terça-feira, janeiro 29

Inevitável



Ponto primeiro: a política de saúde não passa por outra pessoa que não seja o Primeiro-ministro. Todas as políticas são da sua autoria e não bicéfalas (entre ele e o respectivo ministro) isto apesar de parecerem (e são) acéfalas nalguns pontos. A remodelação, é mero retoque do seu pó-de-arroz. A política de saúde vai continuar a melodia pelo mesmo diapasão seja com a Dª Ana Jorge seja com o “Zé-dos-anzóis”, por isso não se iludam. Ganha-se tempo para que tudo respire.
Correia de Campos talvez tenha tido, como um dos maiores óbices, a sua astúcia de marketing. Acredito que algumas das reformas empreendidas são importantes de modo a reduzir custos, melhorar a aplicação e racionalidade dos meios mas o modo como tudo se orquestrou e a maneira como a comunicação às populações foi feita fez desmoronar um ministro que, já anos antes, não tinha deixado muitas saudades.
E guardo dúvidas ainda sobre se esta seria a urgência da saúde. Parece-me que falta uma verdadeira e coerente política de saúde (e outras mais) e que talvez um pacto, não de regime porque isso implica apenas os malfeitores do costume (PS e PSD), mas sim um pacto alargado de modo a criar um modelo global, com consenso generalizado, sobre uma política de saúde para um país que, por vezes ou muitas vezes, parece ser rico tal é o modo e a displicência com que gasta recursos, vidas e tempo.

sábado, janeiro 26

Para obras...



Não sei se foi notório para todos mas, ao colocar a mensagem 200 a estética do blogue alterou-se sem aparente motivo. A barra lateral como que invadida por uma timidez até agora desconhecida, "migra a sul" e refugia-se no fundo do blogue na parte central. Como é evidente tudo é importante, o que se escreve e o carácter estético, apesar de simples. Assim sendo e tendo muito para escrever, vou tentar remediar a situação a gosto de todos. Se não for possível deixarei a barra migrar até que se decida a deixar de ser acanhada. A direcção

terça-feira, janeiro 22

sábado, janeiro 19

Investimentos


Pessoalmente não conheço a cidade de Chaves. À distância acredito que a cidade de Chaves será um local que, devido à sua relativa interioridade, necessite de uma melhoria nalguns serviços, infra-estruturas e investimento com aliás carece todo o interior do país, numa tentativa de fixar as populações. Pois bem não creio que um casino seja o que uma cidade do interior precise e ninguém pensará fazer de Chaves a Las Vegas portuguesa, correcto?
Se bem que o casino trouxe, durante a construção, e trará algum emprego o certo é que um casino vive às custas dos seus jogadores e a equação é simples: Ou os flavienses, às custas dos seus salários (que não acredito serem excepcionais) mantêm o vício aberto ou o casino acabará por fechar por falta de visitantes já que, não acredito, que se organizem excursões a Chaves para ir ver o casino. Por isso não creio que um casino, mesmo sendo investimento privado, seja a melhor aposta para uma cidade do interior. Como sempre opta-se por investir em serviços e nunca em negócios de produção acrescentada, de inovação e com margem de progressão que sejam uma mais valia para o país.

Muito a propósito...



Ainda a propósito do artigo de ontem, onde licenciados vão para fora porque o país não tem lugar para eles ou dos outros que se vêem obrigados a trabalhar nas mais variadas ocupações sem que aproveitem a sua formação superior. Uma vergonha certo? Bem mas ainda falta metade da história. Como disse existem uns cursos profissionais patrocinados pelo estado português que tentam reaproveitar os jovens com má relação com a escola, para somar uns quantos pontos à classificação de Portugal nas estatísticas estrangeiras. A imagem, que deixo a cores para não perderem nada, mostra ao que isto chegou. É uma vergonha para todos e uma falta de respeito por todos aqueles que se esforçaram. Seria interessante que se fizesse um trabalho jornalístico de fundo sobre estes cursos. Um caminho que devia ser orientado para a excelência mas que se precipita para o descalabro.

