sábado, novembro 27

A way of life


Apanhei um novo mote para um modo de estar que acredito para a vida ao ver a última encenação da história do principe ladrão - Robin Hood

Rise, and rise again. Until lambs become lions.

Que hoje pela noite os meus leões façam valer este espírito!

Um boy, dois boys, três boys... Zzzzzz

Como poderia o governo desmentir, com tamanha certeza, os números dos grevistas aventados pelos sindicatos? Simples...

Fez a conta ao número de boys que foram trabalhar na quarta-feira... nunca poderiam sobrar 3 milhões... é ridículo.

quarta-feira, novembro 24

Quarta-feira, 24 de Novembro

Não era para escrever nada mas... parto isto em três partes. A imagem, muito apropriada, genuína, portuguesa; o texto que me saiu "à capella"; e o vídeo não pela música, não pela letra, só pelo refrão. Neste dia era o que diria na Assembleia da República, as assembleias municipais, nas reuniões de partidos e grémios de ajuntamento dessa gente reles, mas em bom português porque aquelas bestas devem ter todos inglês técnico e este é mais de... pátio de liceu.


Com estas minhas palavras não quero condenar as pessoas que não fizeram greve, isso não me passa ou passou pela cabeça. Graças ao 25 de Abril temos liberdade para fazermos as nossas opções, criar divergências e com elas tentar ou procurar avançar para algo melhor. Disso também é feita a democracia para mim.
Não fiz greve porque sim. Não fiz greve pelo porreirismo ou de não ser apontado como tal. Não o fiz para me gabarolar disso. Fiz porque estou cansado. Fiz porque olho para cima e vejo pessoas reles, mesquinhas, mentirosas, falsas, que me dão asco profundo. Fiz greve porque estou farto de que a nossa democracia, de que eu tanto gosto, tenha um solavancozinho apenas no momento de votar. Isso só não chega, dizer o que nos vai na alma com sentido, educação, coerência é necessário e para tal, chamar a atenção é necessário. É só zombies.
Fiz greve porque o estado das coisas é grave, não foi pelos valores que defendo que se chegou aqui e já passei do ponto de não retorno relativamente ao status quo, ao bem-estar físico dos nossos pseudo-governantes. Se pudesse, e aqui peço desculpa aos meus pais que me educaram melhor que isto, gostava de os ver mortos. Todos. Não tenho a mínima compaixão nem respeito pelos que nos governam desde os tempos em que eu aprendia a ler. Não se aproveita nada. Não temos elites, não defendemos ou procuramos a excelência porque simplesmente estamos a ser geridos desde o respirar fundo democrático, por ralé. São uns merdas. A greve é a solução? Nunca será mas o que este estado de coisas carecia era de uma revolução por ideais novos mas com a força daqueles que fizeram a do 25 de abril. Não é possível que ao fim de trinta e cinco anos de democracia se vejam as assimetrias, as injustiças que se veêm. É ignóbil, é indigno de um povo com quase mil anos de história. E o nosso país não é assim tão grande de modo a não se conseguir fazer algo de bom, verdadeiro e de futuro para as suas gentes.
Porque fiz greve? Porque foi a segunda greve geral de sempre, porque este é o tipo de "arma" que não pode não ter consequências apesar de sabermos que este dia só foi diferente. O manhã será igual. Mas felizmente sou novo e não posso, mesmo querendo, pegar numa arma e criar um novo solavanco histórico que tentasse mudar o curso da nossa maneira de ver e fazer as coisas. Se este fosse um país decente não teríamos as bestas que temos eleitas, não seriam as nossas elites as que são. Infelizmente é o que temos.
Porque fiz greve? Porque posso, porque o estado, besta acéfala soube que eu fiz greve mas não me faz represálias nem tenta atropelar como um patrão hoje do privado. Rouba-me no vencimento porque isso é a única coisa que sabe fazer. Por essa atitude se mede o estado das coisas: tudo tem um preço, até mesmo a liberdade. E hoje este um dia tão bonito. Acabo com Che: "pátria o muerte".

terça-feira, novembro 23

Medidas de poupança



Encontrei aqui pela rede, nas conversas de café e nos noticiários uma notícia que fazia referência a um suposto lapso que aconteceu a semana transacta sobre uma apresentação pública. O secretário de estado Paulo Campos participou numa conferência proferindo um discurso que foi, preteritamente, copiado pelo Ministro das Obras Públicas numa intervenção subsequente. Todos criticaram mas não sabem que isto faz parte da nova política de marketing do Governo. Explico. Com tanto discurso que os governantes proferem chegou-se, e bem, à conclusão, uma vez que eles também nada dizem, que mais valia fazer um discurso que depois seria replicado por todos eles. Uma medida de poupança nestes tempos tão...complicados.

segunda-feira, novembro 22

Outro registo

Mais pelo vídeo do que pela versão... faltam graves. Para abandonar o corpo na cama e ouvir sem misericórdia.

