domingo, junho 8

Está-lhes no sangue, a incompetência está claro.



Nos diários da semana que hoje finda surgir a notícia, indesmentida, que dos maiores partidos políticos apenas o PCP não deve dinheiro à banca e/ou fornecedores. Isso não faz do PCP uma entidade económica deste país. Para quem não sabe e segundo julgo que ainda se mantém, existe uma norma interna do PCP que faz com os deputados comunistas da Assembleia da República recebam apenas o valor correspondente ao seu trabalho anterior à ida para a AR e não o salário porreiro que faz muitos correr para lá. Para onde vai então o dinheirinho sobrante? Vai para o PCP e talvez seja isso, a cotização o juízo nos gastos que possibilite essa saúde financeira. Mas não era sobre o PCP que eu queria escrever. É algo estranho que, pelo menos em dois casos – o PS e o PSD – os partidos políticos não tenham controlo sobre os seus gastos. Convém lembrar que são estes os senhores que os Portugueses teimam em colocar no poleiro a gerir os impostos e demais recursos que o Governo tem ao seu dispor. Por exemplo o PSD já tentou vender a sua sede para pagar as dívidas. Votamos em pessoas que não sabem gerir um partido, não saberiam gerir provavelmente uma casa sem ser com as benesses políticas (salários de deputados, ajudas de custo, ajudas de representação, ajudas para pagar as rendas quando não se é de Lisboa, etc etc…) ou com os salários mais comuns de todos nós. Elegemos fracassados, falidos a muitos níveis. Muitos deles receberam os seus cursos durante e o pós 25 de Abril, altura em que as passagens administrativas eram o pão nosso de cada dia. É vê-los agora de barriga e bolsos cheios de dinheiros, compadrios e favores pedidos, outros por cobrar, não sei se a discutir mas certamente a determinar, com o ar mais intelectual possível, os destinos do país e de todos nós. E depois ainda queremos que o país esteja bem…

quinta-feira, junho 5

(a)Fundamentalismos



Ponto prévio: Gosto de política mas esse gosto não se estende aos políticos. Assim sendo nada me move a favor de algum partido seja de esquerda, direita, centro, cima ou abaixo. Manuel Alegre optou por participar numa festa organizada para pessoas de esquerda para debater questões basilares da nossa sociedade. Tenho para mim que se Paulo Portas quisesse ter assistido, não teria havido nenhum problema, a notícia seria grande mas apenas isso. A posição do PM não a comento primeiro porque ele mesmo se absteve a qualquer comentário e segundo porque esse senhor aqui não lhe é dado muito crédito. Já o secretário-geral comunista disse que não tinha sido convidado e como tal agiu em conformidade. A não ser que nos meados podres da democracia tivesse havido qualquer tipo de coação para a sua não participação, Jerónimo de Sousa fez mal em não aparecer e a desculpa parece surgida de uma vinheta do Mordillo.
Se existe algo que o nosso estilo de vida guarda bem é a nossa facilidade para nos sentarmos a conversar, seja numa esplanada ou num café, seja o tema banal seja este algo de importante. Temos o hábito de nos reunirmos publicamente e nem precisamos de motivo para que tal aconteça – deve ser algo latino com raízes na Grécia antiga.
A tertúlia com consciência social é um vício que se perdeu e se houve algo que eu reconheci nesta festa, foi a tentativa de reavivar essa posição socialmente presente e actuante longe de uma Assembleia cada vez mais longe da República. Terá tido outros motivos mas esses, só o tempo dirá, um tempo quiçá breve onde o desgosto pelo PS aumenta e se estabelece, onde a certeza pelo PSD é pouca ou nenhuma, mesmo com a recente eleição, com um CDS cadavérico apesar da insistência louvável daquela bancada. Sobre a esquerda, que se diz estar a crescer em número de futuros votantes, as sondagens indicam que pode alcançar os 20% e isso parece ser um sinal suficiente para muitos receios, como os do rico Presidente Mário Soares.
Acredito que tempos novos se aproximam ou deviam, não sei se melhores ou piores mas olhando, e principalmente ouvindo lapas ou aves de repetição pseudo-políticas como Vitalino Canas ou Augusto Santos Silva, acredito que para melhor também não será muito difícil.
Ser militante não implica que se deixe ter consciência própria nem opinião formada mesmo que essa vá contra o partido. A grande maioria não entende isso, os partidos são vistos como centros acerebrais de uma verdade absoluta cultivada nos mais variados interesses longe da consciência social. Zombies partidários e associais.

