sábado, agosto 30

Em jeito de regresso



No regresso das férias... Deixo um vídeo que pode representar algumas aventuras ou desventuras próprias desta época.

quinta-feira, agosto 14

Rir com energia



Onde nascem as grandes ideias? E as outras? Eu tive uma, das outras... Qual é a melhor fonte de energia? Sol? Vento? Fissão ou cissão nuclear? Carvão? Petróleo? Marés? Biomassa? Pois... tudo tem vantagens e desvantagens e a fussão nuclear, essa sim a provável fénix deste impasse, ainda está em parte incerta, tal como os dez mil milhões de dólares do projecto do ITER que jurou encontrá-la "no matter what!". O certo é que a maior parte da energia é requerida para quê? Movimento, deslocações, viagens longas de férias ou curtas ao supermercado ou para o trabalho. Assim sendo, o melhor modo de atacar o problema reside na capacidade de manter a mobilidade actual e que esta beneficie de um custo efectivo ambiental e monetário zero. Pois bem eu descobri, ou melhor, relembrei uma tecnologia com mais de quarenta anos que se aproxima desses requisitos. Não temam, não tenho a poção mágica, a não ser a de uma risada e mesmo desta última não estou certo... Atingido este registo, convido todos a participarem na zona das reflexões, num modo descontraído sobre qual deveria ou deveriam ser as fontes de energia priveligiadas e porquê? Têm ideias loucas? É nessas mesmo que o conhecimento se senta para fazer avançar as descobertas. Daqui a uns dias darei a conhecer a minha.

terça-feira, agosto 12

Imagem . 17



Cabo de São Vicente

E todos os dias é ali que o Portugal de férias se despede do Sol. Até Breve. Raios, ele há sítios que fazem cócegas daquelas boas, das que acontecem por dentro. Talvez lá volte em breve.
By Shana in Olhares

Para sair da letargia


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Boa música e portuguesa. Merecia outro vídeo, penso eu. Fechem os olhos e "estiquem" o ouvido

sexta-feira, agosto 8

08.08.2008 - 29.ª Olimpíada



Sob o "smog" da poluição e da deriva nos direitos humanos, estão inaugurados os mais dispendiosos J.O. da história. Um "negócio da China".

quinta-feira, agosto 7

The "shrinking world"



A Teoria dos Seis Graus de Separação ou distância surgiu, pela primeira vez, em finais dos anos vinte, do século passado. A Teoria estatística proposta pelo Hungaro Karinthy exponenciava uma cultura desenvolvida antes da primeira grande guerra (o continente Europeu esteve em guerra durante 1500 anos e a esta chamam-lhe a primeira... coisas de marketing) onde brotavam teorias que permitissem optimizar a organização, em grande desenvolvimento, das cidades e das suas circunstâncias.
Com o advento e massificação das viagens aéreas ou, posteriormente, dos dispositivos electrónicos e derivados informáticos, a sociedade, dita ocidental, mergulhou num vórtice de informação (posse, controlo, troca, venda, etc) que subsiste até hoje. Isso criou uma rede de contactos que é dificil de classificar, que se renova, em cada individuo, com a consciencialização do mesmo pela mesma. Este tipo de interacções cedo depertou a curiosidade de estatísticos, sociólogos e de um psicologista em particular, Stanley Milgram. De um trabalho em grupo, na década de cinquenta, deste com Kola e Kochen resultou um trabalho que aferia de modo preciso o modo com se articulam as redes sociais e qual a sua implicação, numa leitura mais matemática, no futuro dessas mesmas relações (onde se inclui o conceito de grau de relacionamento).
Pela mão da Microsoft foi feito, durante Junho de 2006, um estudo, tendo por base o Messenger. Os dois investigadores responsáveis concluiram que o Planeta, à excepção do continente da Antártida por razões compreensíveis, está mais interligado do que seria de esperar. Concluíram que o número médio de intermediários necessários a interligar dois desconhecidos entre si é de 6,6 pessoas. Sendo um número médio, existem casos mais incríveis do que outros. Factos do estudo: amostra de 255 mil milhões de mensagens enviadas durante 30 mil milhões de conversas mantidas por 240 milhões de pessoas, apenas em Junho de 2006.
O estudo comprova ou confirma a teoria de Milgram que afirma que eu estou apenas a seis pessoas de distância de... quem eu quiser.

terça-feira, agosto 5

O que vai, às vezes, volta.



