sábado, outubro 30
quinta-feira, outubro 28
Há-de abrir-se ao meio.. a democracia
Portugal está doente. Não é novidade é a mera constatação de um facto, que apesar de elementar, não deixa de ser relevante. Doente em dimensões tais que apenas a física quântica teria capacidade de projectar em gráfico ou diagrama. Mas sabemos de física, somos mais letrados do que julgamos, já que ontem tudo se resumia a um esquema, ao da subida ou descida das taxas de juro nos noticiários do primetime. Se conseguíssemos compilar os humores dos líderes políticos nacionais em diagrama e se o comparássemos com o gráfico das taxas de juro encontraríamos, certamente, algo que todo o aluno do nono ano de escolaridade veria – proporcionalidade directa.
Portugal encontra-se num capricho democrático de tal ordem que a própria democracia, pelo menos este estado democrático, corre perigo uma vez que os caprichos são de tendências suicidas. Este nível de negação só encontra comparação ou paralelismo, no mínimo em idiotice, aos comentários do Ministro da Propaganda Iraquiano que dizia que “no país estava tudo bem, a soberania estava mantida” no momento em que os militares estado-unidenses já lhe haviam invadido o “quintal”, ou ao célebre jogador de futebol que afirmou convicto e orgulhoso que “estávamos à beira do precipício e demos um passo em frente para darmos a volta”.
Portugal está assim, em negação profunda e como tal carece de um choque. Quem é que saí de cara lavada desta negociação pífia? Ninguém. Ninguém dos últimos dez, quinze, vinte anos. Se este fosse um país do primeiro mundo… bem nem vou por aí. Se este fosse um país e basta, as responsabilidades seriam imputadas aos pais disto tudo. Ninguém está a salvo, ninguém pode vir de cara lavada às televisões dizer que a culpa é do outro. Desde a entrada, pela última vez, do FMI no país, que medidas sérias, honestas, correctas deveriam ser o apanágio do nosso establishment mas esse não foi o caso. Quem hoje reclama com o estado de sítio (e não de coisas porque isto parece o farwest) são precisamente aqueles que sugaram, e sugam há décadas, e às claras o estado. Uma vida mas várias reformas muitas delas conseguidas com um quinto do tempo que é exigido ao mero português Isto só tem um nome, roubo. Pessoas assim e os que os puseram nesse estado de “mais-valias” merecem nada mais do que insultos, vilipêndios, agressões por onde quer que passem. E não me digam que lhes devemos muito! Devemos sim mas esta não é uma divida com fim à vista só com a morte. O verdadeiro estadista, qualquer que ele seja, não é o que fica para a história como sendo possuidor de muita riqueza, é aquele que a história classifica como bem inestimável.
Somos um país ingovernável pelo simples facto de que não temos em nós essa capacidade inata. A massa maior do país não a colhe, não a possuí e então é fácil entender: 1.º o lodo em que nos encontramos – por exemplo (e só um): o nosso primeiro-ministro mentiu na questão do seu curso superior mas continua em funções; 2.º porque fogem de cá os que possuem essa capacidade e não considero como exemplos dignos Durão Barroso e António Guterres. Esses tresandam a lodo.
Cabe agora questionarmo-nos “o que se segue?”. Os dois partidos políticos, os maiores e mais representativos, a bem ou a mal do país desde que a democracia se instalou como modelo político preferencial, não conseguem chegar a acordo. Era difícil? Não tanto quanto ter fome e não ter que comer. Não tanto como querer dar calor à família e não ter como. Não tanto como querer poder ser útil e trabalhar, com as vantagens sociais, familiares, psicológicas e eu sei lá, que isso traz, e não ter onde ou como - e ler o analfabeto deputado Ricardo Rodrigues afirmar que aproximadamente 5000 euros não lhe chegam para viver! Este homem, claramente não tem a dignidade suficiente para pisar este país quanto mais ser deputado e o que mais me preocupa, usa oxigénio que nos é precioso para pensarmos, mantermos as nossas funções vitais e já que ele o usa de modo tão pouco capaz, seria melhor que ele cessasse toda a actividade, até mesmo essa.
Pergunto-me, ao fim destes anos que tenho, em que sei que metade foram passados em crise, se este estado de podridão não terá chegado ao limite de dizer chega. “Obviamente que não”, berram-me as capas dos jornais, os analistas (bons e maus) que muito falam mas de pouco serve nas tv’s, da sondagem de hoje que diz que o PSD se aproxima de uma maioria absoluta… revolta-me o estômago. O povo realmente é sereno. Não temos tomates, não dizemos, chega, não está em nós. A democracia está moribunda. A democracia assim está porque não tivemos capacidade de a regenerar com o voto e porque olhámos para o lado e não nos fazemos valer como povo. Somos ralé moribunda e este estado de coisas atingiu-se pela própria incompetência dos decisores políticos e não por uma qualquer acção social da populaça.
