segunda-feira, setembro 15

Goodbye...

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Ainda nestes últimos dias fazia referência a dois grupos que têm bastante potencial e um dos meus sonhos vai por água abaixo no dia de hoje. Já tinha falado disto há algum tempo atrás e hoje volta a acontecer. O teclista dos Pink Floyd, Richard Wright morreu e com ela vai a esperança de os ver ao vivo rasgando o silêncio com as músicas que fazem com a vizinhança me deteste, certamente, e que me acompanharam, vezes sem conta e ainda o fazem, nos incontáveis quilómetros, no meu movimento harmónico de vaivém entre casa e escola, onde quer que sejam as duas. E sim, professor também desafia a lógica e mergulha no verso "...leave the kids alone". Não se me ocorre melhor que deixa a música simples, directa e honesta que todos um dia cantaremos... fairweel and thank you.

domingo, setembro 14

Riding the wave of good music

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Mostrei há poucos dias atrás uma vídeo de um grupo muito simpático (Deolinda) que acredito e, assim espero, continue com a mesma alegria, simplicidade e bom gosto. Quase num mea culpa, porque gosto de ouvir o seu som ainda, e friso bem, ainda por descobrir por quem sabe dar o "passe de mágica", venho com este artigo, repor uma inconsciente e incompreensível falha. Ouçam, sem medo, que não se estraga e quanto mais se ouve mais se entranha, se quer mais ao contrário do último dos meus queridos Metallica - esse sim vai ter uma digestão complicada, só mesmo com a ajuda dos saudosos. Ah... e procurem mais aqui.
PS: é pá façam um vídeo para "About This Way I Feel" que esta tem pano para mangas.

segunda-feira, setembro 8

O atropelo do tempo



Inicia-se o mês de Setembro, que apadrinha a entrada do Outono, e os tribunais vertem as decisões que ficaram em suspensão estival. Libertou-se Paulo Pedroso (com ou sem culpa), vê-se Fátima Felgueiras chegar, de sorriso assentado e pelo próprio pé, ao tribunal, como quem vai tomar um café. Num qualquer tribunal perto de nós, voltam os papéis à vertigem, ou talvez não, do tratamento judicial.
Num deles, lá para os lados de Sintra, prometem-se dois dias completos de leitura de uma sentença num caso de adulteração de bebidas alcoólicas com mais páginas que uma fornada nocturna de bolos mil-folhas. Perco-me neste tempo judiciário, aparentemente, bem empregue. Pensemos: sabe-se, por prática ou tradição, que após cada sentença os nossos códigos (Penal, Administrativo, Civil…), patrocinam e quase que aconselham, os advogados, pela mão dos seus patrocinados, a interporem recurso sob recurso no sentido de insensibilizar e torpecer a Justiça. Na génese do acto de recorrer, os causídicos enfrentam a dura lex, isto é, a dura e cruel realidade de ler as várias letras de lei no sentido de acolher, no seu imaginário criativo (a advocacia é a matemática das letras…”anything” is possible) a forma de derrotar o “oponente da justa”. Pois bem, se a leitura é uma condição sine qua non para que um recurso digno se estabeleça, por que raio necessitam os tribunais, advogados, testemunhas, arguidos e demais actores desta “trama”, de uma leitura, que no caso Sintrense vai levar dois dias!? Não dariam todos, mas mais importante a Economia e o País, este tempo mais bem empregue nos seus ofícios?
Parece-me que a Justiça não devia medir-se em unidades físicas como as do tempo ou do comprimento.

sexta-feira, setembro 5

Uma coisa genuína



Sou mais dado aos estrangeirísmos musicais e aos sons pesados de luas passadas mas... estes vão longe, espero sinceramente. Boa onda portuguesa. Serve certamente como um bom presente e eu cá, de viva experiência, deixo o meu modesto "aconselho". Fica o chamariz...

