domingo, julho 5
quinta-feira, julho 2
O estado, tauromáquico, da nação.
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E ficará para a história esta como a imagem do ministro Manuel Pinho, será justo? Hmmmm... nem justo nem injusto. Este foi sempre um dos ministros mais coloridos do Governo, emotivo, com tiradas a destempo e isso fará dele um homem normal. Uma coisa não se lhe pode apontar é de não ser genuíno ao contrário do chefe de governo que conta inverdades a torto e a direito. É bem demitido, porque ele não se demitiu? Sim mas até aqui eu identifico uma jogada pré-eleitoral. Também é certo que aqui Sócrates ficaria na situação de "ser preso por ter cão ou não ter" de qualquer modo o criticaria, digamos que me está no sangue não gostar desse senhor.
Deixo uma música ao ex-ministro que se apropria bem ao caso.
Ainda ou já só vês os pés?
O dia-a-dia de um professor é repleto de situações únicas, nem que seja pelas tiradas dos jovens a quem eu proponho todos os anos o negócio das suas vidas: aprender, crescer por dentro como por fora. Uma das coisas que também pode acontecer é: “Srs. Professores de substituiçãaaaao! Tenho o sétimo D, o oitavo A” etc etc, como menus num qualquer takeaway. Com um sorriso, lembrando da maçada do momento vivido, digo-vos que são ossos do ofício. Nesses momentos pretendo, não havendo outros objectivos a atingir, melhorar a capacidade crítica dos jovens de hoje, a capacidade de observarem situações importantes para o seu futuro e, com esta primeira abordagem, saírem do estado “tábua rasa” para melhor optarem ou palpitarem quando a necessidade assim obrigue. Os meus momentos de substituição com eles, preencho-os então de um modo responsável vendo, por exemplo e dependendo do nível etário, com o visionamento de documentários que carrego a prazer e onde os temas são variados: o clima, reciclagem, alimentação saudável, etc. Uma série de informação que os leve a ficarem melhores seres, mais conscienciosos ou então não mas que onde a desculpa do “não sabia” nunca mais será aceite.
E porque tanta conversa? Hoje por necessidade desloquei-me às imediações do Macdonalds aqui da minha terrinha e não foi o cheiro a ‘combustível’ (óleos das batatas fritas) que impregnava o ar mas foram os gritinhos e animação que me levaram a olhar para lá. Repleto de catraios, miúdos de… não sei, quatro ou cinco anos todos com os seus chapéus liliputeanos muito garridos, vozes em falsete afiadas e energia a mais nos pés eu encontrei o ‘parque de merendas e diversão’ do restaurante fastfood da reconhecida cadeia.
E porque tanta conversa? Hoje por necessidade desloquei-me às imediações do Macdonalds aqui da minha terrinha e não foi o cheiro a ‘combustível’ (óleos das batatas fritas) que impregnava o ar mas foram os gritinhos e animação que me levaram a olhar para lá. Repleto de catraios, miúdos de… não sei, quatro ou cinco anos todos com os seus chapéus liliputeanos muito garridos, vozes em falsete afiadas e energia a mais nos pés eu encontrei o ‘parque de merendas e diversão’ do restaurante fastfood da reconhecida cadeia.
Minto se dissesse que o calor que me derretia desde a planta dos pés ao mais insignificante pensamento tivessem desaparecido mas abrandei para observar o ‘quadro’. Um dos documentários que passo à exaustão é o de Morgan Spurlock, um jovem nova-iorquino que um dia pensou: “sou saudável, sem doenças passadas, ou vividas, nem vícios presentes, o que será que devo fazer comigo mesmo? Já sei vou comer só durante um mês no macdonalds, só para ver…” E assim fez e assim ia dando aniquilando o que uma boa educação havia criado em trinta anos. Se existe uma coisa que o documentário mostra, e não só ele mas os rabos gordos, as banhas oscilantes, as carinhas e garriguinhas fartas é que um dos problemas futuros será a alimentação, o sobre peso. É sem duvida uma das doenças silenciosas que já vivemos, recriminamos alguém por fumar mas não fazemos igual quando essa mesma pessoa se enche feita… É uma doença evitável, estúpida, de novo-riquismo.
