segunda-feira, abril 12

Natalie Merchant sings old poems to life


Ando com bastantes coisas para comentar, escrever, libertar mas.. amoleço de fronte das teclas. Só apetece que o gasóleo não acabe, que a estrada não se esgote numa qualquer curva, que o tempo se suspenda e que o Sol por uma vez, só por uma vez não deixe que a Terra rode na sua rotina mediana de sempre, no seu "fazer como sempre fez". E por vezes também paro a escrita antes de essa se materializar virtualmente porque encontro momentos assim. É uma sugestão, como tudo aqui. Mais um video, mais uma palavras em jeito de ritmo.

quarta-feira, março 24

Canção p'embalar



O que soa assim, se soa a inferno.. i'm doomed

segunda-feira, março 22

segunda-feira, março 8

sexta-feira, fevereiro 26

Poesia . 19


Em jeito de retorno aos bons e velhos hábitos...

Durmo ou não durmo? Passam juntas em minha alma.

Durmo ou não? Passam juntas em minha alma
Coisas da alma e da vida em confusão,
Nesta mistura atribulada e calma
Em que não sei se durmo ou não.

Sou dois seres e duas consciências
Como dois homens indo braço-dado.
Sonolento revolvo omnisciências,
Turbulentamente estagnado.

Mas, lento, vago, emerjo de meu dois.
Disperto. Enfim: sou um, na realidade.
Espreguiço-me. Estou bem... Porquê depois,
De quê, esta vaga saudade?

domingo, fevereiro 21

And the oscar goes to...



Pela brilhante ("sempre que brilh'ó SOL naquela praiaaaaaaaaaaaaaa") participação em novelas como: "Azulhejos para que te quero! - uma casa das beiras concerteza"; "A trama do lixo - o lixo acumulado, um homem, o seu destino"; "Freesport - a intriga de um cheque em branco na corrida da ponte"; "O canudo roqueforte - o curso não era o seu forte, mas o técnico salvou-o"; "O tal canal - a missão de acabar com o terrível fantasma T ' VI"; "O escuta mirim - o surdo que ouvia o que queria e o que queria mesmo!" Que outros projectos estarão calha?

E de repente, foi-se a ilha na força da encosta.

E quando pensamos que estamos a salvo destas catástrofes heis que... nos colocam no sítio à força. Algo me diz que as mutações climáticas trarão mais destes eventos até nós. Estar preparados é o mínimo que se nos exige e o máximo que podemos fazer. Força para a madeira.

sábado, fevereiro 20

The one who seeks so.. maybe.. he may find



Quero deixar um forte abraço ao procurador-geral da república pela dificuldade da sua tarefa. Ele é o português com a tarefa mais difícil. Mais difícil que tirar Portugal do pântano económico, político e de valores, mais difícil que adivinhar o final das novelas sopeiras portuguesas, mais difícil que aguentar as intermináveis e inconsequentes sessões no parlamento, mais difícil que acreditar que Sócrates não é culpado em alguma das, já seis ou sete, situações político-técnico-tácticas que se lêem nos matutinos, principalmente nos sobranceiros ao fim-de-semana. Pinto Monteiro é o procurador-geral da república, isto é, cabe-lhe a tremenda tarefa de procurar a República Portuguesa! Não é tarefa de somenos acreditem, dignas das aventuras, com relato apaixonante, de David Attenborough, uma vez que da mesma existem míseros e ínfimos relatos de ter sido avistada na primeira e segunda metades do século XX. É realmente uma tarefa hercúlea.

sábado, dezembro 12

Cheques com e sem.. cobertura.


No Brasil, essa terra que a nós muitos nos diz… praia, mulatas, futebol, beleza natural, corrupção… :) o governo decidiu entregar um cheque cultural. Até aqui… é questionável mas a qualidade da democracia mede-se pelo nível cultural do povo, assim sendo não foi um tiro no escuro ou será que…? Pois bem muitos dos presenteados decidiram gastar o seu carcanhol em pornografia… o que originou um alegre debate sobre se pornografia é cultura ou não. Pois bem pensemos...hmmm... nahh… dissertemos sobre ela: O género quando adaptado à tela é bom cinema e cinema é cultura. Ora vejamos - pessoas bonitas com roupas de gala, noutras situações em seus fatos de trabalho, estão sempre alegres mesmo em trabalho, dispostas sempre ao exercício físico diário e rigoroso; onde os profissionais quando contactados chegam a horas sejam canalizadores, pintores, mecânicos ou doutores, são competentes e inexcedíveis; onde tudo sempre acaba bem. Que mais se pode pedir? Haja cultura.

