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quarta-feira, setembro 26
sábado, setembro 22
sábado, setembro 15
É só por isso
Hoje provavelmente muita gente vai sair à rua por isto. Que a vida seja uma curiosidade e um prazer de pequenas ou grandes coisas e não a constante perspectiva de que no "futuro será melhor", esse que nunca chega ou foi visto, ou então uma infindável certeza de que nada advirá de melhor, que o plano será sempre e cada vez, mais inclinado.
PS - uma privada: óh Vasco ali és tu ou o Camané!? :)
"De que é que estás à espera?"
Não levarei nenhum cartaz mas até que me apetece pichar as paredes ou vê-las assim à moda dos tempos do PREC ou da década de oitenta. Se levasse cartaz poria: "Os governos e a incrível atracção pelo abismo." Ou algo com este sentido. Nunca fui bom a fazer cartazes...
Domínio Actualidade, Estado xoné, Musica, Video
domingo, setembro 2
Vai estudar ó boy! Mas só no verão...
Não existe uma relação fácil, pelo menos sem escárnio, entre a política e a capacidade de estudar. Pois bem os maiores partidos decidiram manter ou reiniciar uma espécie de lavagem de cérebros após a pausa estival, um voltar à escola e à "universidade", de verão que custa menos, em particular quando a população começa a perceber que as mais valias de uma instrução superior começam a ser cada vez a ter menos peso no futuro dos filhos.
Uma palhaçada, na minha opinião, estas universidade de verão. Mas já agora surge-me a questão de porquê universidade? Porquê não 1.º ciclo!? A plateia é composta por boys a cheirar a leitinho, que agora começam a percorrer, a provar e a banhar-se no lodaçal partidário. O 1.º ciclo de estudos seria mais razoável. Bom mas se querem estudar, proponho as seguintes cadeiras que julgo serem indispensáveis no seu planos de estudos no trajecto de boy a...cavalo. A saber: Lambe-botas um, dois e três; Conversa de chacha um e dois; introdução à colagem de cartazes; História das ciências: ladroagem, gatunagem, chupismo e afins; Metodologia do discurso sem método ou sentido; Tecnologias da informação aplicadas ao tráfico de influências; Introdução à cópia de documentos um e dois; Iniciação às desculpas esfarrapadas; Metodologia da defesa e protecção do boy; metodologia da introdução do boy no estado um, dois e três; Macro e Microeconomia no desvio de fundos; Inovação e técnicas de gestão e ocultação associadas aos paraísos fiscais; Introdução ao convite para a gestão de empresas privadas.
Julgo que estas seriam de todo úteis a estes copinhos de leite por azedar. Professores para estas e outras cadeiras afins existem de sobra em todos os partidos mas para as leccionar é importante possuir no currículo: fraudes fiscais, desvio de fundos e má utilização de recursos públicos, condenações em primeira instância, curso superior concluído ou por concluir numa universidade como a independente, a lusófona ou outra particular da mesma génese e um cargo autárquico e outro num qualquer rancho folclórico lá da terra.
Na realidade este jovens não sabem a lei mais importante, a lei de Relvas:
"If you're actually studying, you're doing it wrong"
Domínio Actualidade, Política, Portugal
Estás tão cândida.. É dos fumos.
Este curto artigo e, na minha mente, coerente fotografia servem para homenagear a (asna) directora do DCIAP ou directora-geral adjunta do não de menos (serve a mesma adjectivação) Procurador Geral da República, pela seguinte afirmação:
“Digo olhos nos olhos: O nosso país não é corrupto, os nossos políticos
não são corruptos, os nossos dirigentes não são corruptos”.
Tentando encontrar uma possível leitura para o despropósito desta personagem só o consigo fazer se pensar na seguinte metáfora: se ao educar alguém se mostrar que o normal é comer com as mãos, ela nunca na vida irá saber utilizar o talher, nem saberá reconhecê-lo. Ora aqui é igual, a directora do DCIAP não reconhece corrupção porque, tal como a classe política, também "come com as mãos".
Se a estupidez de quem deveria dar o exemplo pagasse impostos, não haveria défice mas sim superavit.
Domínio Actualidade, Estado xoné, Política, Portugal
domingo, agosto 26
Deficiente sintonia
Corre imensa tinta, saliva e ainda vai fazer correr mais. As palavras de António Borges, o iluminado ministro sombra, vieram dar mais uma volta ao intrincado novelo que são as medidas do governo no sentido de repor a soberania económica e financeira nacional - como se isso fosse possível...
Bem, e então quais são as ideias desta obscura personalidade, na foto governamental entenda-se. A ideia passa por fechar o único canal de verdadeiro serviço público, a rtp2, e concessionar por décadas a exploração da rtp1. Se a minha opinião contasse, fechava-se a rtp1 e deixava-se estar a rtp2 quase como está - mudava para lá a bola que também é serviço público, o cinco para a meia noite e, em virtude do envelhecimento da população e na perspectiva de evitar uma revolução, o preço certo.
A rtp como é óbvio faz nota dessa pretensão diariamente sob um ponto de vista curioso, explico: dizem que dão lucro uma vez que o passivo foi reduzido substancialmente, o que é verdade mas tudo a poder de cheques do pagode, sendo que o lucro se explica porque o seu custo é de 180 milhões de euros mas os seus lucros são de 200 milhões. Mas deste lucro há algo que eu... digamos, estou contra, fundamentalmente contra. Recebem 50 milhões de publicidade, até aqui... e 150 milhões da taxa de audiovisual. Pois é nesta parcela que a porca torce o rabo, ainda mais, para mim. É que esses 150 milhões são puramente extorquidos na factura da electricidade. Até os contadores da rega num cemitério pagam taxa, para conforto e bem estar dos seus utentes. Assim sendo, para mim, o grupo rtp não dá lucro mas continua sim a ser deficitário em 150 milhões de euros, o que é muito.
