segunda-feira, outubro 27

O caminho que trilhamos



O texto (a pérola) que se seguem tem o alto patrocínio do Ministério da Educação e dos últimos Ministros da Educação, sem excepção já que nenhum se aproveita. Recebi este texto como resultado de um brainstorming, certamente extenuante, de um aluno de nono ano. A situação não a posso confirmar mas a veracidade da empreitada, se se confirmar, não me surpreende.
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REDAXÃO - 'O PIPOL E A ESCOLA'
Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas. Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. tarei a inzajerar?
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Acabo com uma frase de Abraham Lincoln que creio que vem muito a propósito:
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"Better to remain silent and be thought a fool than to speak out and remove all doubt."

sábado, outubro 25

Ferida de Morte


Realmente este país tem o que merece. Os cargos públicos e as suas lapas orientam à esquerda e à direita a seu belo prazer, com a conivência da maior parte dos media. O povo, nos programas de opinião na rádio ou na televisão, arremetem contra professores, médicos e todos os que desempenhem uma profissão que não seja a deles mas quando ministros proferem este tipo de afirmações, eu pergunto: mas que merda é esta!? A vergonha governamental é tanta que se permitem afirmar as maiores sandices, disparates, baboseiras sem que nada suceda ou que, pelo menos os media, critiquem e façam notícia de afirmações deste calibre! Numa recente entrevista, a néscia, fátua, inapta, incompetente, irresponsável, cadáver da educação – eu recuso-me a classificá-la como pessoa, quanto mais ministra, disse a seguinte… (não tenho classificação a não ser através de má educação):

Mas porque é que a escola portuguesa mantém esses 7,4% de alunos na 2.ª classe?Tem vindo a baixar, eram 18%, há 15 anos. O que é que os professores pensam? A criança não aprendeu a ler, vale mais que fique retida, para aprender a ler. E fica para trás.
E vale a pena ficar para trás?
Não vale. E isto para uma criança de 7 anos é dramático. É o início de um percurso desastroso. Absolutamente desastroso. São estas crianças que depois abandonam a escola. A primeira coisa é que ficam num ano de ensino desajustado à sua idade. Todos os amiguinhos que vão ter no ano a seguir, já não são os mesmos, são mais novos, e começa aí um processo de desajuste. Todos os estudos provam que a repetência não permite recuperar nada. Porque é que ficam para trás? Porque antigamente a escola era assim.

Fica o excerto e o link do resto da entrevista. E fica o aviso: quando uma pessoa, com grandes responsabilidades, se dá ao desplante de proferir este tipo de afirmações, as acções não dos professores mas dos pais, todos eles, têm que começar a fazer-se sentir e ouvir. É impossível que alguém que defenda que um menino passe sem saber ler não defenda que este deva também passar pela vida sem saber escrever, falar, andar, comer, ouvir, pensar e tudo aquilo que quisermos juntar. Não sei que mais é preciso para que as pessoas todas tomem uma atitude definitiva em relação a estes criminosos. Estamos a milímetros de começar a queimar os livros.

