segunda-feira, novembro 23

O verdadeiro jogo, assim dizem.



Dizem, com razão ou sem julgem por vocês próprios, que este é o jogo mais difícil do mundo! Será marketing ou pura realidade. Experimentei. Não sendo mais ou menos dado a jogos do que o comum dos mortais, não o achei fácil nem difícil, foi qualquer coisa por entre extremos. De uma coisa estou certo, acho que devem tentar. O link fica AQUI. Para uma pausa "kit-kat".

quinta-feira, novembro 19

Team work



Mexo-me pelas coisas alegres e positivas. Esta é uma delas. Bem interessante este "movimento".

domingo, novembro 1

Homem da frente



E hoje toca a única música que não gostaríamos de ouvir. Hoje e sempre, pelo verdadeiro "Homem da frente" saquem os vossos discos, como ele fez outrora por nós, e dediquemos-lhe qualquer coisa boa.

segunda-feira, outubro 26

...apanha as canas



Convivas abalaram, tudo arrumado entre cantos, sala vazia e luzes desligadas que a arte prostrada na parede já sabe o que estes actos impõem. Pelo meio da última vez que decidi escrever houve uma eleição seguida de outra eleiçãozinha. Na segunda e, nuns casos, apenas a história nos faz perceber as distinções conseguidas, noutros o conformismo deu força às pernas para irem colocar a cruzinha. Nas primeiras ocorreu um mal menor. Não fiquei contente mas esta era a primeira vontade, abaixo com a maioria. Sou exigente mas quando a utopia nos guia a vontade, o desaparecimento em massa dos pseudo-políticos, cada situação parece um desafio extenuante. Votar nestas eleições foi como ir colher cogumelos sem perceber patavina do fungo. Os nossos políticos são fungos e seguramente prejudiciais à saúde, ao invés de alguns dos fungos alagadiços que são um acepipe.
Depois faltava ver como ficaria composto o governo sendo certo que a oposição reconfirmava as juras de verticalidade e inexistência de qualquer tipo de uniões agradáveis, uma dinâmica de pátio escolar: “não nos deixaste jogar à bola, agora que já não tens para ti, também não te deixamos jogar connosco! Toma!” Diz-se que todos temos uma criança em nós e é verdade. Por outro lado algumas pessoas perguntavam-me: então que achas da nova ministra? Sinceramente não sei mas a revolta não passou e olhando à personagem, com a probabilidade de errar como é óbvio até porque não fiz qualquer tipo de search ao ente em questão, acho que não é grande escolha e justifico porquê. Primeiro afirmam que é professora e sim é verdade e positivo principalmente quando nos lembramos do prodígio cessante e dos seus lacaios mas… há quanto tempo não exerce? Para mim isso faz imensa diferença. Depois parece-me como a Ministra de Saúde, isto é, é muito amorfa, não parece fazer nada de relevante e isso confirma-se pelo seu historial – uma pilha de livros escritos em parceria e umas posições de “ajuste directo”. Não lhe conheço, para bem ou mal, participação cívica sobre o tema educativo como tem, por exemplo, Santana Castilho. E falta ver se os estarolas amestrados permanecem ou não. Em relação aos discursos: O do Presidente, fraquinho, repetitivo, desprovido de novo alento, pé firme ou coragem como seria digno de um país moribundo mas que se recusa ao ritmo deprimente de uma qualquer fadinho lusitano. O do atleta de fim-de-semana, muito marcado por um acesso de portuguesismo, ou seja, acesso do coitadinho. És coitadinho? Toma lá uma casinha ou um subsídio para poderes não fazer nenhum e se tiveres uns rebentos, mais ganhas! O franzino atleta fez como se estivesse, mais uma vez, no pátio lá na escola: eu sou muito lindo, virtuoso e determinado mas aqueles meninos não me deixam brincar com todos os brinquedos como, onde e quando eu queeeeeero!
Pseudo-políticos é o que dá… Um carregamento de coragem para a residência do menino, se faz favor. A vida custa não é, Zé? Não vai durar muito.