Estávamos em 1994 e na Bósnia Herzegovina vivia-se um dia-a-dia mergulhado numa Guerra Civil, com raízes muito profundas no tempo e ainda algo distantes do acordo de Dayton que traria paz aquela latitude. Um jovem casal, Milos e Spomenka Jolic depararam-se com o sumisso, sem aviso ou queixume, do seu carro, um Volkswagen Golf, segunda geração. Passados catorze anos, este casal residente numa zona a Este na Bósnia, refeitos certamente da perda e mergulhados no esquecimento, foram surpreendidos quando um polícia bateu à porta e lhes disse que o seu Golf tinha sido recuperado numa operação Stop de rotina. O carro estava em perfeitas condições, estimado isto depois de ter passado de mãos uma série de vezes. Uma história que me faz lembrar o duende da Amélie…

domingo, agosto 3

A guardar para tempos futuros


Existem situações que estão para lá das férias, mesmo a dos deputados e/ou políticos. Irá ser o artigo mais longo que alguma vez coloquei. Aos poucos assíduos peço imensa paciência mas andava eu na leitura quotidiana dos jornais e dei com um comentário à questão dos subsídios dos ex-combatentes e criticar-me-ia se não fizesse nota da mesma, mesmo sem autorização do autor. Estamos à beira de eleições e toda a informação é util, mesmo esta, que pode ser considerada demagógica, como o diria o ex-bastonário M. Júdice, mas que tem uma coisa que é inatacável: É verdadeira e imoral. Fica também no "ficheiro" um histórico da imoralidade.
E atenção, não sou um tolo que fala em inveja. Sou um tolo que fala sentado numa pós-graduação e que descobriu que a melhor cadeira não é a dos estudos, é a dos partidos. Não tiro, nunca irei tirar valor ou criticar aos que estudaram e trilharam o seu caminho. Critico e criticarei sempre a incomensurável diferença entre a "ralé" e os "abençoados". Não há estudos que explique tamanha disparidade.
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"Informação recolhida, entre outras, em:
Janeiro Ministério da Justiça €5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura Março Ministério da Justiça €7148.12 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República, €5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5484.41 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura Empresas Públicas e Sociedades Anónimas, €6082.48 Jurista 5 CTT Correios Portugal SA;
Abril Ministério da Justiça €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5338.40 Procurador-geral Adjunta Procuradoria-Geral República Antigos Subscritores, €6193.34 Professor Auxiliar Convidado;
Maio Ministério da Justiça €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República, €5460.37 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura, €5338.40 Procuradora-Geral Adjunta da Procuradoria-Geral República, €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura;
Junho Ministério da Justiça €5663.51 Juiz Conselheiro Supremo Tribunal Administrativo, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura Julho Ministério da Justiça €5182.91 Juiz Direito Conselho Superior Magistratura, €5182.91 Procurador República Procuradoria-Geral República, €5307.63 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República;
Agosto Ministério da Justiça €5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Conservadora Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado, €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura, €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5043.12 Notária Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5027.65 Conservador Direcção Geral Registos Notariado, €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, €5159.57 Conservador Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado, €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura, € 5173.46 Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado, €5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado;
Setembro Ministério dos Negócios Estrangeiros €7284.78 Vice-Cônsul Principal Secretaria-Geral (Quadro Externo), €6758.68 Vice-Cônsul mdash; Secretaria-Geral (Quadro Externo) Ministério da Justiça €5663.51 Juiz Conselheiro mdash; Conselho Superior Magistratura €5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura €5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura Ministério da Educação €5103.95 Presidente Conselho Nacional Educação;
Outubro Ministério da Justiça €5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República;
Novembro Ministério dos Negócios Estrangeiros €7327.27 Técnica Especialista Secretaria-Geral (Quadro Externo) Tribunal de Contas, €5663.51 Presidente Ministério da Justiça €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura €5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura €5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior €5015.16 Professor Coordenador Inst. Superior Engenharia Lisboa;
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Com as eleições legislativas de 20 de Fevereiro, metade dos 230 deputados não foram reeleitos. Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades. Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (feita e aprovada por eles) a subsídio que dizem de reintegração: um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo. Desta maneira um deputado que tenha desempenhado as suas funções durante uma Legislatura recebe seis salários (20.694 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários (68.980 euros). Feitas as contas aos deputados que saíram, o erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros.
No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma (mesmo que não tenham 60 anos). Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos. Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
Almeida Santos - 4.400 euros; Medeiros Ferreira - 2.800 euros; Manuela Aguiar - 2.800 euros; Pedro Roseta - 2.800 euros; Helena Roseta - 2.800 euros; Narana Coissoró - 2.800 euros; Álvaro Barreto - 3.500 euros; Vieira de Castro - 2.800 euros; Leonor Beleza - 2.200 euros; Isabel Castro - 2.200 euros; José Leitão - 2.400 euros; Artur Penedos - 1.800 euros; Bagão Félix - 1.800 euros.
Quanto aos ilustres reintegrados, encontramos, por exemplo, os seguintes ex-deputados:
Luís Filipe Pereira . 26.890 euros por 9 anos de serviço; Paulo Pedroso - 48.000 euros por 7 anos e meio de serviço David Justino - 38.000 euros por 5 anos e meio de serviço; Mª Carmo Romão - 62.000 euros por 9 anos de serviço; Luís Nobre Guedes - 62.000 euros por 9 anos e meio de serviço.
A maioria dos outros deputados que não regressaram. Estiveram lá somente na última legislatura, isto é, 3 anos, foi o suficiente para terem recebido cerca de 20.000 euros, cada. Mas há mais! Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado. A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador. A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado – técnico Superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas Habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.
A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social. O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.
Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa.
O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses. A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco. Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (!?), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro. Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel."
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Como é óbvio e como sempre, estou aberto a comentários e à discussão.

