domingo, janeiro 11

Curtas



1. Sinal do país onde estamos: legislação foi aprovada após “conselho” da Autoridade para a Concorrência. Pois bem disso já lá vão…5 meses e apenas em Dezembro as gasolineiras disponibilizaram uma singela informação que reza nestes termos “brevemente estará disponível informação sobre o preço dos combustíveis” Este brevemente já vai para dois meses… Como costumo dizer: o que a mim não lembra, aos outros esquece.
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2. Os Presidentes dos Conselhos Executivos reuniram-se e decidiram… cantar as “janeiras” à Ministra, o que é o mesmo que dizer, optaram por insistir na perda de tempo e na tentativa de modificar uma posição, a poder de letra, que vislumbro muito difícil. Diz-se que The pen is mightier than the sword mas, neste caso, isso é ridículo. Não quero ser agoirento mas a senhora, que alguns classificam de inteligente, não irá ser sensível porque é como o “não cego”, quando não quer ver é pior que o padecente original. E, sujeito às mais desinformadas, tiranas ou justas críticas, digo que: demitam-se todos e organize-se uma greve por tempo indeterminado.
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3. Sinais dos tempos (continuação): já sabemos que muitos colegas estão emigrados e que muitos se encontram em trânsito e outros a considerar as opções. Nos outros países age-se ao invés de Portugal. Em Portugal há professores, engenheiros, enfermeiros a mais, diz-se. As políticas de formação superior não têm preparação nem vistas largas e o resultado é este: Portugal paga e os outros países é que se orientam. Escrevam o que eu digo, daqui a uns cinco anos voltam a faltar professores…

terça-feira, janeiro 6

segunda-feira, janeiro 5

Afinal elas andam aí, as faltas - malandras!



As faltas são como a gripe, são contagiantes, andam por todo o lado ao contrário do que se pensava há uns tempos atrás, que só tinham o seu caldinho de cultivo nas escolas...
Notícia d’hoje, entre outras: O Hospital de São João, no Porto, vai tornar públicas duas listas, de assiduidade e produtividade dos médicos que ali trabalham. “Que raio”, pensei, pública porquê? Este tipo de acções só me fazem lembrar aqueles pequenos comércios que depois de muito fiar optaram por colocar no mostruário do estabelecimento a lista dos nomes dos devedores e a respectiva divida uma vez que a sua cobrança se torna difícil ao contrário do acto moralizador, que vai sempre a tempo.
Já num hospital acho esse tipo de acção estranha. Os médicos, penso eu, têm um calendário semanal ou mensal, do mesmo modo que eu tenho o meu horário. Seja em consultas, cirurgias, acompanhamentos de diferentes tipos, como o das gravidinhas, não será muito difícil saber onde eles andam. E se isso não bastar e se a abstinência toma tamanhas proporções no “verg’á mola”, não haverá um livrinho amarelo de reclamações de utentes que ajude a confirmar as suspeitas. E que é feito dos directores clínicos? (são tipo os xerifes da secção, tal como os membros dos conselhos executivos nas escolas). Ahhhhh pois é… provavelmente aplica-se a sabedora popular de que “em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão”, ou seja, talvez o director clínico, nomeado não por competência mas por amizade e/ou cansaço dos restantes candidatos, seja algo macio para um ou outro e logo a máxima “quando há para um, há para todos” vem ao de cima e os outros profissionais se tenham revelado contra a injustiça, a oftalmológica - vista grossa para uns e finíssima para os restantes.
Aqui reside o problema da função pública, nas chefias – talvez por isso, e dando um pulo para o meu mester, a questão dos presidentes das escolas não seja assim tão má ficando, pelo menos, tudo às claras e não nas sombras como o é hoje.
Resumindo(-me): a direcção do Hospital de São João, nomeou para directores clínicos pessoas que não se encontravam, não interessa porquê, aptas para o cargo e agora depois de, julgo eu, muita comoção e discussão interna, decidiu por tudo cá fora não se precatando de que “quando alguém cheira esquisito, se não o conseguimos identificar será porque talvez, sejamos nós”. Isto não vai dar em nada para além das azoadas típicas destes episódios – o bastonário vai dar umas papaias sobre a questão dizendo: “isto vai contra os regulamentos da ordem” ou “isso é inconstitucional, somos Médicos e toda a gente morre se nós quisermos” (esta primeira talvez esteja exagerada…) e tudo porque a fibra moral social, como em muitas outras profissões, se perdeu entre gerações ou ao longo do percurso e comer “albarrans” não corrige este defeito que se vai tornando intrínseco.
PS: E pensar que os professores eram o "bombo da festa" como a classe mais furtiva ao trabalho... pimenta, no rabinho dos outros, não sabe bem, sabe a...

domingo, janeiro 4

Por aqui... no sossego.