terça-feira, outubro 21

Operações ficcionais



O Orçamento de Estado (O.A.) é o exercício teórico que se pede aos sucessivos governos, há trinta e… quatro anos a esta parte, no que toca às contas públicas. Convém que o mesmo se aproxime da realidade mas Portugal é um país Quântico e questões dessas serão sempre relativas. O que se disponibiliza para cada ministério operar, o que se consegue juntar de modo a saldar as nossas contas, cá dentro e lá fora, e, penso eu, aquele é utilizado para fazer mover a máquina e para a optimizar. O que é que a minha vida, em tempo quase comparável ao tempo de vida republicana do O.A., me tem ensinado? É que a desgraça primeira desta grande nação é a matemática. Se tivessem dito a Pedro Álvares Cabral ou a Vasco da Gama quantos milhares de quilómetros e de horas estes iriam levar até chegarem a terra firme, estes provavelmente teriam ido até à Madeira passar o tempo ao sabor de caipirinhas (seria bom mas o Brasil ainda estava para ser).
Temos bons matemáticos mas eles escasseiam para os lados de São Bento. Seria de todo mais inteligente modificar-se o sistema político, o eleitoral pelo menos, de modo a podermos escolher os nossos ministros um a um. Veja-se o caso das eleições do EUA, onde um boletim de voto se consagra há eleição dos juízes das cidades, do Sheriff, ou para referendar sobre o tipo de empreitada a fazer (se túnel ou passagem superior ou inferior). Ou seja, retrata as preocupações mais fulcrais das pessoas e, se há situações às quais o nosso sistema já não parece ter resposta, por divórcio participativo dos Portugueses e por demérito ou falta de qualidade dos intervenientes, são as preocupações do dia-a-dia. Daí que eu advogue, do alto deste… sítio algures na planura, que o sistema seja revisto de modo a escolher os mais aptos, seguindo um movimento descrito por Darwin a propósito de outras “contas”, as biológicas.
Sendo assim e deste modo, o nosso sistema está estagnado e entregue a ineptos que, ano após ano, vagueiam num exercício que salta entre o absurdo e a utopia, ambas sem transposição prática para a língua matemática. Se por um lado é uma injustiça o que se passou com o sistema financeiro – e que acabou por disseminar o vírus com mais ou menos gravidade para todos – também o é a suposta moralização que a medida das rendas promove quando premeia os que fizeram mal as contas e/ou previram mal o futuro. Sim eu sei, seria complicado prever a volta que isto ia levar, mas havia coisas que se sabia: um – as taxas estavam a mínimos históricos; dois – ter capacidade para colocar de lado algum “cacau” de modo a não ultrapassar a barreira psicológica da “taxa de esforço máxima”.
Com esta regra permite-se indultar, e não “adultar”, os compulsivos aquisitores de casa, carro, plasma, bimbi, férias em Punta Cana e desgostar pessoas cumpridoras para já não falar numa certa lei das rendas aprovada em 2006 e da qual não há notícias, boas pelo menos. Num momento Zandinga, apodero-me do futuro e prevejo o mesmo desfecho para as outras parangonas desta legislatura.

sexta-feira, outubro 17

Hoje só me apetece dizer isto...


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"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
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Um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem,
nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência
como que um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
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Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia,
da mentira a falsificação, da violência ao roubo,
donde provem que na política portuguesa sucedam,
entre a indiferença geral, escândalos monstruosos,
absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
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Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador;
e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
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Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido,
análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
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Guerra Junqueiro . Pátria

quarta-feira, outubro 15

Rigorosamente a não perder

Já não é novidade trazer aqui ao blogue o Professor Henrique Medina Carreira. Gosto bastante do seu estilo e, para lá disso e de me rever nas suas ideias, acho que é das poucas pessoas genuinamente interessadas na causa pública, a par de Silva Lopes, com uma lucidez magnífica que lhe permite falar e dissertar, sem se engasgar, sobre as maiores e as verdadeiras problemática deste país. Com ele serei sempre suspeito mas parem e ouçam, não por mim, não por ele mas por vocês. Peço perdão pelo modo como disponibilizo os vídeos mas a SIC não fornece um meio melhor em página própria e aproveito para deixar esse piscar de olho à SIC.
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terça-feira, outubro 14

Futuro à volta da esquina



O desgraçado do costume a procurar fugir da desgraça instalada.

domingo, outubro 12

Boas propostas


Trago duas propostas que acabam por resumir muitas das inquietações destes tempos de míngua e, pelo menos, num deles a míngua é explicada. Como tudo, sem a outra língua, a que se tornou universal nada é possível. Acho que vale bem o tempo empregue e a sabedoria ganha nas aulas da língua de shakespeare.

1 - Castelos de Cartas - Groundzero do Subprime.

2 - Carros Verdes - A oferta amiga do ambiente e da mobilidade como a conhecemos.

Desta vez...o fogo.