Como posso eu fazer valer a atitude crítica quando um menino ou menina de quatro ou cinco anos é levada a estes locais por pessoas que se pretendem responsáveis de formação ou meras educadoras por necessidade de ‘gás, água e luz’? O que mais custa é que a informação é tanta e as educadoras erma tão novas. O capitalismo tem coisas estúpidas e a nossa única arma é a consciência. Não sei para onde caminhamos… eu sei, vou comer uma maçã.
Domínio Actualidade, Assim não, Pedrada no charco
A minha avó
"Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam flores bonitas nem lagartas. Nunca dizem: Despacha-te!. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a esma história várias vezes. As Avós são as unicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas comodizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão."
Um beijinhos grande para a minha avó que fui obrigado, depois da hora visita, a deixar como diz o menino do texto " é só estarem ali" no hospital. Ela não é gordinha :) mas é a minha.
segunda-feira, junho 29
domingo, junho 21
Curiosidades
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor Português, pintava portas ,paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar Panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora.
Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeupenhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profunda privação passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... - Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos6 portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. - Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém Papai Procópio partira para Província.
Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: - Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? - Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitistes, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão. Perfeito: Pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaus, piabas, piaparas, pirarucus. Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...
Para "allen" de outras coisas, ela tem razão
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Música acompanhada de vídeo curiosíssimo, inspirado no inicio dos anos setenta em versão country. Podendo e querendo puxem pela letra dispersa pelas ondas "netianas" e riam-se. Moral da "história"- é preciso ter arte, em todos os campos.
segunda-feira, junho 15
quinta-feira, junho 11
quarta-feira, junho 10
Dia da Nacionalidade
Parece algo contraditório que um país que tenha uma fraca auto-estima, o único país bipolar do mundo, tenha um dia em que comemore os seus melhores, os seus valores, os seus princípios. Um país que, sejamos honestos, onde os seus cidadãos se abstiveram recentemente de participar numa eleições. Sim, é justo, não houve discussão europeia, ou será que houve? Temos um défice de políticos capazes de mostrarem os valores que todos defendemos, principalmente quando o nosso dinheiro não depende disso, ou será que nós também não temos uma atitude cívica exigente? As discussões hoje não são europeias ou nacionais, são globais e se os políticos são maus, façamos algo por isso, candidatemo-nos, deixemos de estar ancorados à nossa confortável cadeira, tenhamos uma atitude cívica, nem que seja a de votar uma vez em cada… quatro ou cinco anos.
Somos o país europeu com as fronteiras definidas à mais tempo, que teve períodos de grande expansão territorial e de riqueza, outros de grande contracção na condição humana, alguns sujeitos a um emudecer contrafeito não silenciado e único na situação que nos encontramos. As mulheres, relembravam-me ainda esta semana, não votavam todas antes de Abril de ’74, não estudava quem queria, trabalhavam até os que não queriam, que na sexta acabavam a escola e no sábado já carregavam peças de fazenda num qualquer portão classificado como “fábrica”, ou no campo com o corpo de Sol a Sol, não como hoje onde se privilegia o contributo intelectual.Todo o percurso é composto de mudança, insólita nuns casos, imposta noutros, desejada em todos. Hoje é dia de pensar Portugal seja na praia, seja na esplanada, seja em casa, no campo ou na cidade, é dia de pensarmos como melhor fazer, assim exigir mas nunca desmobilizar. Tudo começa com ao exercício da democracia. Antes da democracia só os abastados tinham educação, alimentação, saúde e cuidados na velhice. A democracia permite que ao pobre ter o voto. Parece pouco mas com ele é possível mudar o poder da “economia da carteira” para a “cabine de voto” como tão bem foi ilustrado domingo último nuns ares circunspectos mas muito bem merecidos. O poder da cabine individual, solitária, exígua de voto permite que todos estejamos nivelados e com isso o poder da massa distribua igualdade pelo país adentro. Tudo parte da participação activa e coerente da tal nacionalidade que hoje seria de esperar que todos celebrássemos. Era preferível utilizar o dia em prol de uma discussão aberta, em fóruns universais das problemáticas da população, e são muitas, do que utilizá-lo como um mero feriado. A democracia não é uma certeza, não é uma caridade, é algo que devemos pagar diariamente com o nosso contributo cívico para aliviar o dia de amanhã de sobressaltos na economia, na educação, na saúde, na justiça, na comunicação social… enfim nas fundações da própria democracia. Se isto não serve de estimulo, mesmo em tempos de crise como este… o que servirá? Outra maioria acéfala? “Vale a pena pensar nisto”.
