Apanhei um novo mote para um modo de estar que acredito para a vida ao ver a última encenação da história do principe ladrão - Robin Hood
Rise, and rise again. Until lambs become lions.
Que hoje pela noite os meus leões façam valer este espírito!
sábado, novembro 27
A way of life
Um boy, dois boys, três boys... Zzzzzz
quarta-feira, novembro 24
Quarta-feira, 24 de Novembro
Com estas minhas palavras não quero condenar as pessoas que não fizeram greve, isso não me passa ou passou pela cabeça. Graças ao 25 de Abril temos liberdade para fazermos as nossas opções, criar divergências e com elas tentar ou procurar avançar para algo melhor. Disso também é feita a democracia para mim.
Não fiz greve porque sim. Não fiz greve pelo porreirismo ou de não ser apontado como tal. Não o fiz para me gabarolar disso. Fiz porque estou cansado. Fiz porque olho para cima e vejo pessoas reles, mesquinhas, mentirosas, falsas, que me dão asco profundo. Fiz greve porque estou farto de que a nossa democracia, de que eu tanto gosto, tenha um solavancozinho apenas no momento de votar. Isso só não chega, dizer o que nos vai na alma com sentido, educação, coerência é necessário e para tal, chamar a atenção é necessário. É só zombies.
Porque fiz greve? Porque foi a segunda greve geral de sempre, porque este é o tipo de "arma" que não pode não ter consequências apesar de sabermos que este dia só foi diferente. O manhã será igual. Mas felizmente sou novo e não posso, mesmo querendo, pegar numa arma e criar um novo solavanco histórico que tentasse mudar o curso da nossa maneira de ver e fazer as coisas. Se este fosse um país decente não teríamos as bestas que temos eleitas, não seriam as nossas elites as que são. Infelizmente é o que temos.
terça-feira, novembro 23
Medidas de poupança
Domínio No sossego..., Teorias da conspiração
segunda-feira, novembro 22
Outro registo
Mais pelo vídeo do que pela versão... faltam graves. Para abandonar o corpo na cama e ouvir sem misericórdia.
De volta à carga
Domínio No sossego..., Teorias da conspiração
sábado, novembro 20
Continuo revirando "discos" antigos
Vezes sem conta, as coisas mais belas são as mais simples, ou que assim nos sugerem os sentidos.
quinta-feira, novembro 18
Viagem no tempo
Baby I see this world has made you sad
Some people can be bad
The things they do, the things they say
But baby I'll wipe away those bitter tears
I'll chase away those restless fears
That turn your blue skies into grey
Why worry, there should be laughter after the pain
There should be sunshine after rain
These things have always been the same
So why worry now
Baby when I get down I turn to you
And you make sense of what I do
I know it isn't hard to say
But baby just when this world seems mean and cold
Our love comes shining red and gold
And all the rest is by the way
Why worry, there should be laughter after pain
There should be sunsh ine after rain
These things have always been the same
So why worry now
Há coisas, sem ser carros voadores presentes em filmes ou jigajogas complicadas, que nos faze viajar no tempo. Trazem as tardes de verão, das futeboladas, da malta "lá da porta", das poucas noites de estudo (não digam ao meu pai.. :) ), das noites de janela aberta, pés no parapeito a ouvir a vizinhança, os poucos carros que ali aceleravam, as luzes da cidade, do escuro enebriante do céu e do seu pontilhado de estrelas. Da ida a Lisboa ao primeiro concerto com "c" maiúsculo (obrigado pai) onde o ar quase faltou ao ouvi estes tipos sair do walkman ou do LP para ali à minha frente, entre outras tantas coisas. Carago... foi bom ser garoto.
quarta-feira, novembro 17
Be quiet, stay still, just listen over and over again
Chegar... desmontar "as ferramentas"... sentar no sofá... pés em cima da mobília porque este é um "algum lugar", não casa... ir buscar um copo, e gelo também... encostá-lo à têmpora, encher os pulmões e... descida rápida ao corpo... acordo no presente... vou ouvir Geater Davis até adormecer ou até que seja necessário mais gelo.
Domínio Excelente, Musica, No sossego...
terça-feira, novembro 16
Desvario.. nos problemas dos outros
Domínio No sossego..., Sociedade... em ensaio
segunda-feira, novembro 15
After thinking... revolution
"The dogmas of the quiet past are inadequate to the stormy present. The occasion is piled high with difficulty, and we must rise with the occasion. As our case is new, so we must think anew and act anew."
Abraham Lincoln
quinta-feira, novembro 11
quarta-feira, novembro 10
O que falta
Não sei como ainda não me tinha socorrido destes jovens bem parecidos to make a statement. Com os juros pelas nuvens já não vale apelar aos mercados... assim sendo anarchy in PT. Tenhamos, pelo menos, a dignidade já que o resto foi alienado, para decidirmos the way to go.