Nobel(ico)



Barack Obama finalmente recebeu o prémio Nobel da paz mas fê-lo humildemente falando em… guerra!? O prémio Nobel distinguiu numa perspectiva de responsabilidade para o futuro no que respeita principalmente ao seu papel como aglutinador universal de boas causas e actos mas o presidente dos EUA agradeceu justificando que esse futuro não irá ser radioso… descontando o contacto de alta velocidade que as pontas de balas com o, creio, elemento fósforo, traçam as noites dos cenários de guerra. E o presidente sueco terá pensado: “pstt pstt Sr. presidente talvez fosse melhor…” dá cá isso! O caminho faz-se caminhado.

Um pequeno grande jogador


“Gosto de marcar golos e já marquei muitos. Quando estou em frente do guarda-redes não tenho medo, faço de conta que ele não está lá e meto a bola bem no cantinho”
Estas são as simples mas descomplexadas e despretensiosas palavras que a idade de sete anos permite. Um miúdo saudável, muito bem-educado e castiço que tenho o privilégio de conhecer e que se prepara para embarcar numa daquelas aventuras que pode definir o seu trajecto enquanto Homem sempre sob o olhar atento e seguro da família. Não vai para o verde que o lhe transborda a alma mas segue para o lado de lá para conquistar o seu sonho. Força “Xico” continua sem medo e com coração guerreiro de leão!

Bizzarias


As últimas semanas têm sido profícuas em casos com relevância política que respinga a acção ou o poder judicial, sendo que, pelo meio, algum ou muito poder económico anda pelo meio. O mundo junta-se em Copenhaga para salvar e limpar o mundo e Portugal reage visível e invisivelmente, mostrando o nível de imundície que nos cerca, invade, nos completa como sociedade.
Eles foram tantos que se torna num esforço pessoal digno de uma maratona seguir tudo na ponta da língua. Ainda assim, e porque vivemos na sociedade da boa, inerte, má e reles informação que nos entra em contínuo pela sala de estar adentro. Na passada quinta-feira Armando Vara (AV) surgiu na RTP. Este tipo de “aberturas” ao público já as vimos noutros casos… pausa para relembrar… eu ajudo… Carlos Cruz, Dias Loureiro… Se é certo que nenhum está judicialmente condenado o mesmo não será dizer que tudo passou impune aos olhos do povo, e pergunta-se o caro leitor: Porque terá então, o povo português, o terrível estigma, entre outros, de condenar em jeito Lucky Luck, mais rápido que a sombra? Pois bem porque como Portugueses vivemos em Portugal e isso dá a indisfarçável vantagem de conhecer os meandros da pequena sociedade, da “mãozinha”, do “por debaixo da mesa”, do “jeitinho” e como para cima o código genético não se altera o nosso íntimo diz-nos que eles enganam, é assim é o jeito Português. Parafraseando os Romanos: O povo Português nem se governa nem se deixa governar.
Dão também que pensar afirmações de AV como por exemplo, não ipsis verbis mas quase: “recebi uma carta anónima no sentido de alertar o PM sobre escutas e deixei-a na gaveta” assim sem dono, para qualquer pessoa da limpeza, um filho, pessoal da judiciária a leia que isto é material de primeira, digno inclusive do plano nacional de leitura. Quem é que sendo muito amigo de alguém sabe de uma coisa destas e não diz nada? Deixa contar os dedinhos no ar… pois! Todos diziam pelo jeito portuguesinho de “não vá o diabo tecê-las”… E como estas outras naquela maravilho entrevista. Gostei particularmente do jeito como qualquer pessoa perdida pode subir à penthouse do BCP ou de como sinceramente afirmamos que somos facilitadores de contactos, como que entrepostos de favorecimentos.
O grave de tudo é que a justiça é redigida por estes “maduros”. O grave é que a justiça querendo ser cega não o é mas faz-se sim cega à delapidação das suas competências e meios sem que os seus actores protestem. O ainda mais grave é que neste país alguém que foi ex-secretário de estado e ocupou lugares de relevo no maior banco estatal e privado venha dizer com todos os dentes que sim favorece encontros e que não vê mal nisso. Títeres, somos títeres.

segunda-feira, novembro 23

O verdadeiro jogo, assim dizem.



