sexta-feira, abril 10
Clandestino, mas bom.
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Para ouvir até que as palavras fiquem secas, o ouvido caia, a tino desvaneça num sono sossegadinho.
quinta-feira, abril 9
"O milagre", em descoberta.
Nunca li Lobo Antunes. “Nunca li” será uma afirmação forçada, terei lido talvez por entre outras linhas, não terei reconhecido quiçá. Não sou particularmente dado às modas, não acredito na pirueta sucessiva de besta a bestial, nem no movimento inverso, e por idiotice intelectual (haverá outra?) motivo-me muitas vezes na régia “não sei por onde vou mas sei que não vou por aí”. No encalço de outras palavras deparei-me com o seguinte e sossegado texto de Lobo Antunes. Muito ligeiro, agradável, curioso na simplicidade, muito diferente de uma escrita algo indigesta que me haviam mencionado. Os olhos abriram-se, uma curiosidade impercebida, foi satisfeita e o bichinho criou juízo. Aqui deixo ipsis verbis o motivo desta artigo.
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Durante anos tive um sítio para escrever na Rua Afonso III, um segundo andar pequenino a cavalo no rio: um quarto, uma salita, uma cozinha dentro de um armário, o rio em frente e no outro lado do rio as chaminés na margem sul, as paredes cobertas de fotografias de jogadores de futebol e anúncios de astrólogos que amarravam e desamarravam pessoas, davam sorte aos negócios e tratavam a impotência, tudo ao mesmo tempo. Por alguns meses não foi apenas sítio de escrever, foi sítio de morar, sem livros e quase sem móveis, trastes comprados no lugar mais barato que encontrei, uma cama, uma cómoda, três cadeiras, a mesa de tampo de mármore partido em que trabalhava. A porteira chamava-se dona Generosa, o edifício era tão feio que se tornava lindo, abastecia-me num supermercadozito a cem metros. Uma ocasião estava na bicha do pagamento e a rapariga antes de mim pediu-me um autógrafo. Ao chegar a minha altura a senhora da caixa, proprietária e única empregada, que ouvira a história do autógrafo, perguntou-me
- Desculpe, o senhor é famoso em quê?
e respondi modestamente que era actor de novelas na televisão, em voz baixa, implorando segredo dado que me incomodava ser reconhecido. Pediu um autógrafo também e tornei-me instantâneamente uma celebridade no bairro. Até o barbeiro se interessou
- Há muitos maricas no teatro não há?
e tirei o braço da toalha num gesto vago que lhe confirmou as suspeitas. Notei no espelho que me observava avaliando a minha masculinidade e tocando-me o menos possível no receio que a mariquice fosse contagiosa: há os que são e não parecem de modo que convém ter cautela. Na tasca onde almoçava o dono informou-me, com abertura de espírito
- Não tenho nada contra os homossexuais, sabia?
e de um grupo de operários que ouviu esta declaração de princípios veio o acrescento tolerante
- Cada um come do que gosta
seguido de cotoveladas e risinhos. A dona Generosa, que simpatizava comigo, preocupou-se
- Dizem por aí que o senhor é esquisito, veja lá
enquanto eu metia a publicidade da minha caixa do correio nas caixas do correio dos vizinhos e a dona Generosa, cúmplice
- Expliquei logo às pessoas que por mim nunca notei nada
afastando à cautela o filho com a palma estendida, e depois disto, ao apresentar o cesto de arame na caixa, a proprietária do supermercado, numa mistura de estranheza e dó, sugeria
- Temos aí um cremezinho para a cara francês
ou
- Recebi agora um verniz de unhas transparente
surpreendida por me contentar com iogurtes e bolachas ou antes não surpreendida visto que
- A manter a linha não é?
num murmúrio tolerante. A minha reputação ia-se adensando, principiavam a aceitar-me, a advogada dois andares acima consultou-me acerca da roupa
- Fala-se que vocês têm mais gosto que os outros, o que acha deste azul?
o azul do soutien, não da blusa, o soutien reduzido e eu achei que o azul estupendo, avaliei-o entre dois dedos, isto no elevador, como o soutien cheirava bem pesquisei
- É perfumado isso?
a advogada parou os olhos em mim, admirativa primeiro, interessada a seguir
- Onde é que se compram soutiens perfumados?