quinta-feira, julho 31

hmmmmm... está bem...



Sou sincero, do topo, ou fundo, dos meus trinta anos, esta comunicação do Presidente Cavaco Silva revestia-se de outro encanto. Esperava, e não por contágio mediático, mas sim por vicissitudes económicas, sociais, politicas, outra dimensão, como o resto das pessoas. A comunicação foi sobre a Lei da Autonomia dos Açores ou o Estatuto politico administrativo. Não critico, apesar de não ver a importância dramática do comunicado mas, por outro lado, critico a forma. C’um raio, seria necessária tal solenidade para um assunto que 99% dos portugueses, continentais ou não, não conhecem, não dominam e parece saído de um livrinho de banda desenhada. Aquilo não é Portugal? Porque raio tem uma Lei de Autonomia? Só porque está… longe!? Não tenho muito medo que coloquem motores nas ilhas e que as usurpem à nação, vai daí, não entendo o porquê de uma Lei específica para os Açores que tenha que ser negociada com os parlamentares insulares. Falha-me a sensação de gravidade, mas por desconhecimento, aceito.
No meio disto tudo, o que é que sobeja? A dita lei foi votada e aprovada, há quem diga que entretanto terá sido discutida, se bem que aí sou mais pessimista, por maioria absoluta no parlamento nacional. Para tal bastava o PS mas graças à intervenção do novel presidente da bancada laranja, fiquei a saber que a empreitada foi consenso de PS e PSD, pelo menos. Verificou-se “Com senso” em treze artigos onde oito são inconstitucionais. Parece-me mais do que cinquenta por cento, mas já outras vezes estive enganado... o que no meu entender, daria uma nota negativa na avaliação dos deputados. Não são alunos como no meu caso que têm vida própria, fogem, respondem, ao contrário da Constituição da República Portuguesa que deve estar imóvel, nalgum local da casa de todos nós, agredida pelo pó e com pouca vontade de nenhuns.
Guardo, para tempo de eleições como se isso ainda fosse necessário, a ideia de que os parlamentares laranjinhas e rosinhas não lêem aquilo que lhe passa de fronte das pestanas, o que os coloca ao nível dos calões, malandros e preguiçosos. Mas, sem alarmes, dá gosto confirmar que há coisas com que podemos contar, a malandrice dos políticos e parlamentares nacionais.