sexta-feira, janeiro 18

Desalento


Algumas vezes dei conta aqui da injustiça social que muitas pessoas sentem e sofrem quando enfrentam a realidade de que, muitas vezes, um canudo não serve e até atrapalha na obtenção de um trabalho merecedor dos tempo, do dinheiro, do esforço dispendido em 5 ou 6 anos ou mais de estudo universitário. Envergonho-me deste país quando me confronto com situações próximas dessa falta de honestidade social. Irrito-me todas as vezes que sou forçado a ir ao iefp buscar não sei bem o quê e sinto-me a esvair de forças, de vontade de tudo em todo o tempo que lá passo. Felizmente os períodos de inépcia têm sido curtos. Porque trago este tema?
Hoje a TSF colocar no ar, com repetição mais tarde após a 1h da manhã, a reportagem de Maria Augusto Casaca, "vidas por um canudo". A reportagem não peca em nada e os testemunhos ali relatados na primeira pessoa fizeram-me relembrar de novo a vergonha que este país me transmite. Não tenho vergonha das pessoas trabalhadoras mas tenho-a dos políticos ignorantes, irresponsáveis e de reles calibre que este país teima em não fazer desaparecer nem à lei da bala, sejam eles de que cor política forem. Metem-me nojo.
Quase todos os relatos falam na ideia de ir lá para fora encontrar o que a sua terra não lhes dá. Falei aqui também que conheço alguns que já foram, já vieram, não voltaram, estão a pensar ir e outros pensam em ir de novo para provavelmente não voltar. Será que um país aguenta com tal evasão de profissionais. Será que o nosso país vai ficar, sem desmerecimento mas colocando cada um no seu devido lugar, nas mãos dos "novas oportunidades" e do seu reles criador? Será que o futuro estará nas mãos dos reles alunos que, movidos pelo espírito facilitista, frequentam cursos que nada mais são do que uma vergonha e uma calamidade para o futuro do país?
Raios, Portugal parece um acidentado que, à beira da morte, leva um enxerto de porrada com a desculpa de anestesiar o corpo da dor. Faço um apelo: se algum sniper "with license to kill", de férias pelo Algarve, passar os olhos por isto que faça um favor, pegue nas palavras doces de Nancy Sinatra e...
Vou tentar colocar em breve, em versão áudio, a reportagem emitida pela TSF.

domingo, janeiro 13

No tecto do mundo



Sei que vou algo atrasado mas antes tarde que nunca. Na passada sexta-feira morreu o primeiro homem a conquistar a montanha mais alta da Terra - Everest. Edmund Hillary (Neo-Zelandês), que posteriormente foi merecedor do título de Sir, juntamente com o sherpa Tensing Norgay(Nepali), alcançaram o tecto do mundo às 11h30 de 29 de Maio de 1953 perfazendo os 8850 metros (mais dois metros do que inicialmente se pensava) do Everest com o equipamento de alpinista e com recurso a oxigénio. Depois deles o cume foi alcançado por cerca de 1200 homens e 63 mulheres. Nos anos posteriores, o gigante Neo-Zelandês, dedicou-se a ajudar o povo sherpa dos Himalaias, com a construção de inúmeras valências como escolas, hospitais...
Depois da morte de Norgay em 1986 sobrava Hillary para contar na primeira pessoa. A partir de sexta-feira restam só as imagens.

"Preparei-me para lhe apertar a mão, mas Tenzing pôs os braços em redor dos meus ombros e deu-me um abraço" Sir Edmund Hillary, Maio '53

É possível encontrar um artigo excelente (comemoração do 50.º aniversário) sobre esta proeza na edição de Maio de '03 da National geographic.

quinta-feira, janeiro 10

Para rir. 6

CGD e BCP em salto "à Vara"