Na senda das "ideias" curiosas. Divirtam-se

Uma nova viagem



Depois de o Google ter disponibilizado o curioso e útil, em certos casos, google earth, é a vez de podermos aceder, em viagem virtual mas muito educativa e curiosa, ao interior do nosso corpo humano. No site visual body, é possível ter uma perspectiva muito interessante sobre "o como", "o porquê", "o onde" das mil e uma características e funções do nosso corpo. Vale bem uma espreitadela.

domingo, outubro 5

My eyes seek reality



As preocupações gerais – e não as particulares como a conta da electricidade, as prestações várias, essas dificilmente mudam – têm andado muito à volta dos abusos. Abuso na concessão de crédito do outro lado do atlântico que acabaram por respingar para o lado de cá, tal é o emaranhado e a procura de lucro a qualquer preço. Aqui lembro-me de duas personalidades nacionais, uma que me merece crédito (Ferraz da Costa) enquanto que a outra (João Salgueiro), nem por isso – em duas alturas diferentes disseram que as pessoas só ficam apertadas com crédito, a mais para o seu ordenado, porque não sabem fazer as contas nem lêem as letrinhas pequeninas. Pois bem com esta crise duvido que eles tenham transformado em actos as suas sábias e acertadas, mas algo extemporâneas, palavras. Gostaria imenso que as perdas não afectem ninguém, como é evidente, mas que o susto e a mão na consciência de que, ninguém está a salvo independentemente do número de contas e do número de pessoas que as fazem por eles, gostava que não passassem sem ele. É que a sensação de controlo é uma miragem, não controlamos muita coisa e só as leis da probabilidade nos dão alguma margem. Como em tudo, há de tudo e o mal reside mesmo na generalização.
Os outros abusos são à nossa maneira e escala, isto é, o pagamento de favores com recursos públicos. Da crise, palavra maldita para os que se vêm afectados, ou em vias de o ser, era complicado saber-se a não ser que se estivesse por dentro do assunto com olhar crítico e aqui aconselho as intervenções de Nouriel Roubini. Já no caso dos favores… aqui tenho uma metáfora, que já existe em forma de saber popular e que reza assim: à mulher de César não lhe basta ser séria, tem que parecer. Fica a ideia, depois de ver todos os programas de debate que isto era algo estranho a todos. Fico com a ideia de que, como um todo, se julgava que a jovem permanecia virgem, impoluta, intocada e depois, há posteriori, descobrem que assim não é e a comoção toma de assalto tudo o todos, longe da privacidade do seu raciocínio e das conversas de algibeira. Todos vergonhosamente surpresos à direita, esquerda e ao centro. Ninguém está salvo e aqui apetece perguntar, quem resta? Até o primeiro-ministro, pessoa que recuso a classificar, parece ter o nome uma investigação com milhões à solta do Freeport ou então com pressões registadas e num tom ameaçador, aquando da polémica do seu pseudo-curso, ao director do jornal Público e disponíveis no site da ERC. Que raios querem que depois uma pessoa pense, faça ou escreva? Digam-me, por exemplo os comentadores da Quadratura do Círculo, ou melhor, não digam, que o mais certo é haver alguma “desculpa”, como é norma, e ainda acabamos nós por ter que pedir perdão.
Estamos num beco de valores sociais e políticos e conómicos e morais e...

Tudo tem uma razão de ser


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E eu, que passo a vida com os meus alunos, a tentar explicar-lhes, mesmo contra a sua vontade, o porquê das coisas na Terra e não só, posso, com este vídeo, aperfeiçoar o meu saber. Bem-haja.

sábado, setembro 27

Ideia (pouco) luminosa.


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Umas das últimas iniciativas da EDP prende-se com a oferta de lâmpadas de baixo consumo, vulgo fluorescentes, a habitações que facturem um baixo consumo energético. A medida é boa ou má? Bem... será sempre boa em virtude de a EDP estar a entregar gratuitamente as ditas lâmpadas, no entanto, se raciocinarmos durante algum tempo talvez cheguemos a demasiadas interrogações. Primeira: serão gratuitas para alguns porque elas serão, ou já foram, sorrateiramente pagas por todos? Segundo: a entrega das lâmpadas deveria previligiar facturas baixas ou famílias de reconhecidos fracos recursos? Falo nisto porque, todos sabemos que neste país existem muitas famílias que possuem segunda habitação apenas para a época de férias (e quem diz famílias diz empresas que arrendam casas por breves períodos durante o ano, os de praia). Ora bem, essas casas são habitadas por breves épocas ao longo do ano o que configurará uma situação de baixo consumo energético ao fim do ano e como tal entrarão nesta contabilidade de baixos consumos mas por uma premissa errada - a pouca utilização e não os fracos recursos financeiros. E vocês devem estar a pensar: "Hmm... eles devem ter pensado nisso e terão feito a correspondente avaliação caso a caso". Aqui eu respondo: olhe que não porque eu conheço casos em que isso não foi feito e não são assim tão poucos. Cinco lâmpadas por habitação dá uma apreciável quantia. Os senhores dos media que investiguem a colham os louros do "furo".

terça-feira, setembro 23

Dêem-lhe uma arma, por favor.