segunda-feira, setembro 1

Fotograma criminal



Nunca, como agora em Portugal, foi tão discutida a questão da segurança, por razões óbvias, diremos a maioria, por questões de marketing, dirão os entendidos. Estes últimos afirmam que o pico de criminalidade foi alcançado em 2003, onde se verificavam, em média e por dia, cinquenta crimes violentos. Será que os meios de comunicação dão mais ênfase hoje do que ontem? Será que realmente os crimes violentos são menores mas com recursos a melhores e mais requintadas armas? Que se encontram sob a protecção de um código penal, e dos actores judiciais, mais brando? Pois… não sei, mas que os crimes acontecem, isso ninguém nega, nem mesmo São Tomé. Crime cometidos, com recurso ao uso de força excessiva, sendo que qualquer força é excessiva para a vítima, e a armas de fogo.
A actuação policial dos últimos tempos não sossega os espíritos porque todos sabem que estas situações são meros remendos ou show-off. Duas situações que sobressaem das estatísticas e todo e qualquer tratamento estatístico, é que os actores deste tipo de crimes são jovens na casa dos “vinte e qualquer coisa, trinta e tal anos” e que este tipo de acontecimentos são periódicos e andam sempre de mão dada com as crises económica que afectam o emprego e a necessidade das pessoas. Muitos praticaram esses crimes por outras razões mas quero acreditar que a maioria seja por necessidade. A economia de mercado não se coloca, com isto, em causa mas existe muito ainda a fazer para que a mesma seja justa. Já agora, não só estas vagas de crimes são graves, os crimes de colarinho branco não são feito com recurso a armas de fogo mas ferem muito mais do que os outros. O fraco investimento nas forças e nos seus recursos também é visível. Aliás, este tipo de raciocínio avarento eleitoralista, de que a máquina do estado é pesada, que carece de cortes, que agrada aos eleitores menos avisados, mas origina este tipo de situações. Há quinze, vinte anos não se viam o número de empresas públicas que encontramos hoje, verdadeiros sorvedouros de dinheiro, e ninguém olha ou tem intenção em fazer cortes. Veja-se o exemplo da edilidade alfacinha que necessitou de passar o ponto de não retorno para tomar algumas medidas nesses verdadeiros sugadouros dos recursos públicos. Experimentem começar por aí, até lá, o melhor é a prevenção.

"N" cabeças, nenhuma sentença



Entra Setembro, de mansinho para alguns, como uma maça para a maioria, e tudo volta à espiral costumeira sendo que, após uma época estival algo americanizada em casos de polícia, o debate diário promete ser acesso até porque eleições se aproximam. Interessante é o facto de que por esta altura eu já não saber quem é o líder do PSD. Reconheço que por vezes surgiram pessoas cobertas por um fundo laranja que comentavam alguns episódios e que no final pediam a cabeça de alguém, do governo pois claro. Mas tirando isso… o PSD, que procurava e carecia nas últimas eleições um líder forte com discurso estimulante e com uma ideia de futuro parece, por outro lado, estar reduzido a uma Hidra de Lerna, bicho mitológico grego com inúmeras cabeças de serpente (até 10 cabeças). Percebem-se muitas cabeças mas nenhuma que responda às aspirações da sociedade e que dê efectivamente uma ideia de confiança. Manuela Ferreira Leite parecia, na teoria, personificar essa pessoa mas afinal, seja por particularidades de personalidade, seja por “rabos presos” que não convém relembrar, desvendar, prefere abster-se de aparecer e discutir, comentar a situação. Fico com a ideia de que essa será a marca que um hipotético governo laranja daria também ao Governar: a marca dos silêncios incomodativos. Uma vantagem, parece-me, para quem está. Como nota de rodapé: foi Hércules que matou a Hidra, mas Socrates também é nome grego...

sábado, agosto 30

Em jeito de regresso



No regresso das férias... Deixo um vídeo que pode representar algumas aventuras ou desventuras próprias desta época.