Este ano de2009 será um ano de vida ou de morte. Sê-lo-á na normal sucessão da vida de muitas pessoas, sê-lo-á no caso extremo daquelas que atingiam os magníficos 115 anos, quer naquelas que sofram a abrupta e injustificada quebra da sua juventude como acontece na guerra perpétua israelo-palestiniana. Que maneira estúpida de desperdiçar… tanta coisa.
Este ano será também de vida ou de morte em muitos domínios – políticos, educacionais, económicos, sociais – bem vistas as coisas o novo ano virá vestido com roupas velhas e não haverá muito que alguém ou alguns possam fazer. Por cá temos lixo, lá fora há melhor mas muito aquém do necessário e da craveira de políticos ou personalidades que se forjaram na dureza e que não foram educados em sedes partidárias imundas, repletas de favores e subornos, afastadas dos valores morais e Obama? …não me parece.
Todo o sistema assenta numa lógica massiva e simples: Ou entalas ou és entalado e para continuares a entalar e progredires tens que entalar cada vez mais gente. Não é possível, parece-me, que a sociedade, como um todo, tenha pernas para andar quando é cada um por si e não tudo para um bem comum. A maior desvantagem de qualquer “linha de montagem” é a disparidade de objectivos das peças que a compõe e neste momento a sociedade está virada para certos grupos, por exemplo o Bildenberg, e não para o todo. Fará sentido que o Presidente de uma Comissão Europeia, um sinónimo de primeiro-ministro europeu seja de um país periférico, mal governado há anos e que o seu currículo seja mediano no que toca às possibilidades existentes em carteira? Há poucas mas muito sedentas e esfomeadas bocas que requerem provimento.
Disseram aos nossos pais que a vida iria ser melhor e foi sem apontar a factura – zero pescas, agricultura e derivados, têxteis e similares. Disseram-lhes que se os filhos estudassem a vida destes seria boa e melhor como se este paradigma não tivesse tecto.
Eu por mim lembro-me de muitas das palavras sábias de pessoas como Churchill – “A man does what he must - in spite of personal consequences, in spite of obstacles and dangers and pressures - and that is the basis of all human morality” ou “All the great things are simple, and many can be expressed in a single word: freedom, justice, honor, duty, mercy, hope”. Não me engano se disser que qualquer dia “There will be blood”.
Não será, pelo menos à maioria mas, que o ano vos seja ligeiro.

terça-feira, dezembro 30


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Mário Crespo, como sempre, Priceless. Bom ano.
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"Porque a realidade excede os meus dotes ficcionais, esta Ficha de Avaliação da Doutora Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, assenta nos critérios seguidos pelo seu Ministério incluindo, a terminologia usada na avaliação de docentes, o número de alíneas e a bitola de classificação.
Níveis de Pontuação: Mínimo 3, máximo 10.
A - Preparação e execução de actividades.
A - 1 Correcção científico-pedagógica e didáctica da planificação.
Classificação obtida - Nível 3
(Não efectuou as reformas previstas no Programa do Governo por falta de trabalho preparatório. As cenas de pugilato, luta greco-romana e intimidação por arma de fogo simulada nas áreas que lhe foram confiadas vão originar um aumento significativo da despesa pública com a contratação à Blackwater (por ajuste directo) de um mercenário israelita por cada sala de aula e dois nas salas dependentes da DREN).
A - 2 Adequação de estratégias.
Classificação obtida - Nível 3
(Não definiu linhas de rumo nem planos de acção que permitissem concretizar a missão delineada, usando como benchmarking nacional os parâmetros seguidos no sistema educativo da Faixa de Gaza.)
A - 3 Adaptação da planificação e das estratégias.
Classificação obtida - Nível 3
(Não obteve eficácia aferível em três anos de actividade, consumindo no processo a maior parcela de verba pública atribuída a um Ministério. Insistiu em manter o organograma dos seus serviços (em particular da DREN) inspirado no modelo das Tentações de Santo Antão de Jeronimus Bosh).
A - 4 Diversidade, adequação e correcção científico-pedagógica das metodologias e recursos utilizados.
Classificação obtida - Nível 3
(A observação empírica dos resultados é indiciária de um inadequado e/ou incorrecto aproveitamento de recursos disponibilizados em sucessivos Orçamentos de Estado em tal monta que fazem o BPP parecer uma operação rentável. Adicionalmente, o seu Ministério atingiu tal desordem que faz a Assembleia Geral do Benfica parecer um retiro de monges Cartuxos).
B - Realização de actividades.
Classificação obtida - Nível 3
(A avaliação conclui que à incapacidade da avaliada na "promoção de clima favorável" se junta a insuficiência de valências de conhecimentos gerais essenciais, como o atesta a confusão que fez a 23 de Junho de 2005 pp. em entrevista televisionada, falhando na distinção entre "República" e "Governo da República". Isto deu novas dimensões ao Estatuto da Autonomia dos Açores e inspirou o Chefe do Estado a crescentes afrontas à vontade do Parlamento com graves e desgastantes consequências para o executivo.
Nas secções C e D da Ficha de Avaliação do Ministério da Educação, nos quatro subgrupos, a avaliada obteve oito classificações de Nível 3, pelo que, feita a média aritmética dos dezasseis parâmetros cotados lhe é atribuída a classificação geral de Insuficiente. Recomenda-se que sejam propostas à Doutora Maria de Lurdes Rodrigues as seguintes opções: integrar o quadro de mobilidade especial até colocação em Baucau; frequentar um curso das Novas Oportunidades e/ou filiar-se no Movimento Esperança Portugal; aceitar o 12º lugar na lista de espera para o próximo Conselho de Administração da FLAD; frequentar o curso de formação do INA - Limites da Autonomia Regional; ser animadora de As Tardes de Maria de Lurdes na RTP África; integrar a quota ainda disponível para antigos executivos socialistas na Mota Engil, Iberdrola ou BCP."

segunda-feira, dezembro 29

Com o 2009 já ao virar da esquina.