Solução à vista? A democracia está moribunda e irá morrer. Se não morrer, continuará moribunda a alimentar-se da mama podre social-democrata em maioria absoluta e isso será o remake de um filme vezes de mais visto. Somos um povo em extinção porque seremos, em breve, um povo sem nação. Se é que ainda alguma resta.
Portugal encontra-se num capricho democrático de tal ordem que a própria democracia, pelo menos este estado democrático, corre perigo uma vez que os caprichos são de tendências suicidas. Este nível de negação só encontra comparação ou paralelismo, no mínimo em idiotice, aos comentários do Ministro da Propaganda Iraquiano que dizia que “no país estava tudo bem, a soberania estava mantida” no momento em que os militares estado-unidenses já lhe haviam invadido o “quintal”, ou ao célebre jogador de futebol que afirmou convicto e orgulhoso que “estávamos à beira do precipício e demos um passo em frente para darmos a volta”.
Portugal está assim, em negação profunda e como tal carece de um choque. Quem é que saí de cara lavada desta negociação pífia? Ninguém. Ninguém dos últimos dez, quinze, vinte anos. Se este fosse um país do primeiro mundo… bem nem vou por aí. Se este fosse um país e basta, as responsabilidades seriam imputadas aos pais disto tudo. Ninguém está a salvo, ninguém pode vir de cara lavada às televisões dizer que a culpa é do outro. Desde a entrada, pela última vez, do FMI no país, que medidas sérias, honestas, correctas deveriam ser o apanágio do nosso establishment mas esse não foi o caso. Quem hoje reclama com o estado de sítio (e não de coisas porque isto parece o farwest) são precisamente aqueles que sugaram, e sugam há décadas, e às claras o estado. Uma vida mas várias reformas muitas delas conseguidas com um quinto do tempo que é exigido ao mero português Isto só tem um nome, roubo. Pessoas assim e os que os puseram nesse estado de “mais-valias” merecem nada mais do que insultos, vilipêndios, agressões por onde quer que passem. E não me digam que lhes devemos muito! Devemos sim mas esta não é uma divida com fim à vista só com a morte. O verdadeiro estadista, qualquer que ele seja, não é o que fica para a história como sendo possuidor de muita riqueza, é aquele que a história classifica como bem inestimável.
Somos um país ingovernável pelo simples facto de que não temos em nós essa capacidade inata. A massa maior do país não a colhe, não a possuí e então é fácil entender: 1.º o lodo em que nos encontramos – por exemplo (e só um): o nosso primeiro-ministro mentiu na questão do seu curso superior mas continua em funções; 2.º porque fogem de cá os que possuem essa capacidade e não considero como exemplos dignos Durão Barroso e António Guterres. Esses tresandam a lodo.
Cabe agora questionarmo-nos “o que se segue?”. Os dois partidos políticos, os maiores e mais representativos, a bem ou a mal do país desde que a democracia se instalou como modelo político preferencial, não conseguem chegar a acordo. Era difícil? Não tanto quanto ter fome e não ter que comer. Não tanto como querer dar calor à família e não ter como. Não tanto como querer poder ser útil e trabalhar, com as vantagens sociais, familiares, psicológicas e eu sei lá, que isso traz, e não ter onde ou como - e ler o analfabeto deputado Ricardo Rodrigues afirmar que aproximadamente 5000 euros não lhe chegam para viver! Este homem, claramente não tem a dignidade suficiente para pisar este país quanto mais ser deputado e o que mais me preocupa, usa oxigénio que nos é precioso para pensarmos, mantermos as nossas funções vitais e já que ele o usa de modo tão pouco capaz, seria melhor que ele cessasse toda a actividade, até mesmo essa.
Pergunto-me, ao fim destes anos que tenho, em que sei que metade foram passados em crise, se este estado de podridão não terá chegado ao limite de dizer chega. “Obviamente que não”, berram-me as capas dos jornais, os analistas (bons e maus) que muito falam mas de pouco serve nas tv’s, da sondagem de hoje que diz que o PSD se aproxima de uma maioria absoluta… revolta-me o estômago. O povo realmente é sereno. Não temos tomates, não dizemos, chega, não está em nós. A democracia está moribunda. A democracia assim está porque não tivemos capacidade de a regenerar com o voto e porque olhámos para o lado e não nos fazemos valer como povo. Somos ralé moribunda e este estado de coisas atingiu-se pela própria incompetência dos decisores políticos e não por uma qualquer acção social da populaça.