PS: Um forte abraço, ou esganadela ainda não decidi, ao excelentíssimo ex-ministro, ex-eurodeputado e novel desavergonhado, João de Deus Pinheiro que mandou às favas o seu lugar de deputado em meia hora. Será que não é digno de Guiness? Devia ser digno era de umas quantas coisas do tipo… hmmm… ficar sem as subvenções vitalícias que amealhou ao longo da sua carreira?... existência pseudo-política. Já soube se assaltos que demoraram mais…

Telemarketing de pernas para o ar

sábado, outubro 17

Muse - Invincible



Boa malha, dia 29 de Novembro lá estarei.

quinta-feira, setembro 3

Começa a escola.. lição 1: relatividade



Ao fim da tarde, um ginecologista aguarda a sua última paciente, que não chega. Depois de 30 minutos de espera, ele supõe que esta já não virá e resolve tomar um gin tónico para relaxar antes de voltar para casa. Instala-se confortavelmente numa poltrona e começa a ler o jornal quando toca a campainha. É a paciente que chega toda esbaforida e a pedir desculpas pelo atraso.
- Não tem importância - responde o médico.
Olhe, eu estava a beber um gin tónico enquanto a esperava. Quer um também para relaxar um pouco?
- Aceito com prazer - responde a paciente aliviada.
Ele serve-lhe um copo, senta-se na sua frente e começam a conversar sobre banalidades. De repente ouve-se um barulho de chave na porta do consultório. O médico tem um sobressalto, levanta-se bruscamente e diz:
- A minha mulher! Rápido, tire a roupa e abra as pernas!
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Conclusão: Na vida tudo é relativo...

terça-feira, setembro 1

Qual é o valor democrático individual?


Começo por esclarecer que este texto não será escrito atendendo ao pretenso, futuro acordo ortográfico.
Aproximam-se as eleições e com elas um momento tão decisivo da nossa democracia como a possibilidade que temos de participarmos activamente na melhoria da mesma dia após dia. Não o fazemos porque cansa, porque implica ficarmos na "berlinda", tomarmos uma atitude de destaque pelas nossas ideias. Assim sendo ficamos reduzidos ao recondito, à reclusão, escuridão, solidão daquele cubículo seguramente, fonte de gripe A para algum mais azarado. Nele não pensamos, já o devíamos ter feito. Devería ter sido feito ao longo dos últimos 35 anos, a idade desta jovem democracia. Quem não o fez é melhor não pensar lá, pensamentos em locais semelhantes só trazem pressa, pressa traz incoerência, ininteligência, estupidez inclassificável. Por isso se vão pensar para onde pensar não é requerido, para onde se quer acção com segurança, com sabedoria, o melhor é optar "à nobel".
Sinceramente acredito que seja essa a única coisa certa, a incerteza. Só essa não foi usada ao longo deste tempo. A incerteza do branco trará seguramente os olhos de muita gente para este país rico porque apenas um país rico comporta tamanho desbarate da coisa mais pública, as suas gentes, o seu potencial como nação. Gostaria de dizer para não votarem em nenhum dos partidos que foram governo até hoje e para pensarem muito mas muito cuidadosamente nos outros sobrantes. Gostaria, não o faría mas fiz. Em caso de dúvida - correcção, em caso de que a certeza vos falhe nem que seja por 1% arrisquem não arriscando em mais quatro anos de potencial humano, territorial, financeiro e demais áreas caia nas mãos de genuínos incompetentes para os quais os valores, o raciocínio se estaciona no dia que a vitoria é obtida. Votem bem, votem atentos ou votem branco. Não sejam saloios, saloio é calar, saloio é não agir quando se deve actuar. A soma das acções individuais, da democracia individual deveria ser o valor da respectiva democracia. A nossa é a que é, mudem-na.

PS: i'm back - a bastards work is NEVER done!

domingo, julho 5

quinta-feira, julho 2

O estado, tauromáquico, da nação.