Pólvora seca ou bola de canhão?



Tinha-me prometido não escrever mais após o dia 28 de Julho. Tudo numa honesta tentativa de passar e de vos dar umas férias sossegadas. Só passaram três dias, o bloqueio é furado mas a situação impõe-se. O Presidente da República vai falar ao país. Será bom? Não reconheço muitas virtudes ao Presidente ou ao cargo. Tem pouco poder efectivo e o que tem é sempre visto como um correctivo mais ou menos severo sem que dele se espere pouco mais que… nada.
A comunicação é um estratagema usado, nestas paragens, por indivíduos saudosos mas de carácter duvidoso e noutros países por… por norma é usado sem sentido, para verborreias (tipo Chavez) ou para anunciar guerras ou vergonhas (Bush pai e filho, Nixon, Cliton, etc…)
Assim sendo a comunicação desta noite será, das duas uma: uma comunicação com peso efectivo, que justifique o alarme envolto num anúncio com quase 24h de antecedência, sem o prévio salpicar do teor da mesma numa situação geral conturbada; em alternativa, será uma ventosidade mais ou menos célere, consoante a velocidade do discurso, num jeito familiar e que é, de certo modo, o predilecto do nosso Presidente. Se o escolhido for este último, creio que será justo afirmar que a reeleição estará posta em causa.
Se Cavaco Silva concluir que: vai encerrar os partidos, por falta de requisitos de higiene de vários tipos (da alçada da ASAE) ou défice democrático baseado em compadrios, favorecimentos, negócios mais ou menos claros (da alçada da PJ), tudo bem. Se sugerir que se faça um concurso público para que uma empresa estrangeira venha gerir o país, muito bem. Se, em alternativa, vier cantar o fado do coitadinho – “de que temos que…tal ou devemos…tal, que os tempos são difíceis” e mais não sei que ladainha e verborreia filosófica, que pouco muda a situação de cada um e já pouco ou nada conforta quem ganha uma palmadinha nas costas por cada duzentas facturas para pagar. Que vê quotidianamente inúteis e sanguessugas sociais esvaziar, a poder de desfrute e imobilidade, o trabalho de uma sociedade. Se vier cantar esse fado Sr. Presidente, opte antes por ir esticar a toalha, deixo uma dica, para o estrangeiro (que é incompreensivelmente mais barato do que o nosso Algarve) e deixe o povo sossegado e, socorrendo-me e adaptando de Abraham Lincoln, entregues a uma casa cada vez mais divida e que só por milagre se aguenta ainda em pé, no original “A house divided against itself cannot stand”.

segunda-feira, julho 28

Priceless. Boas Férias.

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Diz a nossa posição geográfica (Hemisfério Norte) que as férias, a pausa redentora, purificante, humanizante, seja gozada nesta época do calendário. As "férias grandes" que sonhava vezes sem conta ao longo do tempo de escola. Pois bem deixo um vídeo que acho que ilustra bem o conceito, pelo menos o meu.
Quando dou por mim a pensar se existe razão para gastar 2 euros no euromilhões semanalmente, este video relembra-me o porquê. Este (Matt Harding) é que a leva direita e eu vou ver se o imito. Não temam e façam figuras destas, onde quer que o tempo vos leve. Boas férias.

domingo, julho 27

Extremo, seguro.