Corda às orelhas!

De volta à carga



Não fiquei saciado no passado artigo sobre os problemas alheios que, ao serem muitos, concretizo, bebés. Andei a divagar nas horas impostas, e pouco aproveitáveis, passadas ao volante e… a entrevista bebiana (?) assim não terá cabimento, ora vejamos. No futuro (o futuro foi ontem) os papás já poderão escolher tudo do bebé como se de um carro se tratasse (para a maior dos homens, é!). Poderão escolher a cor do cabelo, dos olhos, da pele, a raça e porque não escolher logo que tipo de conhecimentos, capacidades físicas e mentais o mesmo possui?
Entra o mesmo bebé na reunião, e entra porque apesar de ter um ano já anda, corre, salta, é medalhado olímpico de triatlo e faz sky diving. Apesar disso não pode com a resmas de conhecimento que possui, materializado nos volumes de papel que os papás não babados, suados e arqueados trazem consigo. Já não só dorme, come, baba ou suja a torto e a direito, faz tudo em uníssono e escreve com as duas mãos simultaneamente até em línguas diferentes, sabe calcular os primeiros mil algarismos dos números pi e neper, consegue prever com a antecedência de um ano a evolução dos mercados bolsistas até à milésima de ponto base, é fluente em mais línguas e dialectos que Indiana Jones e consegue ler mais livros numa noite que o Professor Marcelo Rebelo se Sousa durante um ano. Pelo sim pelo não os pais perderam a cabeça, venderam dois rins, e instalaram o último grito: uma entrada usb que permite fazer quaisquer upgrades no futuro e uma placa wi-fi, não vá o diabo tecê-las. Não houve dinheiro para um esqueleto em liga leve…

sábado, novembro 20

Continuo revirando "discos" antigos



Vezes sem conta, as coisas mais belas são as mais simples, ou que assim nos sugerem os sentidos.

quinta-feira, novembro 18

Viagem no tempo



Baby I see this world has made you sad
Some people can be bad
The things they do, the things they say
But baby I'll wipe away those bitter tears
I'll chase away those restless fears
That turn your blue skies into grey
Why worry, there should be laughter after the pain
There should be sunshine after rain
These things have always been the same
So why worry now
Baby when I get down I turn to you
And you make sense of what I do
I know it isn't hard to say
But baby just when this world seems mean and cold
Our love comes shining red and gold
And all the rest is by the way
Why worry, there should be laughter after pain
There should be sunsh ine after rain
These things have always been the same
So why worry now

Há coisas, sem ser carros voadores presentes em filmes ou jigajogas complicadas, que nos faze viajar no tempo. Trazem as tardes de verão, das futeboladas, da malta "lá da porta", das poucas noites de estudo (não digam ao meu pai.. :) ), das noites de janela aberta, pés no parapeito a ouvir a vizinhança, os poucos carros que ali aceleravam, as luzes da cidade, do escuro enebriante do céu e do seu pontilhado de estrelas. Da ida a Lisboa ao primeiro concerto com "c" maiúsculo (obrigado pai) onde o ar quase faltou ao ouvi estes tipos sair do walkman ou do LP para ali à minha frente, entre outras tantas coisas. Carago... foi bom ser garoto.

quarta-feira, novembro 17

Be quiet, stay still, just listen over and over again



Chegar... desmontar "as ferramentas"... sentar no sofá... pés em cima da mobília porque este é um "algum lugar", não casa... ir buscar um copo, e gelo também... encostá-lo à têmpora, encher os pulmões e... descida rápida ao corpo... acordo no presente... vou ouvir Geater Davis até adormecer ou até que seja necessário mais gelo.