Dizem, com razão ou sem julgem por vocês próprios, que este é o jogo mais difícil do mundo! Será marketing ou pura realidade. Experimentei. Não sendo mais ou menos dado a jogos do que o comum dos mortais, não o achei fácil nem difícil, foi qualquer coisa por entre extremos. De uma coisa estou certo, acho que devem tentar. O link fica AQUI. Para uma pausa "kit-kat".

quinta-feira, novembro 19

Team work



Mexo-me pelas coisas alegres e positivas. Esta é uma delas. Bem interessante este "movimento".

domingo, novembro 1

Homem da frente



E hoje toca a única música que não gostaríamos de ouvir. Hoje e sempre, pelo verdadeiro "Homem da frente" saquem os vossos discos, como ele fez outrora por nós, e dediquemos-lhe qualquer coisa boa.

segunda-feira, outubro 26

...apanha as canas



Convivas abalaram, tudo arrumado entre cantos, sala vazia e luzes desligadas que a arte prostrada na parede já sabe o que estes actos impõem. Pelo meio da última vez que decidi escrever houve uma eleição seguida de outra eleiçãozinha. Na segunda e, nuns casos, apenas a história nos faz perceber as distinções conseguidas, noutros o conformismo deu força às pernas para irem colocar a cruzinha. Nas primeiras ocorreu um mal menor. Não fiquei contente mas esta era a primeira vontade, abaixo com a maioria. Sou exigente mas quando a utopia nos guia a vontade, o desaparecimento em massa dos pseudo-políticos, cada situação parece um desafio extenuante. Votar nestas eleições foi como ir colher cogumelos sem perceber patavina do fungo. Os nossos políticos são fungos e seguramente prejudiciais à saúde, ao invés de alguns dos fungos alagadiços que são um acepipe.
Depois faltava ver como ficaria composto o governo sendo certo que a oposição reconfirmava as juras de verticalidade e inexistência de qualquer tipo de uniões agradáveis, uma dinâmica de pátio escolar: “não nos deixaste jogar à bola, agora que já não tens para ti, também não te deixamos jogar connosco! Toma!” Diz-se que todos temos uma criança em nós e é verdade. Por outro lado algumas pessoas perguntavam-me: então que achas da nova ministra? Sinceramente não sei mas a revolta não passou e olhando à personagem, com a probabilidade de errar como é óbvio até porque não fiz qualquer tipo de search ao ente em questão, acho que não é grande escolha e justifico porquê. Primeiro afirmam que é professora e sim é verdade e positivo principalmente quando nos lembramos do prodígio cessante e dos seus lacaios mas… há quanto tempo não exerce? Para mim isso faz imensa diferença. Depois parece-me como a Ministra de Saúde, isto é, é muito amorfa, não parece fazer nada de relevante e isso confirma-se pelo seu historial – uma pilha de livros escritos em parceria e umas posições de “ajuste directo”. Não lhe conheço, para bem ou mal, participação cívica sobre o tema educativo como tem, por exemplo, Santana Castilho. E falta ver se os estarolas amestrados permanecem ou não. Em relação aos discursos: O do Presidente, fraquinho, repetitivo, desprovido de novo alento, pé firme ou coragem como seria digno de um país moribundo mas que se recusa ao ritmo deprimente de uma qualquer fadinho lusitano. O do atleta de fim-de-semana, muito marcado por um acesso de portuguesismo, ou seja, acesso do coitadinho. És coitadinho? Toma lá uma casinha ou um subsídio para poderes não fazer nenhum e se tiveres uns rebentos, mais ganhas! O franzino atleta fez como se estivesse, mais uma vez, no pátio lá na escola: eu sou muito lindo, virtuoso e determinado mas aqueles meninos não me deixam brincar com todos os brinquedos como, onde e quando eu queeeeeero!
Pseudo-políticos é o que dá… Um carregamento de coragem para a residência do menino, se faz favor. A vida custa não é, Zé? Não vai durar muito.

PS: Um forte abraço, ou esganadela ainda não decidi, ao excelentíssimo ex-ministro, ex-eurodeputado e novel desavergonhado, João de Deus Pinheiro que mandou às favas o seu lugar de deputado em meia hora. Será que não é digno de Guiness? Devia ser digno era de umas quantas coisas do tipo… hmmm… ficar sem as subvenções vitalícias que amealhou ao longo da sua carreira?... existência pseudo-política. Já soube se assaltos que demoraram mais…

Telemarketing de pernas para o ar