Estou a ouvir, neste preciso momento, o Reitor da Universidade de Lisboa que clama, com alguma dor na voz, pelo apoio financeiro em falta e com os cortes sistemáticos que as Universidades têm sofrido. Gostaria imenso de ainda ter na voz a capacidade de explanar as minha ideias com calma e ponderação e de transmitir ainda o sentimento de confiança sobre o assunto que me diz mais respeito, o ensino dito regular, mas sinto que já não consigo e, por isso também, vergo-me à intervenção que... agora termina. Venho de mais uma interminável reunião sobre o modo como aplicar de modo efectivo o modelo de avaliação do ensino Básico e Secundário e, de lá chego com a seguinte ideia: No futuro, as pontes irão cair, acidentes vários acontecerão, seremos mal servidos nos diferentes serviços públicos ou privados, correremos perigo quando formos actualizar o cartão das vacinas, formos ser operados, levantar dinheiro ou pedir uma tosta mista. Estamos seriamente a caminhar para o descalabro como sociedade porque é no ensino que se erguem muitos valores futuros e se o meu caro Reitor acha que bateu fundo... espero um par de anos. Diz-me quando estudaste e dir-te-ei o tamanho da tua ignorância.
Por conselho do meu advogado é preferível não atentar contra a vida de ninguém, até mesmo no que concerne às afirmações que aqui exprimo. Por isso não vou publicitar, que tenho há muito em mente, um concurso para a contratação de um serial killer internacional para atentar violentamente, sem remorsos, com requintes extensívos no tempo e na malvadez, contra a vida quer do primeiro ministro quer da ministra da educação. Não posso publicitar, como alguém me disse que seria melhor fazer, mas se os sonhos se tornassem realidade... eu era Engenheiro encartado e não via candonga e cavava daqui para longe.

Imagem . 18


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Gosto muito de faróis mas ultimamente creio que me dizem mais. Não sei se é por não ver muita "luz" nas imediações...

domingo, setembro 21

...mais do que mil palavras



Miguel Barreira resume nesta imagem uma ideia - O pior inimigo de nós próprios somos nós. Falta saber se é Paulo Bento que pensa "que raio vou eu fazer contigo" ou se o teor do instante se centra mais na ideia "como eu me enganei contigo". Coisas certas: P. Bento é disciplinador mas como os bons pescadores sabem, às vezes, é preciso dar linha ao peixe; é sabido que a rapaziada do leste europeu, particularmente os ex-jugoslavos, são pessoas de carácter complicado e aqui entra uma ideia deixada por outro treinador leonino já falecido, Big Mal - Malcolm Allisson. Quando questionado sobre o carácter de alguns dos seus pupilos, após a conquista de um campeonato, o mesmo disse que todos são diferentes e, por exemplo, António Oliveira precisava de mimos e ouvir sistematicamente que era o melhor jogador de todos, e assim Oliveira rendia e muito. Será que Vukcevic não será desses jogadores? Se fosse Ronaldo a história seria diferente? Uma coisa é certa, P. Bento é ainda um jovem treinador, que admiro, com muito a conquistar, a dar ao futebol e a aprender tal como o jovem Vukcevic mas, no entanto ambos e os dirigentes do clube, encontram-se num negócio que não se compadece com teimosias ou caprichos, sejam elas de quem forem. Resolvam isso duma vez por todas, nem que seja num ringue de boxe, mas deixem-se de mariquices.