Somos o país europeu com as fronteiras definidas à mais tempo, que teve períodos de grande expansão territorial e de riqueza, outros de grande contracção na condição humana, alguns sujeitos a um emudecer contrafeito não silenciado e único na situação que nos encontramos. As mulheres, relembravam-me ainda esta semana, não votavam todas antes de Abril de ’74, não estudava quem queria, trabalhavam até os que não queriam, que na sexta acabavam a escola e no sábado já carregavam peças de fazenda num qualquer portão classificado como “fábrica”, ou no campo com o corpo de Sol a Sol, não como hoje onde se privilegia o contributo intelectual.Todo o percurso é composto de mudança, insólita nuns casos, imposta noutros, desejada em todos. Hoje é dia de pensar Portugal seja na praia, seja na esplanada, seja em casa, no campo ou na cidade, é dia de pensarmos como melhor fazer, assim exigir mas nunca desmobilizar. Tudo começa com ao exercício da democracia. Antes da democracia só os abastados tinham educação, alimentação, saúde e cuidados na velhice. A democracia permite que ao pobre ter o voto. Parece pouco mas com ele é possível mudar o poder da “economia da carteira” para a “cabine de voto” como tão bem foi ilustrado domingo último nuns ares circunspectos mas muito bem merecidos. O poder da cabine individual, solitária, exígua de voto permite que todos estejamos nivelados e com isso o poder da massa distribua igualdade pelo país adentro. Tudo parte da participação activa e coerente da tal nacionalidade que hoje seria de esperar que todos celebrássemos. Era preferível utilizar o dia em prol de uma discussão aberta, em fóruns universais das problemáticas da população, e são muitas, do que utilizá-lo como um mero feriado. A democracia não é uma certeza, não é uma caridade, é algo que devemos pagar diariamente com o nosso contributo cívico para aliviar o dia de amanhã de sobressaltos na economia, na educação, na saúde, na justiça, na comunicação social… enfim nas fundações da própria democracia. Se isto não serve de estimulo, mesmo em tempos de crise como este… o que servirá? Outra maioria acéfala? “Vale a pena pensar nisto”.
Domínio Efemérides, Portugal, Sociedade... em ensaio
segunda-feira, junho 8
Festa da democracia
E então entrados à pouco mais de cinco minutos no dia oito, sabemos que o PSD ganhou as eleições. Queria dizer algo sobre isso. Já disse. Que conclusões poderemos tirar do dia eleitoral? Algumas.
Primeira e óbvia é a abstenção e essa ganha por estrondosa maioria quer cá quer lá fora por essa Europa fora. Um sinal para quem faz que governa este continente ingovernável e mais massacrado por guerras que todos os outros todos juntos. A população europeia só esta de acordo numa coisa: pouco querem saber da Europa, no dia que quiserem saber, Deus lhes valha. Segunda: O PS perdeu, não foi o PSD que ganhou. O PS perdeu (contas por alto 600 mil votos) e eu estou contente, feliz inclusive. Adorei ver a cara de paspalhos dessa gente repugnante a começar pela senhora ministra que pouco educa, como as câmaras retrataram pela enésima vez. Não têm nível representando uma corja de descorteses que se mede muito fácil nas situações onde o Homem tem que mostrar o que vale. Assim sendo estimo bem seja o inicio de uma época até às legislativas, e para além delas, que se classifiquem como os piores das suas vidas políticas, fizeram por o merecer.