repeti o gesto vago que clarificou o barbeiro
- Por aí
o soutien chegou-se mais, comigo sempre a avaliar o tecido
- Numa loja da Baixa, uma transversal que quase ninguém conhece, se me acompanhar lá em cima faço-lhe o desenho
julguei que tinha sorte, não tive sorte porque um soslaio ao relógio
- Estou atrasadíssima para um julgamento, amanhã procuro-o
mirou-me das escadas no que se me afigurou uma espécie de dúvida se calhar nascida de um deslize dos meus dedos, observei os dedos que me pareceram sossegados, tranquilizei a dona Generosa que esperava da porta
- Sou louco por azuis
a dona Generosa
- Se eu fosse sua mãe tinha pena
a dona Generosa
- Com um palminho de cara como o seu que desperdício
se calhar por culpa dos dedos a advogada não veio, tocaram à campainha mas era para conferirem o contador do gás, nenhum perfume, um sujeito gordo, nenhum soutien, um fio das grilhetas dos forçados das galés ao pescoço, com uma cruz em tamanho quase natural que lhe alcançava o umbigo, a advogada moita, morena, com franja, um anel no polegar
- Como se chama a advogada, dona Generosa?
a dona Generosa, terapêutica
- Julga que o ajudava a perder os vícios?
tornei-me melancólico
- Deus queira
e recebi na volta
- Florbela tudo pegado
e o esclarecimento indispensável visto que dentro da dona Generosa morava, insuspeitada, uma professora primária
- Não é Florbela Tudo Pegado, é Florbela com as letras juntinhas, a minha cunhada é Florbela
a cunhada que a visitava aos domingos, sem franja nem anel no polegar e de certeza que um soutien cor de carne, pus-me a pesar os elementos que tinha
- Morena advogada Florbela: serve a dona Generosa, a dissipar dúvidas
- Isso que se murmura por aí acerca de você é verdade?
soltei com melancolia
- Murmura-se tanta coisa
e já esquecera a Florbela quando no fim do mês, um domingo à tarde, a campainha de novo e não era por causa do contador, era o soutien no capacho, era a franja, era o anel
- Posso?
um soutien não azul, preto, uma saia rodada facílima de desabotoar, só com um botão atrás, eram sapatos que se descalçavam num instante, era
- O que é isto?
E o perfume no pescoço, nos braços, era um piercing no umbigo, era o
- O que é isto?
substituído por
- Aí tenho cócegas
era o
- Aí tenho cócegas
substituído por
- Afinal não tenho
substituído por
- Estou toda a tremer
era o
- Estou toda a tremer
substituído por
- Fofinho
era o
- Garantiram-me que eras esquisito
e eu
- Graças a Deus curei-me, a treze de maio vamos a Fátima agradecer
dado que um dos meus irmãos me jurou que em Fátima havia umas hospedarias de se lhe tirar o chapéu, à volta do santuário, e é normal gemer-se em consequência dos cilícios dos penitentes.
- Desculpe, o senhor é famoso em quê?
e respondi modestamente que era actor de novelas na televisão, em voz baixa, implorando segredo dado que me incomodava ser reconhecido. Pediu um autógrafo também e tornei-me instantâneamente uma celebridade no bairro. Até o barbeiro se interessou
- Há muitos maricas no teatro não há?
e tirei o braço da toalha num gesto vago que lhe confirmou as suspeitas. Notei no espelho que me observava avaliando a minha masculinidade e tocando-me o menos possível no receio que a mariquice fosse contagiosa: há os que são e não parecem de modo que convém ter cautela. Na tasca onde almoçava o dono informou-me, com abertura de espírito
- Não tenho nada contra os homossexuais, sabia?
e de um grupo de operários que ouviu esta declaração de princípios veio o acrescento tolerante
- Cada um come do que gosta
seguido de cotoveladas e risinhos. A dona Generosa, que simpatizava comigo, preocupou-se
- Dizem por aí que o senhor é esquisito, veja lá
enquanto eu metia a publicidade da minha caixa do correio nas caixas do correio dos vizinhos e a dona Generosa, cúmplice
- Expliquei logo às pessoas que por mim nunca notei nada
afastando à cautela o filho com a palma estendida, e depois disto, ao apresentar o cesto de arame na caixa, a proprietária do supermercado, numa mistura de estranheza e dó, sugeria
- Temos aí um cremezinho para a cara francês
ou
- Recebi agora um verniz de unhas transparente
surpreendida por me contentar com iogurtes e bolachas ou antes não surpreendida visto que
- A manter a linha não é?
num murmúrio tolerante. A minha reputação ia-se adensando, principiavam a aceitar-me, a advogada dois andares acima consultou-me acerca da roupa
- Fala-se que vocês têm mais gosto que os outros, o que acha deste azul?