10 Junho: Dia de assentar "ferro"



Aproxima-se o 10 de Junho e, como todos já se habituaram, é dia de assentar ferro. Todos reconhecem que, durante o magistério de Jorge Sampaio, essa prática se tornou uma actividade tresloucada digna do Guiness, seja o livro ou a cerveja, as duas concorrem de modo positivo para explicar tamanha empreitada. Já houve quem dissesse, e bem, que no auge da cegueira condecorativa, Jorge Sampaio entregou mais medalhas que o todo o Comité Olímpico Internacional! Quem condecora assim com tanto prazer e alegria devia ter lugar cativo na tribuna “operária” em Pequim, mas isso são opiniões… para já não falar em quem foi agraciado…
Falo nisto porquê? Concretamente pela última alusão feita. Jorge Sampaio entregou muitas medalhas, tantas que completar a caderneta foi coisa simples para muitos e quando digo muitos não falo em bués, ou infinitos, infinito elevado infinito, a ou malas de senhora, muitos mesmo, do tipo muito obsceno. Se na altura tivesse blogue ter-me-ia insurgido, depois de obviamente “ferrado”, contra a banalização do acto. Insurjo-me agora. O 10 de Junho está à porta e o Presidente da República, Cavaco Silva, prepara-se para distinguir mais umas quantas pessoas o que não deixa de ser uma coisa curiosa - ainda existem pessoas que chegaram à idade adulta sem serem condecoradas! Devem ser aqueles imigrantes de leste que dormem ao relento perto da residência oficial. Não? Não, esses passaram pelo prego, compraram o bilhete de regresso e foram embora, este ano é mesmo o Marques Mendes. O Marques Mendes… (pausa para que o desalento invada à moda Napoleónica). Que serviços relevantes terá prestado Marques Mendes, eu não vi mas também não tenho o poder da ubiquidade, que sugerissem tal reconhecimento? Alguém que me explique, o que é de todo improvável até mesmo para o cada vez menos respeitado por mim, Presidente. Ou sou que eu sou muito exigente ou o meu nome é Torsten, sou um sueco amnésico perdido no extremo ocidental da Europa. Hjälp!

terça-feira, junho 3

Novidades? Só no....



Hoje era o dia assinalado para a confirmação ou a decepção. Como estamos em Portugal as guitarras carpiram, as vozes choraram como normal e a normal decepção instalou-se. É normal. Como todos afirmam, o resultado alcançado é o esperado, isto é, a Autoridade da Concorrência (AC) não encontrou nada e nem devia. Sinceramente o que me surpreenderia era que encontrassem algo. Não acredito que as cúpulas destes gigantes que são as petrolíferas deixassem migalhas para que a AC tivesse o trabalho facilitado. Sim, acredito que há concertação, manipulação e todos e quaisquer “ãos” mas os caros advogados que as representam não deixariam que tal acontecesse a montante, na constituição da lei, nem a jusante, quando se verificasse alguma dúvida provável. Porque é que então a AC não descobriu nada? Primeiro porque conforme disse atrás, as petrolíferas não iam deixar pistas; Segundo porque o modo de prova de concertação estará, certamente, organizado legalmente de um modo tão intrincado que é mais possível se provar que existe manipulação de preços por parte dos automobilistas do que cartelização por parte das petrolíferas.
E com isto consegue-se o seguinte: o (des)governo lava daí as suas mãos, mesmo com a confirmação de que os impostos só não são mais por questões humanitárias, a ONU não deixa. Depois porque expõe a uma suposta face mais humana (inexistente na minha opinião) dizendo “nós pedimos aos meninos em que não mandamos e eles mostraram que não existe batota”.
Já agora perguntem-se o seguinte: se existe concorrência, porque raio a Repsol ou a Galp ou a BP, só para falar naquela onde não gasto um tusto que seja em combustíveis, não conseguem desviar, aliciar clientes entre si? Será que existe algum pacto de não agressão? Esta é uma de muitas questões que em Portugal se arquivam sine die.

segunda-feira, junho 2

Jogo de 11? Antes de dez milhões!