É também agradável saber, e vão-se sabendo, quais os vencimentos pagos a certas personalidades do grupo que detêm inclusive outras fontes de rendimento, das benesses dos seus quadros dirigentes e daquela bela, recente e limpinha sede que o grupo detém na capital.
Dito isto convém escrever sobre se existe necessidade de manter um canal público. Parece-me que sim. Somos latinos e a única forma de conseguir, ainda que isso não aconteça na plenitude, de manter a concorrência e a pluralidade, a liberdade de expressão, um jornalismo livre, responsável e socialmente interventivo e de controlo das instituições públicas e privadas é através da manutenção de uma rede de meios de comunicação de base pública. É que o privado não tem tendência para cumprir uma linha socialmente responsável. Mais cedo ou mais tarde, descambam. Deve manter-se a rtp2, as antenas e isto tudo sem a taxa audiovisual que o pagode já paga impostos que chegue. E revejam o negócio da televisão digital, já que andam com a mão no meio. Que apenas mantém um adjectivo transversal ao negócio, ao sinal e à universalidade: péssimo!
É também agradável saber, e vão-se sabendo, quais os vencimentos pagos a certas personalidades do grupo que detêm inclusive outras fontes de rendimento, das benesses dos seus quadros dirigentes e daquela bela, recente e limpinha sede que o grupo detém na capital.
Dito isto convém escrever sobre se existe necessidade de manter um canal público. Parece-me que sim. Somos latinos e a única forma de conseguir, ainda que isso não aconteça na plenitude, de manter a concorrência e a pluralidade, a liberdade de expressão, um jornalismo livre, responsável e socialmente interventivo e de controlo das instituições públicas e privadas é através da manutenção de uma rede de meios de comunicação de base pública. É que o privado não tem tendência para cumprir uma linha socialmente responsável. Mais cedo ou mais tarde, descambam. Deve manter-se a rtp2, as antenas e isto tudo sem a taxa audiovisual que o pagode já paga impostos que chegue. E revejam o negócio da televisão digital, já que andam com a mão no meio. Que apenas mantém um adjectivo transversal ao negócio, ao sinal e à universalidade: péssimo!
Domínio Actualidade, Nas bancas, Sociedade... em ensaio
O pioneiro Neil Armstrong.
Provavelmente este grupo de imagens condensa, para além de uma época, da superação de um limite ancestral, do abrir de novos horizontes, uma das maiores realizações da nossa civilização vivida por um homem. Pelo menos da civilização moderna. Se pensarmos em momentos decisivos na civilização humana, a obtenção do fogo, a capacidade de criar utensílios, o abandono da vida errante e a adopção de uma outra em sociedade estarão ao mesmo nível do histórico e da nossa evolução como o foi a ida do Homem à Lua.
A partir dessa data, 20 de Julho de 1969, os limites do Homem foram de novo desenhados ao sabor de um passo que durou 3 horas pela superfície lunar. E veja-se que esse limite foi refeito à menos de cinquenta anos. É o momento, o facto universal que foi vivenciado pelo Homem há menos tempo, que nos é mais próximo, e Armstrong esteve no extremo do conhecimento de muitos, da imaginação e crença de outros e foi o comandante de uma viagem maior, louca, vivida a três e posteriormente a dois. E ele foi o primeiro de um momento incrível de uma civilização que menos de vinte anos antes se degladiava em dois campos de batalha de uma guerra global e que esteve mais perto da aniquilação completa do que de uma superação destas.
E assim com Collins e Aldrin trocou a nacionalidade americana pelo o reconhecimento Universal e intemporal. Quem foi o quinto astronauta à pisar a Lua? Pois, só o próprio e os que lhe são próximos saberão mas o primeiro terá sempre o seu capítulo na história Humana e dará a face e o nome por um feito civilizacional. E pensar que a viagem da Apollo 11 esteve presa por um "fio"... tanta vezes. Genial. Uma vida feita odisseia como as relatadas por Verne na pele do comandante Nemo. Uma pessoa simples e de carácter que só veio valorizar aquele facto que resumiu numas palavras que foram o momento de uma vida e de uma civilização inteira: "one small step for man one giant leap for mankind".
terça-feira, julho 24
Mãe posso ir de super-homem!? Podes mas só hoje ao pé daqueles meninos tótós
Não sei se já se aperceberam mas, por exemplo, nas reuniões do Presidente da República ou nas reuniões da concertação social, nunca há imagens, nunca há som do que se passa no seu interior. Saem cá para fora e cada um conta o que se passou lá dentro. Várias vezes ou sempre as versões não batem certo.
Ora ontem "a virgem" encorpou no primeiro ministro e... por magia! e este disse, num léxico que muito agradará ao pagode, porque se entende de norte a sul de este a oeste, desde a quarta classe até aos meninos licenciados como relvas, que "se lixem as eleições, o que interessa é Portugal! soube-se porque onde nunca há nada mais do que uma porta que se fecha, houve vídeo! E houve som! Só não houve foguetes ou orgasmos múltiplos, pelo menos, visíveis em vídeo. E o nevoeiro...