Se restassem dúvidas sobre a personalidade tachista, ou sanguessuga, de Armando Vara, ela ficou hoje desmistificada por completo. Uma pessoa que é profissional, competente, empreendedora e responsável faria o que fizeram os outros administradores da CGD, isto é, pediram a demissão para se poderem candidatar ao BCP. Até aqui tudo bem, ou melhor, tudo mal mas isso é outra discussão. Já o senhor Armando o que faz? Não alinha na demissão com os outros e limita-se a pedir uma licença sem vencimento! Acho que aqui uma gargalhada vinha mesmo a calhar, e não é que veio!
Não sei bem que concepção do mundo, ou até mesmo da área financeira, é que reina na cabecinha do senhor Armando, mas certamente não será a de muitos de nós. Primeiro existe a questão discutível, e já aqui discutida, sobre esta talvez, passagem entre rivais com as consequências para o mercado que isso poderá significar. Parece estranho que não exista qualquer tipo de cláusula que impeça essa passagem. Eu participei num curso de empreendedorismo e lá fui confrontado com uma cláusula sigilosa, a vigorar por dois anos, devido aos factos que ali iriam ser disponibilizados e tratados. Num mero curso de empreendedorismo! Não acredito que a banca não tenha cautelas semelhantes.
Em segundo lugar parece, aos olhos do senhor Armando, que o BCP e a CGD se interligam como um sistema de vasos comunicantes:
“hmmmm já não estou bem aqui, vou até ao outro lado da rua. Hmmmmmm aqui não gosto, vou de novo para lá!”
Mas isto caberá na cabeça de alguém responsável e ciente da economia de mercado, confidencialidade, concorrência e competitividade do mesmo!? O homem é administrador do maior banco Português? Não parece. Se houvessem dúvidas, que não creio que as haja, de que o senhor Armando é uma “lapa política” que apenas serve para arribar o braço na direcção das conveniências, nos locais certos, quando dá jeito a certos interesses, elas teriam ficado suficientemente, completamente, indubitavelmente afastadas com a sua tomada de posição. Se a CGD ficar sem o senhor Armando, comunico aqui publicamente a minha candidatura espontânea a esse lugar. Aceito metade do seu vencimento auferido pelo anterior administrador, assassinando à porta de entrada os meus escrúpulos, os meus princípios e valores e atenderei o telefone, a troco de mimos, antes das decisões. Ano novo, vida nova.

And the winner is...



Hoje foi um dia que talvez fique na história. Decidiu-se definitivamente, ou assim parece, a localização final do novo aeroporto internacional de Portugal, ou Lisboa resumindo é tudo o mesmo.
Optou-se pela margem sul, em Alcochete. Outrora um local sem pessoas, sem escolas, sem valências e que era importante preservar em termos ecológicos (local próximo da reserva do estuário do Tejo). Chegou-se a esta escolha após imensos anos que nada prestigiam os políticos, os interesses imobiliários que vislumbraram um “el-dorado” e os institutos com know-how suficiente para estudar completamente as hipóteses existentes e a viabilidade das mesmas.
Também não ficará esquecido que a intransigência do Governo que apenas se demoveu após uma completa loucura mediática e de tempos de antena dedicados ao estudo do caso, com a participação das mais variadas personalidades, com voz na matéria e saber reconhecido. Também ficará para a história a expressão “jamais”. O senhor Lino, que conta uma mentira, ou como se diz em politiquez – inverdade, a cada mês que passa em gabinete, foi o autor da afirmação. Uma afirmação que nunca mais se afastará de si, como a mancha no vestido azul nunca se afastou de Clinton, pela tamanha ignorância que demonstrou no domínio de uma pasta que, vezes sem conta, é o motor económico do país muito à custa da chamada “Lei do betão”, sempre ao arrepio do patrocínio de Bruxelas.
O senhor sempre foi fraco, é fraco e apenas as amizades o levaram a essa posição e são essas mesmas amizades que o mantêm. Faço notar que hoje José Sócrates comandou a conferência de imprensa que comunicou a decisão, estando o senhor Lino sentado a seu lado como uma coisa “amaestrada”. Podia lá ter estado um barril de Licor Beirão que o efeito seria o mesmo. Esta imagem mostra que, pelo lado do “betão”, as fundições do governo já pareceram, sem ser, mais sólidas e que apenas a teimosia beirã não “reforma” este e outros membros visivelmente incapazes para as funções que ocupam. De notar também que assim a governação é mais fácil, os ministros são apenas bibelots, não piam, como foi hoje o caso do senhor Lino – “Lindo menino, toma lá um doce! Isso, isso, não lambe, não lambe! Mau menino…”
Outra ideia que fica é que o governo disse sempre, em tom desafiante, para lhes mostrarem outros estudos. A sua posição era tão débil que bastou um estudo para mostrar o que era visível, clarinho, obvio aos olhos de todos: Alcochete surge como a melhor opção e a Ota era batOTA, era teimosia, era senilidade, era obtusidade, era sobranceria e desdém do governo pelo resto do país. Mas quero deixar a minha contribuição para que fique em histórico: a escala do preço dos combustíveis irá causar um aumento do preço das viagens o que levará a que o tráfego não aumente com se diz, mas que diminua. Talvez um novo aeroporto seja um erro já que o pico de tráfego será alcançado na curva descendente da produção de combustíveis.
Que, noutros casos como neste, a força das pessoas façam mudar a teimosia doutras situações.