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Uma das melhores descobertas que fiz no ano que agora termina foram os vídeos de Matt Harding - um rapaz normal que um dia mandou, quase, tudo às favas e se pôs a dançar sem que a falta de jeito o impedisse, em inúmeros lugares do planeta. A proeza ganhou vida própria e patrocínios, e este jovem arrecadou, para uns quantos nos quais eu me incluo, uma das vivências mais singelas e invejadas que se conhecem. Aproximamo-nos do final de mais um ano e, sendo esta uma altura propícia a desejos desmedidos, faço votos de que este tipo de vivências invada, connosco no papel principal, mais partes do nosso quotidiano.
Sorte e saúde a todos, feliz 2009.

quinta-feira, dezembro 25

quinta-feira, dezembro 18

Nos tempos da outra senhora


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Escola de outros tempos... Cliquem para maximizar.

O buraco negro

terça-feira, dezembro 16

Sem rodeios, como se quer!



Este artigo é em homenagem a Valentim Loureiro, um boy com "B" maiúsculo, que coloca tudo às claras desde o intelecto até a sua posição corporal. Louvo a sua coragem em sair do armário, laranja...

“O ambiente que se vive em Gondomar e que tem a ver com quem lidera Gondomar não é o ambiente que, hoje, se encontra pelo país. Assim é que nós devemos estar na vida e na política e não andar em manifestações contra o Governo com o qual me identifico, sobretudo com o Primeiro-ministro”
by Valentim Loureiro, edil Gondomarense

Sexto sentido ou bom senso?



Não sou apreciador mas não dei por perdido o tempo que utilizei na leitura do artigo que aqui deixo. Não copio as suas palavras na totalidade apenas a parte que achei mais significativa e sobre a qual já me tenho debruçado aqui e em conversas "de café". Vinda de quem vem talvez acabe por ter mais repercussão.
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"A crise aprofunda-se e generaliza-se. Os Estados desviam milhões, que vêm directamente dos bolsos dos contribuintes, para evitar as falências de bancos mal geridos ou que se meteram em escandalosas negociatas. Será necessário. Mas o povo pergunta: e as roubalheiras, ficam impunes? E o sistema que as permitiu - os paraísos fiscais -, os chorudos vencimentos (multimilionários) de gestores incompetentes e pouco sérios, ficam na mesma? E os auditores que fecharam os olhos - ou não os abriram suficientemente - e os dirigentes políticos que se acomodaram ao sistema, não agiram e nem sequer alertaram, continuam nos mesmos lugares cimeiros, limitando-se a pedir, agora, mais intervenções do Estado, com a mesma desfaçatez com que antes reclamavam "menos Estado" e mais e mais privatizações?
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Pedem-se e pediram-se sacrifícios para cumprir as metas do défice, impostas por Bruxelas. Mas, ao mesmo tempo, os multimilionários engordaram - os mesmos que agora emagreceram na roleta russa das economias de casino - e os responsáveis políticos (os mesmos, por quase toda a Europa) não pensam em mudar o paradigma ou não anunciam essa intenção e não explicam sequer aos eleitores comuns, os eternos sacrificados, como vão gastar o dinheiro que utilizam para salvar os bancos e as grandes empresas da falência, aparentemente deixando tudo na mesma? E querem depois o voto desses mesmos eleitores, sem os informar seriamente nem esclarecer? É demais! É sabido: quem semeia ventos colhe tempestades...
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Nas ruas e universidades da Grécia, há vários dias, os estudantes manifestam- -se violentamente, atiram pedras contra a polícia, incendeiam automóveis, provocam distúrbios. Indignação ou houve o pretexto de a polícia ter matado um estudante? Não são, contudo, jovens marginais, filhos de imigrantes, habitantes de bairros problemáticos, como sucedeu, há meses, em França. São filhos da burguesia que está a ser muito afectada com a crise.
A França foi a primeira a inquietar-se. Com razão. Quando há uma crise latente, que fere em consciência as classes médias, qualquer pretexto serve para gerar a revolta. Maio de 68 foi assim. De Gaulle, que era o De Gaulle, desapareceu e esteve dois dias na Alemanha a ouvir as forças militares de ocupação ali estacionadas.
A Espanha também tem motivos de preocupação: a subida em flecha do desemprego, o mal-estar social latente, que sucedeu a um período de grande crescimento, a bolha do imobiliário, que rebentou como era previsível, as tensões crescentes entre algumas autonomias e o centralismo de Madrid.
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Portugal também não deve ficar indiferente. Com as desigualdades sociais sempre a crescer, o aumento do desemprego que previsivelmente vai subir imenso, em 2009, a impunidade dos banqueiros delinquentes, o bloqueio na Justiça, e em especial, do Ministério Público e das polícias, estão a criar um clima de desconfiança - e de revolta - que não augura nada de bom. Oiçam-se as pessoas na rua, tome-se o pulso do que se passa nas universidades, nos bairros populares, nos transportes públicos, no pequeno comércio, nas fábricas e empresas que ameaçam falir, por toda a parte do País, e compreender-se-á que estamos perante um ingrediente que tem demasiadas componentes prestes a explodir. Acrescenta-se o radicalismo das oposições, à esquerda e à direita, que apostam na política do "quanto pior melhor". Perigosíssima, quando não se apresentam alternativas credíveis...
França, Espanha, Portugal e outros Estados membros não são a Grécia, é verdade. Cada país é um caso. Mas a União Europeia não está a ajudar nada. O plano aprovado na última cimeira não passa de um paliativo: injectar dinheiro nos bancos e nas grandes empresas, para que tudo - de essencial - possa ficar na mesma. Sem ter em conta o grande descontentamento e a grande desconfiança que os provocam sem esclarecer satisfatoriamente as opiniões públicas, sem transparência, sem uma visão estratégica, coerente e concertada dos 27 Estados quanto ao que é necessário fazer, para assegurar a mudança.Nesse aspecto, a nova América de Obama está bem melhor do que a União Europeia. Além do mais, porque na América o pessoal político está a mudar. E, na Europa, continuam as mesmas caras, insusceptíveis de entusiasmar seja quem for..."