Terceira, e uma que me merece grande respeito já que uso dela a miúde: os votos em branco. (Momento rasca – 00h11 e a sicnoticias faz um directo para que Paulo Rangel abra, a custo, uma garrafa de champanhe e caia no ridículo. Por mim não sei mas acho que temos o que merecemos.) Feitas as contas foram, aproximadamente, 163 mil votos em branco que correspondem, nestas eleições, a 4,6% o que indica que se estes fossem de um partido, a eleição de um deputado estaria no papo. A juntar a esse todos os nulos que perfizeram cerca de 70 mil! Ou seja, neste país cerca de 200 mil pessoas saíram de casa e, apesar de exercerem o seu direito de voto, exerceram-no do modo mais duro, penso eu, para a democracia. Disseram chega, “vocês não me servem”. E pensemos… se estes tivessem tido a preguiça para, sabendo que assim iam proceder, não votar, os resultados da abstenção seriam… repugnantes, como os nossos políticos. A primeira parte já foi, faltam duas...
Post Scriptum - duas notas: primeira: os "cães de caça" socialistas da minha região desta vez não estiveram à porta das assembleias de voto, andavam meio escondidos nos fundos, acabrunhados. Já sabiam o que ia acontecer, o tacho está por "horas". Segunda: se fazem cá se pagam, certo dia houve alguém que não permitiu a um candidato concretar o discurso em noite eleitoral e, triunfante mas grosseiramente, entrou no ar e "obrigou" as emissões a para ele orientarem os focos. Houve deu-se o inverso. Foi bom de ver.
Parece democracia, senhor...
Sobre o provedor de Justiça…
Num estilo muito “felino” queria fazer uma apreciação sobre a pseudo-problemática da substituição de Nascimento Rodrigues. Digo “pseudo” uma vez que considero este um facto político relevante, de imenso valor e um sinal de que afinal as instituições democráticas, como a Assembleia da República, não funcionam, funcionando. Quais são as atribuições do provedor? Quanto auferirá? Quantas vezes esta personagem política teve intervenções, de revelo ou não? Sabiam o nome dele antes da polémica? É não é… pois muita pergunta com respostas pífias e de orientação semelhante. Que concluir então, sabendo ainda que este actor político é eleito em concluio entre os dois maiores partidos nacionais? É tacho! Não serve para nada porque nada pode, nada impõe, nada consegue e papéis andarão com a chancela do provedor, com o alto patrocínio da República, única e exclusivamente para justificar a ineptidão do cargo – este justifica-se nele próprio o que é a única injustificação possível. Assim sendo, e projectando que este lugar será bem pago, aplaudo a indecisão decisiva dos maiores partidos políticos nacionais. Grande serviço à nação! Menos um tacho, nem que seja por um mês, que é atribuído neste reles plano político nacional.
Num estilo muito “felino” queria fazer uma apreciação sobre a pseudo-problemática da substituição de Nascimento Rodrigues. Digo “pseudo” uma vez que considero este um facto político relevante, de imenso valor e um sinal de que afinal as instituições democráticas, como a Assembleia da República, não funcionam, funcionando. Quais são as atribuições do provedor? Quanto auferirá? Quantas vezes esta personagem política teve intervenções, de revelo ou não? Sabiam o nome dele antes da polémica? É não é… pois muita pergunta com respostas pífias e de orientação semelhante. Que concluir então, sabendo ainda que este actor político é eleito em concluio entre os dois maiores partidos nacionais? É tacho! Não serve para nada porque nada pode, nada impõe, nada consegue e papéis andarão com a chancela do provedor, com o alto patrocínio da República, única e exclusivamente para justificar a ineptidão do cargo – este justifica-se nele próprio o que é a única injustificação possível. Assim sendo, e projectando que este lugar será bem pago, aplaudo a indecisão decisiva dos maiores partidos políticos nacionais. Grande serviço à nação! Menos um tacho, nem que seja por um mês, que é atribuído neste reles plano político nacional.
Post scriptum – já repararam na semelhança entre Nascimento Rodrigues e Christopher Lee? Serão só os meus olhos? …
Domínio Pedrada no charco, Política
segunda-feira, junho 1
Humor... em inglês
It was once said that a black man would become President of the United States, "when pigs fly!".