Dom Pedro Passos Coelho, na sua montada branca e alada desceu sobre os laranjinhas parlamentares e abençoou-os com a sua pessoa piedosa, justa, honesta e audaciosa prometendo a salvação nacional nem que seja à custa deles próprios. Se fosse um congresso, teria que vir alguém explicar o que se tinha dito e concluir: talvez seja melhor votarem de novo. Ali, como ninguém explicou, bateram palmas e babaram-se em êxtase.
Espero que o vernáculo e a incorporação do ar virginal não vingue pelo pagode abaixo. Mais uma nota: apareceu para um jantar mas não para ir as terras pintadas a negro. Apareceu mais magro mas não é doença, é antes dieta e ginásio. Naturalmente. Óbvio. Estamos em plena época estival e este semi-deus não pode ir a banhos (este ano parece que a urgência já não o fará não ter férias) naqueles preparos balofos. Tem outra vantagem. Se o virem naquele aspecto anoréctico, este funcionará como um par de óculos. Não se bate numa pessoa de óculos ou doentinha...
Domínio Actualidade, Estado xoné, Ridículo
...e continua o erro crasso
Faltam,
mais coisa menos coisa, cinco semanas do arranque do ano lectivo. Por esta
altura as escolas deveriam estar com o próximo ano lectivo quase preparado e
estando apenas a alinhavar as pontas e aqueles pequenos imponderáveis ou
situações que vão ocorrendo. Saber o número de alunos e as regras para a
distribuição do serviço fazem parte do mínimo indispensável. Até ao dia de
ontem, as escolas haviam recebido tantas alterações nessas ditas regras, como os
noticiários foram dando conta, deixando as mesmas o sistema à beira de um
ataque de nervos, frustrado e em alguns casos em profunda desorientação.
Pois
bem, num volte-face inesperado mas tendo em conta o ministério em
causa e o ministro em particular, já seria de esperar…o ministério enviou uma
nova circular às escolas onde indica as novas orientações para a redução, ao
máximo, de professores com horários zero. A ideia é que a estes lhes seja distribuída
qualquer tarefa para que estes não fiquem nas escolas, cumprindo a crata ou
crassa promessa, de que nenhum ficaria sem horário. As novas ordens alteram as
orientações pela enésima vez. Qualquer coisa como: oh chefe então como é? Eh
pah põe tudo por ordem alfabética…(1 hora depois…) ou melhor coloca por cores…(1
hora depois…) ou melhor coloca por tamanhos…(1 hora depois…) ou melhor
distribui pelo peso…(1 hora depois…) ou melhor distribui por vectores! Hein!?
Oh chefe entenda-se!
É assim ou tem
sido assim…e lá lê-se que, "considerando a necessidade de garantir a
ocupação de tempos lectivos a todos os docentes relativamente aos quais se
venha a verificar a ausência ou insuficiência de componente lectiva, cumpre
estabelecer orientações para a melhoria de distribuição de serviço docente em
cada agrupamento ou escola não agrupada". As escolas devem "abrir
ofertas no âmbito do ensino recorrente, distribuir componente lectiva no 3.º
ciclo aos docentes de Educação Visual e Tecnológica e afectar docentes de
carreira de Potuguês e Matemática "às actividades de apoio ao estudo"
no 1.º ciclo do ensino básico, situação que viola alguma lei uma vez que todos
os professores, pela formação académica, estão sujeitos às suas habilitações e
ser professor de 1.º ciclo não é o mesmo que ser de 3.º ciclo ou secundário. Ou
seja o ministério passa uma novo certificado de habilitações “em pó” ou à lá
relvas aos docentes.
Se isto não acabar
com os horários zero, propõe-se uma longa lista de actividades que podem ser
distribuídas aos professores com ausência de componente lectiva: apoio à biblioteca,
activades de orientação escolar para alunos do 8.º e 9.º anos, programas de
tutoria, actividades de apoio pedagógico acrescido, actividades de
aprofundamento da língua portuguesa que facilitem a integração de alunos
oriundos de países estrangeiros, lavar o carro do director, cortar a relva das
áreas verdes, agitar um abano para correr um ar fresquinho na direcção, fazer
constantes e incessantes comentários de motivação a quem vai leccionar, tipo
cheerleaders.
Não fosse a
besta crassa, a saída desta situação seria basicamente diminuir o número exageradíssimo
de alunos por turma. Assim, continuamos a brincar com a vida das pessoas. Uma
saudação especial para o grupo de pessoas que optou por reunir todos juntos com
o ministro e não em separado. Quer isto dizer que finalmente se chega à
conclusão óbvia que o discurso não era o mesmo para todos. O chamado divide to
conquer.
sexta-feira, junho 22
Que seja o 1.º e único tombo helénico
O Ministro das Finanças gregas, recém empossado na empreitada não resistiu e...desmaiou. Deve ter andado fora da... Terra e não deve ter visto, por exemplo, o Financial Times, o El Mundo, o Wall Street Journal ou outro qualquer jornal diário mundial de referência desde há... dois anos? ... Certo é que as notícias dizem que vai ficar em repouso durante alguns dias. Começa pelo melhor, parece-me. Uma coisa parece certa que é: podia não saber onde se estava a meter mas este tombo dá ideia que descobriu... Ânimo.
Domínio Actualidade, Curtas, Europa, Nas bancas, Política
sexta-feira, abril 27
Insustentável dureza da tristeza
...fazia por esta altura a volta devida às últimas notícias que o dia nos deixou ou acabou de dar e assim do nada, o que é o mesmo que dizer, a partir da ponta dos dedos comandados pelo desejo inconsciente de visitar todos os diários nacionais e não só, dei com esta foto e mergulhei num estado de simpatia difícil de descrever e mais de entender. Esta foto de Paulo Portas deu-me um tabefe por dentro que quase me fez suar os olhos.