terça-feira, novembro 16

Desvario.. nos problemas dos outros


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Eu conheço um bebé. Bom, na realidade não conheço só um talvez por isso me estique neste tema com alguma propriedade. Mas este fez-me ressaltar no interior da cabeça o paradoxo das creches. Creches são muitas coisas, dependem do prisma do observador. São miraculosas para os pais trabalhores e ocupados que apenas tiveram descanso há doze meses atrás quando aquela garrafa de vinho se esgotou materializando-se... pronto, a maior parte deles são desejados, espero. São uma abominação para os avós ávidos de bába, ranhocas e demais funções ainda em histeria e anarquia. Há quem diga que "tudo é santinho". Um beijo, titi. Depois há os donos das creches..."$", next e no final, no fundinho está o bébe. Que pensará ele da creche? Bom depende de creche para creche obviamente, tal como não se pode julgar o andar de carroça como sendo ridículo só porque hoje o é. Outrora foi o melhor meio de transporte! Bom... ver caso a caso e, no caso o bebé, pouco haverá para perceber nesta fase. Então haverá creches estupendas, medianas e más. Mas o ponto não é este.
Dizem os pais, e já são alguns à minha volta que, pode ser uma caristia encontrar dois metros quadrados para "arrumar" o pequeno - o mais caro "parquemento nacional", penso... deixo à consideração. E então assaltou-me à cabeça: imaginem que faziam entrevistas semelhantes a entrevistas de emprego. Olham de uma ponta à outra...medem-nos pelo que podemos trazer, afinam o olhar para tentar perceber se somos a personificação do seu lugar em perigo...lêem o nosso currículo e, do nada, perguntam: Inglês...Francês e cantonês, não!? Não sabe.. hummm isso é muito grave...e passam a pente fino as capacidades técnicas que temos, não temos e ninguém tem :)
Imaginem um bebé... apresenta-se e coloca o CV na mesa, onde não chega. A avaliadora, de traços bem vincados numa face em "v", de baton rouge vivo, cabelo apanhado em forma de rolinho de carne com pauzinhos chineses ali sequestrados, de olhar negríssimo e voz estridente, pergunta: então é isto que tem para oferecer? Uma folha quase em branco? "Só 12 meses" por cá não é desculpa? Especializou-se em comer, dormir e... sujar fardas!?!? Isso não é para meter na boca! Domina línguas? "Gugu dada"...? Isso é Swahili?... Tem investido muito pouco na sua formação meu caro, não sei se tem o perfil adequado para esta empre...infantário. Que cheiro é esse!?!?
E depois como é em Portugal, lá aparece o empurrão democrático!

segunda-feira, novembro 15

After thinking... revolution



Deparei-me com esta frase proferida por Abraham Lincoln. Não sei que tempos foram aqueles que o levavam a conjurar tamanho raciocínio. Por vezes dou com pensamentos de pessoas reconhecidas pela história pelas posições ou actos por si abraçados. Penso que nestes momentos, em que as palavras escorrem assim límpidas do cérebro, sem interferências pelo caminho até que a voz as "materialize", é que o Homem realmente se transcende e sublima os presentes a acções determinantes e universais. "I have a dream", já fomos tantos.

"The dogmas of the quiet past are inadequate to the stormy present. The occasion is piled high with difficulty, and we must rise with the occasion. As our case is new, so we must think anew and act anew."

Abraham Lincoln

quinta-feira, novembro 11

quarta-feira, novembro 10

O que falta

Não sei como ainda não me tinha socorrido destes jovens bem parecidos to make a statement. Com os juros pelas nuvens já não vale apelar aos mercados... assim sendo anarchy in PT. Tenhamos, pelo menos, a dignidade já que o resto foi alienado, para decidirmos the way to go.

domingo, novembro 7

sexta-feira, novembro 5

quarta-feira, novembro 3

sábado, outubro 30

Para não deixar o ritmo recuar



Os loucos estão certos
Os certos estão fartos
Os fartos são modernos com os pés no chão

Os sogros estão pobres
Os pobres estão mortos
Os mortos são vivos em preservação

O bairro está cheio
As cheias estão à porta
O António das chamuças mudou de canal

Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal

Os loucos estão parvos
Os parvos estão no trono
O trono que era bênção fez-se maldição

Os trilhos estão cruzados
A fome aí à espera
O tio veio ao casório para insultar o irmão

Os padres comem putos
Os putos comem ratos
Na igreja de São Torpes hoje há bacanal

Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal

Ai, ai, ai
Já que a gente se habitua ao ai
Ai, ai, ai
Já que a borga continua
Já que o ritmo não recua
Seja o filho avó do pai

Os Loucos estão certos
Os certos estão fartos
Os fartos são modernos com os pés no chão

Os trilhos estão cruzados
A fome aí à espera
O tio veio ao casório para insultar o irmão

Os padres comem putos
Os putos comem ratos
Na igreja de São Torpes hoje há bacanal

Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal

Ai, ai, ai
Já que a gente se habitua ao ai
Ai, ai, ai
Já que a borga continua
Já que o ritmo não recua
Seja o filho avó do pai