Sure enough, 100 days into the Obama presidency.....Swine flu
Sure enough, 100 days into the Obama presidency.....Swine flu
domingo, maio 31
sábado, maio 30
O último "pique"
Permitam-me que este artigo seja uma pequena homenagem a um rapaz que admiro por saber jogar à bola. Em catraio, foi o primeiro jogador com epiteto de "estrela" que vi passar perto das amoreiras no seu honda crx (julgo eu) com uma trufa farta, ainda de leão ao peito. Talvez por isso e pelo meu sportinguismo nunca deixei de ver os seus jogos sempre que possível. Lembro-me dele com o leão ao peito, ao lado de Paulo Sousa, Naybet ou Balakov numa equipa que merecia ter feito estragos como os que ia protagonizando em Madrid numa eliminatória em que ele derreteu a defesa do Real. Vi-o num célebre jogo com o Atlético de Madrid em que marcou um golo fora da área, jogo do qual o V.Baía saiu a chorar com as três batatas que deixou entrar, sem ter percebido o que lhe havia acontecido. Berrei e praguejei de raiva quando chutou na bola e no resultado contra a Inglaterra no Euro2000 num jogo em que passei do inferno ao céu. Senti tristeza quando trocou o "blaugrana" pelo merengue mas não defraudou ao levantar mais alto outro emblema e onde mostrou todo o seu potencial. Não gostei quando o encostaram e aliviei-me ao vê-lo no Inter onde ganhou campeonatos e amanhã se prepara para encerrar uma fase da sua vida. Arrepiei-me com ele sempre que os dois ouvimos os estádios a rugir A Portuguesa com as quinas ao peito. Vai-se embora dos relvados a valer mas deixa uma imagem de resistência, trabalho, profissionalismo, dedicação, sofrimento, honestidade. Bem haja. Poderei dizer daqui a uns anos que o vi jogar, que vibrei, que "estive lá" como o meu pai fala de Coluna, Yazalde, Eusébio, Damas, Cruyff, Muller entre tantos e tantos outros. Zidane foi o que mais me impressionou mas o Luís, não ficando atrás, é o meu "7" e não trocava "este cromo" por nada ou ninguém. Sorte e saúde.
.Cari Amici dell'Inter,
domani, 31 maggio 2009, sarà la mia ultima domenica da calciatore. Insieme con gli amici dello Sporting Lisbona, del Barcellona, del Real Madrid e della nazionale portoghese voglio ringraziare tutti voi, tifosi nerazzurri, che mi avete dimostrato affetto sin dal primo giorno a Milano.
Mi fa molto piacere che l'ultima domenica da calciatore sia, per me e per tutti noi dell'Inter, una domenica di festa per il successo del quarto scudetto consecutivo.
Vincere è sempre stato l'unico vero obiettivo della mia carriera. Vincere tutto quello che potevo vincere, dalle partitelle in allenamento ai campionati, dalle coppe ai trofei personali. E per arrivare a vincere ho conosciuto una sola strada, quella del sacrificio e del lavoro. Me lo hanno insegnato quando ero ragazzino allo Sporting e tutto quello che ho ottenuto non è mai arrivato per caso, ma dopo tanti sacrifici.
Per questo motivo, oggi, voglio anche chiedere scusa se in qualche partita o in qualche periodo, per colpa di un infortunio o di altro, non sono riuscito a dare il massimo. Il primo a essere dispiaciuto ero io, perché non riuscivo a dare a tutti voi quello per il quale avevo lavorato.
Quando sono arrivato a Milano, l'Inter era una squadra che stava imparando a vincere. Di strada ne abbiamo fatta tanta insieme e per questo voglio ringraziare il presidente Moratti, gli allenatori, tutti i compagni, tutte le persone del club che ho conosciuto e con le quali ho lavorato. Se sono stato bene a Milano il merito è loro.
Il calcio mi ha dato tanto, ma soprattutto mi ha regalato la possibilità di conoscere persone meravigliose, amici che resteranno per sempre, e in questo gruppo il presidente Moratti e chi ho conosciuto qui, nell'ambiente nerazzurro, avranno un posto speciale. Come tutti voi, cari tifosi.