PS: disse o 1.º ministro que terá que haver compensações para as pessoas da Ota. Atenção a esta afimação! Quem comprou terrenos a contar com o ovo num certo sítio da galinha, em bom português, lixou-se. Não há volta a dar nessa situação. Compensem-se sim, não sei bem de que modo, as pessoas cujos projectos de vida se viram estrangulados pela estagação a que foi votado o conselho devido à morosidade da decisão.
Já agora o governo em 2 dias recua em duas decisões...

Continua a Luta

Fiz questão de escrever no início do ano que iria tentar, por um lado, refrear os artigos críticos de situações, de base governamental, incompreensíveis ou irresponsáveis e, por outro, tentar dar espaço a textos mais alegres, isto na sequência da assumpção da máxima "Ano Novo, vida nova".
Pois bem o governo deixa a missão muito díficil e pensei em ficar sossego até que algo de bom merecesse uma palavra neste espaço. Depois pensei, vendo que não conseguia tal desiderato, fazer uma espécie de reflexão mas depressa me esqueci dessa ideia. O que está errado merece ser dito e merece a total e contínua condenação, sempre em crítica construtiva. Vai daí o ano até pode ser novo mas a mediocridade do Governo da República Portuguesa não só se mantém como se amplia. A irresponsabilidade mantém-se em gabinete longe de qualquer sanção, correcção ou castigo e é por ela que aqui também irei estar. Novidades nos próximos artigos...

sexta-feira, janeiro 4

No comments



E ao fim de 30 edições com muitos percalços, ameaças, algumas mortes acidentais mas também belas imagens, paisagens deslumbrantes e muitas lágrimas de alegria, o Paris-Dakar (sou Português mas é assim que se deveria chamar sempre - tem mais carga mítica) decidiu não se fazer à "estrada". E logo pelo pior motivo - razões de segurança. Não, não foi o Jarbas que deixou a água aberta e alagou o Continente Africano. Devido a ameaças feitas por movimentos terroristas, o Continente Africano perdeu hoje uma das maiores feiras publicitárias do mundo. A perda para o sabes estar ocidental é, principalmente, emocional. Gerações inteiras vêm o Dakar como o verdadeiro espírito de aventura, uma provação extrema mas irresistível que salpica o subconsciente de emoção, estupefacção, encanto e desejo de "aaaaaiii se me sair o euromilhões... para o ano estou lá!"
Pois bem o sonho de menino fica adiado. Para o ano será o trigésimo primeiro aniversário desta mítica prova e talvez se viva no próximo ano, não pela televisão, mas por dentro. Esse valia duas passinhas...

Entre-ajuda



Noticia de hoje do diário Público: “Joe Berardo e aliados compraram acções do BCP com crédito da Caixa”.
E assim se perde alguma credibilidade ou será que não!? Sr. Berardo, a família Moniz da Maia (Sogema), Manuel Fino, Pedro Teixeira Duarte e José Goes Ferreira, todos accionista de referência do BCP, obtiveram empréstimos da CGD para adquirirem acções do BCP. Se é certo que nada disto é ilegal, a não ser que exista algum favorecimento que apenas os contratos permitam concluir, já a situação moral deixa algo a desejar, principalmente numa altura em que, para Presidente do Conselho de Administração do BCP se pretendem escolher “os pais” dos “tais” empréstimos.
Poder-se-ia pensar que esta foi uma situação fortuita mas… estamos em Portugal e o “acaso bom” nunca acontece por acaso, ou sem que alguém empurre nesse sentido. Torna-se evidente que a posição destes beneficiários de uma “relação estreita” com a administração cessante da CGD é fulcral no sentido de impedir, ou dar fé, para que Carlos Santos Ferreira, e o grosso dos elementos que leva consigo para o BCP, consiga chegar ao topo do maior banco privado português
Também é evidente que esta é, ou pode vir a ser, a típica situação de “um mão lava a outra”, ou seja, seria uma “falta de consideração extrema” não ajudar quem os ajudou em tempos. Assim sendo os empresários portugueses não jogam o futuro nos dados, tal como disse um dia Einstein de Deus, só o fazem quando os mesmos estão viciados.
O empréstimo (500 milhões de euros) apenas foi decisivo na obtenção de 5% das acções do BCP, talvez uma situação irrisória quando comparada com a trapaça protagonizada pela administração cessante presidida por Filipe Pinhal, em investigação (tardia, diga-se) pelas entidades reguladoras do sector. Quer se queira, quer não, a ideia de cumplicidade será sempre a que irá sobejar. Acabo com esta frase que gosto e vem muito a propósito: “À mulher de César, não basta sê-lo [séria], é preciso parecê-lo.”

