar no céu da mente, vagaroso, espesso ao ponto de se tornar pegajoso ao juízo. Outros há, que escorregam como… tanta coisa boa, uma boa música, uma boa esplanada, uma boa noite largado, na companhia adequada, num local ouvindo o bater do mar e as convulsões rockeiras nas cordas de uma guitarra, com infinito obscuro a entrar pelos “zóios”.
Hoje deparei-me com um dia misto. Começou e não se arrastou mas acabo num farrapo. Que raio se passa com a cadência do tempo que parece nos encurtar os dias como se fossemos camisolas a 60 graus?
Soube especialmente bem hoje uma “visita” que tive de uns alunos de uma turma porreira do ano anterior que tenho alguma pena de não continuar comigo. C’est la vie. Preparava-me para me atirar a uns teste de avaliação ainda morninhos quando, eis que, o bater na porta me elevou à potência da dúvida: Sim? Têm dúvidas? Nops… estavam sem aula e com rumo incerto mas a navegar à bolina. Inicialmente pensei: daqui a nada fartam-se. Pois bem a conversa fluiu, foi curiosa e soube muito bem. Sabe bem vê-los ponderados, ajuizados, cada um há sua maneira, educada, equilibrada e jovial, e isso, a escola, não deve estragar.
Passado horas fugi de lá, eram quase vinte horas e encontrei um miúdo lá da escola sentado na penumbra perto do campo de futebol cá da terra à espera de…transporte? Dos pais? Por que raio está ali e porque ninguém parece preocupar-se? Há coisas que não percebo… Levantou-se e percorreu a rua, comigo ao telefone que a minha vida continua mesmo quando eu não lhe dou atenção, e parou perto do pavilhão onde futebolistas de final de dia se digladiavam como se o mundo fosse aquele couro de ar. Amanhã há mais… deixo um som aos shining happy people de hoje e espero, de amanhã.
Domínio Musica, No sossego..., Video