quinta-feira, agosto 14

Rir com energia



Onde nascem as grandes ideias? E as outras? Eu tive uma, das outras... Qual é a melhor fonte de energia? Sol? Vento? Fissão ou cissão nuclear? Carvão? Petróleo? Marés? Biomassa? Pois... tudo tem vantagens e desvantagens e a fussão nuclear, essa sim a provável fénix deste impasse, ainda está em parte incerta, tal como os dez mil milhões de dólares do projecto do ITER que jurou encontrá-la "no matter what!". O certo é que a maior parte da energia é requerida para quê? Movimento, deslocações, viagens longas de férias ou curtas ao supermercado ou para o trabalho. Assim sendo, o melhor modo de atacar o problema reside na capacidade de manter a mobilidade actual e que esta beneficie de um custo efectivo ambiental e monetário zero. Pois bem eu descobri, ou melhor, relembrei uma tecnologia com mais de quarenta anos que se aproxima desses requisitos. Não temam, não tenho a poção mágica, a não ser a de uma risada e mesmo desta última não estou certo... Atingido este registo, convido todos a participarem na zona das reflexões, num modo descontraído sobre qual deveria ou deveriam ser as fontes de energia priveligiadas e porquê? Têm ideias loucas? É nessas mesmo que o conhecimento se senta para fazer avançar as descobertas. Daqui a uns dias darei a conhecer a minha.

terça-feira, agosto 12

Imagem . 17



Cabo de São Vicente

E todos os dias é ali que o Portugal de férias se despede do Sol. Até Breve. Raios, ele há sítios que fazem cócegas daquelas boas, das que acontecem por dentro. Talvez lá volte em breve.
By Shana in Olhares

Para sair da letargia


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Boa música e portuguesa. Merecia outro vídeo, penso eu. Fechem os olhos e "estiquem" o ouvido

sexta-feira, agosto 8

08.08.2008 - 29.ª Olimpíada



Sob o "smog" da poluição e da deriva nos direitos humanos, estão inaugurados os mais dispendiosos J.O. da história. Um "negócio da China".

quinta-feira, agosto 7

The "shrinking world"



A Teoria dos Seis Graus de Separação ou distância surgiu, pela primeira vez, em finais dos anos vinte, do século passado. A Teoria estatística proposta pelo Hungaro Karinthy exponenciava uma cultura desenvolvida antes da primeira grande guerra (o continente Europeu esteve em guerra durante 1500 anos e a esta chamam-lhe a primeira... coisas de marketing) onde brotavam teorias que permitissem optimizar a organização, em grande desenvolvimento, das cidades e das suas circunstâncias.
Com o advento e massificação das viagens aéreas ou, posteriormente, dos dispositivos electrónicos e derivados informáticos, a sociedade, dita ocidental, mergulhou num vórtice de informação (posse, controlo, troca, venda, etc) que subsiste até hoje. Isso criou uma rede de contactos que é dificil de classificar, que se renova, em cada individuo, com a consciencialização do mesmo pela mesma. Este tipo de interacções cedo depertou a curiosidade de estatísticos, sociólogos e de um psicologista em particular, Stanley Milgram. De um trabalho em grupo, na década de cinquenta, deste com Kola e Kochen resultou um trabalho que aferia de modo preciso o modo com se articulam as redes sociais e qual a sua implicação, numa leitura mais matemática, no futuro dessas mesmas relações (onde se inclui o conceito de grau de relacionamento).
Pela mão da Microsoft foi feito, durante Junho de 2006, um estudo, tendo por base o Messenger. Os dois investigadores responsáveis concluiram que o Planeta, à excepção do continente da Antártida por razões compreensíveis, está mais interligado do que seria de esperar. Concluíram que o número médio de intermediários necessários a interligar dois desconhecidos entre si é de 6,6 pessoas. Sendo um número médio, existem casos mais incríveis do que outros. Factos do estudo: amostra de 255 mil milhões de mensagens enviadas durante 30 mil milhões de conversas mantidas por 240 milhões de pessoas, apenas em Junho de 2006.
O estudo comprova ou confirma a teoria de Milgram que afirma que eu estou apenas a seis pessoas de distância de... quem eu quiser.

terça-feira, agosto 5

O que vai, às vezes, volta.