Deixem que os acordes ocupem o lugar das ideias

quinta-feira, outubro 28

Há-de abrir-se ao meio.. a democracia


Portugal está doente. Não é novidade é a mera constatação de um facto, que apesar de elementar, não deixa de ser relevante. Doente em dimensões tais que apenas a física quântica teria capacidade de projectar em gráfico ou diagrama. Mas sabemos de física, somos mais letrados do que julgamos, já que ontem tudo se resumia a um esquema, ao da subida ou descida das taxas de juro nos noticiários do primetime. Se conseguíssemos compilar os humores dos líderes políticos nacionais em diagrama e se o comparássemos com o gráfico das taxas de juro encontraríamos, certamente, algo que todo o aluno do nono ano de escolaridade veria – proporcionalidade directa.
Portugal encontra-se num capricho democrático de tal ordem que a própria democracia, pelo menos este estado democrático, corre perigo uma vez que os caprichos são de tendências suicidas. Este nível de negação só encontra comparação ou paralelismo, no mínimo em idiotice, aos comentários do Ministro da Propaganda Iraquiano que dizia que “no país estava tudo bem, a soberania estava mantida” no momento em que os militares estado-unidenses já lhe haviam invadido o “quintal”, ou ao célebre jogador de futebol que afirmou convicto e orgulhoso que “estávamos à beira do precipício e demos um passo em frente para darmos a volta”.
Portugal está assim, em negação profunda e como tal carece de um choque. Quem é que saí de cara lavada desta negociação pífia? Ninguém. Ninguém dos últimos dez, quinze, vinte anos. Se este fosse um país do primeiro mundo… bem nem vou por aí. Se este fosse um país e basta, as responsabilidades seriam imputadas aos pais disto tudo. Ninguém está a salvo, ninguém pode vir de cara lavada às televisões dizer que a culpa é do outro. Desde a entrada, pela última vez, do FMI no país, que medidas sérias, honestas, correctas deveriam ser o apanágio do nosso establishment mas esse não foi o caso. Quem hoje reclama com o estado de sítio (e não de coisas porque isto parece o farwest) são precisamente aqueles que sugaram, e sugam há décadas, e às claras o estado. Uma vida mas várias reformas muitas delas conseguidas com um quinto do tempo que é exigido ao mero português Isto só tem um nome, roubo. Pessoas assim e os que os puseram nesse estado de “mais-valias” merecem nada mais do que insultos, vilipêndios, agressões por onde quer que passem. E não me digam que lhes devemos muito! Devemos sim mas esta não é uma divida com fim à vista só com a morte. O verdadeiro estadista, qualquer que ele seja, não é o que fica para a história como sendo possuidor de muita riqueza, é aquele que a história classifica como bem inestimável.
Somos um país ingovernável pelo simples facto de que não temos em nós essa capacidade inata. A massa maior do país não a colhe, não a possuí e então é fácil entender: 1.º o lodo em que nos encontramos – por exemplo (e só um): o nosso primeiro-ministro mentiu na questão do seu curso superior mas continua em funções; 2.º porque fogem de cá os que possuem essa capacidade e não considero como exemplos dignos Durão Barroso e António Guterres. Esses tresandam a lodo.
Cabe agora questionarmo-nos “o que se segue?”. Os dois partidos políticos, os maiores e mais representativos, a bem ou a mal do país desde que a democracia se instalou como modelo político preferencial, não conseguem chegar a acordo. Era difícil? Não tanto quanto ter fome e não ter que comer. Não tanto como querer dar calor à família e não ter como. Não tanto como querer poder ser útil e trabalhar, com as vantagens sociais, familiares, psicológicas e eu sei lá, que isso traz, e não ter onde ou como - e ler o analfabeto deputado Ricardo Rodrigues afirmar que aproximadamente 5000 euros não lhe chegam para viver! Este homem, claramente não tem a dignidade suficiente para pisar este país quanto mais ser deputado e o que mais me preocupa, usa oxigénio que nos é precioso para pensarmos, mantermos as nossas funções vitais e já que ele o usa de modo tão pouco capaz, seria melhor que ele cessasse toda a actividade, até mesmo essa.
Pergunto-me, ao fim destes anos que tenho, em que sei que metade foram passados em crise, se este estado de podridão não terá chegado ao limite de dizer chega. “Obviamente que não”, berram-me as capas dos jornais, os analistas (bons e maus) que muito falam mas de pouco serve nas tv’s, da sondagem de hoje que diz que o PSD se aproxima de uma maioria absoluta… revolta-me o estômago. O povo realmente é sereno. Não temos tomates, não dizemos, chega, não está em nós. A democracia está moribunda. A democracia assim está porque não tivemos capacidade de a regenerar com o voto e porque olhámos para o lado e não nos fazemos valer como povo. Somos ralé moribunda e este estado de coisas atingiu-se pela própria incompetência dos decisores políticos e não por uma qualquer acção social da populaça.
Solução à vista? A democracia está moribunda e irá morrer. Se não morrer, continuará moribunda a alimentar-se da mama podre social-democrata em maioria absoluta e isso será o remake de um filme vezes de mais visto. Somos um povo em extinção porque seremos, em breve, um povo sem nação. Se é que ainda alguma resta.