Non avere mai avuto un problema con un solo mio compagno di squadra è il trofeo più bello della mia carriera.
A tutti gli interisti, un abbraccio sincero e la convinzione che l'Inter continuerà a lavorare per vincere sempre di più.
Con affetto,
Luis Figo
domani, 31 maggio 2009, sarà la mia ultima domenica da calciatore. Insieme con gli amici dello Sporting Lisbona, del Barcellona, del Real Madrid e della nazionale portoghese voglio ringraziare tutti voi, tifosi nerazzurri, che mi avete dimostrato affetto sin dal primo giorno a Milano.
Mi fa molto piacere che l'ultima domenica da calciatore sia, per me e per tutti noi dell'Inter, una domenica di festa per il successo del quarto scudetto consecutivo.
Vincere è sempre stato l'unico vero obiettivo della mia carriera. Vincere tutto quello che potevo vincere, dalle partitelle in allenamento ai campionati, dalle coppe ai trofei personali. E per arrivare a vincere ho conosciuto una sola strada, quella del sacrificio e del lavoro. Me lo hanno insegnato quando ero ragazzino allo Sporting e tutto quello che ho ottenuto non è mai arrivato per caso, ma dopo tanti sacrifici.
Per questo motivo, oggi, voglio anche chiedere scusa se in qualche partita o in qualche periodo, per colpa di un infortunio o di altro, non sono riuscito a dare il massimo. Il primo a essere dispiaciuto ero io, perché non riuscivo a dare a tutti voi quello per il quale avevo lavorato.
Quando sono arrivato a Milano, l'Inter era una squadra che stava imparando a vincere. Di strada ne abbiamo fatta tanta insieme e per questo voglio ringraziare il presidente Moratti, gli allenatori, tutti i compagni, tutte le persone del club che ho conosciuto e con le quali ho lavorato. Se sono stato bene a Milano il merito è loro.
Il calcio mi ha dato tanto, ma soprattutto mi ha regalato la possibilità di conoscere persone meravigliose, amici che resteranno per sempre, e in questo gruppo il presidente Moratti e chi ho conosciuto qui, nell'ambiente nerazzurro, avranno un posto speciale. Come tutti voi, cari tifosi.
Non avere mai avuto un problema con un solo mio compagno di squadra è il trofeo più bello della mia carriera.
A tutti gli interisti, un abbraccio sincero e la convinzione che l'Inter continuerà a lavorare per vincere sempre di più.
Con affetto,
Luis Figo
Domínio Desporto, Podia ter ficado para depois
terça-feira, maio 26
Diferentes níveis de perda.
Foi notícia ontem a questão da menina Russa ou Portuguesa, acabei por não perceber bem até porque pouco li sobre o assunto e, perspectivo, que não o irei fazer – ando algo preguiçoso ou, como passo a baptizar, terrivelmente selectivo.
Neste caso existem duas situações, uma digna de notícia, a outra digna de, não sendo demasiado duro, relativa atenção. Atiro-me à que julgo importante. A menina, de nome Alexandra, foi entregue por um juiz à mãe biológica (nunca o termo “biológica” esteve tanto em voga, fora das salas de Biologia) ao fim, salvo erro, de seis anos ao cuidado de uma família Portuguesa. Seis anos são seis anos (touché), mas estes assumem um carácter mais… como hei-de dizer, relevante quando a menina foi entregue a esta família com três meses de idade. Ou é a lei que está péssima, ou a decisão do juiz foi extemporânea (o que custa a crer, nem que seja pelo tempo da sentença) ou é de tudo um pouco. Uma decisão desta relevância tem que ser irrepreensível a todos os níveis e não é esse o sentimento que a mesma oferece – parece-me uma violência como toda esta situação, desde os timings ao modo como a mesma, pesadona, “cai do céu” ao cabo de seis anos.