Não tenho particular simpatia pelo mesmo. Já o seu irmão transmitia-me mais qualquer coisa, uns olhos de honestidade que parece só os militantes de esquerda parecem dar. Como se os mesmos fossem uma janela para uma alma que viu, sente sinceramente e transmite sem subterfúgios as dores do que menos podem. Fiquei obviamente triste pela sua perda, mais que prematura, mas longe de me fazer sentir no sentir em que esta foto me deixou.
"Amigo" isso é daqueles coisas que só o tempo poderá...minorar. Esquecer será certamente um verbo a conjugar. Ânimo.
foto in DN
segunda-feira, março 12
Ensaio sobre a lucidez, presidencial
Depois de tantas intervenções estranhas, incoerentes no tempo, no modo e aos olhos da realidade, decidimos aqui na redacção do perpétuo procurar saber quem são os conselheiros do Presidente da República que a ajudam a encontrar tão rápido o modo como não se deve proceder com a língua. Bem sei que o Sr. Presidente faz a tarefa sem receber mas nem por isso se pode o que se quer (seja condição médica ou não... cavaco parece pouco lúcido) mas por vezes há bens que dados saem bem mais caros do que outros novos em folha e de marca reconhecida. Pois não se via ou vê ainda nada na prateleira para poder comprar mas...haja fé, a ministra disse que tinha fé que chovesse e choveu?
Domínio Actualidade, Pedrada no charco, Portugal
segunda-feira, fevereiro 27
Ao cuidado de: Álvaro
Ao abrigo de "quando um sábio aponta para a Lua, o parvo olha para o dedo" deixo aqui uma dica, não foi a primeira nem será seguramente a última, para a nossa exportação, à laia do dedo esticado para o "pastel" de Álvaro. Bem sei que é cultura... pois, essa putrefacta semente que alimenta uma parte cada vez mais exígua do espírito do Homem (maldita sejas ó resquício pensante que interfere com a nossa passividade e colhe a produtividade em massas), mas talvez seja de considerar. É que acredito que nós aqui no extremo oriente lusitano, ups perdão (ainda bem que este não é, e eu por extensão, um meio informativo do estado senão era maso-insana e incessantemente sanado e não por esta ordem) extremo oriente euro-asiático-angolano não daremos por falta dela
- entre as horas de trabalho, a supressão de férias, feriados, os bancos de horas e demais disposições do acordo da concertação entre patrões, governo e um senhor gordinho e meio carecas de óculos genro do sempre em pé -
mas os senhores do nosso dinheiro, do corpo em vida ou não e do destino terão com que se entreter enquanto contam os dividendos das nossas privatizações e dos juros dos empréstimos forçados. Para eles a cultura ainda faz sentido e que melhor que comer um pastel de belém acompanhado de um sumol e ouvir esta rapaziada num jardim do CCB nas margens do rio Spree (sim... também desmontaremos o CCB que irá passar-se a chamar CCB... - Centro Cultural de Berlim - sendo este reedificado numa das margens do rio Spree com vista para a Porta de Brandemburgo).
E esta música até pode servir de slogan do Governo. A palavra Hang tem múltiplas leituras: como aguentem-se (hang on), como saiam (hang out) ou para o falecimento propositado induzido (hang yourselfe).
- entre as horas de trabalho, a supressão de férias, feriados, os bancos de horas e demais disposições do acordo da concertação entre patrões, governo e um senhor gordinho e meio carecas de óculos genro do sempre em pé -
mas os senhores do nosso dinheiro, do corpo em vida ou não e do destino terão com que se entreter enquanto contam os dividendos das nossas privatizações e dos juros dos empréstimos forçados. Para eles a cultura ainda faz sentido e que melhor que comer um pastel de belém acompanhado de um sumol e ouvir esta rapaziada num jardim do CCB nas margens do rio Spree (sim... também desmontaremos o CCB que irá passar-se a chamar CCB... - Centro Cultural de Berlim - sendo este reedificado numa das margens do rio Spree com vista para a Porta de Brandemburgo).
E esta música até pode servir de slogan do Governo. A palavra Hang tem múltiplas leituras: como aguentem-se (hang on), como saiam (hang out) ou para o falecimento propositado induzido (hang yourselfe).
terça-feira, fevereiro 14
Do dia também, mas de ontem
Já está a levantar fervura :) o maior este Homem! Boa data para comemorar. De um ouvinte diário.
Domínio Actualidade, Efemérides, Video
domingo, fevereiro 12
Constatação de um facto
Sim... não estou de acordo com o acordo ortográfico. Isso e que também não há maneira de chover...
segunda-feira, dezembro 19
Primeiro-ministro = défice cognitivo certificado
Eu já vezes sem conta pensei para mim: não oiças o fórum da TSF ou não vejas notícias ou nem ligues aos empresários pequenos e graúdos que comentam a coisa pública ou não ligues aos políticos que eles são lixo.