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E ficará para a história esta como a imagem do ministro Manuel Pinho, será justo? Hmmmm... nem justo nem injusto. Este foi sempre um dos ministros mais coloridos do Governo, emotivo, com tiradas a destempo e isso fará dele um homem normal. Uma coisa não se lhe pode apontar é de não ser genuíno ao contrário do chefe de governo que conta inverdades a torto e a direito. É bem demitido, porque ele não se demitiu? Sim mas até aqui eu identifico uma jogada pré-eleitoral. Também é certo que aqui Sócrates ficaria na situação de "ser preso por ter cão ou não ter" de qualquer modo o criticaria, digamos que me está no sangue não gostar desse senhor.
Deixo uma música ao ex-ministro que se apropria bem ao caso.

Ainda ou já só vês os pés?



O dia-a-dia de um professor é repleto de situações únicas, nem que seja pelas tiradas dos jovens a quem eu proponho todos os anos o negócio das suas vidas: aprender, crescer por dentro como por fora. Uma das coisas que também pode acontecer é: “Srs. Professores de substituiçãaaaao! Tenho o sétimo D, o oitavo A” etc etc, como menus num qualquer takeaway. Com um sorriso, lembrando da maçada do momento vivido, digo-vos que são ossos do ofício. Nesses momentos pretendo, não havendo outros objectivos a atingir, melhorar a capacidade crítica dos jovens de hoje, a capacidade de observarem situações importantes para o seu futuro e, com esta primeira abordagem, saírem do estado “tábua rasa” para melhor optarem ou palpitarem quando a necessidade assim obrigue. Os meus momentos de substituição com eles, preencho-os então de um modo responsável vendo, por exemplo e dependendo do nível etário, com o visionamento de documentários que carrego a prazer e onde os temas são variados: o clima, reciclagem, alimentação saudável, etc. Uma série de informação que os leve a ficarem melhores seres, mais conscienciosos ou então não mas que onde a desculpa do “não sabia” nunca mais será aceite.
E porque tanta conversa? Hoje por necessidade desloquei-me às imediações do Macdonalds aqui da minha terrinha e não foi o cheiro a ‘combustível’ (óleos das batatas fritas) que impregnava o ar mas foram os gritinhos e animação que me levaram a olhar para lá. Repleto de catraios, miúdos de… não sei, quatro ou cinco anos todos com os seus chapéus liliputeanos muito garridos, vozes em falsete afiadas e energia a mais nos pés eu encontrei o ‘parque de merendas e diversão’ do restaurante fastfood da reconhecida cadeia.
Minto se dissesse que o calor que me derretia desde a planta dos pés ao mais insignificante pensamento tivessem desaparecido mas abrandei para observar o ‘quadro’. Um dos documentários que passo à exaustão é o de Morgan Spurlock, um jovem nova-iorquino que um dia pensou: “sou saudável, sem doenças passadas, ou vividas, nem vícios presentes, o que será que devo fazer comigo mesmo? Já sei vou comer só durante um mês no macdonalds, só para ver…” E assim fez e assim ia dando aniquilando o que uma boa educação havia criado em trinta anos. Se existe uma coisa que o documentário mostra, e não só ele mas os rabos gordos, as banhas oscilantes, as carinhas e garriguinhas fartas é que um dos problemas futuros será a alimentação, o sobre peso. É sem duvida uma das doenças silenciosas que já vivemos, recriminamos alguém por fumar mas não fazemos igual quando essa mesma pessoa se enche feita… É uma doença evitável, estúpida, de novo-riquismo.
Como posso eu fazer valer a atitude crítica quando um menino ou menina de quatro ou cinco anos é levada a estes locais por pessoas que se pretendem responsáveis de formação ou meras educadoras por necessidade de ‘gás, água e luz’? O que mais custa é que a informação é tanta e as educadoras erma tão novas. O capitalismo tem coisas estúpidas e a nossa única arma é a consciência. Não sei para onde caminhamos… eu sei, vou comer uma maçã.

A minha avó



"Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam flores bonitas nem lagartas. Nunca dizem: Despacha-te!. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a esma história várias vezes. As Avós são as unicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas comodizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão."