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Não faz muito sentido a cobertura dada pelos meios informativos, e não só, à selecção de futebol. Passa-se uma borracha sobre os assuntos importantes e dá-se destaque a algo que o merece mas na altura correcta e não na abertura, no decorrer e no final dos noticiários. Eu gosto muito de desporto em geral e de futebol em particular mas acho que tudo o que foi feito foi um exagero principalmente porque não somos a Noruega, não ganhamos os seus sete mil euros mensais e não temos toda a sua qualidade de vida. Por isso, valendo isto o que vale, sejam mais ajuizados no alinhamento dos espaços informativos. Se não souberem parem e prestem atenção ao noticiário das nove de Mário Crespo e façam dele o ponto de partida.
Já agora. Muitos Portugueses, Viseenses e não só, queixaram-se de que a selecção não lhes deu a atenção que eles mereciam. Pois bem eles ganham 750 euros dia por isso eu espero, como contribuinte que esses 750 euros sejam bem empregues e isso implica menos mimos “à malta” e mais sofrimento, entrega, querer, “sangue” suor e lágrimas, das boas e depois haja o que houver! Para espelhar a vontade "da gente" deixo um dos meus hinos geracionais que até condiz. Força meninos se der tragam o caneco que a gente precisa.
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PS: Deixo um link delicioso.

Política D'Emmental?



Certo dia questionei um muito querido familiar meu sobre a questão da regionalização. Como militante activo do PS sempre pensei obter uma resposta ao nível da minha dúvida. Aproximava-se um referendo que, sabemos, vale o que vale, e dando eu importância a toda q qualquer participação popular, queria optar em consciência. Pois bem qual não foi o meu espanto quando a resposta que obtive foi: 0, zero, nada, nicles. Contrapus dizendo: então mas porque diz que vai votar assim? Resposta: Porque sim porque é assim a concepção do partido.
Bom, escusado será dizer que logo ali a minha ideia de partidos políticos e democracia ruiu, o PS revelou-se um imenso ponto de interrogação, posteriormente repleto de buracos, como um queijo Emmental, e de um desmérito e insipiência continuamente mascarada, dia após dia até hoje. O mesmo se estendeu ao longo dos anos às restantes forças políticas sendo que hoje considero que política é uma disciplina importantíssima mas muito mal tratada por quem a representa. É o que dá o, suposto, profissionalismo e não o vestir de uma camisola. Falo nisto porque?
Manuela Ferreira Leite lá ganhou as “primárias” sociais-democratas portuguesas mas com uma margem bem magrinha. Considero inclusive que se a campanha se alargasse por mais uma ou duas semanas a desfecho seria outro. Peguei no exemplo por mim vivido e liguei-o às eleições laranjas porque Marcelo Rebelo de Sousa notou algo interessante mas completamente (a)normal para quem acompanha estas coisas: Os representantes de concelhia ao decidirem publicamente o seu voto decidiram igualmente o voto da massa que o seu conselho ou região carrega. Não era por acaso que Santana Lopes divagava dizendo não o programa mas contando pelos dedos os apoiantes concelhios que tinha. Ou seja o voto acaba por não ser livre, é condicionado, pelo menos assim o mostra os resultados e a aparente, fraca capacidade decisória do eleitorado laranja que, qual zombies, ovelhas ou pombas amestradas, correm atrás do seu “líder” de proximidade. São curiosas as semelhanças entre este e o processo norte-americano onde valem mais, em última análise os votos de alguns (delegados) do que o de todo o eleitorado.
Curioso é também o seguinte exercício: se houvesse segunda volta, nada descabido a não ser na letra dos estatutos do PSD (Dr.ª Ferreira Leite não obteve maioria), o resultado seria provavelmente outro. O que isto representa? Uma dor de cabeça grande para a vencedora porque não tem consigo uma massa alargada do partido. Depois porque, pelo menos, o edil de Gaia e ex-presidente já prometeu vezes sem conta que se calaria mas a posição que adopta é a contrária, numa atitude muito compreensível mas muito imatura, típica do campo da bola num qualquer pátio de escola. Depois porque pelo dito e devido ao resultado, a sua posição está fragiliza também junto da oposição e “lá vai Manela, lá vai ela, de boca em boca, em magoadela” – o que me custou este verso. A seguir cenas dos próximos capítulos.