Assimetrias socias via "bola"



Apanhei, como que por acaso, o programa do provedor da televisão e acabei por ficar por me ter deparado com imagens de um programa que me é simpático – liga dos últimos. Sou relativamente assíduo deste programa por mera questão de horários porque o considero uma lufada de ar fresco na televisão portuguesa. Dá uma imagem real do que é o país, principalmente, fora da mais povoada faixa litoral sendo que algumas pérolas se encontram por todo o lado. Serve para passar um período agradável, bem disposto, para ajudar a perceber as diferenças sociais e como ainda persiste ou subsiste o desporto amador com um sentimento de “amor à camisola” já pouco visto. Tudo bom menos a análise que estava a ser feita pelos intervenientes chamados a comentar o dito programa. Pessoas menores, considero eu, em virtude de falarem com um ar incomodado com realidades que o são, e o eram, mesmo antes delas próprias terem saído da província e se tivessem convenientemente esquecido do que por lá existe. Pessoas que pretendem que, estas personagens sejam formatadas segundos os padrões “metropolitanos”, quando a sua realidade é outra. E, no entanto, é essa mesma realidade “rasteira” e “suja” que as permite sobreviver, de um modo equilibrado em locais esquecidos, envelhecidos, desertificados, afastados de shoppings e desconfortos citadinos. São também as mesmas pessoas que preferem deitar para trás das costas tudo aquilo que as envergonha e que não está ao seu nível, qualquer que esse seja e sem que tentem perceber o porquê das coisas ou contribuam para alterar esse modo de estar. São as que visitam a Rep. Dominicana, dizem maravilhas mas não saem do resort, que trocam o substantivo velho pelo mais limpo rústico. E o que mais irrita é que lhes dão ouvidos…

O arranque do quê? para quê?


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Deu-se o arranque do ano político, como se a política fosse algo que pudesse ir de férias, principalmente na época que se vive, e novidades nenhumas. Tudo na mesma, tirando talvez as intervenções da líder social-democrata que demonstrou haver vida na líder do maior partido da oposição. Um ano político que vai ser igual aos anteriores só com a óbvia diferença das três eleições com que o calendário eleitoral nos irá presentear e da bajulação típica desses tempos. O estranho é olhar para eles todos e não ver nada. Nenhuma empatia para com quer que seja e apenas indiferença e vontades inarráveis. Em climas particularmente hostis verificamos que, dos dois partidos alternadeiros do poder, não criam novas ideias, novas maneiras de atacar e, de uma vez por todas, acabar com a mediocridade decisória. Apenas querem... poleiro. Mete pena ver que somos liderados (?) por incompetentes que apenas surgem à superfície por uma questão de retórica, retórica essa que serve os parolos do costume, que votam por votar "por que é o meu partido, sempre votei neles" e que procuram na ternura própria dos tempos que se aproximam, um afago que lhes endireite a vida. Vivemos uma época de perfeita aplicação do conceito de Darwin, the survival of the fittest, mas neste caso um Darwinismo social onde o romantismo social já não tem cabimento numa civilização a prestar as primeiras contas da economia de mercado, esse paradoxo de perpétuo crescimento da riquezas, dos bens, dos meios, da qualidade de vida sem que nenhuma nuvem se intromete-se pelo meio.
Como este é um país analfabeto e individualista, a situação irá continuar até que um novo iluminado, trajado num fato feito cá mas vendido em Itália com correspondente bandeira transalpina, surja com uma nova sacola de disparates de modo a iniciar o seu ciclo, e o dos seus amigos, ao sabor de frases como "não somos dos que desistem". Medíocres eles e os seus amestrados. E os bons? Esses fazem como todos os outros em tempos de ditadura, de dificuldades várias, ganham juízo e fazem-se a caminho de outros lugares por terra, ar ou água. A nossa insignificância e a nossa grandeza começa por aí, por aceitar o desastre que somos cá dentro sob o comando de ineptos e o excelentes que somos lá fora.
O arranque deu-se e prometo-vos que, lá para Fevereiro ou Março, vamos desejar que chumbo nos entre pela cabeça em vez da putativa conversa política do faz de conta. Sempre que desejo uma sociedade justa e honesta só me lembro da frase: quem mata uma pessoa é considerado um assassino, quem mata milhões, é visto como um conquistador.