Domínio Actualidade, Musica, Video
domingo, novembro 7
sexta-feira, novembro 5
quarta-feira, novembro 3
sábado, outubro 30
Para não deixar o ritmo recuar
Os loucos estão certos
Os certos estão fartos
Os fartos são modernos com os pés no chão
Os sogros estão pobres
Os pobres estão mortos
Os mortos são vivos em preservação
O bairro está cheio
As cheias estão à porta
O António das chamuças mudou de canal
Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal
Os loucos estão parvos
Os parvos estão no trono
O trono que era bênção fez-se maldição
Os trilhos estão cruzados
A fome aí à espera
O tio veio ao casório para insultar o irmão
Os padres comem putos
Os putos comem ratos
Na igreja de São Torpes hoje há bacanal
Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal
Ai, ai, ai
Já que a gente se habitua ao ai
Ai, ai, ai
Já que a borga continua
Já que o ritmo não recua
Seja o filho avó do pai
Os Loucos estão certos
Os certos estão fartos
Os fartos são modernos com os pés no chão
Os trilhos estão cruzados
A fome aí à espera
O tio veio ao casório para insultar o irmão
Os padres comem putos
Os putos comem ratos
Na igreja de São Torpes hoje há bacanal
Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal
Ai, ai, ai
Já que a gente se habitua ao ai
Ai, ai, ai
Já que a borga continua
Já que o ritmo não recua
Seja o filho avó do pai
quinta-feira, outubro 28
Há-de abrir-se ao meio.. a democracia
Portugal encontra-se num capricho democrático de tal ordem que a própria democracia, pelo menos este estado democrático, corre perigo uma vez que os caprichos são de tendências suicidas. Este nível de negação só encontra comparação ou paralelismo, no mínimo em idiotice, aos comentários do Ministro da Propaganda Iraquiano que dizia que “no país estava tudo bem, a soberania estava mantida” no momento em que os militares estado-unidenses já lhe haviam invadido o “quintal”, ou ao célebre jogador de futebol que afirmou convicto e orgulhoso que “estávamos à beira do precipício e demos um passo em frente para darmos a volta”.
Portugal está assim, em negação profunda e como tal carece de um choque. Quem é que saí de cara lavada desta negociação pífia? Ninguém. Ninguém dos últimos dez, quinze, vinte anos. Se este fosse um país do primeiro mundo… bem nem vou por aí. Se este fosse um país e basta, as responsabilidades seriam imputadas aos pais disto tudo. Ninguém está a salvo, ninguém pode vir de cara lavada às televisões dizer que a culpa é do outro. Desde a entrada, pela última vez, do FMI no país, que medidas sérias, honestas, correctas deveriam ser o apanágio do nosso establishment mas esse não foi o caso. Quem hoje reclama com o estado de sítio (e não de coisas porque isto parece o farwest) são precisamente aqueles que sugaram, e sugam há décadas, e às claras o estado. Uma vida mas várias reformas muitas delas conseguidas com um quinto do tempo que é exigido ao mero português Isto só tem um nome, roubo. Pessoas assim e os que os puseram nesse estado de “mais-valias” merecem nada mais do que insultos, vilipêndios, agressões por onde quer que passem. E não me digam que lhes devemos muito! Devemos sim mas esta não é uma divida com fim à vista só com a morte. O verdadeiro estadista, qualquer que ele seja, não é o que fica para a história como sendo possuidor de muita riqueza, é aquele que a história classifica como bem inestimável.
Somos um país ingovernável pelo simples facto de que não temos em nós essa capacidade inata. A massa maior do país não a colhe, não a possuí e então é fácil entender: 1.º o lodo em que nos encontramos – por exemplo (e só um): o nosso primeiro-ministro mentiu na questão do seu curso superior mas continua em funções; 2.º porque fogem de cá os que possuem essa capacidade e não considero como exemplos dignos Durão Barroso e António Guterres. Esses tresandam a lodo.
Cabe agora questionarmo-nos “o que se segue?”. Os dois partidos políticos, os maiores e mais representativos, a bem ou a mal do país desde que a democracia se instalou como modelo político preferencial, não conseguem chegar a acordo. Era difícil? Não tanto quanto ter fome e não ter que comer. Não tanto como querer dar calor à família e não ter como. Não tanto como querer poder ser útil e trabalhar, com as vantagens sociais, familiares, psicológicas e eu sei lá, que isso traz, e não ter onde ou como - e ler o analfabeto deputado Ricardo Rodrigues afirmar que aproximadamente 5000 euros não lhe chegam para viver! Este homem, claramente não tem a dignidade suficiente para pisar este país quanto mais ser deputado e o que mais me preocupa, usa oxigénio que nos é precioso para pensarmos, mantermos as nossas funções vitais e já que ele o usa de modo tão pouco capaz, seria melhor que ele cessasse toda a actividade, até mesmo essa.
Pergunto-me, ao fim destes anos que tenho, em que sei que metade foram passados em crise, se este estado de podridão não terá chegado ao limite de dizer chega. “Obviamente que não”, berram-me as capas dos jornais, os analistas (bons e maus) que muito falam mas de pouco serve nas tv’s, da sondagem de hoje que diz que o PSD se aproxima de uma maioria absoluta… revolta-me o estômago. O povo realmente é sereno. Não temos tomates, não dizemos, chega, não está em nós. A democracia está moribunda. A democracia assim está porque não tivemos capacidade de a regenerar com o voto e porque olhámos para o lado e não nos fazemos valer como povo. Somos ralé moribunda e este estado de coisas atingiu-se pela própria incompetência dos decisores políticos e não por uma qualquer acção social da populaça.
Solução à vista? A democracia está moribunda e irá morrer. Se não morrer, continuará moribunda a alimentar-se da mama podre social-democrata em maioria absoluta e isso será o remake de um filme vezes de mais visto. Somos um povo em extinção porque seremos, em breve, um povo sem nação. Se é que ainda alguma resta.