o azul do soutien, não da blusa, o soutien reduzido e eu achei que o azul estupendo, avaliei-o entre dois dedos, isto no elevador, como o soutien cheirava bem pesquisei
- É perfumado isso?
a advogada parou os olhos em mim, admirativa primeiro, interessada a seguir
- Onde é que se compram soutiens perfumados?
repeti o gesto vago que clarificou o barbeiro
- Por aí
o soutien chegou-se mais, comigo sempre a avaliar o tecido
- Numa loja da Baixa, uma transversal que quase ninguém conhece, se me acompanhar lá em cima faço-lhe o desenho
julguei que tinha sorte, não tive sorte porque um soslaio ao relógio
- Estou atrasadíssima para um julgamento, amanhã procuro-o
mirou-me das escadas no que se me afigurou uma espécie de dúvida se calhar nascida de um deslize dos meus dedos, observei os dedos que me pareceram sossegados, tranquilizei a dona Generosa que esperava da porta
- Sou louco por azuis
a dona Generosa
- Se eu fosse sua mãe tinha pena
a dona Generosa
- Com um palminho de cara como o seu que desperdício
se calhar por culpa dos dedos a advogada não veio, tocaram à campainha mas era para conferirem o contador do gás, nenhum perfume, um sujeito gordo, nenhum soutien, um fio das grilhetas dos forçados das galés ao pescoço, com uma cruz em tamanho quase natural que lhe alcançava o umbigo, a advogada moita, morena, com franja, um anel no polegar
- Como se chama a advogada, dona Generosa?
a dona Generosa, terapêutica
- Julga que o ajudava a perder os vícios?
tornei-me melancólico
- Deus queira
e recebi na volta
- Florbela tudo pegado
e o esclarecimento indispensável visto que dentro da dona Generosa morava, insuspeitada, uma professora primária
- Não é Florbela Tudo Pegado, é Florbela com as letras juntinhas, a minha cunhada é Florbela
a cunhada que a visitava aos domingos, sem franja nem anel no polegar e de certeza que um soutien cor de carne, pus-me a pesar os elementos que tinha
- Morena advogada Florbela: serve a dona Generosa, a dissipar dúvidas
- Isso que se murmura por aí acerca de você é verdade?
soltei com melancolia
- Murmura-se tanta coisa
e já esquecera a Florbela quando no fim do mês, um domingo à tarde, a campainha de novo e não era por causa do contador, era o soutien no capacho, era a franja, era o anel
- Posso?
um soutien não azul, preto, uma saia rodada facílima de desabotoar, só com um botão atrás, eram sapatos que se descalçavam num instante, era
- O que é isto?
E o perfume no pescoço, nos braços, era um piercing no umbigo, era o
- O que é isto?
substituído por
- Aí tenho cócegas
era o
- Aí tenho cócegas
substituído por
- Afinal não tenho
substituído por
- Estou toda a tremer
era o
- Estou toda a tremer
substituído por
- Fofinho
era o
- Garantiram-me que eras esquisito
e eu
- Graças a Deus curei-me, a treze de maio vamos a Fátima agradecer
dado que um dos meus irmãos me jurou que em Fátima havia umas hospedarias de se lhe tirar o chapéu, à volta do santuário, e é normal gemer-se em consequência dos cilícios dos penitentes.
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in Visão
Domínio Nas bancas, Portugal, Prazeres
segunda-feira, abril 6
Uma de piadolas
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Um homem vai à vidente! Chega e bate à porta.
Do outro lado ela pergunta: - Quem é?
O homem responde: - Uuiiiii, já começamos mal!
sexta-feira, abril 3
London under pressure..
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Can't we give ourselves one more chance?
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Nos momentos de em que o cérebro necessita de um reboot ganho torpor e indiferença perante o que me rodeia e procuro esquecimento integral do presente a coberto de músicas como as dos Queen. É quase um lugar comum. Porque preservo o valor da informação começo, por outro lado a renovar o interesse pela falta dela e é esse sentimento que me leva de novo ao tempo de puto, de sapatilhas ruças da bola jogada na rua, do sol a bater na moleirinha, das cassetes piratadas a tocar na aparelhagem (termo que parece de outro século) a acompanhar umas cartas ou o monopólio com os amigos, da falta irreal de realidade. Da realidade de que o trabalho, a honestidade são um valor fundamental, do mérito, da felicidade, da amizade, das férias de verão com futeboladas desde a hora do almoço até à hora de jantar!