quarta-feira, setembro 17

O mundo ocidental em múltipla falência



A principal notícia que salta dos noticiários, fóruns e demais programas informativos prende-se com as questões económicas, e tudo porquê? Inicialmente, porque fomos e somos governados por bananas durante imenso tempo. Gostei hoje de ver a primeira dama dar a cara por uma acção de promoção de um novo sistema de contribuição para associações sem fundo lucrativo de apoio a crianças, pobres, etc.. Dá gosto ver o exemplo, deu até para medir - 10 euros. Sim senhor... Eu, se estivesse no lugar da nossa primeira dama, não essa que estão a pensar, ainda não saiu do armário, mas sim a esposa do PR tinha mais pinta se chegasse e casa, ou ao palácio, e dissesse assim: "Oh Aníbal, liga lá para o teu contabilista e diz-lhe para, a partir de hoje, enviar uma das tuas reformas para cada uma das instituições que eu fui apoiar." Isso sim era um exemplo mas, ao invés, o convite é feito aqueles que, ainda hoje, não entendem bem como é que as preocupações do maior representante da República se centram não nos assuntos diários (fracas condições económicas, assaltos, injúrias e desrespeito pelos principais actores do Estado como são juízes, professores etc...)
Mas nem todos os problemas internos se medem por incompetentes políticos portugueses. Graças ao "desleixo" da banca e demais actores económicos americanos, meio mundo passou de estar a "gozar a praia" para se ver a braços com um "tsunami" financeiro com contornos sombrios e difíceis de contabilizar. Não será possível colocar esta gente em tribunal? Não será possível fazer-lhes mal? Digo isto porque, estando nós a milhares de quilómetros destes iluminados, também nos vemos afectados nos combustíveis, nas taxas que sobem como o "balão" de Manuela Bravo sem que, e falo por mim, tenha culpa alguma. Também é interessante verificar que, tanto cá como lá, os inúteis são recompensados com rechonchudos "prémios de produtividade". Nunca vi tanto banco bater com os ossos no chão como o que se passa neste momento.
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PS1: Dá gosto verificar os abraços "para inglês ver" que os compadres do senhor Pedroso deram, a este último, no regresso ao "ground zero". Já qualquer pessoa é aceite na casa de todos nós.
PS2: As empresas de combustíveis e a autoridade da concorrência merecem... pouco menos do que algum tipo de ameaça, com concretização, física. Volto ao mesmo: a economia de mercado só funciona quando sujeita a regulação e auditorias insistentes, o que aqui não acontece. Fosse eu velhinho. E sim, gosto do Dexter...

segunda-feira, setembro 15

Goodbye...

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Ainda nestes últimos dias fazia referência a dois grupos que têm bastante potencial e um dos meus sonhos vai por água abaixo no dia de hoje. Já tinha falado disto há algum tempo atrás e hoje volta a acontecer. O teclista dos Pink Floyd, Richard Wright morreu e com ela vai a esperança de os ver ao vivo rasgando o silêncio com as músicas que fazem com a vizinhança me deteste, certamente, e que me acompanharam, vezes sem conta e ainda o fazem, nos incontáveis quilómetros, no meu movimento harmónico de vaivém entre casa e escola, onde quer que sejam as duas. E sim, professor também desafia a lógica e mergulha no verso "...leave the kids alone". Não se me ocorre melhor que deixa a música simples, directa e honesta que todos um dia cantaremos... fairweel and thank you.

domingo, setembro 14

Riding the wave of good music

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Mostrei há poucos dias atrás uma vídeo de um grupo muito simpático (Deolinda) que acredito e, assim espero, continue com a mesma alegria, simplicidade e bom gosto. Quase num mea culpa, porque gosto de ouvir o seu som ainda, e friso bem, ainda por descobrir por quem sabe dar o "passe de mágica", venho com este artigo, repor uma inconsciente e incompreensível falha. Ouçam, sem medo, que não se estraga e quanto mais se ouve mais se entranha, se quer mais ao contrário do último dos meus queridos Metallica - esse sim vai ter uma digestão complicada, só mesmo com a ajuda dos saudosos. Ah... e procurem mais aqui.
PS: é pá façam um vídeo para "About This Way I Feel" que esta tem pano para mangas.