quarta-feira, maio 28


Faz precisamente amanhã um ano que este blogue surgiu na World Wide Web. A imagem diz muito do que ia no meu espírito por aquele então, sem ter muito conhecimento ou prática nesta arte, atirei-me controladamente na escrita livre, comprometida apenas com os meus valores. Passado um ano tenho dentro de mim uma sensação boa de ter conseguido manter este pequeno passatempo, por ter conseguido ter alguns leitores e a sua participação a espaços.
Não vou pedir para que o próximo ano seja igual, pelo menos nos assuntos sobre os quais me detive, já que creio que isso seria mau sinal. Que o próximo ano, que os próximos 280 artigos escritos, com imagens, vídeos ou o que apetecer sejam do agrado de quem passa, pára e lê. Obrigado pelo vosso tempo.

Keep'on walking

quinta-feira, maio 22

Want to dance?

Parece que quem não tendo, já escolheu. Tiveram bom gosto.


segunda-feira, maio 19

É de Bruxo!



Peço desculpa mas este foi mesmo de "copy paste". Já me debruçei tanta vez sobre isto que não tive capacidade de esgravatar por novos termos ou palavras que mudassem os textos mas transmitissem o mesmo. Lá diz o velho ditado... mais vale tarde que nunca. Notícia do Jornal de Negócios pela mão de Raquel Martins.
"Têm entre 30 e 35 anos de idade, formação superior, pós-graduações e mestrados, mas ganham entre 500 e 800 euros e estão a recibos verdes ou com contratos a prazo. Este é o retrato de uma geração - a quem já chamam "geração 500 euros" - que não encontra um lugar ao sol no mercado de trabalho e continua a depender dos pais ou a ter mais do que um emprego para conseguir ter autonomia.
É uma geração que, apesar de mais qualificada, arrisca-se a viver pior do que os pais. Ter filhos ou comprar casa são decisões em muitos casos adiadas até que venham dias melhores. Uns mantêm-se assim por necessidade e enquanto a sorte não espreita. Outros decidiram arriscar, bateram com a porta e criaram o seu próprio emprego. Há quem equacione deixar o país."

Finalmente, Manoel



E Manoel de Oliveira lá ganhou a Palma de Ouro de Cannes. O mestre só teve que esperar cento e picos anos :) sendo esta vitória especial já que não competia com ninguém. Nunca vi um filme de Oliveira da mesma maneira que nunca vi Amália ou Paredes ao vivo. Com eles guardo essa pequena mágoa, principalmente com o mestre Paredes, mas espero que não sejam crimes de lesa pátria e prometo que tentarei ver um filme de Oliveira no meio dos outros mais mainstream que me cativam e que eu deixo porque gosto.