Solução à vista? A democracia está moribunda e irá morrer. Se não morrer, continuará moribunda a alimentar-se da mama podre social-democrata em maioria absoluta e isso será o remake de um filme vezes de mais visto. Somos um povo em extinção porque seremos, em breve, um povo sem nação. Se é que ainda alguma resta.
quarta-feira, outubro 27
Poesia . 22
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
José Régio
Domínio Pedrada no charco, Poesia, Portugal
segunda-feira, outubro 25
sexta-feira, outubro 15
Só tenho insultos na cabeça e, como tal, não vou baixar a esse nível. Agradeço sim às bestas votantes desta espécie de... coisa demasiado reles.
Domínio Mãos no ar isto é um assalto, Video
segunda-feira, setembro 27
De ficar de olhos em bico...
Vejam e pasmem, casa do inspector "gadget"
Domínio Curiosidades, Excelente, Video
sábado, setembro 25
Senhores em boa onda, sim senhor
Este vídeo encontra-se aqui por que estes dois são uns senhores, assim deveria ser sempre o desporto, e porque esta é publicidade por uma boa causa. Quem puder que vá, eu ía :)
sábado, setembro 18
Porque há coisas assim...
Sou seguidor indefectível e indestrutível de música mais pesada, principalmente dos seus primórdios - black sabbatth, led zeppelin ou então dos mais recentes como metallica entre outros. Por outro lado ouço tudo desde clássica até músicas do mundo, depende do estado de espírito, como em toda a gente. No entanto existe algo a que não sou muito dado - mainstream. É como se fosse uma coisa de... garoto, não gosto de ir em modas :). Pois bem tudo isto para dizer que coloco este video porque tem um "je ne sais quoi", um raio de uma batida, de um ritmo, mesmo com arranjos sobre arranjos, sintetizadores e mais efeitos sonoros que um filme da pixar mas... faz-me parar o raio do raciocínio, do que estava a fazer, quase como se me tornasse rato na presença do flautista de Hamelin. Não entendo. E depois insisto e re-insisto no replay, quando no carro, fico fulo por não existir rewind que valha. Só apetece trocar os sons da natureza por uns minutos desta música a ecoar pela Terra toda - coisa estranha. E depois... a mulher tem uma voz que arrasta uma força digna do martelo de Thor, uma intensidade magnífica. Para além de que visualmente é de tirar o fôlego. E quando tudo se junta assim... press play, again :)
quinta-feira, setembro 16
segunda-feira, setembro 6
Poesia . 21
Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...
Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...
Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...
Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...
Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...
Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...
Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.
Antero de Quental
Post scriptum: aconselho "causa da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos". Tratarei de colocar excertos estranhamente actuais.
Ingenuidade ou hipocrisia?
O título presta-se a estas linhas pelo seguinte ponto de vista. Numa fase de crescendo extremar de posições e em que se perfila que o governo dificilmente chegará ao fim da legislatura, cumpre pensar: seremos guiados pela ingenuidade e acabaremos seduzidos pelo ar límpido do líder do PSD ou será que optaremos, hipocritamente, pela hipocrisia auto-elogiosa reinante?
Não é fácil, assim como está, esta questão não nos leva a lado nenhum, a não ser ao suicídio. Votar PS jamais (desta vez sem ponto de exclamação) – o ressentimento que tinha neste momento ganhou vida na forma da indiferença. Nem que Deus, ou Einstein, venha à terra dizer que aquele é o caminho da luz, eu cega e decididamente virarei para outro lado. Votar PSD perfila-se difícil. Mudança exige-se mas aquele jovem herói não me inspira nenhuma confiança, isto apesar de, aqui e ali, este ter querido valer a sua “coluna direita” ao mostrar de um modo atabalhoado mas directo, a sua visão de muita coisa. Não me considero com simpatia partidária ou sequer simpatia posicional (esquerda, direita ou centro) – considero que essa conversa está ultrapassada – mas acredito e perfazem-me valores que acham que certas propostas demasiado retorcidas e ingénuas (aqui é o meu alter-ego a crer-me sabedor de “coisas”…).
Então em quase histeria e impacientemente perguntam-se: que será de nós!? Calma. O que vai acontecer é, tipicamente, o que tem acontecido ao vulgozinho, a este retalho de terra. Não vamos ter capacidade para alterar a situação e, no extremo, acabarão por chegar cá uns fatos estrangeiros que irão tratar da gente como aconteceu em, salvo erro, no início década de oitenta. E porque não temos capacidade? Primeiro porque caminhamos para o analfabetismo com esta espécie de via verde educativa e depois porque não está na nossa mão fazê-lo. A melhor maneira de mudar isto seria com outro sistema legislativo, isto é, termos a possibilidade de eleger directamente que nós queremos ver no parlamento, este último também reduzido a metade. A capacidade de eleger menos, e directamente, os membros do parlamento faria com que a renovação da sua posição parlamentar viesse carimbada com a responsabilização ao longo de uma legislatura. Isto, na minha ingenuidade, seria uma espécie de aprumo da raça parlamentar, algo que se perdeu e que originou esta penumbra de uma arte intemporal - a política.
