quinta-feira, novembro 11

quarta-feira, novembro 10

O que falta

Não sei como ainda não me tinha socorrido destes jovens bem parecidos to make a statement. Com os juros pelas nuvens já não vale apelar aos mercados... assim sendo anarchy in PT. Tenhamos, pelo menos, a dignidade já que o resto foi alienado, para decidirmos the way to go.

domingo, novembro 7

sexta-feira, novembro 5

quarta-feira, novembro 3

sábado, outubro 30

Para não deixar o ritmo recuar



Os loucos estão certos
Os certos estão fartos
Os fartos são modernos com os pés no chão

Os sogros estão pobres
Os pobres estão mortos
Os mortos são vivos em preservação

O bairro está cheio
As cheias estão à porta
O António das chamuças mudou de canal

Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal

Os loucos estão parvos
Os parvos estão no trono
O trono que era bênção fez-se maldição

Os trilhos estão cruzados
A fome aí à espera
O tio veio ao casório para insultar o irmão

Os padres comem putos
Os putos comem ratos
Na igreja de São Torpes hoje há bacanal

Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal

Ai, ai, ai
Já que a gente se habitua ao ai
Ai, ai, ai
Já que a borga continua
Já que o ritmo não recua
Seja o filho avó do pai

Os Loucos estão certos
Os certos estão fartos
Os fartos são modernos com os pés no chão

Os trilhos estão cruzados
A fome aí à espera
O tio veio ao casório para insultar o irmão

Os padres comem putos
Os putos comem ratos
Na igreja de São Torpes hoje há bacanal

Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal

Ai, ai, ai
Já que a gente se habitua ao ai
Ai, ai, ai
Já que a borga continua
Já que o ritmo não recua
Seja o filho avó do pai

Deixem que os acordes ocupem o lugar das ideias

quinta-feira, outubro 28

Há-de abrir-se ao meio.. a democracia


Portugal está doente. Não é novidade é a mera constatação de um facto, que apesar de elementar, não deixa de ser relevante. Doente em dimensões tais que apenas a física quântica teria capacidade de projectar em gráfico ou diagrama. Mas sabemos de física, somos mais letrados do que julgamos, já que ontem tudo se resumia a um esquema, ao da subida ou descida das taxas de juro nos noticiários do primetime. Se conseguíssemos compilar os humores dos líderes políticos nacionais em diagrama e se o comparássemos com o gráfico das taxas de juro encontraríamos, certamente, algo que todo o aluno do nono ano de escolaridade veria – proporcionalidade directa.
Portugal encontra-se num capricho democrático de tal ordem que a própria democracia, pelo menos este estado democrático, corre perigo uma vez que os caprichos são de tendências suicidas. Este nível de negação só encontra comparação ou paralelismo, no mínimo em idiotice, aos comentários do Ministro da Propaganda Iraquiano que dizia que “no país estava tudo bem, a soberania estava mantida” no momento em que os militares estado-unidenses já lhe haviam invadido o “quintal”, ou ao célebre jogador de futebol que afirmou convicto e orgulhoso que “estávamos à beira do precipício e demos um passo em frente para darmos a volta”.
Portugal está assim, em negação profunda e como tal carece de um choque. Quem é que saí de cara lavada desta negociação pífia? Ninguém. Ninguém dos últimos dez, quinze, vinte anos. Se este fosse um país do primeiro mundo… bem nem vou por aí. Se este fosse um país e basta, as responsabilidades seriam imputadas aos pais disto tudo. Ninguém está a salvo, ninguém pode vir de cara lavada às televisões dizer que a culpa é do outro. Desde a entrada, pela última vez, do FMI no país, que medidas sérias, honestas, correctas deveriam ser o apanágio do nosso establishment mas esse não foi o caso. Quem hoje reclama com o estado de sítio (e não de coisas porque isto parece o farwest) são precisamente aqueles que sugaram, e sugam há décadas, e às claras o estado. Uma vida mas várias reformas muitas delas conseguidas com um quinto do tempo que é exigido ao mero português Isto só tem um nome, roubo. Pessoas assim e os que os puseram nesse estado de “mais-valias” merecem nada mais do que insultos, vilipêndios, agressões por onde quer que passem. E não me digam que lhes devemos muito! Devemos sim mas esta não é uma divida com fim à vista só com a morte. O verdadeiro estadista, qualquer que ele seja, não é o que fica para a história como sendo possuidor de muita riqueza, é aquele que a história classifica como bem inestimável.
Somos um país ingovernável pelo simples facto de que não temos em nós essa capacidade inata. A massa maior do país não a colhe, não a possuí e então é fácil entender: 1.º o lodo em que nos encontramos – por exemplo (e só um): o nosso primeiro-ministro mentiu na questão do seu curso superior mas continua em funções; 2.º porque fogem de cá os que possuem essa capacidade e não considero como exemplos dignos Durão Barroso e António Guterres. Esses tresandam a lodo.
Cabe agora questionarmo-nos “o que se segue?”. Os dois partidos políticos, os maiores e mais representativos, a bem ou a mal do país desde que a democracia se instalou como modelo político preferencial, não conseguem chegar a acordo. Era difícil? Não tanto quanto ter fome e não ter que comer. Não tanto como querer dar calor à família e não ter como. Não tanto como querer poder ser útil e trabalhar, com as vantagens sociais, familiares, psicológicas e eu sei lá, que isso traz, e não ter onde ou como - e ler o analfabeto deputado Ricardo Rodrigues afirmar que aproximadamente 5000 euros não lhe chegam para viver! Este homem, claramente não tem a dignidade suficiente para pisar este país quanto mais ser deputado e o que mais me preocupa, usa oxigénio que nos é precioso para pensarmos, mantermos as nossas funções vitais e já que ele o usa de modo tão pouco capaz, seria melhor que ele cessasse toda a actividade, até mesmo essa.
Pergunto-me, ao fim destes anos que tenho, em que sei que metade foram passados em crise, se este estado de podridão não terá chegado ao limite de dizer chega. “Obviamente que não”, berram-me as capas dos jornais, os analistas (bons e maus) que muito falam mas de pouco serve nas tv’s, da sondagem de hoje que diz que o PSD se aproxima de uma maioria absoluta… revolta-me o estômago. O povo realmente é sereno. Não temos tomates, não dizemos, chega, não está em nós. A democracia está moribunda. A democracia assim está porque não tivemos capacidade de a regenerar com o voto e porque olhámos para o lado e não nos fazemos valer como povo. Somos ralé moribunda e este estado de coisas atingiu-se pela própria incompetência dos decisores políticos e não por uma qualquer acção social da populaça.
Solução à vista? A democracia está moribunda e irá morrer. Se não morrer, continuará moribunda a alimentar-se da mama podre social-democrata em maioria absoluta e isso será o remake de um filme vezes de mais visto. Somos um povo em extinção porque seremos, em breve, um povo sem nação. Se é que ainda alguma resta.