Bem, não consigo. Qualquer que seja o lado para o qual me viro dou de fronte com aquelas pensamentos e sou sincero ando meio farto desta merda a um ponto que qualquer dia racho a tromba a alguém que me venha com essa conversa, de preferência o primeiro-ministro numa visita cá à escola – está convidado. Ando mesmo mas mesmo farto. Ando farto dos governantes que roubam a torto e a direito, dos empresários que roubam nem que seja porque não existe um único desses filhos da puta que paga os impostos na totalidade como eu, nem um. E depois tenho que andar na rua a ouvir esta corja de camelos e bestas. Oh Manuel Acácio, que tens de doutor ou menos do que eu, pelo saúde dos teus filhos ou da tua mãezinha faz algum tipo de moderação se faz favor ou veste mais a pele do diabo quando alguma dessas aves raras me entra pela rádio com o teu patrocínio e me fura os tímpanos com tamanhos dislates. Eu gosto muito da TSF mas acho que, a bem da minha saúde, vou fazer-lhe o mesmo que fiz à quadratura do círculo, aos prós e contras e semelhantes fóruns – vou desistir deles.
O primeiro-ministro, que eu poderia classificar aqui com os maiores impropérios imaginados ou não dignos de prisão certa, disse que os professores deviam ir embora, emigrar. Provavelmente amanhã serão os enfermeiros e depois os médicos. Esta afirmação teria muito que comentar e pelo que oiço na TSF tudo o que é comentador de ocasião acha que sim, que a malta deve sair. “E a família!? Eh pá fica cá ou divorcia-te ou põe tudo à venda!” Eu só questiono, pelo menos, uma coisa: este país não investiu na minha formação? Não gastou dinheiro comigo? Para quê? Para eu ir para fora criar riqueza com a minha formação – partindo do princípio que eu pegaria numa mochila, entraria num país qualquer e logo me abraçariam dizendo: “até que enfim! Estávamos nós aqui meio burros mas tudo isso vai mudar porque tu chegaste!” Nem nos PALOP’s isso se verificaria quanto mais noutro qualquer país, digamos, da UE. Desde quando é que um país tem problemas com o excesso de formação de um ramo social!? Um país tem problemas é com a falta de formação das suas gentes e não o contrário. Por isso existem universidades e cursos especializados e variados. A formação superior, de rigor, será sempre bem-vinda e nunca poderá ser demais. Haverá mais formandos do que a capacidade de absorção dos mesmos? Então atalhe-se esse problema orientando as pessoas para outro tipo de formação mais necessárias. Alguém já pensou como é que um aluno escolhe um curso superior?
Pois claro é pelo gosto na suposta área. Mas será que a sociedade está disponível para absorver essa formação? Pois ninguém sabe. Se uma sociedade estivesse bem organizada seria fácil que a medio-prazo se soubesse que daqui a sete ou dez anos irá ser necessário formandos nas áreas de “x” ou “y” evitando formações em vazio. Sim porque os alunos apesar de hoje escolherem com base nos seus gostos pessoais também são suficientemente adultos para perceberem que não adianta plantar em terras inférteis.
Nós não temos um governo, temos uma espécie de camelos que se juntam para beber água. Se houvesse mesmo algum tipo de governo, nomeadamente ministros da economia, emprego e do ensino superior, dir-se-ia assim: muito bem, temos “não sei quantas” mil pessoas sem emprego mas com formação superior. Isso é bom? É, é melhor ter alguém formado do que não do mesmo modo que é melhor ter um carro do que uma moto – dá mais hipóteses de aproveitamento. Como será possível reaproveitá-las? Reformatá-las? Isto é, se tivermos alguém que seja professor por exemplo de matemática ou de física e química, de que modo ela poderá ser útil seja para o sector privado ou público? A sua formação é válida, muito válida mas só os mentecaptos vêem nisso um enorme óbice. É estúpido, é uma burrice de tal modo enorme que ainda está para nascer uma classe social mais estúpida, mais rasteira do que a dos políticos.
Eu sou professor por gosto, ainda, mas se soubesse que a minha contribuição não seria bem-vinda nesta área mudaria de trabalho mesmo que fosse preciso reciclar as minhas valências. Aliás já o tentei fazer mas esbarro sempre no classificativo de que “é professor”. Não interessa o que sei de matemática ou física, estou rotulado pelas mesmas empresas ou organismos que me dizem que há professores a mais. Senão permitem que me reciclem como raios eu poderei deixar de ser um estorvo?
Mas haja sorte porque ainda não foi desta que, parafraseando as bestas que continuo a ouvir na TSF que pedem para que as pessoas saiam da zona de conforto, que ainda não nos disseram: “eh pá, vejam lá se falecem! É que não estão a dar jeito nenhum aqui agora, a ocupar espaço a imitar a malta a respirar. Se puderem vir daqui a dez anos, talvez haja qualquer coisinha. Vá-lá saiam da vossa zona de conforto. Faleçam lá querendo porque se não ainda vos fazemos, mais, falecer.”
Os professores vão hoje e num orgasmo mental utópico gostava mesmo que saíssem todos. E depois os enfermeiros e depois os engenheiros e depois os médicos e deixássemos as piranhas a devorarem-se umas às outras (quando falo em piranhas falo obviamente nos políticos) e que a última que soçobrar, pague a conta.
Pelo que me toca renovo os mesmos votos, não de Natal mas para a vida, os quais eram costumeiros no tempo do outro governo: estimo bem que se fo#%& todos os membros do governo e pelo meio espero que morram, do fundo do coração, porque o ar que vos anima essa verborreia mental ajudava-me a mim a fazer algo de realmente útil. E farei questão, mesmo não gostando, de comer uma passa tendo como desejo que alguém que tenha chegado ao fim da linha perca o tino e rompa a vossa têmpora com um corpo metálico animado de movimento rectilíneo uniformemente acelerado.