Estávamos em 1994 e na Bósnia Herzegovina vivia-se um dia-a-dia mergulhado numa Guerra Civil, com raízes muito profundas no tempo e ainda algo distantes do acordo de Dayton que traria paz aquela latitude. Um jovem casal, Milos e Spomenka Jolic depararam-se com o sumisso, sem aviso ou queixume, do seu carro, um Volkswagen Golf, segunda geração. Passados catorze anos, este casal residente numa zona a Este na Bósnia, refeitos certamente da perda e mergulhados no esquecimento, foram surpreendidos quando um polícia bateu à porta e lhes disse que o seu Golf tinha sido recuperado numa operação Stop de rotina. O carro estava em perfeitas condições, estimado isto depois de ter passado de mãos uma série de vezes. Uma história que me faz lembrar o duende da Amélie…

domingo, agosto 3

A guardar para tempos futuros


Existem situações que estão para lá das férias, mesmo a dos deputados e/ou políticos. Irá ser o artigo mais longo que alguma vez coloquei. Aos poucos assíduos peço imensa paciência mas andava eu na leitura quotidiana dos jornais e dei com um comentário à questão dos subsídios dos ex-combatentes e criticar-me-ia se não fizesse nota da mesma, mesmo sem autorização do autor. Estamos à beira de eleições e toda a informação é util, mesmo esta, que pode ser considerada demagógica, como o diria o ex-bastonário M. Júdice, mas que tem uma coisa que é inatacável: É verdadeira e imoral. Fica também no "ficheiro" um histórico da imoralidade.
E atenção, não sou um tolo que fala em inveja. Sou um tolo que fala sentado numa pós-graduação e que descobriu que a melhor cadeira não é a dos estudos, é a dos partidos. Não tiro, nunca irei tirar valor ou criticar aos que estudaram e trilharam o seu caminho. Critico e criticarei sempre a incomensurável diferença entre a "ralé" e os "abençoados". Não há estudos que explique tamanha disparidade.
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"Informação recolhida, entre outras, em:
Janeiro Ministério da Justiça €5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura Março Ministério da Justiça €7148.12 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República, €5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5484.41 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura Empresas Públicas e Sociedades Anónimas, €6082.48 Jurista 5 CTT Correios Portugal SA;
Abril Ministério da Justiça €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5338.40 Procurador-geral Adjunta Procuradoria-Geral República Antigos Subscritores, €6193.34 Professor Auxiliar Convidado;
Maio Ministério da Justiça €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República, €5460.37 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura, €5338.40 Procuradora-Geral Adjunta da Procuradoria-Geral República, €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura;
Junho Ministério da Justiça €5663.51 Juiz Conselheiro Supremo Tribunal Administrativo, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura Julho Ministério da Justiça €5182.91 Juiz Direito Conselho Superior Magistratura, €5182.91 Procurador República Procuradoria-Geral República, €5307.63 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República;
Agosto Ministério da Justiça €5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Conservadora Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado, €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura, €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5043.12 Notária Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5027.65 Conservador Direcção Geral Registos Notariado, €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5159.57 Conservador Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, € 5173.46 Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado;
Setembro Ministério dos Negócios Estrangeiros €7284.78 Vice-Cônsul Principal Secretaria-Geral (Quadro Externo), €6758.68 Vice-Cônsul mdash; Secretaria-Geral (Quadro Externo) Ministério da Justiça €5663.51 Juiz Conselheiro mdash; Conselho Superior Magistratura €5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura €5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura Ministério da Educação €5103.95 Presidente Conselho Nacional Educação;
Outubro Ministério da Justiça €5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República;
Novembro Ministério dos Negócios Estrangeiros €7327.27 Técnica Especialista Secretaria-Geral (Quadro Externo) Tribunal de Contas, €5663.51 Presidente Ministério da Justiça €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior €5015.16 Professor Coordenador Inst. Superior Engenharia Lisboa;
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Com as eleições legislativas de 20 de Fevereiro, metade dos 230 deputados não foram reeleitos. Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades. Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (feita e aprovada por eles) a subsídio que dizem de reintegração: um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo. Desta maneira um deputado que tenha desempenhado as suas funções durante uma Legislatura recebe seis salários (20.694 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários (68.980 euros). Feitas as contas aos deputados que saíram, o erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros.
No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma (mesmo que não tenham 60 anos). Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos. Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
Almeida Santos - 4.400 euros; Medeiros Ferreira - 2.800 euros; Manuela Aguiar - 2.800 euros; Pedro Roseta - 2.800 euros; Helena Roseta - 2.800 euros; Narana Coissoró - 2.800 euros; Álvaro Barreto - 3.500 euros; Vieira de Castro - 2.800 euros; Leonor Beleza - 2.200 euros; Isabel Castro - 2.200 euros; José Leitão - 2.400 euros; Artur Penedos - 1.800 euros; Bagão Félix - 1.800 euros.
Quanto aos ilustres reintegrados, encontramos, por exemplo, os seguintes ex-deputados:
Luís Filipe Pereira . 26.890 euros por 9 anos de serviço; Paulo Pedroso - 48.000 euros por 7 anos e meio de serviço David Justino - 38.000 euros por 5 anos e meio de serviço; Mª Carmo Romão - 62.000 euros por 9 anos de serviço; Luís Nobre Guedes - 62.000 euros por 9 anos e meio de serviço.
A maioria dos outros deputados que não regressaram. Estiveram lá somente na última legislatura, isto é, 3 anos, foi o suficiente para terem recebido cerca de 20.000 euros, cada. Mas há mais! Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado. A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador. A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado – técnico Superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas Habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.
A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social. O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.
Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa.
O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses. A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco. Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (!?), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro. Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel."
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Como é óbvio e como sempre, estou aberto a comentários e à discussão.