quarta-feira, outubro 27

Poesia . 22



Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

José Régio

Que nasceu 1.º: o roubou ou a crise?


segunda-feira, outubro 25

sexta-feira, outubro 15



Só tenho insultos na cabeça e, como tal, não vou baixar a esse nível. Agradeço sim às bestas votantes desta espécie de... coisa demasiado reles.

segunda-feira, setembro 27

De ficar de olhos em bico...

Vejam e pasmem, casa do inspector "gadget"

sábado, setembro 25

Senhores em boa onda, sim senhor



Este vídeo encontra-se aqui por que estes dois são uns senhores, assim deveria ser sempre o desporto, e porque esta é publicidade por uma boa causa. Quem puder que vá, eu ía :)

sábado, setembro 18

Um cartoon de verdades



Viva a produção nacional que, na música, vai de vento em popa.

Porque há coisas assim...



Sou seguidor indefectível e indestrutível de música mais pesada, principalmente dos seus primórdios - black sabbatth, led zeppelin ou então dos mais recentes como metallica entre outros. Por outro lado ouço tudo desde clássica até músicas do mundo, depende do estado de espírito, como em toda a gente. No entanto existe algo a que não sou muito dado - mainstream. É como se fosse uma coisa de... garoto, não gosto de ir em modas :). Pois bem tudo isto para dizer que coloco este video porque tem um "je ne sais quoi", um raio de uma batida, de um ritmo, mesmo com arranjos sobre arranjos, sintetizadores e mais efeitos sonoros que um filme da pixar mas... faz-me parar o raio do raciocínio, do que estava a fazer, quase como se me tornasse rato na presença do flautista de Hamelin. Não entendo. E depois insisto e re-insisto no replay, quando no carro, fico fulo por não existir rewind que valha. Só apetece trocar os sons da natureza por uns minutos desta música a ecoar pela Terra toda - coisa estranha. E depois... a mulher tem uma voz que arrasta uma força digna do martelo de Thor, uma intensidade magnífica. Para além de que visualmente é de tirar o fôlego. E quando tudo se junta assim... press play, again :)

quinta-feira, setembro 16

segunda-feira, setembro 6

Poesia . 21




Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.


Antero de Quental


Post scriptum: aconselho "causa da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos". Tratarei de colocar excertos estranhamente actuais.

Ouço ali os primórdios do rock...

Grande batida de um tipo com grande pancada.