Ontem fui fazer um curso de condução defensiva. Uma iniciativa promovida pela Renault, em parceria com a empresa ECP – Escola de formação da condução e prevenção rodoviária, com o patrocínio da Michelin, entre outros. Foi uma iniciativa muito interessante e proveitosa. Eu já tinha tido a vontade de entrar numa iniciativa destas e gostei bastante. Houve quatro percursos com quatro carros diferentes nos quais foram testados os sistemas mais comuns, como o ABS, ou os mais inovadores como o ASR ou o ESP. Tudo sempre após uma aula teórica. Escusado será dizer que, mesmo após 11 anos de carta de condução ele há coisas que ainda não tinham sido experimentadas até ontem. E foram bem praticadas. O que mais me surpreendeu foi o ASR ou controlo de tracção. Entrei numa curva apertadíssima a 60 km/h, o que escudado será dizer ia muito acima do normal, e o Laguna não se moveu um cabelo da trajectória. No meu bote aquilo teria sido derrapagem tão certa como a morte.
Uma ideia que trouxe: por muitos que sejam os sistemas de segurança, activa ou passiva, a ideia é continuar a utilizar o Código de Estrada como até aqui e não pensar na bolha de segurança que os mesmos nos dão e esticar, a coberto deles, um pouco mais a corda, isto é, o carro. A curva a 40km/h deve continuar a ser feita do mesmo modo, apesar dos ABS’s, ASR’s ou demais S‘s. Aconselho e todos. Também acredito ser de todo útil que as marcas oferecessem este tipo de cursos a quem comprasse um novo veículo.

Acabou de cai um mito



Como sabem, o meu clube é o Sporting. Provavelmente seria o único clube desportivo ao qual dedicaria o meu tempo se isso fosse realizável. Adiante. Como também sabem, e apesar de adorar o género futebolístico, fiz-me uma promessa de poucas ou raras vezes cair neste assunto banal mas hoje não posso fugir dele.
O meu Sporting este ano parece que finalmente terá condições para qualquer coisa. Tem bons jogadores, um plantel equilibrado, uma equipa técnica que deu provas e que este ano irá fortalecer-se com as responsabilidades inerentes e uma estabilidade rara em clubes latinos. Gosto, sinto-me sossegado e satisfeito, até porque sou daqueles que apoia o tipo de gestão efectuada. Adiante, parte dois.
Ontem fui surpreendido, sou sincero, com as declarações de João Moutinho. O capitão do Sporting afirmou que queria sair do clube para o Everton. Fiquei desiludido por muitas coisas: um – Bem sei que o Sporting é um clube que, em termos financeiros, não tem poder para fazer frente às libras e aos dinheiros dos maiores campeonatos europeus. Nisso estou sossegado e aceito-o. Dois – o que me custa é que aos jogadores são-lhes oferecidos contratos com cláusulas que, quer uma parte quer a outra, devem respeitar. Por norma quem começa a desrespeitar são os jogadores. Três – custa-me que as afirmações tenham sido proferidas pelo jogador que é. Se fosse o Miguel Veloso… esse já espero uma novela de três e três meses mas do João… Quatro – compreenderia se o clube em causa fosse um Chelsea, um Liverpool, um Bayern, isto é, um clube renomeado e que se pensasse “não há nada a fazer, desportivamente e economicamente tem outra dimensão, o Sporting é grande mas…” o que não é o caso já que se discute, com toda o respeito que me merece, o Everton. Cinco – parece que aos olhos destes meninos, porque o são, a história nada ensina e apenas o dinheiro os faz mover.
Quem ou quantos foram os jogadores vaivém: Simão, Quaresma, Postiga, etc. Jogadores que optaram mas que andam aos tombos… Tiago, Ricardo Rocha, Zé Castro, Maniche, etc. Ou seja, os que se afirmaram são jogadores que saíram depois de um período de amadurecimento normal, que não correram atrás dos dinheiros fáceis. Mas vale, penso eu sair em grande e por lá singrar do que querer apenas encher os bolsos, não sei se dos próprios se dos empresários. Aqui o Sporting devia fazer algo quer na formação, quer na representação.
Esperava mais de um miúdo que mostrou em campo ser de outra fibra. Fiquei desiludido.