segunda-feira, dezembro 15

Som na caixa

Cara a cara

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E finalmente chegou um certo acerto de contas entre o responsável americano e um mero iraquiano. Após anos de guerra, morte, devastação, mentiras, abusos nada melhor que pegar nos sapatos e fazer pontaria ao alvo da ira sem apelo nem agravo. Aplaudo porque a crise política vive-se e vê-se reflectida em políticos medíocres como o é Bush, Berlusconi ou Socrates. Interessante ver os reflexos de Bush... talvez lhe sejam de grande utilidade no futuro que lhe auguro e que se aproxima.
Conceda-se um mimo este Natal ou então nas futuras e retumbantes campanhas que 2009 vai ver, haja democraticamente, com sapatos nos pés ou não, tenha pontaria nas mãos ou na língua, e não deixe de acertar contas com os ineptos nacionais e posso prometer-lhe algo: sentir-se-á muito melhor. E volto ao de sempre: só existirá democracia quando as populações a exigirem e quando os políticos tiverem repercussões diárias dos seus actos. Antes de finalizar um reparo em forma de pesar: tenho imenso desgosto em ver que ainda há portugueses estúpidos ao ponto de participarem em acções contaminadas com a presença do primeiro-ministro como é a encenação dos diplomas das novas oportunidades e só tenho um comentários: ridículos.

domingo, dezembro 14

Caldos de mudança


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Este foi um ano estranho a nível global. Faz, de certo modo, de um modo muito particular, lembrar o que sucedeu à Física no fim início do século passado. Tinham-se por certas muitas verdades quando, de repente como que do nada, de uma experiência residual e à qual poucos davam importância, resultou a revolução do século cientifico e nunca mais nada foi igual. Talvez em todos os princípios de século tenha existido assim algo definitivo e profundamente importante que tenha dado origem a novos paradigmas. Em século parece estar virado para as questões económicas a pontos de se dizer à boca cheia que qualquer um pode dissertar sobre Economia porque nos tempos que correm, nem os economistas sabem o que raio se vai passar. Chegou-se ao ponto anárquico da lei única. Em anarquia só existe uma lei e é não haver lei nenhuma. Em Economia por estes tempos só se sabe que ela, ou melhor nós, não vai andar bem a pontos de Karl Marx ter dado tantas voltas no túmulo como os hambugers nas chapas capitalistas dos McDonalds.
Creio que tudo se resume a uma crise profunda de valores éticos e morais nos mais críticos decisores, a todos níveis sem excepção. Daí que se tenham vivido crises com uma base anual em diferentes pontos da Europa. É certo que a Europa é o local mais sangrento da história da existência humana, onde se travaram as mais longas, mais cruéis, mais ferozes guerras mas os últimos tempos esses conflitos, contidos é certo, têm se revelado nos sul do continente, um local geograficamente pouco dado a este tipo de erupções. Passou-se em França, tivemos algumas crises em Itália e agora é a Grécia. Lia-se recentemente no The Guardian que a crise grega tinha como principais factores a descrença na classe política e na falta de alternativa de oposição, nos sistemas saúde e judiciais e na insatisfação de diferentes agentes sociais como os professores ou os médicos. Paremos o tempo de um fôlego e pensemos: Onde é que eu já vi este filme? Será o sinal dos tempos?
Por cá, sendo nós, um povo pacato, sereno como ouvimos noutro tempo, onde as revoluções são de cravos sem montras partidas como no caso presente grego ou no estudantil Francês de há quarenta anos, esse tipo de situações e vontades diluíram-se geração após geração desde os tempos do pai da Portugalidade mas a insatisfação anda por aí. Professores, médicos, juízes, povo em geral anda descontente e pouco interessado em curas bancárias quando ainda há poucos meses não havia dinheiro para fazer cantar um ceguinho. Estou como Belmiro de Azevedo quando afirmou que se um, e aqui penso no BPP, ou dois bancos marginais falissem… poucas saudades deixavam e a moralização talvez atingisse todos os patamares sociais. O prejuízo destas situações permitiriam corrigir um sistema tão falível como outro qualquer que, no caso nacional, só apresenta vantagens porque a tal crise afecta-nos e a todos os países globalizados e iremos a reboque da cura doutrem.
Esta é a prova que apostar num cavalo nunca é boa opção daí que arriscar, como as parangonas propagandista socialista verborreiam à boca ligeira, apenas na pestilenta política do betão em vez de diversificar os investimentos, é má política, má gestão e principalmente, mau sentido histórico e de estado. Estou num ponto que estranho onde uma anarquia me parece mais compreensível, menos duradoira e consequente, mais produtiva e higiénica do que esta mísera e doentia democracia e isso é mau.

sábado, dezembro 13

Pontos de vista.