quinta-feira, julho 31

hmmmmm... está bem...



Sou sincero, do topo, ou fundo, dos meus trinta anos, esta comunicação do Presidente Cavaco Silva revestia-se de outro encanto. Esperava, e não por contágio mediático, mas sim por vicissitudes económicas, sociais, politicas, outra dimensão, como o resto das pessoas. A comunicação foi sobre a Lei da Autonomia dos Açores ou o Estatuto politico administrativo. Não critico, apesar de não ver a importância dramática do comunicado mas, por outro lado, critico a forma. C’um raio, seria necessária tal solenidade para um assunto que 99% dos portugueses, continentais ou não, não conhecem, não dominam e parece saído de um livrinho de banda desenhada. Aquilo não é Portugal? Porque raio tem uma Lei de Autonomia? Só porque está… longe!? Não tenho muito medo que coloquem motores nas ilhas e que as usurpem à nação, vai daí, não entendo o porquê de uma Lei específica para os Açores que tenha que ser negociada com os parlamentares insulares. Falha-me a sensação de gravidade, mas por desconhecimento, aceito.
No meio disto tudo, o que é que sobeja? A dita lei foi votada e aprovada, há quem diga que entretanto terá sido discutida, se bem que aí sou mais pessimista, por maioria absoluta no parlamento nacional. Para tal bastava o PS mas graças à intervenção do novel presidente da bancada laranja, fiquei a saber que a empreitada foi consenso de PS e PSD, pelo menos. Verificou-se “Com senso” em treze artigos onde oito são inconstitucionais. Parece-me mais do que cinquenta por cento, mas já outras vezes estive enganado... o que no meu entender, daria uma nota negativa na avaliação dos deputados. Não são alunos como no meu caso que têm vida própria, fogem, respondem, ao contrário da Constituição da República Portuguesa que deve estar imóvel, nalgum local da casa de todos nós, agredida pelo pó e com pouca vontade de nenhuns.
Guardo, para tempo de eleições como se isso ainda fosse necessário, a ideia de que os parlamentares laranjinhas e rosinhas não lêem aquilo que lhe passa de fronte das pestanas, o que os coloca ao nível dos calões, malandros e preguiçosos. Mas, sem alarmes, dá gosto confirmar que há coisas com que podemos contar, a malandrice dos políticos e parlamentares nacionais.