Estes dias em que retomei o contacto mais sereno com as notícias das quais, sem saber mas inevitavelmente, o bom desterro me afasta e percebi que tudo continua uma lástima. Não há por onde começar, não há sequer vontade apesar das manchetes de amanhã. Há no entanto por onde acabar e assim guardo, a par dos meus tempos de cachopo, frases como: necessitamos de ricos a sério ou o preço da grandeza é a responsabilidade.
E amanhã e durante uns dias, que se lixem as notícias, vou esticar-me no verde e aplicar-me a boa terapêutica o sol e da vida sem segundos.
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Can't we give ourselves one more chance? No we can’t, we must. No inferno não se pára, continua-se a andar mesmo under pressure.
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Nos momentos de em que o cérebro necessita de um reboot ganho torpor e indiferença perante o que me rodeia e procuro esquecimento integral do presente a coberto de músicas como as dos Queen. É quase um lugar comum. Porque preservo o valor da informação começo, por outro lado a renovar o interesse pela falta dela e é esse sentimento que me leva de novo ao tempo de puto, de sapatilhas ruças da bola jogada na rua, do sol a bater na moleirinha, das cassetes piratadas a tocar na aparelhagem (termo que parece de outro século) a acompanhar umas cartas ou o monopólio com os amigos, da falta irreal de realidade. Da realidade de que o trabalho, a honestidade são um valor fundamental, do mérito, da felicidade, da amizade, das férias de verão com futeboladas desde a hora do almoço até à hora de jantar!
Estes dias em que retomei o contacto mais sereno com as notícias das quais, sem saber mas inevitavelmente, o bom desterro me afasta e percebi que tudo continua uma lástima. Não há por onde começar, não há sequer vontade apesar das manchetes de amanhã. Há no entanto por onde acabar e assim guardo, a par dos meus tempos de cachopo, frases como: necessitamos de ricos a sério ou o preço da grandeza é a responsabilidade.
E amanhã e durante uns dias, que se lixem as notícias, vou esticar-me no verde e aplicar-me a boa terapêutica o sol e da vida sem segundos.
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Can't we give ourselves one more chance? No we can’t, we must. No inferno não se pára, continua-se a andar mesmo under pressure.
quarta-feira, abril 1
O império não há-de cair, a gente não deixa.
Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz
Foi nas ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império mil almas
Por pau de canela e mazagão
Pata de negreiro
Tira e foge á morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja luanda
Sempre em flor.
By Vitorino
Um abraço para a troupe do redondo.
Um camelo por outro.
A fotografía deste simpático camelo tem apenas um intuito - trocar um camelo sincero e original por um verdadeiro camelo. Não queria que entrassem neste blogue e se confrontassem com a imagem de tal personagem que considero deveras incomodativa. É a minha faceta socialmente responsável a vir ao de cima.
1 de Abril
Não tenho nenhuma mentira para contar. Até tinha umas quantas mas... seriam talvez consideradas afirmações injúriosas ou puros e simples não gratuitos insultos. De qualquer modo o "caminho" é longo e espero que a realidade coloque o nome e, no sítio certo, todos os bois, principalmente este.
Gentlemen's, start your engines!
Após ter esticado as pernas pela primeira vez numa pista de Karts, deixo aqui uma verdade absoluta não à monsieur La Palice mas sim a um qualquer mecânico barrigudo, com óleo a pingar das estremidades, com manicure gótica e apêndice de madeira no canto da boca:
"Subviragem é quando bates com o carro de frente no muro... Sobreviragem é quando bates com o carro de traseira no muro... Potência/cvs é a velocidade a que bates com o carro no muro... Binário é até onde consegues levar o muro contigo."
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O último lugar no pódio soube bem, muito bem, face aos artistas presentes.
segunda-feira, março 23
Condensado do bom e mau
Curiosa esta iniciativa. Um bom teste quando o tempo precisa de um empurrão para passar.
Clique para aumentar.