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Almeida Santos, ex-Presidente da Assembleia da República e reconhecido militante do PS, veio este final de semana pronunciar-se sobre a questão das faltas dos eleitos parlamentares portugueses. Talvez devido há idade e, por inerência, há senilidade, Almeida Santos veio defender os pobres faltistas nesta questão. Segundo a ideia deste rePUTado militante socialista, os deputados ganham pouco e como tal não podem exercer apenas o dever público de deputado. Almeida Santos considera também que é uma filha da …ce marcarem sessões às sexta-feiras arrematando com a pérola “é preciso arranjar horas para a votação que não sejam as horas em que, normalmente, é mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República” Caramba… pode ser penoso estar na casa de todos nós!? Só se for por ouvir a corja de mentirosos que peja a maior parte da oposição e governo mas de resto aquilo parece ser um sítio bom para se estar. Até a aguinha nos levam à mesa. Realmente é uma tortura. Eu por mim, acho que deviam começar a fazer as sessões via messenger ou afins, talvez assim não fossem interrompidas as vidas profissionais de suas excelências, os dePUTAdos.
Consolo? Não há mas não somos os únicos a ser roubados diariamente.

domingo, dezembro 7

Notas.. debaixo do colchão.



Afinal debaixo do colchão nacional havia dinheiro. Fala-se e distribuí-se milhões como quem fala em pasteís de nata. Sou sincero, dá gosto ver que afinal alguém tem dinheiro a rodos neste país. Já desconfiava que ele teria que estar guardado nalgum sítio. O sacrifício de uma porção de gente, mais ou menos a totalidade da classe média, vai servir para algo, para suster as jogadas de monopólio de uns quantos ineptos e bem falantes como é, por exemplo, o ex-bastonário Júdice. Dava gosto vê-lo falar dos seus "bons investimentos" semanas antes num programa económico de Camilo Lourenço ao contrário do que mostrava à frente das camaras de tv nestes dias negros do BPP.
Parece também que esta é a prova do algodão de certas questões: Matemática não é connosco. Há inúteis no banco de Portugal, a começar pelo Governador, naquela sublime plataforma "Compromisso Portugal" que defende menos estado mas quando nos toca... venham de lá os milhões e um taxinho; os membros dos diferentes bancos que, à excepção do BPI, se mostram todos ávidos pelos milhões.
Gosto também dos sucessivos planos de "ataque" a uma crise que há 3 meses não o era e que agora surge como a inevitabilidade do dia e das noites. Jorram os milhões para bancos, para empresas automóveis numa vaga que faz lembrar que as eleições estão do outro lado da esquina e os votantes tipo, classe média, já eram. Milhões de sementes para que a flor comece a florecer lá para a primavera. Três notas, Primeira: A Ministra da Educação que, tal como um doente mental, repete à saciadade que "é este ano, é este ano" - o "para o ano" tanto faz já por esta altura; Segunda: Eusébio. O Pantera Negra disse recetemente que não gosta do Sporting. Tudo bem, mas para quem se diz, e ganhará como tal, embaixador da Selecção Nacional considero que é uma frase indigna desse estatuto. Sim sou do Sporting mas a frase é estúpida quer seja dita sobre o Sporting ou sobre o Carcavelinhos. Ele há coisas que uma bola não ensina e a educação parece ser uma delas. Fico aliviado por que Eusébio disse isso após ser operado uma vez que o médico, temente ao juramento de Hipocrates, é também adepto verde e branco. Terceira: O PCP anda enevoado segundo é possível constatar nas intervenções dos últimos dias. Senhor Jerónimo de Sousa, tanta rispidez por uma falta de convite é no mínimo, mimo. Julgo que os convites primarão pela ausência e quem quisesse aparecia. Não seja flor de estufa nem se julgue o PCP, nesta altura de possível redistribuição de eleitorado, mais do que ou outros. "todos juntos venceremos" não era assim a letra?

quarta-feira, dezembro 3

Faúlas de um dia não como os outros.



Acompanhava as incidências da greve geral dos professores. Interessante ver que um dos Secretários de Estado da Educação parece ser o super-homem - desdobra-se em mil e uma intervenções públicas no sentido contrário aos factos. Relembro que o Ministro da Propaganda iraquiano dizia que a guerra estava ganha quando as tropas americanas se assomavam às margens do rio Tigre. Pois bem este ministério é feito com pessoas do mesmo carácter.
Guardo as insanas palavras do inútil Secretário de Estado, Valter Lemos, quando questionado sobre número de escolas que aderiu à greve: "as escolas não estão fechadas, as cantinas funcionam normalmente, tal como os outros serviços administrativos das escolas". Qualquer inútil consegue obter colocação num governo socialista. Gostava de ver este mentecapto dizer isto de frente para um encarregado de educação que tem o seu filho solto como um passarinho. É verdade... aqui para nós.. este senhor foi dispensado pelo excessivo número de faltas que dava lá para os lados de Idanha-a-Nova e só a sua astúcia carrapatosa lhe permitiu dar vida à máxima: agradece ao 25 de Abril a possibilidade de dizeres tanta asneira junta.
Noutro tom e com menos enjoo, continuo a pedir às pessoas que comentam à boca cheia sobre este miserável processo, que antes de o fazerem se informem, leiam e que depois critiquem de forma ponderada e alicerçada. E deixo uma nota aos que criticam os professores só quando não têm "amas-secas" onde deixarem os seus rebentos: meus senhores tal como uma greve de enfermeiros, tal como uma greve de maquinistas, tal como médicos, a nossa greve teria que inevitavelmente abanar as vossas vidas de algum modo. Não somos nem menos nem mais do que todos os outros.