Bem, não consigo. Qualquer que seja o lado para o qual me viro dou de fronte com aquelas pensamentos e sou sincero ando meio farto desta merda a um ponto que qualquer dia racho a tromba a alguém que me venha com essa conversa, de preferência o primeiro-ministro numa visita cá à escola – está convidado. Ando mesmo mas mesmo farto. Ando farto dos governantes que roubam a torto e a direito, dos empresários que roubam nem que seja porque não existe um único desses filhos da puta que paga os impostos na totalidade como eu, nem um. E depois tenho que andar na rua a ouvir esta corja de camelos e bestas. Oh Manuel Acácio, que tens de doutor ou menos do que eu, pelo saúde dos teus filhos ou da tua mãezinha faz algum tipo de moderação se faz favor ou veste mais a pele do diabo quando alguma dessas aves raras me entra pela rádio com o teu patrocínio e me fura os tímpanos com tamanhos dislates. Eu gosto muito da TSF mas acho que, a bem da minha saúde, vou fazer-lhe o mesmo que fiz à quadratura do círculo, aos prós e contras e semelhantes fóruns – vou desistir deles.
O primeiro-ministro, que eu poderia classificar aqui com os maiores impropérios imaginados ou não dignos de prisão certa, disse que os professores deviam ir embora, emigrar. Provavelmente amanhã serão os enfermeiros e depois os médicos. Esta afirmação teria muito que comentar e pelo que oiço na TSF tudo o que é comentador de ocasião acha que sim, que a malta deve sair. “E a família!? Eh pá fica cá ou divorcia-te ou põe tudo à venda!” Eu só questiono, pelo menos, uma coisa: este país não investiu na minha formação? Não gastou dinheiro comigo? Para quê? Para eu ir para fora criar riqueza com a minha formação – partindo do princípio que eu pegaria numa mochila, entraria num país qualquer e logo me abraçariam dizendo: “até que enfim! Estávamos nós aqui meio burros mas tudo isso vai mudar porque tu chegaste!” Nem nos PALOP’s isso se verificaria quanto mais noutro qualquer país, digamos, da UE. Desde quando é que um país tem problemas com o excesso de formação de um ramo social!? Um país tem problemas é com a falta de formação das suas gentes e não o contrário. Por isso existem universidades e cursos especializados e variados. A formação superior, de rigor, será sempre bem-vinda e nunca poderá ser demais. Haverá mais formandos do que a capacidade de absorção dos mesmos? Então atalhe-se esse problema orientando as pessoas para outro tipo de formação mais necessárias. Alguém já pensou como é que um aluno escolhe um curso superior?
Pois claro é pelo gosto na suposta área. Mas será que a sociedade está disponível para absorver essa formação? Pois ninguém sabe. Se uma sociedade estivesse bem organizada seria fácil que a medio-prazo se soubesse que daqui a sete ou dez anos irá ser necessário formandos nas áreas de “x” ou “y” evitando formações em vazio. Sim porque os alunos apesar de hoje escolherem com base nos seus gostos pessoais também são suficientemente adultos para perceberem que não adianta plantar em terras inférteis.
Nós não temos um governo, temos uma espécie de camelos que se juntam para beber água. Se houvesse mesmo algum tipo de governo, nomeadamente ministros da economia, emprego e do ensino superior, dir-se-ia assim: muito bem, temos “não sei quantas” mil pessoas sem emprego mas com formação superior. Isso é bom? É, é melhor ter alguém formado do que não do mesmo modo que é melhor ter um carro do que uma moto – dá mais hipóteses de aproveitamento. Como será possível reaproveitá-las? Reformatá-las? Isto é, se tivermos alguém que seja professor por exemplo de matemática ou de física e química, de que modo ela poderá ser útil seja para o sector privado ou público? A sua formação é válida, muito válida mas só os mentecaptos vêem nisso um enorme óbice. É estúpido, é uma burrice de tal modo enorme que ainda está para nascer uma classe social mais estúpida, mais rasteira do que a dos políticos.
Eu sou professor por gosto, ainda, mas se soubesse que a minha contribuição não seria bem-vinda nesta área mudaria de trabalho mesmo que fosse preciso reciclar as minhas valências. Aliás já o tentei fazer mas esbarro sempre no classificativo de que “é professor”. Não interessa o que sei de matemática ou física, estou rotulado pelas mesmas empresas ou organismos que me dizem que há professores a mais. Senão permitem que me reciclem como raios eu poderei deixar de ser um estorvo?
Mas haja sorte porque ainda não foi desta que, parafraseando as bestas que continuo a ouvir na TSF que pedem para que as pessoas saiam da zona de conforto, que ainda não nos disseram: “eh pá, vejam lá se falecem! É que não estão a dar jeito nenhum aqui agora, a ocupar espaço a imitar a malta a respirar. Se puderem vir daqui a dez anos, talvez haja qualquer coisinha. Vá-lá saiam da vossa zona de conforto. Faleçam lá querendo porque se não ainda vos fazemos, mais, falecer.”
Os professores vão hoje e num orgasmo mental utópico gostava mesmo que saíssem todos. E depois os enfermeiros e depois os engenheiros e depois os médicos e deixássemos as piranhas a devorarem-se umas às outras (quando falo em piranhas falo obviamente nos políticos) e que a última que soçobrar, pague a conta.