quinta-feira, janeiro 3

Carrinho de compras



Para quem já tem a sua independência ganha, a lista de compras é uma inevitabilidade como o próprio ar que se respira. Começa o ano e os preços só conhecem um caminho - para cima. Sendo um adepto de questões económicas, vou deixar aqui uma lista que, certamente, irá deixar, quer os cestinhos, quer as carteirinhas, um pouco mais fáceis de transportar – o ar não pesa tanto… Os valores poderão não ser exactos, ainda não existem certezas em alguns bens de consumo já que as condicionantes são mais que muitas. Uma coisa é certa, o sentido será sempre de subida e será generalizada, menos no vencimento.

Electricidade: 2,6%
Transportes públicos: 3,9%
Portagens: 2,6%
Pão: entre 10% e 15% (último aumento foi em 2004)
Arroz: vai aumentar mas não se sabe para que valor.
Tabaco: 15%
CTT e Instituto Regulador das Águas e Resíduos: aumenta depois de Janeiro. O valor ainda está a ser apurado.
Combustíveis: como se sabe, vão aumentando numa base diária, semanal, mensal…

Estes foram os valores com alguma credibilidade que apurei. Deve ser considerado o facto de que, na base destes aumentos se encontra o elevado e, se me permitem, especulativo valor do petróleo e o aumento no valor dos cereais. O aumento nos cereais deve-se à procura crescente em mercados emergentes (Índia, China) para consumo e à sua crescente utilização na transformação desta matéria-prima em biocombustíveis (por exemplo biodiesel).
Agora peguemos, qual cavaleiros de tempos idos, nos 2,1% de aumento e vamos dar luta! Luta a este governo de retomas tão falhadas como o motor de um Lada.

terça-feira, janeiro 1

todo o mundo é composto de mudança



Como é perceptível o "perpétuo" não fez jus ao nome, desperpetuou-se, e decidiu dar um voto de confiança ao novo ano, afastando o negro pesadão e negativista, optando por trajar de branco. Espero que seja do agrado.

segunda-feira, dezembro 31

200...8


Sob muitos pontos de vista, o trabalho de criticar é fácil. É uma posição em que pouco se produz, onde se arrisca ainda menos e, portanto, confere uma vantagem confortável sobre aqueles que oferecem o seu trabalho, o seu melhor saber (quero crer) e eles próprios, ao escrutínio estranho. Muitas vezes, com ou sem razão, prospera-se numa avalanche emocional e divertida de criticar a qual deveria, ela própria, estar sujeita aos mesmos pressupostos. Se por vezes esse saudável e necessário confronto, comunhão de ideias ou diferentes visões, não se cruzaram foi por, espero eu, mera falta de oportunidade já que o espaço se tem mantido inalterável e aberto a tudo e a todos.
Muito provavelmente, na imensa linha de montagem que é uma sociedade, a mediania e o suficiente, têm mais peso do que um mero “pensador de circunstâncias” da sua posição consegue contemplar e, talvez por isso, os esforços outrora criticados tenham mais significado que o que a crítica lhes atribui. Não existem verdades absolutas e esta verdade defendida, dentro “destas portas”, só terá obvio cabimento no seio social e no confronto com as demais opiniões.
Sempre surgi “às claras” com opiniões francas, por acreditar na injustiça de certas situações e, penso, ser sempre ser essa a atitude a ter, quando alguém encontra um motivo de defesa de ideias, princípios ou valores que vislumbra em risco. A visibilidade das mesmas é residual mas isso nunca foi nem irá ser motivo para me silenciar.
Este “caminho” começou a ser percorrido há cerca de 8 meses e, ainda que, o confronto de ideias tenha sido miserável, encontro motivos catarsicos suficientes para que ele continue. Que o novo ano seja melhor e que, a vontade de escrever surja como o resultado de boas circunstâncias e não, pelo contínuo perpetuar de, vamos lá, medianas acções de quem é ou devia ser responsável. Votos de um bom ano para todos.