segunda-feira, novembro 24

Mais rápido que a sombra



Dá gosto ver a rapidez e a sensibilidade com que o Presidente da República reagiu às insinuações sobre a sua ligação ao BPN. Julgo mesmo que a rapidez foi tal que o próprio Lucky Luke coraria numa justa de fronte para o Chefe de Estado. Enche-me de orgulho ver que as capacidades do Presidente, e ao contrário do que julgava, se encontram melhor que nunca. Quem diria… depois de ver como reagiu, e continua a reagir, à crise da educação e à crise económica e financeira, dos combustíveis entre outras.
Só me faz lembrar uma frase algo reles mas que indicia bem de onde surge a urticária Presidencial: Pimenta no cu dos outros, para nós, é refresco.
Nos professores, na população em geral, a conversa é uma mas quando nos toca a nós, leia-se Presidente, esta muda de figura. De nada vale falar em pudor, fale-se antes de “pudor de quem?”. Acabo com uma frase de uma menina que acompanhava com os pais a entrevista de Judite de Sousa à ainda titular da pasta da educação. Os pais criticavam e no meio das críticas surgiu, do chefe de família, a que se pensava ser a derradeira frase: Políticos, isso é tudo farinha do mesmo saco. Replica a petiz: “mude-se o saco”. Touché.

sexta-feira, novembro 21

Querem saber?