quinta-feira, julho 24

Excelente



Desloquei o horário nobre noticioso um hora de modo a poder ter um excelente anfitrião. Algo mensurável nos actos, nas palavras, na escrita e é nessa última que encontro o seu registo vintage. Mais uma vez e todas as que apetecer: Crónica de Mário Crespo.

"Limpeza étnica - 2008-07-21

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter. "Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública.
Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor. "

Acto segundo, de três.



“…pede-se o descanso por curto que seja
apagam-se duvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida…”

Escrevo de véspera (já passa da meia noite… lá se foi a véspera) numa tentativa de cruzar o presente e o futuro próximo. Falo do livro do ex-Inspector Gonçalo Amaral sobre o caso dos Mc Cann. Contam os meios informativos que com o livro de amanhã será dada mais luz aos acontecimentos de Vila que vive no escuro, vai para quinze meses. Um dia é tempo de mais, uma hora sequer é tempo que não tem fim. É a segunda vez que escrevo sobre o caso e ao relê-lo vejo que apenas uma das teorias ganha força, apesar de recém arquivamento: a teoria da morte em contraponto há do rapto. Ao reler verifico também que, por aquele então, já não encontrava muita credibilidade à versão dos progenitores. O futuro ditaria a entrada em cena dos cães do nariz de ouro, a retirada estratégica dos pais, a assumpção das ligações privilegiadíssimas do casal ao, à época, Primeiro-ministro Tony Blair e o aparecimento do técnico ou facilitador de Comunicação Social de quem não guardo o nome, apenas a face marmórea e imperturbável; um tipo estranho mas talvez seja esse o seu encanto.
Acredito que muitas coisas falharam. Acredito que muitas outras foram conduzidas subliminarmente para ir dar ao vazio. O vazio mais penoso encontro-o nos olhos da menina, destilados de vida. Conclusões, minhas: Um - a menina morreu por negligência e quando os pais deram por isso optaram pela ocultação do cadáver; Dois – sem corpo não é possível verificar a hora da morte, logo não se sabe concretamente a hora do sucesso; Terceiro – não se sabendo a hora só se pode concretizar/conjecturar através de depoimentos sendo que, para mim, o dado mais relevante é a chamada ao local dos meios informativos ingleses antes mesmo das autoridades (acho este dado… massivo); Quatro – uma questão de coerência, se eu quiser sabotar, por exemplo um carro, sem dar nas vistas, contrato um mecânico. Junte-se-lhe a frigidez do ofício, da nacionalidade e do aperto et voilá! Que melhor para fazer desaparecer uma corpo que dois médicos e os seus amigos com a mesma arte? Cinco – a menina terá falecido no quarto onde se encontravam os seus irmãos. Com eles, um dia, ganhar-se-á um pouco de lucidez do sucedido e pegando na sabedoria popular: “zangam-se as comadres, sabem-se as verdades”, isto é, talvez o livro, o tempo, a vergonha e uma “pata na poça” devolva luz à Vila que pende na escuridão.