Não é fácil, assim como está, esta questão não nos leva a lado nenhum, a não ser ao suicídio. Votar PS jamais (desta vez sem ponto de exclamação) – o ressentimento que tinha neste momento ganhou vida na forma da indiferença. Nem que Deus, ou Einstein, venha à terra dizer que aquele é o caminho da luz, eu cega e decididamente virarei para outro lado. Votar PSD perfila-se difícil. Mudança exige-se mas aquele jovem herói não me inspira nenhuma confiança, isto apesar de, aqui e ali, este ter querido valer a sua “coluna direita” ao mostrar de um modo atabalhoado mas directo, a sua visão de muita coisa. Não me considero com simpatia partidária ou sequer simpatia posicional (esquerda, direita ou centro) – considero que essa conversa está ultrapassada – mas acredito e perfazem-me valores que acham que certas propostas demasiado retorcidas e ingénuas (aqui é o meu alter-ego a crer-me sabedor de “coisas”…).
Então em quase histeria e impacientemente perguntam-se: que será de nós!? Calma. O que vai acontecer é, tipicamente, o que tem acontecido ao vulgozinho, a este retalho de terra. Não vamos ter capacidade para alterar a situação e, no extremo, acabarão por chegar cá uns fatos estrangeiros que irão tratar da gente como aconteceu em, salvo erro, no início década de oitenta. E porque não temos capacidade? Primeiro porque caminhamos para o analfabetismo com esta espécie de via verde educativa e depois porque não está na nossa mão fazê-lo. A melhor maneira de mudar isto seria com outro sistema legislativo, isto é, termos a possibilidade de eleger directamente que nós queremos ver no parlamento, este último também reduzido a metade. A capacidade de eleger menos, e directamente, os membros do parlamento faria com que a renovação da sua posição parlamentar viesse carimbada com a responsabilização ao longo de uma legislatura. Isto, na minha ingenuidade, seria uma espécie de aprumo da raça parlamentar, algo que se perdeu e que originou esta penumbra de uma arte intemporal - a política.
quarta-feira, agosto 25
terça-feira, agosto 24
Melloncollie and the infinite sadness
Há dias que não deviam chegar sem consentimento. Onde a falta da nossa palavra fosse decisiva para a construção deste. Porque assim se sente um mundo de gente constantemente mas hoje, em especial, é diferente porque tocou aos meus. E tudo o resto é tão ridículo... The memory remains.
Domínio Podia ter ficado para depois
sexta-feira, agosto 20
Os malandros a querer tratar dos malandros
Antes de... faço votos de que tenham sido ou estejam ainda a ser uns dias de merecido descanso.
Hoje deparei-me com uma notícia que me fez voltar, ordeiramente, ao teclado. O estado decidiu chamar, como as marcas fazem com os carros defeituosos, todos os beneficiários de subsídios vários (são alguns, não me vou perder neles) para que seja feita uma actualização dos dados muito à luz das alterações previstas numa recente letra de lei. Segundo esta, um subsidiário deste tipo de benefícios terá que: fazer prova de que o património mobiliário do seu agregado familiar não pode exceder os 100 mil euros; provar que, em comum com este, não vivam incluindo parentes e afins maiores “em linha recta e em linha colateral até ao terceiro grau, só para citar estes dois... Com isto querem dizer duas coisas: 1.º não podem viver muitos na mesma casa porque se isso acontecer, e se todos estiverem empregados, não há nada para niguém ou, em alternativa, não se pode ter o avô ou a avó em casa - há que matá-los...
Por outro lado, não se pode ter casa. Quem tiver um reles T1 comprado em Lisboa (qualquer caixa de palitos vale mais do que 100 mil euros), se tiver feito uma pequena carreira contributiva de 5 ou 7 anitos e se se vir desempregado, já não tem direito a nada... Curiosa esta.. como um T1 em Telheiras vale mais do que uma vivenda de 10 assoalhadas em Grândola, o proprietário da vivenda terá direito aos benefícios e o lisboeta não. Que "telha"... Mas nem tudo é miserável senão pensem, esta é a primeira medida de repovoamento do reino português desde os tempos de... D. Sancho I!? Avé Sócrates e a sua corja.
Não quero com este texto dizer que tudo está bem na atribuição dos benefícios, mas também não me parece que isto seja a opção, sequer perto do correcto. Agora será bonito é conseguir encontrar um indivíduo, com casa própria, beneficiário de, por exemplo, subsídio de desemprego em Lisboa, Porto, Gaia, Braga, Oeiras, Coimbra, Aveiro, Faro, Almada, Évora... and so on and so on.
sexta-feira, julho 30
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