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Para quem se quiser literar sobre a problemática educativa deixo a moção aprovada por esmagadora maioria na escola onde lecciono.
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Exma. Senhora Ministra da Educação
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Com Conhecimento à:
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Presidência da Republica, Presidente da Assembleia da República, Governo da Republica, Grupos Parlamentares, Procuradoria-Geral da Republica, Direcção Regional de Educação do Centro, Câmara Municipal de Mação, Presidente da Associação de Pais do A.E.V.H., Presidente do Conselho Geral do A.E.V.H., Presidente do Conselho Executivo do A.E.V.H.
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Os Professores e Educadores do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte de Mação, reunidos em Assembleia-geral no dia 18 de Novembro de 2008, pelas 17.40 horas tomaram posição sobre o processo da avaliação do desempenho docente, considerando que: Não é possível pensar a acção educativa sem conceber a sua avaliação, quer se trate dos alunos, dos docentes ou, de um modo geral, de todos os profissionais envolvidos no fenómeno do ensino e da aprendizagem. Como qualquer actividade humana, a educação está sujeita às mudanças que se vão operando no seio das sociedades, estruturadas em paradigmas que variam consoante as épocas. Do mesmo modo, os pressupostos subjacentes ao conceito de avaliação, bem como os instrumentos pelos quais esta se actualiza, devem ser continuamente revistos, numa perspectiva formativa, construtiva, de modo a poder dar uma resposta adequada às exigências que as sociedades modernas hoje nos colocam em termos dos padrões de conhecimento.
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Avaliar e ser avaliado sempre foram dois aspectos indissociáveis da condição de professor. Olhando para trás, ao longo das várias reformas educativas, a avaliação foi um direito que, de alguma maneira, foi negado aos professores, na medida em que todo o empenho, profissionalismo, dedicação e qualidade científica que muitos deles sempre puseram no seu trabalho foram submersos na mediania igualitária – não necessariamente justa – de uma menção de Satisfaz.Vivemos um tempo de mudança. Sabemos que qualquer mudança digna desse nome provoca sempre alguma instabilidade, encontra resistências, causa apreensões. Daí a necessidade e a importância de debater as questões em profundidade, de pensar em conjunto sobre os problemas, de tentar perceber a fundamentação dos pressupostos e operacionalizar os modos da sua articulação à prática.
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Numa altura em que o modelo de avaliação de desempenho do pessoal docente está a ser posto em prática à revelia de toda uma classe, não porque os profissionais rejeitem ser avaliados, mas porque exigem uma avaliação construtiva, não burocrática, que não perca de vista o objectivo principal da acção educativa – os alunos e as suas aprendizagens - e que não transfira para os profissionais do sistema o ónus das fraquezas desse mesmo sistema. No modelo presente, a prossecução desses objectivos é posta em causa pelas questões que suscitamos, pela sua inoperância, incongruência ou mesmo conflitualidade com normas legais:
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1. Do conteúdo da avaliação
1.1. Não é aceitável que se estabeleça qualquer paralelo entre a avaliação interna e a avaliação externa, quando sabemos que este critério apenas é aplicável às disciplinas que têm exame a nível nacional, havendo, por isso, uma violação evidente do princípio da igualdade consagrado no Artigo 13º da Constituição da Republica Portuguesa.
1.2. O Decreto Regulamentar nº 2/2008 condiciona a avaliação do professor ao progresso dos resultados escolares dos seus alunos. Os professores desta Escola consideram que mecanismos como a consideração directa do sucesso educativo dos alunos na avaliação dos docentes são incorrectos e injustos e estão em desacordo com as recomendações da Comissão Científica da Avaliação de Professores (CCAP).
1.3. O documento Recomendações 2/CCAP/2008 é explícito nas indicações para a simplificação do processo e para a necessidade de não quantificar, “No caso particular da aplicação do processo de avaliação de desempenho ao ano escolar de 2008-2009, o progresso dos resultados escolares dos alunos não seja objecto de aferição quantitativa”, pela inexistência de instrumentos próprios para o efeito, “De momento, não existem instrumentos de aferição para determinar com objectividade o progresso dos resultados escolares”
1.4. Também o CCAP recomenda que “A produção de instrumentos de aferição fiáveis e de reconhecida credibilidade científica é uma tarefa complexa e morosa, a desenvolver por instâncias competentes e alheias ao processo de avaliação de desempenho”. Tal recomendação não vêm sendo cumprida, dado que a elaboração de tais instrumentos vem sendo feita nas escolas, tendo de ser clarificado quem é responsável pelo processo de avaliação, se a CCAP, a DGRHE, o Conselho de Escolas ou outra entidade.
1.5. Por que razão os professores têm de se comprometer, no início de cada ano lectivo, com metas que, desde logo, não dependem só de si, como a melhoria dos resultados dos alunos e a diminuição da taxa de abandono escolar?
O Artigo 18º, ponto 1, alínea c) do Decreto Regulamentar nº 2/2008, segundo o qual a Avaliação de Desempenho está condicionada ao “progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e redução das taxas de abandono escolar, tendo em conta o contexto socioeducativo” sem que haja qualquer referência, no diploma, a outros condicionalismos evidentes no percurso escolar dos alunos, como os socioculturais e socioeconómicos e que, por não dependerem do controlo e responsabilidade do professor, não devem interferir na sua própria avaliação.
1.6. O documento Recomendação 1/98 do Conselho Nacional de Educação refere os factores que influenciam o abandono e de entre 25 enunciados (8 individuais e 17 externos) apenas dois podem ser considerados como referidos ao trabalho dos professores e ainda assim parcialmente, a saber:
- ausência de estratégias personalizadas (desadequação da leccionação em relação ao ritmo de aprendizagem de cada aluno);
- apoios pedagógicos reduzidos e ausência de diversificação de pedagogias. Este mesmo documento refere claramente que “O sucesso e o insucesso de uma escola não se processam dentro de uma ilha, mas são antes o resultado de um contexto socio-económico e cultural. O abandono tem uma ligação muito intensa ao insucesso e reflecte o fracasso do sistema. Estritamente através da pedagogia não se conseguirá inverter o abandono escolar. ”Gostariam os professores subscritores de conhecer documento ou estudo que actualize esta posição de forma coerente com o que é implícito ao processo de avaliação do desempenho.
1.7. Alguns dos Professores deste Agrupamento encontra-se, segundo os Artigos 44º e 51º do Código do Procedimento Administrativo, legalmente impedidos de participar no processo de Avaliação de Desempenho, devido aos laços de amizade ou inimizade criados e desenvolvidos ao longo dos anos e que poderão, porventura, ser motivo de “escusa” ou “ suspeição”.
1.8. A possibilidade efectiva deste Modelo de Avaliação do Desempenho colidir com normativos legais, nomeadamente, o Artigo 44º da Secção VI (Das garantias de imparcialidade) do Código do Procedimento Administrativo, o qual estabelece, no ponto 1, alíneas a) e c), a existência de casos de impedimento sempre que o órgão ou agente da Administração Pública intervenha em actos ou questões em que tenha interesses semelhantes aos implicados na decisão. Ora, alguns professores avaliadores concorrem com os professores por si avaliados no mesmo processo de progressão na carreira, disputando lugares nas quotas a serem definidas.
1.9. Ainda este impedimento ocorre no momento em que os Docentes propõem níveis para a avaliação sumativa dos seus alunos, dado que estarão a actuar em processo do qual irão reverter na sua própria avaliação.