“…e vem-nos à memória uma frase batida, hoje é o primeiro dia do resto da tua vida”

terça-feira, julho 22

Óbvio



Recebi via email um texto que é atribuido ao Primeiro-ministro Australiano, John Howard. Optei por transcrevê-lo na integra já que me parece que está bastante apropriado.
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Os imigrantes não-australianos, devem adaptar-se. É pegar ou largar! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do Australianos. A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade. A nossa língua oficial é o Inglês, não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua! A maior parte do Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura. Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco. Este é o nosso país, a nossa terra, e o nosso estilo de vida. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têem muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana: o direito de partir. Se não são felizes aqui, então partam. Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou.'

Lei da bala 2



Dizia uma senhora de etnia cigana “eles não dão casas, são racistas” O poiso mudou-se desta feita das imediações da Câmara de Loures para uma ponte em Frielas. Dá gosto ver, nas imagens televisivas, pessoas a quem lhes foram dadas casas, com rendas de 1uatro, oito euros, em bons veículos de todo-o-terreno, repletos de plasmas e outras aparelhos de indubitável bom gosto e ao alcance de certas carteiras. A polícia bateu “à porta” às 6h da manhã e já foram tarde. Só tenho pena que as insinuações de que iriam fazer uma manifestação nacional, não se tenha concretizado. Tinha sido bonito de ver. Os ciganos são cidadãos portugueses no papel, está na hora de que os deveres a doer, lhes sejam pedidos. Termino com outra frase iluminada: “ eu não quero uma casa ao pé dos pretos!” Racismo? Qual racismo?
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PS: Continuem os BURROS dos tugas a comprar em feiras.

Ciência (made in Portugal)



É evidente que existem situações de maior urgência e, como tal, com maior relevo nos meios informativos. O crédito mal parado, a situação da Quinta da Fonte, o caso Mc Cann entre outras. É aqui, na minha opinião, que mostramos o que somos. Vivemos uma crise económica permanente e só a cunhagem, no Zimbabué, de notas de milhões de dólares locais terão um maior ridículo do que o motor económico deste país. Quando penso “como será ele? O motor económico, claro” lembro-me de um hamster na roda estático do seu exercício diário. É assim que o vejo e porque falo nisto?
O jornal Público de hoje traz um artigo sobre a criação ou o desenvolvimento, por um grupo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, de transístores em papel! Se houve material revolucionário do século XX um deles foi, sem dúvida, o transístor. Permitiu e permite o mundo como hoje o temos, na palma da mão por exemplo. O que tem de revolucionário este trabalho científico de ponta no nosso país? Logo, à partida, permite uma diminuição dos custos o que leva a que tudo o que se reja por códigos binários veja substancialmente reduzido o seu custo de fabricação. É evidente, penso eu ou talvez não, que os computadores não serão feitos de papel mas poderemos comprar um dia um jornal digital e receber, invariavelmente, dia após dia, as notícias fresquinha como se o jornal se renovasse na hora. Isto é só uma aplicação e talvez a mais insignificante. Sendo descartáveis poderão ter um impacte decisivo na indústria dos cuidados de saúde. Isto sim, para mim e não desmerecendo as outras, é uma notícia digna de registo.

sábado, julho 19

A frase do... ano?



"Os Estados Unidos não têm inimigos permanentes."

Condoleezza Rice, num encontro com representantes do Irão.

Hipocrisias, como tal, deixo de criticar o nosso Primeiro por se encontrar com pessoas de duvidoso carácter. Força Zé, vai-te a eles e traz o "marfim".