Pólvora seca ou bola de canhão?



Tinha-me prometido não escrever mais após o dia 28 de Julho. Tudo numa honesta tentativa de passar e de vos dar umas férias sossegadas. Só passaram três dias, o bloqueio é furado mas a situação impõe-se. O Presidente da República vai falar ao país. Será bom? Não reconheço muitas virtudes ao Presidente ou ao cargo. Tem pouco poder efectivo e o que tem é sempre visto como um correctivo mais ou menos severo sem que dele se espere pouco mais que… nada.
A comunicação é um estratagema usado, nestas paragens, por indivíduos saudosos mas de carácter duvidoso e noutros países por… por norma é usado sem sentido, para verborreias (tipo Chavez) ou para anunciar guerras ou vergonhas (Bush pai e filho, Nixon, Cliton, etc…)
Assim sendo a comunicação desta noite será, das duas uma: uma comunicação com peso efectivo, que justifique o alarme envolto num anúncio com quase 24h de antecedência, sem o prévio salpicar do teor da mesma numa situação geral conturbada; em alternativa, será uma ventosidade mais ou menos célere, consoante a velocidade do discurso, num jeito familiar e que é, de certo modo, o predilecto do nosso Presidente. Se o escolhido for este último, creio que será justo afirmar que a reeleição estará posta em causa.
Se Cavaco Silva concluir que: vai encerrar os partidos, por falta de requisitos de higiene de vários tipos (da alçada da ASAE) ou défice democrático baseado em compadrios, favorecimentos, negócios mais ou menos claros (da alçada da PJ), tudo bem. Se sugerir que se faça um concurso público para que uma empresa estrangeira venha gerir o país, muito bem. Se, em alternativa, vier cantar o fado do coitadinho – “de que temos que…tal ou devemos…tal, que os tempos são difíceis” e mais não sei que ladainha e verborreia filosófica, que pouco muda a situação de cada um e já pouco ou nada conforta quem ganha uma palmadinha nas costas por cada duzentas facturas para pagar. Que vê quotidianamente inúteis e sanguessugas sociais esvaziar, a poder de desfrute e imobilidade, o trabalho de uma sociedade. Se vier cantar esse fado Sr. Presidente, opte antes por ir esticar a toalha, deixo uma dica, para o estrangeiro (que é incompreensivelmente mais barato do que o nosso Algarve) e deixe o povo sossegado e, socorrendo-me e adaptando de Abraham Lincoln, entregues a uma casa cada vez mais divida e que só por milagre se aguenta ainda em pé, no original “A house divided against itself cannot stand”.

segunda-feira, julho 28

Priceless. Boas Férias.

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Diz a nossa posição geográfica (Hemisfério Norte) que as férias, a pausa redentora, purificante, humanizante, seja gozada nesta época do calendário. As "férias grandes" que sonhava vezes sem conta ao longo do tempo de escola. Pois bem deixo um vídeo que acho que ilustra bem o conceito, pelo menos o meu.
Quando dou por mim a pensar se existe razão para gastar 2 euros no euromilhões semanalmente, este video relembra-me o porquê. Este (Matt Harding) é que a leva direita e eu vou ver se o imito. Não temam e façam figuras destas, onde quer que o tempo vos leve. Boas férias.

domingo, julho 27

Extremo, seguro.