1.10 Este modelo não discrimina positivamente os docentes que leccionam turmas com situações problemáticas e com maiores dificuldades de aprendizagem.
1.11. A imputação de responsabilidade individual ao docente pela avaliação dos seus alunos configura uma violação grosseira do previsto na legislação em vigor quanto à decisão da avaliação final do aluno, a qual é da competência do Conselho de Turma sob proposta do (s) professor (es) de cada área curricular disciplinar e não disciplinar.
1.12. Os docentes deste Agrupamento rejeitam a penalização do uso de direitos constitucionalmente protegidos como sejam a maternidade/paternidade, doença, participação em eventos de reconhecida relevância social ou académica, cumprimento de obrigações legais e nojo, nos critérios de obtenção de Muito Bom ou de Excelente.
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2. Dos mecanismos da avaliação
2.1. Os critérios que nortearam o primeiro Concurso de Acesso a Professor Titular geraram uma divisão artificial e gratuita entre “professores titulares” e “professores”, valorizando apenas a ocupação de cargos nos últimos 7 anos, independentemente de qualquer avaliação da sua competência pedagógica, científica ou técnica e certificação da mesma.
2.2. Face a este processo de selecção dos avaliadores, e não estando atestada a validade da sua capacidade para desempenhar funções como avaliador e a preponderância da sua opinião, não consideramos verificado o disposto no art. 6:º-A do Código do Procedimento Administrativo, particularmente na alínea a) do nº 2.
2.3. A este propósito é suscitada a questão da objectividade, postulada também pela DHGRE num powerpoint apresentado no âmbito da formação contínua de professores, que decorreu em Julho e Setembro de 2008, sobre “Análise e Implicações do Quadro Normativo aplicável à Avaliação de Desempenho dos Docentes”, onde estabelece a importante “Diferença entre facto e opinião, definindo:
• Opiniões – discutíveis, contestáveis, sentidas.
• Factos – indiscutíveis, incontestáveis, constantes.e dando exemplos para cada um deles: “Está calor.” ou “Está sempre atrasado.” são opiniões, “Estão 32º.” ou “Chegou 10 minutos atrasado à reunião.” são factos.” Ora, a maioria dos itens sobre os quais seremos avaliados consistem de opiniões e não de factos como se concluirá facilmente da análise das fichas de avaliação.
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3. Dos instrumentos de avaliação
3.1. Na ficha de avaliação pelo Presidente do Conselho Executivo (PCE)
3.1.1. Relativamente ao parâmetro A.1. não está esclarecido o que significa o cumprimento de 100% do serviço lectivo, uma vez que o professor pode estar ausente por acompanhamento de alunos em visita de estudo, sendo deste modo sempre penalizado, porque ou não deu a aula (A.1) ou não participou ou dinamizou actividades previstas no PEE, PAA e PCT’s (C.1.).
3.1.2. Como se vai avaliar objectivamente o parâmetro “Cumprimento do serviço do apoio educativo e do apoio individual aos alunos” (A.2.1.1)? E, no caso de entender que “o docente propôs, dinamiza e colabora sistemática e continuadamente em actividades de apoio educativo e apoio individual aos alunos” (A.2.1.1.4) qual a distinção quantitativa?
3.1.3. Se, em relação ao parâmetro B.1.2, o docente tiver definido os objectivos pelo mínimo terá grandes probabilidades de os superar. Pode o PCE garantir que os objectivos estavam clara, objectiva e honestamente definidos?
3.1.4. Como é que o PCE avalia objectivamente “o empenhamento e a qualidade da participação” de todos os docentes nas estruturas de orientação educativa e nos órgãos de gestão (C.3.1)?
3.1.5. Não será utópico que aos professores, para além das múltiplas e absorventes tarefas e funções, ainda lhes seja exigida a “participação e dinamização de projectos de investigação, desenvolvimento e inovação educativa” (C.4)?
3.1.6. O parâmetro D implica a participação em acções de formação contínua, o que é apenas obrigatório para docentes vinculados e para efeitos de progressão na carreira. Os professores contratados não têm de fazer formação e são até preteridos no acesso a acções de formação face a colegas vinculados. Como classificar tendo em conta estes aspectos de descriminação?
3.1.7. Parâmetro E. “Relação com a comunidade”, baseia-se apenas nos objectivos individuais? O que é preciso fazer para ter a nota máxima? Como tratar sem beneficiar as situações de professores locais de outros que à partida têm menos conhecimento, familiaridade e proximidade à comunidade?
3.1.8. No parâmetro F.1.3. o avaliador é penalizado se atribuir “à maioria dos docentes avaliados igual classificação em todos ou quase todos os itens e parâmetros”. Afinal, não é possível isso acontecer, sobretudo em áreas disciplinares onde se trabalha muito em equipa, i.e., os professores dos mesmos anos planificam aulas em conjunto, elaboram testes em conjunto e partilham experiências e recursos?
3.1.9. Possui o PCE instrumentos de registo de todas as observações que tem de efectuar? Se não tem, o processo não pode ser iniciado. Se tem, temos direito a conhecê--las.
3.1.10. Tem o PCE capacidade e tempo disponível para avaliar com objectividade, coerência, fundamentação e justiça todos os docentes deste agrupamento em todos os indicadores e parâmetros? Quais as garantias?
3.2. Na ficha de avaliação pelo Coordenador de Departamento/Professor Avaliador:
3.2.1. Parece haver incoerências no parâmetro A., uma vez que o parâmetro A.1. “Correcção científico-pedagógica e didáctica da planificação das actividades lectivas” engloba todos os outros, i.e., as estratégias, metodologias e recursos fazem parte da planificação.
3.2.2. No parâmetro B.1. há uma redundância pois os objectivos e orientações já estão incorporados nos programas.
3.2.3. Quanto ao parâmetro B.3., para além de poder ser questionada a questão da eficácia da utilização das tecnologias na aprendizagem dos alunos, assim como a sua acessibilidade, também é necessário definir o que são “recursos inovadores” e se a única forma de observação deste parâmetro são as grelhas das aulas assistidas. Afinal vamos ter de fazer planos de aula “especiais” para quando o avaliador está presente ou será simplesmente mais honesto e natural seguir o nosso plano de trabalho?
3.2.4. O conteúdo do parâmetro C, itens/indicadores C.1., C.2., e C.3., remete para muito do que já está incorporado no parâmetro B., enquanto o item C.3. remete para situações extra lectivas que não podem ser observadas.
3.2.5. Possuem os Coordenadores de Departamento/Professores Avaliadores instrumentos de registo e critérios de todas as observações que têm de efectuar? Se não têm, o processo não pode ser iniciado. Se tem, temos direito a conhecê-las.
3.2.6. Têm os Coordenadores de Departamento/Professores Avaliadores competência científica e/ou pedagógica para avaliar com coerência, justiça, fundamentação e objectividade todos os docentes que lhes estão atribuídos, mesmo que não pertençam à sua área disciplinar ou eventualmente tenham uma preparação científica, académica ou até pedagógica superior?
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Finalmente, é válida e/ou coerente a legitimação de uma divisão na carreira docente que decorre da antiguidade na carreira num momento nunca antes pré-determinado, quando alegadamente o novo Estatuto da Carreira Docente pretende pôr fim à progressão assente na antiguidade?Por todas as questões suscitadas, qualquer acção de implementação do processo de avaliação neste Agrupamento seria infundada, pelo que, e até que sejam esclarecidas estas mesmas dúvidas, nenhuma acto será praticado no âmbito do processo de avaliação.
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Mação, 18 de Novembro de 2008(Lido e aprovado pelos professores subscritores)"

segunda-feira, novembro 17

G-20, 19, 18, 17... 3, 2, 1... Bbuumm!


© Chappatte in "International Herald Tribune"

A propósito da cimeira do fim de semana...