Pelo que me toca renovo os mesmos votos, não de Natal mas para a vida, os quais eram costumeiros no tempo do outro governo: estimo bem que se fo#%& todos os membros do governo e pelo meio espero que morram, do fundo do coração, porque o ar que vos anima essa verborreia mental ajudava-me a mim a fazer algo de realmente útil. E farei questão, mesmo não gostando, de comer uma passa tendo como desejo que alguém que tenha chegado ao fim da linha perca o tino e rompa a vossa têmpora com um corpo metálico animado de movimento rectilíneo uniformemente acelerado.
Domínio Actualidade, Política, Portugal
domingo, dezembro 11
Sei que não vão ler mas...
Na última sexta-feira, um dia após da entrada das portagens nas scut’s, tive que me fazer a casa e, como é da praxe na quase totalidade dos anos em que dou aulas, a A23 tornou-se o trajecto preferencial: por tempo, por comodidade e também por questão de segurança.
Sou condutor por gosto e não por obrigação. Gosto de conduzir e viagens grandes não me assustam mas não acho que a condução em auto-estrada seja grande entretém. É monotónica, monocórdica, monótona e tudo mono até porque vezes sem conta as viagens são feitas sozinho (o que eu até aprecio).
Adquiri a via verde que posteriormente “reajustei” a dispositivo electrónico de matrícula e estou “recenseado” como um daqueles que tem dez “transições” de borla. E é aqui que começa a minha acidez. Primeiro, a questão do utilizador pagador: sou contribuinte e como tal cabe-me, não porque quero mas porque assim é, entregar parte do meu ordenado para patrocinar coisas como metro’s, cp, carris, hospitais, obras de engenharia como a Ponte Vasco da Gama ou as estradas na cintura de Lisboa que, sendo portajadas não o são na medida justa do seu custo e outros serviços públicos ou obras das quais não faço uso. Não ando de metro ou comboio, não uso a Vasco da Gama ou vou a algum dos hospitais empresa que se fundaram e se patrocinaram neste país. Ou seja, sou pagador não utilizador. A única coisa de que me tenho serviço ao longo do tempo tem sido a A23. A sua conclusão coincide com o meu finalizar de curso e acabou por ser ela que me levou, em trabalho, a Castelo Branco, Mação, Sertã, Alvalade do Sado e nestes últimos anos a Vila de Rei. Não a uso diariamente mas há quem o faça. Escusado será dizer que desde o dia em que fiz dela a minha via de comunicação principal até hoje os custos associados para ir trabalhar têm sido progressivamente maiores e se assim é comigo como será com as pessoas que a usam diariamente, colegas meus ou não.
Voltando… na quinta-feira reli a legislação e descobri que afinal eu não tenho direito a dez viagens mensais mas sim a dez transições que, da leitura do referido documento, aprendemos que uma transição é um pórtico. Ou seja as notícias provam duas coisas: não se lêem as leis e o estado enganou as pessoas. Aqui permitam-me que os classifique como filhos da puta e merecedores de um pontapé no crânio (sim sou educado até determinado ponto – daí para a frente sou um verdadeiro cromagnon).
Assim na sexta-feira decidi fazer a viagem para casa ao longo da nacional como se a minha A23 estivesse infectada por um vírus contagioso. Resultado de tal empreitada: 4,4 litros por cada 100 quilómetros, 150 quilómetros percorridos, velocidade média de 80 quilómetros por hora. Tudo bom, inclusive menos gastos do que pela A23 tirando a velocidade média e por arrasto o tempo de viagem: mais meia hora que o normal. Para além disso 15 violações ao código da estrada vistas e inúmeras situações de perigo que vi, como cães a voarem para a estrada ou bermas que desabaram ou cruzamentos entre veículos pesados feitos na bênção das tangentes. Foi entretido porque foi novidade, não houve monotonia. Quero com isto dizer que é melhor por ali? Não. É seguramente mais barato mas infindavelmente mais perigoso: entre velhotes cuja velocidade (nos carros ou tractores) e reflexos entorpecem com a enchente das antigas vias, com o incumprimento de STOP’s por exemplo (esta foi uma situação normal), com os potenciais aumentos de atropelamentos (e vi um par dessas situações). Afirmo aqui que irá certamente haver um aumento dos acidentes e mortes. Não tenho a mínima dúvida.
Então em que modo é que alguém, nós condutores e pagadores e não utilizadores de outras obras nacionais e o estado, irá beneficiar? De modo nenhum. O trânsito na A23 era visivelmente menor e na nacional era comparavelmente maior. Segundo os contratos, o estado paga em função inversa ao tráfego, isto é, paga mais se passarem menos. As pessoas perderão, no extremo a vida e se assim não for o estado há-de garantir pessoas acamadas ou deficientes para o futuro, ou seja, perde ainda mais do que com a sua morte.
Quem ganha? Bem provavelmente as empresas privadas com quem o estado estabeleceu negócios ruinosos para nós. Assim sendo a equação é simples: para manter uma merda de contratos ruinosos para todos empenhamos tempo, dinheiro e a vida para que um conjunto de empresas mantenham os seus lucros. Uma espécie de violência doméstica: a mãe (nós) apanhamos do lombo enquanto o pai bebe e joga e guarda o dinheiro para as putas e o filho (o estado) perde porque a mãe deixa de conseguir fazer o que antes lhe fazia (pagar impostos), até trabalhar, e perde com as sequelas psicologias para toda a vida (gastos com os acidentes e deficientes).