Um beijinhos grande para a minha avó que fui obrigado, depois da hora visita, a deixar como diz o menino do texto " é só estarem ali" no hospital. Ela não é gordinha :) mas é a minha.

segunda-feira, junho 29

domingo, junho 21

Curiosidades


Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor Português, pintava portas ,paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar Panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora.
Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeupenhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profunda privação passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... - Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos6 portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. - Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém Papai Procópio partira para Província.
Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: - Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? - Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitistes, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão. Perfeito: Pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaus, piabas, piaparas, pirarucus. Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...

Para "allen" de outras coisas, ela tem razão

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Música acompanhada de vídeo curiosíssimo, inspirado no inicio dos anos setenta em versão country. Podendo e querendo puxem pela letra dispersa pelas ondas "netianas" e riam-se. Moral da "história"- é preciso ter arte, em todos os campos.

segunda-feira, junho 15

quarta-feira, junho 10

Dia da Nacionalidade



Parece algo contraditório que um país que tenha uma fraca auto-estima, o único país bipolar do mundo, tenha um dia em que comemore os seus melhores, os seus valores, os seus princípios. Um país que, sejamos honestos, onde os seus cidadãos se abstiveram recentemente de participar numa eleições. Sim, é justo, não houve discussão europeia, ou será que houve? Temos um défice de políticos capazes de mostrarem os valores que todos defendemos, principalmente quando o nosso dinheiro não depende disso, ou será que nós também não temos uma atitude cívica exigente? As discussões hoje não são europeias ou nacionais, são globais e se os políticos são maus, façamos algo por isso, candidatemo-nos, deixemos de estar ancorados à nossa confortável cadeira, tenhamos uma atitude cívica, nem que seja a de votar uma vez em cada… quatro ou cinco anos.
Somos o país europeu com as fronteiras definidas à mais tempo, que teve períodos de grande expansão territorial e de riqueza, outros de grande contracção na condição humana, alguns sujeitos a um emudecer contrafeito não silenciado e único na situação que nos encontramos. As mulheres, relembravam-me ainda esta semana, não votavam todas antes de Abril de ’74, não estudava quem queria, trabalhavam até os que não queriam, que na sexta acabavam a escola e no sábado já carregavam peças de fazenda num qualquer portão classificado como “fábrica”, ou no campo com o corpo de Sol a Sol, não como hoje onde se privilegia o contributo intelectual.Todo o percurso é composto de mudança, insólita nuns casos, imposta noutros, desejada em todos. Hoje é dia de pensar Portugal seja na praia, seja na esplanada, seja em casa, no campo ou na cidade, é dia de pensarmos como melhor fazer, assim exigir mas nunca desmobilizar. Tudo começa com ao exercício da democracia. Antes da democracia só os abastados tinham educação, alimentação, saúde e cuidados na velhice. A democracia permite que ao pobre ter o voto. Parece pouco mas com ele é possível mudar o poder da “economia da carteira” para a “cabine de voto” como tão bem foi ilustrado domingo último nuns ares circunspectos mas muito bem merecidos. O poder da cabine individual, solitária, exígua de voto permite que todos estejamos nivelados e com isso o poder da massa distribua igualdade pelo país adentro. Tudo parte da participação activa e coerente da tal nacionalidade que hoje seria de esperar que todos celebrássemos. Era preferível utilizar o dia em prol de uma discussão aberta, em fóruns universais das problemáticas da população, e são muitas, do que utilizá-lo como um mero feriado. A democracia não é uma certeza, não é uma caridade, é algo que devemos pagar diariamente com o nosso contributo cívico para aliviar o dia de amanhã de sobressaltos na economia, na educação, na saúde, na justiça, na comunicação social… enfim nas fundações da própria democracia. Se isto não serve de estimulo, mesmo em tempos de crise como este… o que servirá? Outra maioria acéfala? “Vale a pena pensar nisto”.