A segunda questão tem a ver com as imagens sobre a educação ao estilo Cossaco. As imagens foram classificadas em diferentes níveis mas todas tinham, em comum, o tom condenatório – que a menina tinha levado umas palmadas. Levou, é justo e toda a gente veio recriminar. Na passada semana foi feita a notícia de uma outra rapariga de origem Russa, de nome Alena, que faz e acontece – toca piano e ganha prémios, tem muito boas notas, pinta e, diz quem viu, que não pinta mal. Ou seja a verdadeira moça dos sete ofícios e todos feitos a um alto nível. Excelente! Todos aplaudem mas pensemos… imaginem que a educação de Alena teria sido igual à educação que Alexandra se prepara para… lucrar. Seriam críticos? Educar é complicado, culturalmente difere, varia de povos para povos mas uma coisa é certa. Ter alunas como Alena é o que se precisa e se é preciso ser mais rígido quando a birra se instala, assim seja. As coisas não são incompatíveis, educar e disciplinar, não podem ser.
Neste caso existem duas situações, uma digna de notícia, a outra digna de, não sendo demasiado duro, relativa atenção. Atiro-me à que julgo importante. A menina, de nome Alexandra, foi entregue por um juiz à mãe biológica (nunca o termo “biológica” esteve tanto em voga, fora das salas de Biologia) ao fim, salvo erro, de seis anos ao cuidado de uma família Portuguesa. Seis anos são seis anos (touché), mas estes assumem um carácter mais… como hei-de dizer, relevante quando a menina foi entregue a esta família com três meses de idade. Ou é a lei que está péssima, ou a decisão do juiz foi extemporânea (o que custa a crer, nem que seja pelo tempo da sentença) ou é de tudo um pouco. Uma decisão desta relevância tem que ser irrepreensível a todos os níveis e não é esse o sentimento que a mesma oferece – parece-me uma violência como toda esta situação, desde os timings ao modo como a mesma, pesadona, “cai do céu” ao cabo de seis anos.
A segunda questão tem a ver com as imagens sobre a educação ao estilo Cossaco. As imagens foram classificadas em diferentes níveis mas todas tinham, em comum, o tom condenatório – que a menina tinha levado umas palmadas. Levou, é justo e toda a gente veio recriminar. Na passada semana foi feita a notícia de uma outra rapariga de origem Russa, de nome Alena, que faz e acontece – toca piano e ganha prémios, tem muito boas notas, pinta e, diz quem viu, que não pinta mal. Ou seja a verdadeira moça dos sete ofícios e todos feitos a um alto nível. Excelente! Todos aplaudem mas pensemos… imaginem que a educação de Alena teria sido igual à educação que Alexandra se prepara para… lucrar. Seriam críticos? Educar é complicado, culturalmente difere, varia de povos para povos mas uma coisa é certa. Ter alunas como Alena é o que se precisa e se é preciso ser mais rígido quando a birra se instala, assim seja. As coisas não são incompatíveis, educar e disciplinar, não podem ser.
Domínio Actualidade, Sociedade... em ensaio
segunda-feira, maio 25
domingo, maio 24
Keep'on walking
Ando numa voragem de quilómetros, ao tempo que chego, sinto logo que o sentimento de partida fácil, vem abraçar-me, sem grande afeição. Imersos nesta doença genérica, em que todos vivemos, como "Luísas" - "Luísa, sobe que sobe, sobe a calçada" - os dias não marcam, não se vive, não se saboreia, não deixa saudades, se não quisermos... À pouco tempo atrás foi feita uma iniciativa em que os aderentes desligavam os aparelhos eléctricos para a Terra respirar. Acho que o Homem nesse, e noutros dias, não se apercebe de que é ele mesmo que carece de oxigénio, de suspensão. Esquece o "barco", para e olha para o mar, o sol, respire e... expire. A viagem foi dito, faz-se viajando. Abraço aos "acabrunhados", que eles "andem" aí.
Poesia 18 . de volta
Monstros e homens lado a lado,
Não à margem, mas na própria vida.
Absurdos monstros que circulam
Quase honestamente.
Homens atormentados, divididos, fracos.
Homens fortes, unidos, temperados.
.
Ao rosto vulgar dos dias,
A vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes.
.Imaginar, primeiro, é ver.
Imaginar é conhecer, portanto agir.
.O'Neill
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