Quando é que isto tem volta? Quando a mãe se passar dos testos, pegar numa arma e arrumar com o pai ou o sistema. Eu voto para que se compre TNT e se rebente com as caixinhas branquinhas na borda das auto-estradas, com que se partam e se deite o fogo aos serviços da brisa e das concessionárias e que os jovens piratas informáticos que estão na ordem do dia, que eu muito aprecio, (meninos não entrem numa espiral doentia de anarquismo) rebentem com os sistemas informáticos dessas empresas - não deixem bit sobre bit.
Amanhã há mais. Cumprimentos de um ex-utilizador das scut’s.
Sou condutor por gosto e não por obrigação. Gosto de conduzir e viagens grandes não me assustam mas não acho que a condução em auto-estrada seja grande entretém. É monotónica, monocórdica, monótona e tudo mono até porque vezes sem conta as viagens são feitas sozinho (o que eu até aprecio).
Adquiri a via verde que posteriormente “reajustei” a dispositivo electrónico de matrícula e estou “recenseado” como um daqueles que tem dez “transições” de borla. E é aqui que começa a minha acidez. Primeiro, a questão do utilizador pagador: sou contribuinte e como tal cabe-me, não porque quero mas porque assim é, entregar parte do meu ordenado para patrocinar coisas como metro’s, cp, carris, hospitais, obras de engenharia como a Ponte Vasco da Gama ou as estradas na cintura de Lisboa que, sendo portajadas não o são na medida justa do seu custo e outros serviços públicos ou obras das quais não faço uso. Não ando de metro ou comboio, não uso a Vasco da Gama ou vou a algum dos hospitais empresa que se fundaram e se patrocinaram neste país. Ou seja, sou pagador não utilizador. A única coisa de que me tenho serviço ao longo do tempo tem sido a A23. A sua conclusão coincide com o meu finalizar de curso e acabou por ser ela que me levou, em trabalho, a Castelo Branco, Mação, Sertã, Alvalade do Sado e nestes últimos anos a Vila de Rei. Não a uso diariamente mas há quem o faça. Escusado será dizer que desde o dia em que fiz dela a minha via de comunicação principal até hoje os custos associados para ir trabalhar têm sido progressivamente maiores e se assim é comigo como será com as pessoas que a usam diariamente, colegas meus ou não.
Voltando… na quinta-feira reli a legislação e descobri que afinal eu não tenho direito a dez viagens mensais mas sim a dez transições que, da leitura do referido documento, aprendemos que uma transição é um pórtico. Ou seja as notícias provam duas coisas: não se lêem as leis e o estado enganou as pessoas. Aqui permitam-me que os classifique como filhos da puta e merecedores de um pontapé no crânio (sim sou educado até determinado ponto – daí para a frente sou um verdadeiro cromagnon).
Assim na sexta-feira decidi fazer a viagem para casa ao longo da nacional como se a minha A23 estivesse infectada por um vírus contagioso. Resultado de tal empreitada: 4,4 litros por cada 100 quilómetros, 150 quilómetros percorridos, velocidade média de 80 quilómetros por hora. Tudo bom, inclusive menos gastos do que pela A23 tirando a velocidade média e por arrasto o tempo de viagem: mais meia hora que o normal. Para além disso 15 violações ao código da estrada vistas e inúmeras situações de perigo que vi, como cães a voarem para a estrada ou bermas que desabaram ou cruzamentos entre veículos pesados feitos na bênção das tangentes. Foi entretido porque foi novidade, não houve monotonia. Quero com isto dizer que é melhor por ali? Não. É seguramente mais barato mas infindavelmente mais perigoso: entre velhotes cuja velocidade (nos carros ou tractores) e reflexos entorpecem com a enchente das antigas vias, com o incumprimento de STOP’s por exemplo (esta foi uma situação normal), com os potenciais aumentos de atropelamentos (e vi um par dessas situações). Afirmo aqui que irá certamente haver um aumento dos acidentes e mortes. Não tenho a mínima dúvida.
Então em que modo é que alguém, nós condutores e pagadores e não utilizadores de outras obras nacionais e o estado, irá beneficiar? De modo nenhum. O trânsito na A23 era visivelmente menor e na nacional era comparavelmente maior. Segundo os contratos, o estado paga em função inversa ao tráfego, isto é, paga mais se passarem menos. As pessoas perderão, no extremo a vida e se assim não for o estado há-de garantir pessoas acamadas ou deficientes para o futuro, ou seja, perde ainda mais do que com a sua morte.
Quem ganha? Bem provavelmente as empresas privadas com quem o estado estabeleceu negócios ruinosos para nós. Assim sendo a equação é simples: para manter uma merda de contratos ruinosos para todos empenhamos tempo, dinheiro e a vida para que um conjunto de empresas mantenham os seus lucros. Uma espécie de violência doméstica: a mãe (nós) apanhamos do lombo enquanto o pai bebe e joga e guarda o dinheiro para as putas e o filho (o estado) perde porque a mãe deixa de conseguir fazer o que antes lhe fazia (pagar impostos), até trabalhar, e perde com as sequelas psicologias para toda a vida (gastos com os acidentes e deficientes).
Quando é que isto tem volta? Quando a mãe se passar dos testos, pegar numa arma e arrumar com o pai ou o sistema. Eu voto para que se compre TNT e se rebente com as caixinhas branquinhas na borda das auto-estradas, com que se partam e se deite o fogo aos serviços da brisa e das concessionárias e que os jovens piratas informáticos que estão na ordem do dia, que eu muito aprecio, (meninos não entrem numa espiral doentia de anarquismo) rebentem com os sistemas informáticos dessas empresas - não deixem bit sobre bit.
Amanhã há mais. Cumprimentos de um ex-utilizador das scut’s.
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