segunda-feira, junho 8

Festa da democracia



E então entrados à pouco mais de cinco minutos no dia oito, sabemos que o PSD ganhou as eleições. Queria dizer algo sobre isso. Já disse. Que conclusões poderemos tirar do dia eleitoral? Algumas.
Primeira e óbvia é a abstenção e essa ganha por estrondosa maioria quer cá quer lá fora por essa Europa fora. Um sinal para quem faz que governa este continente ingovernável e mais massacrado por guerras que todos os outros todos juntos. A população europeia só esta de acordo numa coisa: pouco querem saber da Europa, no dia que quiserem saber, Deus lhes valha. Segunda: O PS perdeu, não foi o PSD que ganhou. O PS perdeu (contas por alto 600 mil votos) e eu estou contente, feliz inclusive. Adorei ver a cara de paspalhos dessa gente repugnante a começar pela senhora ministra que pouco educa, como as câmaras retrataram pela enésima vez. Não têm nível representando uma corja de descorteses que se mede muito fácil nas situações onde o Homem tem que mostrar o que vale. Assim sendo estimo bem seja o inicio de uma época até às legislativas, e para além delas, que se classifiquem como os piores das suas vidas políticas, fizeram por o merecer.
Terceira, e uma que me merece grande respeito já que uso dela a miúde: os votos em branco. (Momento rasca – 00h11 e a sicnoticias faz um directo para que Paulo Rangel abra, a custo, uma garrafa de champanhe e caia no ridículo. Por mim não sei mas acho que temos o que merecemos.) Feitas as contas foram, aproximadamente, 163 mil votos em branco que correspondem, nestas eleições, a 4,6% o que indica que se estes fossem de um partido, a eleição de um deputado estaria no papo. A juntar a esse todos os nulos que perfizeram cerca de 70 mil! Ou seja, neste país cerca de 200 mil pessoas saíram de casa e, apesar de exercerem o seu direito de voto, exerceram-no do modo mais duro, penso eu, para a democracia. Disseram chega, “vocês não me servem”. E pensemos… se estes tivessem tido a preguiça para, sabendo que assim iam proceder, não votar, os resultados da abstenção seriam… repugnantes, como os nossos políticos. A primeira parte já foi, faltam duas...
Post Scriptum - duas notas: primeira: os "cães de caça" socialistas da minha região desta vez não estiveram à porta das assembleias de voto, andavam meio escondidos nos fundos, acabrunhados. Já sabiam o que ia acontecer, o tacho está por "horas". Segunda: se fazem cá se pagam, certo dia houve alguém que não permitiu a um candidato concretar o discurso em noite eleitoral e, triunfante mas grosseiramente, entrou no ar e "obrigou" as emissões a para ele orientarem os focos. Houve deu-se o inverso. Foi bom de ver.

Parece democracia, senhor...



Sobre o provedor de Justiça…
Num estilo muito “felino” queria fazer uma apreciação sobre a pseudo-problemática da substituição de Nascimento Rodrigues. Digo “pseudo” uma vez que considero este um facto político relevante, de imenso valor e um sinal de que afinal as instituições democráticas, como a Assembleia da República, não funcionam, funcionando. Quais são as atribuições do provedor? Quanto auferirá? Quantas vezes esta personagem política teve intervenções, de revelo ou não? Sabiam o nome dele antes da polémica? É não é… pois muita pergunta com respostas pífias e de orientação semelhante. Que concluir então, sabendo ainda que este actor político é eleito em concluio entre os dois maiores partidos nacionais? É tacho! Não serve para nada porque nada pode, nada impõe, nada consegue e papéis andarão com a chancela do provedor, com o alto patrocínio da República, única e exclusivamente para justificar a ineptidão do cargo – este justifica-se nele próprio o que é a única injustificação possível. Assim sendo, e projectando que este lugar será bem pago, aplaudo a indecisão decisiva dos maiores partidos políticos nacionais. Grande serviço à nação! Menos um tacho, nem que seja por um mês, que é atribuído neste reles plano político nacional.
Post scriptum – já repararam na semelhança entre Nascimento Rodrigues e Christopher Lee? Serão só os meus olhos? …