Fácil esquecer



Este último fim-de-semana, recebi um email que comentava que era necessário não fazer esquecer a história. Seria impensável, mesmo para mim, filho de nenhuma revolução, que certos acontecimentos não vividos mas históricos e quase inacreditáveis ao senso humano se repetissem ou se esquecessem. Ao ver os noticiários ou consultando a “janela para o mundo” verifiquei que talvez aquele email fizesse algum sentido. Basta ver duas notícias e locais pouco menos que emblemáticos pela sua repugnante história. Antes disso quero relembrar que aqui fiz questão de saudar a atitude que o Governo Alemão tomou sobre o Holocausto, deixo o link. Voltando às notícias…
Certas zonas da África do Sul encontram-se em alvoroço devido a acções racistas para com estrangeiros (Moçambicanos e Zimbabueanos). Os Sul-Africanos negros (os mais afectados pela chegada de estrangeiros ao país) decidiram, mesmo na sombra em vida de Nelson Mandela, partir para a violência, o racismo que anos a fio lhes condicionou a existência. A única coisa que me cruza o pensamento é “anda tudo louco”. Pessoas que viveram o apartheid são aquelas que vinte anos passados batem, massacram, matam outros pelo simples facto de quererem melhorar a sua vida. Qualquer coisa que se diga sabe a "chover no molhado". Não entendo. Poderíamos pensar que isto seria só em África, o berço de tudo mas o Homem tem uma capacidade incrível, de mau gosto para surpreender, para a estupidez.
Em Itália, depois da insensata escolha pelo Bush Europeu vulgo Berlusconi, o discurso xenófobo e racista começou. O Governo italiano fez saber que terão que ser revistas as políticas de acolhimento de imigrantes de modo “a gerir com ordem e rigor a imigração interna e externa da União Europeia para garantir a convivência pacífica, de hoje e de amanhã, de todos os povos". Estranhíssimo ouvir isto de um país com tanta história de imigração como Portugal e de um passado facista como poucos no seio da Europa. Lá para os lados de Bruxelas o discurso parece não ser muito diferente já que se preparam medidas com o mesmo espírito.

domingo, maio 18

Momento sonoro

Já agora, pensa em verde!
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sábado, maio 17

Desemprego há muito, seu palerma!



Caracterizemos Portugal. É um país com fraca indústria ao nível tradicional devido às imensas deslocalizações, o mar foi abandonado há muito e a agricultura encontra-se, salvo raras excepções como o vinho, em sincero declínio. Assim sendo, que raio somos nós, como força produtiva? Aqui temos que nos distinguir entre o fora e o dentro. Lá fora vamos a todas, mostramos competência, empenho, honestidade e produtividade o que é reconhecido e acaba por valer as mais variadas subidas salariais ou de posto. Esses somos nós lá fora e estamos em toda a parte. E cá dentro? Portugal hoje em dia é um país de serviços e de turismo muito raquítico e sazonal. Também existe o mercado da construção que durante anos esteve fortalecido internamente, sabe-se lá a coberto de que compadrios e com que custos para todos. Agora chegou a crise, a sua crise e então vê-se a real pujança das construtoras, migalhando cada obrinha e potenciando com o seu loby de anos umas obras pagas pelo Zé-povinho. Aqui tiro o chapéu a Constâncio que disse que “este tipo” de exercícios não deviam ser promovidos. Os serviços como sabemos, requerem uns postos mais estáveis do que outros e, vai daí, a incerteza desse tipo de postos é mais que muita. À data do término do contrato é bomconsultar o boletim trimestral do BP para ver se as exportações, o desemprego, a confiança e demais indicadores estão positivos porque, de contrário, o caminho será o da rua. Já o turismo vive da sazonalidade, ou seja, quando o Dr.º Anthímio Azevedo, eminente Meteorologista, perspectiva que exista Sol para muito tempo as empresas contratam, quando assim não é, elas sossegam-se contratando o mínimo necessário.
Isto tudo para dizer o quê? O INE veio dizer que o desemprego baixou mas explicou porquê e é isso que, de uma vez por todas é, de louvar. Baixou porque a sazonalidade turística vai começar e depois porque, quem passou pelo IEFP constata, as inscrições nos centros de emprego baixaram. As pessoas não vêem utilidade em estarem inscritos num sítio em que nada acontece. Os centros de emprego são meras… paragens de autocarro colocadas em nenhures, ou seja, não nos dão nada a não ser alguma cobertura (se se tiver direito a ela) enquanto procuramos por algum autocarro lá longe. Em vez disso inscrevem-se nos centros de trabalho temporário, a maior chulice que já se viu. Baixou? Sim senhor Zé porque as pessoas estão desistentes. Gostaria imenso que todos os que não estão inscritos corressem lá para dar uma imagem real do problema. Não esqueço também quem anda para fora e desistiu do país. Era bom que lhes questionassem a causa da ida para o “novo mundo”. A candidatura a um novo emprego parece história saída de um filme, só um pode ser o herói, o escolhido, "the chosen one".
Vou agoirar: não tarda o desemprego vai subir devido aos professores que vão acabar o contrato e devido à crise do sector construtor Espanhol. Lá para Setembro irá tudo ao IEFP. Eu vou!

quinta-feira, maio 15

Façam o que eu digo...