Ontem fui fazer um curso de condução defensiva. Uma iniciativa promovida pela Renault, em parceria com a empresa ECP – Escola de formação da condução e prevenção rodoviária, com o patrocínio da Michelin, entre outros. Foi uma iniciativa muito interessante e proveitosa. Eu já tinha tido a vontade de entrar numa iniciativa destas e gostei bastante. Houve quatro percursos com quatro carros diferentes nos quais foram testados os sistemas mais comuns, como o ABS, ou os mais inovadores como o ASR ou o ESP. Tudo sempre após uma aula teórica. Escusado será dizer que, mesmo após 11 anos de carta de condução ele há coisas que ainda não tinham sido experimentadas até ontem. E foram bem praticadas. O que mais me surpreendeu foi o ASR ou controlo de tracção. Entrei numa curva apertadíssima a 60 km/h, o que escudado será dizer ia muito acima do normal, e o Laguna não se moveu um cabelo da trajectória. No meu bote aquilo teria sido derrapagem tão certa como a morte.
Uma ideia que trouxe: por muitos que sejam os sistemas de segurança, activa ou passiva, a ideia é continuar a utilizar o Código de Estrada como até aqui e não pensar na bolha de segurança que os mesmos nos dão e esticar, a coberto deles, um pouco mais a corda, isto é, o carro. A curva a 40km/h deve continuar a ser feita do mesmo modo, apesar dos ABS’s, ASR’s ou demais S‘s. Aconselho e todos. Também acredito ser de todo útil que as marcas oferecessem este tipo de cursos a quem comprasse um novo veículo.

Acabou de cai um mito



Como sabem, o meu clube é o Sporting. Provavelmente seria o único clube desportivo ao qual dedicaria o meu tempo se isso fosse realizável. Adiante. Como também sabem, e apesar de adorar o género futebolístico, fiz-me uma promessa de poucas ou raras vezes cair neste assunto banal mas hoje não posso fugir dele.
O meu Sporting este ano parece que finalmente terá condições para qualquer coisa. Tem bons jogadores, um plantel equilibrado, uma equipa técnica que deu provas e que este ano irá fortalecer-se com as responsabilidades inerentes e uma estabilidade rara em clubes latinos. Gosto, sinto-me sossegado e satisfeito, até porque sou daqueles que apoia o tipo de gestão efectuada. Adiante, parte dois.
Ontem fui surpreendido, sou sincero, com as declarações de João Moutinho. O capitão do Sporting afirmou que queria sair do clube para o Everton. Fiquei desiludido por muitas coisas: um – Bem sei que o Sporting é um clube que, em termos financeiros, não tem poder para fazer frente às libras e aos dinheiros dos maiores campeonatos europeus. Nisso estou sossegado e aceito-o. Dois – o que me custa é que aos jogadores são-lhes oferecidos contratos com cláusulas que, quer uma parte quer a outra, devem respeitar. Por norma quem começa a desrespeitar são os jogadores. Três – custa-me que as afirmações tenham sido proferidas pelo jogador que é. Se fosse o Miguel Veloso… esse já espero uma novela de três e três meses mas do João… Quatro – compreenderia se o clube em causa fosse um Chelsea, um Liverpool, um Bayern, isto é, um clube renomeado e que se pensasse “não há nada a fazer, desportivamente e economicamente tem outra dimensão, o Sporting é grande mas…” o que não é o caso já que se discute, com toda o respeito que me merece, o Everton. Cinco – parece que aos olhos destes meninos, porque o são, a história nada ensina e apenas o dinheiro os faz mover.
Quem ou quantos foram os jogadores vaivém: Simão, Quaresma, Postiga, etc. Jogadores que optaram mas que andam aos tombos… Tiago, Ricardo Rocha, Zé Castro, Maniche, etc. Ou seja, os que se afirmaram são jogadores que saíram depois de um período de amadurecimento normal, que não correram atrás dos dinheiros fáceis. Mas vale, penso eu sair em grande e por lá singrar do que querer apenas encher os bolsos, não sei se dos próprios se dos empresários. Aqui o Sporting devia fazer algo quer na formação, quer na representação.
Esperava mais de um miúdo que mostrou em campo ser de outra fibra. Fiquei desiludido.

quinta-feira, julho 24

Excelente



Desloquei o horário nobre noticioso um hora de modo a poder ter um excelente anfitrião. Algo mensurável nos actos, nas palavras, na escrita e é nessa última que encontro o seu registo vintage. Mais uma vez e todas as que apetecer: Crónica de Mário Crespo.

"Limpeza étnica - 2008-07-21

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter. "Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública.
Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor. "