sexta-feira, dezembro 28

Mentalidades



Encontrava-me imerso no jornal com mais tirada cá da zona, quando encontrei uma crónica sobre o crédito à habitação. O texto mostra o costume, que o poder de compra está mau, que as pessoas já não aguentam as sucessivas subidas de Euribor ou que os mais novos, mesmo licenciados, têm muita precariedade no emprego e a sua vida é possível apenas com a ajudas dos pais e, como tal, apesar de pensarem não conseguem adquirir casa.
A certa altura surge o depoimento de um empreiteiro e foi esse
que me fez largar uma gargalhada. Eu sou um daqueles que queria mas não pode. O trabalho é incerto, para já não falar que o mesmo, ora aparece perto, ora loooooooooonge. Mas voltando ao senhor…
A certo ponto diz, e cito: “ Eu baixei em cerca de cinco mil euros o preço dos apartamentos em relação ao que fazia à dois anos atrás. Ainda hoje aconteceu. Fui ter com um cliente e fiz-lhe o preço mínimo, abati cinco mil euros e ele fez uma contra-proposta para baixar dez mil euros. E assim não posso vender!”
Pois pudera! Coitado do homem, o Mercedes não anda a água! O que eu acho incrível é que este ramo de actividade ganhou durante anos o que quis e vê-los agora fazer este tipo de declarações, sabe-me a perfeita parvoíce. Evidente que as coisas têm custos mas a margem de lucro ainda hoje é, bastante boa, já a qualidade de construção... Dou um conselho: Não venda isso, faça assim. Como existem mais casas por habitar que habitadas (em Espanha passa-se o mesmo), qualquer dia o mercado dá de si, e depois eu quero ver o valor das suas casas ir para metade! Chama-se “lei da oferta e da procura”. Deixe-se estar que depois nessa altura conversamos.

Reformar



A reforma da saúde vai de vento em popa, ou assim deve pensar o ministro porque as populações... O governo vai encerrar 56 serviços de atendimento à população (SAP), mais umas quantas urgências que fecham às quais se juntam mais uma dezena de maternidades. Isto tudo a juntar aos SAP's, às maternidades e às urgências que já fecharam. É a contensão obrigatória dirão uns, é a organização dos meios que muitas vezes se encontra mal feita e, como tal, é preciso actuar dirão outros. Não duvido que houvesse casos que devessem ser repensados mas o que esta reforma tráz é uma rasia do sossego médico de muitas populações. O bem estar mental é a melhor medicina que uma pessoa pode ter numa situação de crise e o que esta reforma cria é a crise em altura de saúde. Para sossego das populações deveria arranjar-se uma solução mais universal. Depois existe a questão de que se pretende um estado cada vez menos centralizado mas é exactamente o contrário que esta reforma patrocina.
A par de todos os cortes e encerramentos o governo apresenta com pompa a contrução do hospital de todos os santos para a cidade de Lisboa. A minha cidade não será afectada com estas reformas, pelo menos que se saiba, mas se eu morasse numa dos locais que estão a ser alvo de redução de meios eu ficaria profundamente indignado com este investimento. Na cidade de Lisboa existem 7 hospitais públicos, não entrando em conta com os que se encontram na periferia, e os privados florescem como cogumelos. É certo que Lisboa absorve uma parte considerável da população e como tal deve ter cuidados em harmonia com isso mas as populações perdidas "na paisagem" também necessitam desses mesmos cuidados em harmonia com a sua situação. Harmonia para a paisagem não é urgências a 30 quilómetros ou maternidades do lado de lá da Fronteira ou num qualquer quilómetro de uma estrada nacional.
O hospital de todos os santos será necessário, pelo menos assim espero (200 milhões de euros sem derrapagens), mas ao longo de todo o país a necessidade também existe e, o pior de tudo é que, nova necessidade talvez se esteja a criar. Algo vai mal quando o cobertor parece não conseguir tapar pés e cabeça e se escolhe por importância. O normal é que uma pessoa se encolha durante uns tempos porque, sem pés, a vida também é muito difícil.


PS: Aproveito o tema para aconselhar e muito o filme SICKO. É imperdível.

quinta-feira, dezembro 27

Para rir . 5

Nova Lei, vida nova

Como todos sabemos a lei anti-tabaco vai entrar em vigor daqui a poucos dias. Novos hábitos vão ser necessários tal como muita força de vontade para muita gente. Daqui enviamos uma força em quem vai ter que mudar de hábitos. Até lá inspirem-se no vídeo para ver os benefícios que têm em apagar o cigarro.