E o primeiro-ministro (e não só) foi apanhado qual virgem ou jovem delinquente, atrás de uma cortina a curtir umas folhas de tabaco em completa ignição. O acto fez notícia e compreensivelmente derramou imensos comentários por toda a parte, destituídos ou não de sentido mas todos imbuídos numa profunda vontade de sovar. Eu cá fiquei contente por isso e também porque o tabaco mata, a vida também mas o tabaco é mais afoito no processo e aqui encontro conforto. Segundo porque pela boca morre o peixe, até aquele que corre para cherne (o “pá” do porreiro) mas não passa de um mero carapau de corrida.
O episódio só me deixa algumas mágoas: primeira, que todos os políticos não fumem à desgarrada e segunda que o primeiro-ministro não tenha sido apanhado atrás de uma cortina a… governar. Se assim fosse, e pela mera extrapolação das suas palavras sobre o vício tabágico, era de todo expectável que ele admitisse o erro e que procedesse em conformidade, isto é, deixasse de governar.
Ainda sobre a mesma personalidade… não deixa de ser curioso que Sócrates durante a sua governação(?) tenha visitado China, Líbia, Venezuela, Rússia… Tudo países conhecidos pela sua forte implementação democrática… Neste caso consegue-se uma proeza científica – pólos com o mesmo sinal atraem-se.

Sinais dos tempos.. futuros

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Qualquer que seja o nível de atenção ou a situação em que nos encontremos é incontornável sermos embrenhados na malha noticiosa que 24 sobre 24 horas enfeita a TV, rádio, jornais e a Internet.
Da última semana gravei na memória todas as que se prendem com fenómenos naturais – EUA (24 tornados em outras tantas horas, incêndios, tempestades); Ásia e arredores (Furacões, Terramotos, cheias); Barcelona (escassez de água) só para citar uma mais perto de nós.
É evidente que nestes casos a história do mexilhão se torna lei e quem mais sofre são os de sempre, os pobres, os sem abrigo como se estes fossem uma espécie à parte sujeitas as suas viciosas e obtusas circunstâncias. Estaremos a tentar o impossível? Ou seja, que todos tenhamos uma boa vida, completa, feliz e recheada? Para uma vida perfeita não terão que perecer em pobreza ou em algum tipo de escravidão um número de pessoas directamente proporcional ao nível que queremos atingir? Espero que não, no entanto acho que as sociedades se andam a enganar uma às outras, os vizinhos entre si, todos entre todos. Quem pode meter mão nisto tudo? A resposta está no início do artigo.
A Terra parece revoltada com esta espécie de vírus em que o Homem se tornou. Após décadas de abuso parece que querer mostrar quem é mais forte, quem afinal não tem nada a perder e se mostra algo arrependida em nos ter dado abrigo, conforto, calor, as suas maravilhas as quais nós aceitamos, agradecemos, tomámos para nós a quem acabámos por roubar e abusar. Aqui, em modo flashback e com a inestimável ajuda da Ana Q.(obrigado ;)), relembrei aquilo que me a Biologia me mostrou na parte da evolução das espécies, a teoria Catastrofista. Esta dizia que, e cito a Ana, “defendendo que estas catástrofes seriam globais, destruindo a totalidade da fauna e da flora do planeta, seguindo-se o repovoamento com espécies resultantes de um novo acto de criação especial”
Para mim esta teoria ganha cada vez mais força porque acaba por ter um efeito regulador, já que a Terra e os fenómenos naturais fazem aquilo que o Homem parece não querer fazer. No fim da linha diz-se “estará a criação de novas espécies”. Seremos assim tão néscios?