segunda-feira, julho 14

Lei da bala


Não era para escrever sobre o caso, apesar da violência e, no meu caso, o insólito da situação. As imagens de quinta ou sexta-feira em Loures, ou no bairro em questão, se fossem colocadas no meio de uma reportagem sobre o Iraque ou o Afeganistão, muito pouca gente daria pelo truque. A não ser aqueles “linces televisivos” que descobriram o leopardo no anúncio do VW Passat cc e que neste caso leriam as matrículas dos veículos (situariam a história) como uma rapidez que faria corar a cobrança de impostos.
Então se não era para escrever porque escrevo? Muito simples, vinha na estrada ouvindo o Fórum da TSF e periodicamente a locutora, e bem, há que ser realista, calava as vozes mais acaloradas sobre o caso, sempre que o destrato passava a questões de índole xenófoba ou racista.
Pois bem, aqui não há locutora e, não sendo eu xenófobo ou racista, creio que muitos dos testemunhos silenciados têm fundamento. Não quereria generalizar mas é incontornável que, seja qual for a cidade, vila ou aldeia, toda a gente tem algo, ou muito, contra a comunidade cigana. Lembro-me bem de reportagens televisivas onde o medo ou a paz era reabilitada, em certos pontos do paí,s só a poder de ameaças e confrontos fortes entre os populares e os ciganos ali “residentes” tendo este que fugir "a sete pés". É uma comunidade segregada porque ela própria se coloca nessa posição. Existem poucos que se adaptaram aos bons hábitos. Eu cá só me lembro do da trivela e esse até está a meio termo.
Portugal tem sido, nos últimos anos e não só, uma porta de entrada de cidadãos africanos, brasileiros, indianos, chineses e um porto seguro para ucranianos e outros cidadãos do continente europeu, vitimas de sucessivas guerras civis.
Essas comunidades integraram-se e tirando casos pontuais e muito ligados a factores sociais, particularmente no que toca a certas gerações na comunidade africana, não se registam grandes problemas sociais (tirando o arrastão numa praia, em Oeiras creio). Nota-se mais na comunidade africana de 3.ª ou 4.ª geração porque, a par das situações sociais como o desemprego e alguma desconfiança sobre eles, são eles, tal como os jovens lusos de gema, que se encontram mais susceptíveis à crise de valores e geracional que atravessamos.
Depois surge o termo “inclusão social”. Todos temos que trabalhar para termos as nossas coisas. Esta “rapaziada” não faz nenhum, atiraram “areia para os olhos” das autoridades ao vender, pontualmente em feiras, uns sapatitos e tretas dessas, arranjam umas facturazinhas e a vida continua já que o “estado”, esse bicho sem rosto, sem corpo, sem cheiro ou gosto, acéfalo como uma rocha, gosta quando as o “faz de conta” se institui. Eu, por princípio, desconfio há brava dessa gente e como tal as feirolas ou acabavam ou eram passadas a pente fino, tal como as suas casas, carros e tudo. Há direitos para os meninos? Haja deveres e responsabilidades!
Recebem patrocínios estatais sobre a forma de subsídios de inserção, umas casas municipais sujeitas a rendas baratas, que não são pagas, e assim vão fazendo a sua vidinha. Se recebem esses subsídios, porque razão não trabalham meia jornada na limpeza de ruas ou matas?
Também há quem diga que são os maiores no tráfico de drogas. Olhando para os “artistas” da minha cidade, isso não é sequer tido em conta tal é a certeza que eu tenho nesse aspecto. (Por esta altura já não falava na TSF há 5 minutos, praticamente desde a segunda linha do texto…)Por isso, como pagador de impostos, não temente de Deus mas cumpridor dos códigos gerais que, mal, governam este país acredito ser necessário colocar-se essa gente na linha. Há bairros onde a polícia não entra e isso é tido como normal. Se fosse eu saia era tudo pelas janelas tal era a força com que se entrava pelas portas. Sim, não tenho este gente em boa conta. Sim, por mim... No entanto dou o beneficio da dúvida e por isso investigue-se.
Outra coisa que me mete repúdio é as birras e os assentamentos que fazem em certos locais como hospitais. No tempo de Salazar, não "o saudoso", só por vezes, nessas vezes, essa gente era corrida à pancada se não desmontasse a tenda e se não fizesse pouco barulho. O estado tem receio de ser mal interpretado? Por quem? Creio que nesse aspecto os portugueses em peso estariam de acordo com a ideia simples da paridade: Se há para uns, há para todos. E que sabe se não ajudava a garantir mais umas simpatias autárquicas ou legislativas. Pensem nisso.