Domínio Curiosidades, Excelente, Imagens
Incompetência bovina
Saio da minha masmorra auto-erigída para divagar sobre a trivialidade que abriu as jornalices televisivas do fim de semana. No rescaldo de mais um embaraço futebolístico nacional, ou melhor provinciano porque se existem 6 milhões de encarnados e sendo que a natalidade não ajuda, o resto da populaça como eu já deve pertencer a um grupo minúsculo onde se encontram os adeptos da restante troupe de descamisados coloridos. Bem onde ia... ah, venho por este humilde meio resolver a questão da zarolhice arbitral. Proponho duas possibilidades, até proporía três mas a integridade física de certos indivíduos sairia prejudicada. Assim sendo proponho que seja anexado ao árbitro o chamado cão-guia ou em alternativa o cão pisteiro, tudo no sentido de melhor equipar uma artigo profundamente defeituoso, de valências que permitam minorar o erro. Um cão-guia levaria a que um árbitro fosse conduzido para onde a acção se passa e não para outro lugar qualquer. Faria correr o bicho, entenda-se o tipo de preto (ou rosinha, amarelinho - tudo cores primaverís e virginais), ao invés de este teimar em andar meio acabrunhado pelo campo. Um cão pisteiro levaria o árbitro à pista definitiva sobre o que sucedeu não dando margem a erro e, no caso do rafeiro não aceitar a contribuição canina, este último servindo-se do seu adorno bocal poderia facilmente convencer o dito cujo num ataque pélvico eficaz.
Como segunda hipótese relembro o gervásio, simpático primata que aprendeu a reciclar enquanto um árbitro esfrega o olho. Estando o competente gervásio num estádio de desenvolvimento mais avançado que o alvo de suspeita, ficaria garantida a certeza de um serviço bem feito e isento, houvesse fruta, entenda-se bananas, à farta.
Força Sporting.
quarta-feira, março 18
Um conto de embalar
A TSF decidiu abraçar a iniciativa que se realiza na cidade do Porto sobre o primeiro Encontro de Leitura Infantil, desafiando uma participante a ilustrar, em voz, a iniciativa. Tendo em conta o cariz do conto lido decidi publicitar a iniciativa aqui (nem que seja devido ao conto que foi escolhido). Um conto virado para os miúdos mas que assenta que nem uma luva a demasiados graúdos.
segunda-feira, março 9
domingo, março 8
E de repente...
Reza a "lenda" que o insólito se passou num dia normal, numa estação como muitas outras de uma metrópole enquanto as pessoas cinzentonas esperavam moribundas de sono pelo transporte. O dia correu diferente na certa... "e assim acontece" por esse mundo fora.
segunda-feira, fevereiro 23
domingo, fevereiro 22
"malária careca"
O grande contributo ao próximo vê-se em função do extremo da necessidade: Quando se tem pouco e se é generoso ou quando se tem muito e o princípio se mantém. Não sou fã mas reconheço-lhe essa qualidade.
domingo, fevereiro 15
Uma vez alguém disse...
Não ando muito dado à escrita, apesar dos muitos assuntos. Sinceramente não há pachorra. Fico-me com as imagens e, neste caso, com uma lembrança de um bom amigo numa das suas travessias do "charco". À volta de juventude...
segunda-feira, janeiro 19
Bush bye bye party!
http://bushbyebyeparty.com/home.html
Vai e leva saudades que é coisa que aqui não deixas.
sábado, janeiro 17
No dia que o Homem andou sobre a água
Chega de misérias, terá pensado alguém…
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Não deixa de ser curioso o paralelismo histórico que esta imagem me trouxe à lembrança. Aquando da entrada de uma personalidade falida para a presidência dos Estados Unidos da América, um desastre aéreo, um ataque aéreo mais concretamente, levou a uma das maiores convulsões que a sociedade moderna do pós-guerra já presenciou.
Numa altura em que um novo actor político emerge e releva a personificação da falência intelectual de uma sociedade global desigual, um novo desaire aéreo ameaça novamente Nova Iorque mas desta vez, talvez a coberto desse que se quer novo deus menor, a tragédia deu origem ao milagre ou à razão estatística da ideia “it can’t rain all the time”.
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Não deixa de ser curioso o paralelismo histórico que esta imagem me trouxe à lembrança. Aquando da entrada de uma personalidade falida para a presidência dos Estados Unidos da América, um desastre aéreo, um ataque aéreo mais concretamente, levou a uma das maiores convulsões que a sociedade moderna do pós-guerra já presenciou.
Numa altura em que um novo actor político emerge e releva a personificação da falência intelectual de uma sociedade global desigual, um novo desaire aéreo ameaça novamente Nova Iorque mas desta vez, talvez a coberto desse que se quer novo deus menor, a tragédia deu origem ao milagre ou à razão estatística da ideia “it can’t rain all the time”.
Prefiro pensar que naquele momento o piloto, por se encontrar sentado aos “ombros de gigantes”, viu mais longe e… o resto? São alegrias e não é por isso que andamos por cá?
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