Deixo um vídeo que retrata bem uma história que parece estar ara se escrever
Gorillaz - Fire Coming Out Of The Monkeys Head

segunda-feira, maio 12

Viagem no tempo, na mente

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Verbos de museu: parar; observar; "ler"; sentir; gostar ou detestar.
Verbos deste vídeo: parar; rever; ver; ouvir; admirar; voltar a gostar.

domingo, maio 11

No comments



E de repente vemos, sentimos, admiramos ou tememos uma força maior que a vida - a força da natureza. É com ela que demonstramos os sentimentos mais básicos e nos rendemos à nossa significância, porque apesar de minúsculos, somos mais significantes pelas piores para o meio ambiente, razões é claro. E por vezes recebemos aqui e agora, ontem do outro lado do mundo ou no próximo mês ali ao lado a justa correcção dos nossos actos. Como sempre e para sempre, fenómenos para respeitar, admirar e não provocar.
Chile - o Vulcão Chaiten é cumprimentado por uma tempestade eléctrica conta a fotografía tirada a 30 km.

sexta-feira, maio 9

Areia, água e cimento para os olhos



E ontem descobriu-se que existem casas a mais em Portugal. Bem se pode dizer que mais vale tarde que nunca. Entre a cegueira e a descoberta da situação, muitos negócios obscuros foram cultivados, muitos favores foram cobrados, bem pagos e tudo à margem da lei. Os PDM's foram fintados de norte a sul em prol de finanças locais e individuais e o ordenamento do território desordenou-se a cobro das mais variadas desculpas do tipo dos PIN's. O bom de estarmos na UE é que existe, em última instância, uma reserva segura de juízo, bom senso e integridade que há muito a classe política parece carecer orgulhosamente. É pena que a UE não tome conta disto de uma vez por todas. 500 mil casas a olhar para o boneco, nem servem para dar abrigo às traças, sendo que, só em Lisboa existem 70 mil.
O número até parece pequeno porque, provavelmente, se 70% da população se assomar à janela ou à varanda verá, sem ser necessário recurso a auxiliares focais, um bom par (e estou a ser comedido) de cartazes onde se lê "vende" ou "vende-se". Parece ser esse, a nível imobiliário, um dos verbos mais usados não relegando a muita distância os termos "penhora", "incumprimento", "corda ao pescoço" e tantos outros. Os construtores sentem-se apertados. Que dirão os imensas famílias de 5 pessoas que vivem em 40 metros quadrados ou os milhares de jovens que vivem em clausura ou arresto económico na casa dos progenitores com o benemérito dos mesmos.
Eu cá deixo a minha predisposição para ouvir ofertas para o arrendamento ou para a venda de habitações, sempre ao abrigo da crise económica ou da "corda do pescoço" dos construtores, coitadinhos. "E o burro sou eu!?"
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PS: e a crise ainda não chegou, as casas hão-de desvalorizar. Fico confiante na irrelutância da maior parte dos construtores que se decidiram a erigir habitações através do recurso ao crédito. "Deixa-os poisar".
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Foto, muito conveniente, de Gama

quinta-feira, maio 8

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O dia de hoje, para além de particularmente longo, tornou tudo subitamente relativo. Não sou professor há muitos anos e por onde tenho passado tenho tentado deixar amizades boas por onde quer que a sorte me leve. Relações de amizade com os alunos é algo que me é relativamente fácil e, quero crer, que também deixo algum tipo de saudades. Pois bem hoje recebi a notícia da morte de uma aluna minha, uma miúda simples, trabalhadora, concentrada e com os pés, muito cedo, assentes na realidade. Aluna de Medicina, a terminar o curso pelo que sei com bons registos, a injustiça, o azar ou as leis do acaso foram mais fortes e optaram por ela.
Digo azar, acaso etc. porque esta é mais uma daquelas situações que me faz não acreditar em qualquer tipo de Deus, porque se assim fosse a justiça seria feita noutros moldes ou na pele de um qualquer inútil. A Lili viveu uma vida a lutar contra o seu coração e na noite passada, enquanto quase todos dormíamos, ele deu de si. O dia de hoje, 8 de Maio de 2008, que foi um dia longo, produtivo, com uma irritação na voz desagradável mas tornou-se de repente num dia de merda.

quarta-feira, maio 7

Imagem . 16


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Atrás do tempo